quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Cifras e letras de Baden Powell


Algumas músicas:

Apelo
Berimbau
Bocoché
Bom dia, amigo
Canto de Iemanjá
Canto de Ossanha
Canto de Pedra-Preta
Canto de Xangô
Consolação
Deixa
Deve ser amor
É de lei
Feitinha pro poeta
Formosa
Garota de Ipanema
Labareda
Lapinha
Manhã de Carnaval
O astronauta
Refém da solidão
Samba da benção
Samba em prelúdio
Samba triste
Só por amor
Tem dó
Tempo de amor (Samba do Veloso)
Tempo feliz
Tristeza e solidão
Última forma
Valsa de Eurídice
Velho amigo
Vou deitar e rolar

Veja também:

Agostinho dos Santos
Alaíde Costa
Aloysio de Oliveira
Billy Blanco
Bossa Nova, Dicionário da
Bossa Nova, História da
Bossa Nova, mais letras
Cariocas, Os
Carlos Lyra
Chico Feitosa
Edu Lobo
Elizeth Cardoso
João Gilberto
Johnny Alf
Leila Pinheiro
Luiz Bonfá
Lula Freire
Maysa
Nara Leão
Newton Mendonça
Roberto Menescal
Ronaldo Bôscoli
Sylvia Telles
Tom Jobim
Vinícius de Moraes

Tempo de amor (Samba do Veloso)

Baden Powell
Tempo de amor - Baden Powell e Vinícius de Moraes

Ah, bem melhor seria
Poder viver em paz
Sem ter que sofrer
Sem ter que chorar
Sem ter que querer
Sem ter que se dar

Mas tem que sofrer
Mas tem que chorar
Mas tem que querer
Pra poder amar

Ah, mundo enganador
Paz não quer mais dizer amor

Ah, não existe
Coisa mais triste que ter paz
E se arrepender
E se conformar
E se proteger
De um amor a mais

O tempo de amor
É tempo de dor
O tempo de paz
Não faz nem desfaz
Ah, que não seja meu
O mundo onde o amor morreu

Refém da solidão

Baden Powell
Refém da solidão - Baden Powell e Paulo César Pinheiro

Quem da solidão fez seu bem
Vai terminar seu refém
E a vida pára também
Não vai nem vem
Vira uma certa paz
Que não faz nem desfaz
Tornando as coisas banais
E o ser humano incapaz de prosseguir
Sem ter pra onde ir
Infelizmente eu nada fiz
Não fui feliz nem infeliz
Eu fui somente um aprendiz
Daquilo que eu não quis
Aprendiz de morrer
Mas pra aprender a morrer
Foi necessário viver
E eu vivi
Mas nunca descobri
Se essa vida existe
Ou essa gente é que insiste
Em dizer que é triste ou que é feliz
Vendo a vida passar
E essa vida é uma atriz
Que corta o bem na raiz
E faz do mal cicatriz
Vai ver até que essa vida é morte
E a morte é
A vida que se quer

Feitinha pro poeta

Baden Powell
Baden Powell
Tom: Am

 Am7/9           D7/13      G6/9
Ah! quem me dera ter a namorada
              Gm7/9  C7/13  F#7/9-
Que fosse para mim a madrugada
              B7/13-      Em7/9
De um dia que seria minha vida
                C#m7/11 F#7/9+ Bm7
E a vida que se leva é uma parada
               Am7/9  D7/13   G6/9
E quem não tem amor não tem é nada
             C7/13        F6/9
Vai ter que procurar sem descansar
                Dm7            E7/4
Tem tanta gente aí com amor pra dar
             E7         A7/9
Tão cheia de paz no coração
           Am7/9 D7/13  G6/9
Que seja carioca no balanço
               Gm7/9 C7/13  F#7/9-
E veja nos meus olhos seu descanso
              B7/13-      Em7/9
Que saiba perdoar tudo que faço
            C#m7/11 F#7/9+    Bm7
E querendo beijar me dê um abraço
             Am7/9  D7/13   G6/9
Que fale de chegar e de sorrir
             C7/13        F6/9
E nunca de chorar e de partir
                Dm7          E7/4
Que tenha uma vozinha bem macia
              E7         A7/9
E fale com carinho da poesia
              Am7/9 D7/13  G6/9
Que seja toda feita de carinho
              Gm7/9 C7/13  F#7/9-
E viva bem feliz no meu cantinho
               B7/13-        Em7/9
Que saiba aproveitar toda a alegria
            C#m7/11   F#7/9+    Bm7
E faça da tristeza o que eu faria
              Am7/9  D7/13   G6/9
Que seja na medida e nada mais
                C7/13        F6/9
Feitinha pro Vinícius de Moraes
                 Bm7        E7/9
Enfim que venha logo e ao chegar
               A7/9      Dm7   F7
Vá logo me deixando descansar
      E7 Eb7     Dm7
descansar  descansar

