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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Eu agora sou feliz


Eu agora sou feliz (samba/carnaval, 1963) - Mestre Gato e Jamelão

Disco 78 rpm / Título da música: Eu agora sou feliz / Bispo, José (Compositor) / Gato, Mestre (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gravadora: Continental, 1963 / Nº Álbum 78171 / Gênero musical: Samba.

LP Carnaval de 1963 (Diversos artistas) / Título da música: Eu agora sou feliz / Bispo, José (Compositor) / Gato, Mestre (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gravadora: Continental, 1963 / Nº Álbum PPL 12047 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

 C   Am         Em
Eu agora sou feliz
F   G7           C
Eu agora vivo em paz
Dm7    G7         C              ( 2x )
Me abandona por favor
          A7             Dm7
Porque eu tenho um novo amor
      G7            C         G7          C
E eu não lhe quero mais ( eu agora sou feliz)

( Eb° )

Dm7           G7              C
Esquece que você já me pertenceu
           Dm7               E7
Que já foi você meu querido amor
Dm7           G7             C
Aquela velha amizade nossa já morreu
  D7      G7                  C
E agora quem não quer você sou eu
     G        C
Eu agora sou feliz

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Fechei a porta

Jamelão
Fechei a porta (samba/carnaval, 1960) - Sebastião Mota e Ferreira dos Santos - Intérprete: Jamelão

Disco 78 rpm / Título da música: Fechei a porta / Santos, Ferreira dos (Compositor) / Motta, Sebastião (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, Indefinida / Nº Álbum 17751 / Gênero musical: Samba.



Eu não quero mais amar
pra não sofrer ingratidão
depois do que eu passei
fechei a porta do meu coração

Eu não quero mais amar
pra não sofrer ingratidão
depois do que eu passei
fechei a porta do meu coração

Eu dei pra ela todo o carinho
e no entanto acabei sozinho

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Jamelão

José Bispo Clementino dos Santos, o Jamelão, nasceu na Rua Fonseca Teles, no bairro carioca de São Cristóvão, no dia 12 de maio de 1913. Conhecido por sua bela voz e sua enorme versatilidade, nosso "Gogó de Ouro" atravessa a passarela da música popular brasileira de um extremo ao outro; como cantor de samba e também como intérprete de belas canções de dor-de-cotovelo, principalmente Lupicínio Rodrigues.

Puxador de samba, jamais! Ele sempre diz: “Puxador é ladrão de carro. Eu não puxo samba coisa nenhuma, eu interpreto”. E como interpreta! Em sua longa estrada no carnaval verde e rosa da Mangueira, quando sua voz poderosa ecoa na avenida dizendo os primeiros versos de um samba enredo, é puro júbilo popular. Até quem não é mangueirense se emociona com sua voz e vitalidade. Para chegar até aí, percorreu um longo e tortuoso caminho.

Tudo começou quando, aos dez anos, cismou em aprender a tocar bandolim e cavaquinho, presente do pai, um pintor de paredes. José Bispo tinha quatro irmãos e aos quinze anos, quando o pai foi embora com outra mulher, precisou ir trabalhar na fábrica de tecidos Confiança, em Vila Isabel, para ajudar a mãe nas despesas de casa. Trabalhou também como jornaleiro e costuma dizer que sua voz foi treinada nos pregões que gritava para vender jornal.

Ao mesmo tempo, sem nenhuma pretensão, frequentava as gafieiras da cidade e se tornou íntimos dos músicos e, um dia, foi convidado para cantar na Gafieira Jardim do Meyer. O sucesso foi tanto que logo surgiram outros convites e ele passou a ser "crooner" de diversos "dancings" da cidade.

Foi no Jardim do Méier que ganhou o apelido de Jamelão. Seu Euclides, o gerente, na hora de anunciá-lo não sabia bem o seu nome e, numa alusão à sua cor, idêntica a da fruta, chamou-o pelo nome de Jamelão e o apelido ficou para sempre.

No final da década de 40 ele resolveu tentar o rádio. Primeiro passou pela Rádio Clube do Brasil, depois Rádio Guanabara e, por fim, a Rádio Tupi. No período de 1957 a 1965 Jamelão participou do "cast" da Rádio Nacional. Fez também filmes com Oscarito e Grande Otelo nos tempos da Atlântida.