Velho amigo

Baden Powell
Velho amigo - Baden Powell e Vinícius de Moraes
G             D/F#
Nesse dia de Natal
       D/F#            C/E
Em que já não estás comigo
C/D#            G          Em        A7
Ah, deixa-me chorar ao relembrar a valsa
               D7
De um natal antigo
     G             G7
Ao chegar a velha hora
                    C7+
Eu te lembro velho amigo
  Cm7         G    Em    A7
Entrar bem devagar, me beijar
         D7     C7+
E ir chorando embora
     D7     G
Meu velho amigo
  G7            C7+
Porque foste embora
 Cm7             G                    Em
Desde que tu partiste o meu Natal é triste
 A7             D
Triste e sem aurora
      D7    G        G7        C7+
Se o céu existe, se estás lá agora
       Cm7        G
Lembra bem lá do céu
       Em        A7        D7    G
Que existe um menino sem Papai Noel

Última forma

Baden Powell
Última forma - Baden Powell e Paulo César Pinheiro
Intro: F6/9 C7/9

F7+ F6      Bm5-/7 E7       Am7/9 Am7
É, como eu falei    não ia durar
            Cm7      C#7           G7/9
Eu bem que avisei, pois é, vai desmoronar
                          A#7+
Hoje ou amanhã um vai se curvar
           Am7            Am6
E graças a Deus, não vai ser eu quem vai mudar
      A5+/7
Você perdeu
Gm7 C7/9          Gm7   C7                  Am7  C7/9-
E sabendo com quem eu lidei não vou me prejudicar
     Cm          D7                     G7/9 Gm7/9
Nem sofrer, nem chorar, nem vou voltar atrás
              A#7+                          A7
Estou no meu lugar, não há razão pra se ter paz
            D5+/7               G7/9
Com quem só quis rasgar o meu cartaz
            C7             C5+/7 F7+
E agora pra mim você não é nada mais
          Bm5-/7 E7      Am7
E qualquer um pode se enganar
          D#º       D7              G7/9
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
                    A#7+                      A7
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
        D5+/7         G7/9
Porém pra mim você morreu
           C7                F7+
Você foi castigo que Deus me deu
      E7      Am7 Am6   F7+     E7     Am7  A7
Não saberei jamais    se você mereceu perdão
Cm7           D5+/7 Gm7 Gm6  D#7+    D5+/7    Gm7
Porque eu não sou capaz   de esquecer uma ingratidão
           C5+/7  F7+
E você foi uma a mais
          E7            Am7
E qualquer um pode se enganar
          D#º       D5+/7          G7/9 Gm7/9
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
                    A#7+                     A7
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
  D5+/7              G7/9
Porém pra mim você morreu
           C5+/7             F7+
Você foi castigo que Deus me deu
        E7      Cm     D5+/7          G7/9
E como sempre se faz, aquele abraço, adeus
C7           F7+
E até nunca mais

Garota de Ipanema

O Tamba Trio foi um dos grupos mais importantes da bossa nova, caracterizou-se pela sofisticação na concepção musical e nos arranjos. Com microfones presos às lapelas, destacavam as realizações vocais que acrescentavam aos ricos arranjos instrumentais. Sua formação: Luís Eça, piano, Hélcio Milito, bateria, Bebeto Castilho, baixo e sopros. Estrearam em 1962 no Bottle's Bar, Beco das Garrafas.

Em depoimento para a revista Manchete, em 1965, Vinícius de Moraes conta como conheceu a garota de Ipanema: “Seu nome é Heloísa Eneida Pais Pinto, mas todos a chamam de Helô (Helô Pinheiro, depois de casada). Há três anos, ela passava ali no cruzamento de Montenegro e Prudente de Morais, e nós a achávamos demais. De nosso posto de observação, enxugando a nossa cervejinha, Tom e eu emudecíamos à sua vinda maravilhosa. (...)

E lá ia ela toda linda, a garota de Ipanema, desenvolvendo no percurso a geometria espacial de seu balanceio quase samba. (...) Para ela fizemos, com todo o respeito e mudo encantamento, o samba que a colocou nas manchetes do mundo inteiro e fez da nossa querida Ipanema uma palavra mágica para os ouvintes estrangeiros.”

Naquele 1962 em que a canção foi feita, a bela Heloísa tinha quinze anos e passava realmente todos os dias pelo bar Veloso, situado na mesma rua Montenegro onde ela morava. Naturalmente, sabia-se admirada pelos freqüentadores do bar, pois nas vezes em que lá entrava era saudada pelos assovios de praxe. O que não sabia era que tinha sido a inspiradora de “Garota de Ipanema”, segredo só revelado pelos autores em 1965.

Mas, se a visão da musa aconteceu no Veloso, a criação do samba teve lugar noutros ambientes e em etapas distintas. Inicialmente, em Petrópolis, Vinícius aprontou-lhe a letra, até com certa dificuldade, tendo composto duas versões, para aproveitar a segunda (a primeira chamava-se “A Menina que Passa”). Em seguida, foi a vez de Tom musicar o poema, tarefa também trabalhosa, que ele realizou em sua então nova moradia na rua Barão da Torre. Ao final, o compositor deu a “Garota de Ipanema” uma de suas mais originais melodias, igualmente alegre e triste, bem de acordo com a letra que exalta a beleza radiante da moça que passa, ao mesmo tempo em que lamenta a solidão do poeta, condenado a admirá-la à distância.

Destinada a uma comédia chamada “Blimp”, jamais concluída por Vinícius, “Garota de Ipanema” acabou sendo lançada no show “Encontro”, que estreou em 2 de agosto de 62 e permaneceu 45 dias em cartaz na boate Au Bon Gourmet, em Copacabana. Este espetáculo reuniu pela única vez num palco os três grandes da bossa nova — Antônio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto — mais o conjunto Os Cariocas, e lançou, além de “Garota de Ipanema”, “Só Danço Samba” e “Samba do Avião”, sendo a primeira e a segunda as últimas canções da dupla Tom - Vinícius. Todas essas composições saíram em disco no início de 63, tendo Pery Ribeiro, Os Cariocas e o Tamba Trio a primazia de gravarem “Garota de Ipanema”.

Em abril, Tom Jobim a apresentava aos americanos no elepê The composer of Desafinado plays. Ao final do ano, a Verve lançou o single de Astrud Gilberto e Stan Getz, disco que vendeu milhões e estabeleceu o prestígio internacional de “The Girl from Ipanema”, título da versão do letrista Norman Gimbel. Amadora até então, Astrud encantou os americanos pela simplicidade e a ausência da afetação das cantoras de experiência formal. Esse single e o álbum Getz / Gilberto, que contém a gravação integral com a participação de João Gilberto cantando em português, receberam quatro prêmios Grammy: melhor single, melhor álbum, melhor performance de jazz instrumental e melhor gravação.

Em meados dos anos noventa, “Garota de Ipanema” ostentava uma discografia de centenas de gravações, com intérpretes das mais variadas tendências, não apenas na área nacional — Astrud, Baden Powell, Os Cariocas, Cauby Peixoto, Dick Farney, Elis Regina, Eumir Deodato, Hermeto Pascoal, João Gilberto, Leny Andrade, Leila Pinheiro, Lúcio Alves, Nara Leão, Tim Maia —, mas, principalmente, na internacional em que, além dos habituais intérpretes da obra jobiniana — Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Stan Getz, Sara Vaughan, Charlie Byrd — ressaltam figuras como Anita O’Day, Al Jarreau, Erroll Garner, Earl Hines, Herbie Mann, Louis Armstrong, Nancy Wilson, Nat King Cole, Oscar Peterson, Peggy Lee, Stephane Grappelli, Vic Damone e muitos outros (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Garota de Ipanema (samba bossa, 1963) - Vinícius de Moraes e Tom Jobim - Intérprete: Tamba Trio

Disco 78 rpm / Título da música: Garota de Ipanema / Jobim, Tom, 1927-1994 (Compositor) / Moraes, Vinicius de, 1913-1980 (Compositor) Tamba Trio (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Philips, 1963 / Nº Álbum 61209 / Gênero musical: Bossa nova.