Na década de 50 gravou seu primeiro LP, com o samba Maior é Deus, de Felisberto Martins. Foi neste tempo também que o samba-enredo ganhou dimensão e, desde essa época, passou a "interpretar" os sambas da Estação Primeira de Mangueira sendo sempre campeão em suas interpretações na avenida.

Na década de 60 aproximou-se de Lupicínio Rodrigues, tendo gravado, de início, duas de suas músicas num LP: Ela disse-me assim e Exemplo. Depois, gravou outras tantas e, até hoje, é considerado seu melhor intérprete. Além de outras interpretações de dores-de-cotovelo como Castigo, de Dolores Duran; Matriz ou filial de Lúcio Cardim e Um dia hás de pagar, dele próprio.

Passado o tempo, e com um público fiel à sua bela voz, em 1977, num show do Seis e Meia, no Teatro João Caetano foi recorde de público na época (duas mil pessoas por dia). Em 1987 conseguiu realizar um grande sonho: gravar um disco só com músicas de Lupicínio Rodrigues, considerado pela crítica um dos melhores discos daquele ano. Casado há mais de 50 anos com D. Delice, tem uma única filha.


Fonte: Obi Music

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Sozinha


Sozinha (samba-canção, 1963) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Sozinha / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba canção.


Tom: G  

G7M   G#º   Am9
    Vivia sozinha,
              D7/9              Bm7
Num ranchinho velho, feito de sopapo,
                Em7                    Am9
o seu rádio de noite era o canto de um sapo,
                D7/9               Bm7/b5 E7
sua cama uma esteira estendida no chão.
       Am9            D7/9                 Bm7
Sua refeição era um bocado de charque e farinha,
               Em7               Am7
pois nem prá comer a coitada não tinha,
            D7/9              F E7
sequer no café, um pedaço de pão.

               Am9
Levei pro meu sítio,
              D7/9                   Bm7
troquei por cetim os seus trapos de chita,
             Em7                Am7
até prá "marvada" se ver mais bonita
                D7/9                 F E7
pus luz no seu quarto, invés de candeeiro.
             Am9               D7/9                Bm7
E só por dinheiro, sabem o que fez essa ingrata mulher?:
               Em7                 Am7
fugiu com o doutor que eu mesmo chamei
                D7/9       D7/b9     G7M  G7/9
e paguei prá curar os seus bichos-de-pé.

            C7M
Assim me falou
           C#º                G6/9
um pobre matuto, coitado, chorando
        E7/9                Am9
em seu desespero foi me ensinando,
               D7/9      D7/b9      G7M  G#º
que em todo lugar mulher sempre é mulher.
             Am9               D7/9               Bm7
Se pede uma flor e a gente lhe dá ela exige uma estrela
          Em7            Am7
e se por acaso ela não obtê-la
                D7/9   D7/b9        G7M G7/9
se vai com o primeiro homem que lhe der.

            C7M                             G7M Cm6 G6/9
Assim me falou.... (até) .... homem que lhe der.

Torre de Babel


Torre de Babel (samba-canção, 1964) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Torre de Babel / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba canção.



Quando nos conhecemos
Numa festa em que estivemos
Nos gostamos, nos juramos
Um do outro ser fiel
Depois continuamos
Nos querendo, nos gostando
Nosso amor foi aumentando
Qual a Torre de Babel

E a construção foi indo
Foi crescendo, foi subindo
Lá no céu quase atingindo
Nos domínios do Senhor

E agora se aproximando
Nosso maior momento
Esse desentendimento
Quer parar o nosso amor

Mas eu não acredito
Isso não há de acontecer
Porque eu continuo lhe adorando
E hei de arranjar um meio de lhe convencer

Que volte, meu amor
Seu bem está chamando
Por um capricho seu
Não há de ser que essa amizade
Vá ter esse desfecho tão cruel
Que tiveram porque se desentenderam
Aqueles que pretenderam
Fazer a Torre de Babel

Um favor


Um Favor (samba-canção, s.d.) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Um Favor / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba canção.


A         E7        A        E7
Eu hoje acordei pensando
A           E7      A
Por que eu vivo chorando
Dbm  Cm      Bm   Gb7  Bm
Podendo lhe procurar
Gb7      Bm
Se a lágrima é tão maldita
Gb7    Bm
Que a pessoa mais bonita
E7         A     Gb7  Bm  E7
Cobre o rosto prá chorar

                   A
E refletindo um segundo
E7               A7
Resolvi pedir ao mundo
D
Que me fizesse um favor
F7                 Dbm
Para que eu não mais chorasse
Gb7        Bm
Que alguém me ajudasse
E7            A        E7
A encontrar o meu amor

  A         E7         A
Maestros, músicos, cantores
E7                 A
Gente de todas as cores
Eo         Gb7       Bm    Gb7   Bm
Façam esse favor prá mim
E
Quem souber cantar que cante
Bm    
Quem souber tocar que toque
E7                   A
Flauta trombone ou clarim

                 A7          A             A7
Quem puder que grite / Quem tiver apito, apite
D           F7              Dbm
Faça esse mundo acordar / Para que onde ela esteja
Gb7     Bm   E7                 A     F   A
Saiba que alguém rasteja / Pedindo pra ela voltar

Homenagem


Homenagem (samba-canção, 1961) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Homenagem / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba canção.


G        Am            D7
Eu agradeço estas homenagens
G     Am7   Bm7
Que vocês me fazem
Bbo      Am                D7
Pelas bobagens e coisas bonitas
     G      G7
Que dizem que eu fiz
               C      Cm
Receber os presentes, 
                  Bm     Em 
Isto eu não tenho coragem 
          Am                 D7     
Vão entregá-los a quem de direito 
          G   Am7   Bm7  Am7 
deve ser feliz. 

             G
Levem estas flores
           Abo                   Am
Para aquela que agora deve estar chorando
                  D7
Por não poder estar neste momento
         G   Am7  Bm7   Am7
Aqui perto de mim

       G                      Bbo              Am
Pra receber estas honras que a outra está desfrutando
          D7                                    
O nosso amor clandestino é que obriga
         G      Bm7 Am7 D7
a vivermos assim

             G                E7                Am
Levem estas flores e digam pra ela ficar me esperando
             D7          
E no que terminar a festa
               G   Am7 Bm7 D7
eu irei abraçar meu amor
  G                    G7
Pois apesar de não sermos casados
           C                         Bm
É quem me inspira e está sempre ao meu lado
     G        Em           Am
Me acompanhando nas horas difíceis
D7       G     Cm    G
Nas horas de dor . . .

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Grande Deus

Grande Deus (samba-canção, 1946) - Cartola - Intérprete: Jamelão

Disco 78 rpm / Título da música: Grande Deus / Cartola (Compositor) / Jamelão (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1958 / Nº Álbum: 17.573-a / Lado A / Gênero musical: Samba-canção.



Deus,
Grande Deus
Meu destino bem sei
Foi traçado pelos dedos teus
Grande Deus
De joelhos aqui eu voltei para te implorar
Perdoai-me
Sei que errei um dia
Oh! Perdoai-me pelo nome de Maria
Que nunca mais direi o que não devia
Eu errei, grande Deus
Mas quem é que não erra
Quando vê seu castelo cair sobre
a terra
Julguei Senhor, daquele sonho
Eu jamais despertaria
Se errei, perdoai-me
Pelo amor de Maria

domingo, 4 de junho de 2006

Matriz ou filial

Lúcio Cardim
É comum atribuir-se a Lupicínio Rodrigues a autoria de “Matriz ou Filial” um autêntico samba-canção “dor de cotovelo”. Como se não bastasse a linha melódica abolerada sempre associada ao clima de “inferninho”, e o tratamento dramático do tema paixão / rivalidade / arrependimento, a composição ainda seria, não por acaso, lançada por Jamelão, o intérprete maior de Lupicínio: “Quem sou eu / pra ter direitos exclusivos sobre ela / se eu não posso sustentar / os sonhos dela / se nada tenho e cada um vale / o que tem...”

Entretanto o autor desses versos é o santista Lúcio Cardim, personagem da noite, como Lupi, e que integrou em sua época um restrito grupo de compositores paulistas reconhecidos e gravados em outros estados.

As reflexões e tiradas surpreendentes do ambiente de bas fond, dominantes na obra de Cardim, podem ser apreciadas em “Matriz ou Filial”, que ele chegou a gravar, juntamente com outras composições de sua autoria, num elepê (o único em toda a sua carreira) intitulado Obra-prima, em 1978 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Matriz ou filial (samba-canção, 1964) - Lúcio Cardim - Intérprete: Jamelão

LP O Autêntico Jamelão (O Bom) / Título da Música: Matriz ou filial / Lúcio Cardim (Compositor) / Jamelão (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1965 / Álbum: PPL 12249 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba-canção.

Bm7                E                      C#m7
  quem sou eu     pra' ter direitos exclusivos sobre ela
             F#m        C°            Bm7
  se eu não posso sustentar os sonhos dela
           E7                         A7+ C#m5-/7  F#7
  se nada tenho e cada um vale o que tem
 
           Bm7              E                   C#m7
  quem sou eu     pra' sufocar a solidão da sua boca
           F#m          C°           Bm7
  que hoje diz que é matriz e quase louca
             E7                   A7+  C#m5-/7  F#7
  quando brigamos diz que é a filial
 
      D7+               E                         C#m7
  afinal     se amar demais passou a ser o meu defeito
            F#m              C°           Bm7
  é bem possível que eu não tenha mais direito
             E7                            A7+  C#m5-/7  F#7
  de ser matriz por ter sòmente amor pra' dar
 
   D7+               E                          C#m7
  afinal  o que ela pensa em conseguir me desprezando
          F#m        C°          Bm7
  se sua sina sempre é voltar chorando
         E7                      A7+  D7+
  arrependida me pedindo pra' ficar

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Exaltação à Mangueira

Jamelão
Desde a década de 1920, o Morro de Mangueira é motivo de inspiração de muitas composições, graças, principalmente, ao seu prestígio como importante reduto do samba.

Uma dessas composições é "Exaltação à Mangueira", uma sincera homenagem dos mangueirenses Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa, que se tornou uma espécie de hino informal da verde-e-rosa: "Mangueira, o teu cenário é uma beleza / que a natureza criou... ô... ô! / o morro com seus barracões de zinco / quando amanhece, que esplendor...".

Moradores de Mangueira por toda a vida, trabalhadores da cerâmica ali existente, Aloísio e Enéas fizeram este samba (a ideia foi de Enéas) num intervalo de almoço, conforme depoimento do primeiro ao pesquisador Arthur L. de Oliveira (publicado no jornal A Voz do Morro, em fevereiro de 96).

Detalhe curioso relembrado por Aloísio: "A princípio, a gente fez os versos 'todo mundo te conhece até no interior / não é bafo de boca / nem mania, não senhor'. Mas o presidente da Mangueira, Hermes Rodrigues, reclamou: 'Desse jeito não tá legal'. Então ficou assim: 'Todo mundo te conhece ao longe / pelo som de teus tamborins / e o rufar do teu tambor...". "Exaltação à Mangueira" foi lançada por outro mangueirense de coração, o cantor Jamelão, para o carnaval de 56.

Exaltação à Mangueira (samba/carnaval, 1956) - Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa - Intérprete: Jamelão

Disco 78 rpm / Título da música: Exaltação à mangueira / Costa, Aloísio Augusto (Compositor) / Silva, Eneas Brittes da (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Grupo da Mangueira (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, Setembro/1955-Dezembro/1955 / Nº Álbum 17196 / Gênero musical: Samba.



Mangueira teu cenário é uma beleza
Que a natureza criou, ô...ô...

O morro com teus barracões de zinco,
Quando amanhece, que esplendor,
Todo o mundo te conhece ao longe,
Pelo som teus tamborins
E o rufar do teu tambor, Chegou, ô... ô...
A mangueira chegou, ô... ô...

Ó Mangueira, teu passado de glória,
Ficou gravado na história,
É verde-Rosa a cor da tua bandeira,
Pra mostrar a essa gente,
Que o samba, é lá em Mangueira !


A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34