F7M                                     G7/6 
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça 
          G7/5+              Gm7 
É ela a menina que vem e que passa 
            C7/9-               F7M   Dm7/9+   Gm7   C7/9+ 
Num doce balanço, caminho do mar 
F7M                                 G7/6 
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema 
           G7/5+                 Gm7 
O seu balançado é mais que um poema 
               C7/9-                F7M 
É a coisa mais linda que eu já vi passar 
F#7M                    B7/9 
Ah, por que estou tão sozinho? 
A7M                    D7/9 
Ah, por que tudo é tão triste? 
Bb7M            Eb7/9 
Ah, a beleza que existe 
    Am7               D7/9- 
A beleza que não é só minha 
Gm7                  C7/9- 
Que também passa sozinha 
F7M                                G7/6 
Ah, se ela soubesse que quando ela passa 
           G7/5+               Gm7 
O mundo sorrindo se enche de graça 
           C7/9-                 F7M    F#7+ 
E fica mais lindo por causa do amor 
               F7M 
Por causa do amor

Lapinha

Manuel Henrique Pereira (1895 — 1924)
conhecido como Besouro Mangangá.

Capoeirista valente, famoso em todo o estado da Bahia no começo do século, Valdemar de Tal, o Besouro Mangangá, também conhecido como sendo Cordão de Ouro, virou lenda depois de sua morte violenta, daí surgindo um refrão popular, “a música do Besouro”.  Este refrão, que Baden ouviu do baiano Canjiquinha e das moças do Quarteto em Cy, acabou servindo de base à composição “Lapinha”, vencedora da 1a Bienal do Samba, promovida pela TV Record em maio de 68:

“Quando eu morrer / me enterre na Lapinha / calça-culote paletó almofadinha.”

Elaborado com um novo parceiro, o então iniciante Paulo César Pinheiro, “Lapinha” seria mais um afro-samba que Baden acrescentava ao seu repertório e, como tal, muito apropriadamente lançado pela melhor intérprete do gênero, a cantora Elis Regina, que o defendeu na Bienal. Mas, voltando ao pitoresco refrão, a Lapinha citada, informa mestre Caymmi, “é o Largo da Lapinha, local de Salvador onde se realizam festas cívicas, como o 2 de Julho, e que jamais foi cemitério”.

Deve ter entrado no samba por sua importância como lugar tradicional, além de ser uma boa rima para “almofadinha”. Aliás, a tal “calça-culote”, que completa o traje do defunto, seja uma possível corruptela de “calça, colete”. Já o mangangá, origem do apelido, é o nome de um vespão de ferroada dolorosa e, no Nordeste, também de um besouro grande que rói determinados tipos de madeira. É ainda usado, em sentido figurado, para designar indivíduo grande, mandão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Lapinha (1968) - Paulo César Pinheiro e Baden Powell - Interpretação: Elis Regina

LP A Bienal Do Samba / Título da música: Lapinha / Baden Powell (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Nº Álbum: R 765.044 L / Ano: 1968 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / MPB / Folclore.

Tom: C  

A7        D7M
Quando eu morrer
  Em7     A7      D7M
Me enterre na Lapinha
A7         D7M
Quando eu morrer
 Em7       A7   D7M
Me enterre na Lapinha
B7/13   E7/G#    A7/G      D/F#
Calça “culote", paletó, almofadinha.
B7/13   E7/G#    A7/G      D/F#         A7(b5)
Calça “culote", paletó, almofadinha.

Dm7    Dm7/C        G7/B
Sai, minha mágoa sai de mim
Gm6/Bb           Dm7  F  Em7(b5) A7(b5)
Há tanto coração ruim
Dm7  Dm7/C  Bm7(b5) E7(b9) Am7
Ai a verdade sempre dói
   B7/13b            Em7(b5) A7(b5)
E, às vezes, traz um mal amais.
Dm7    Dm7/C           G7/B
Ai! Só me fez dilacerar
Gm6/Bb    A7(b5)   Am7(b5)  D7(b9)
ver tanta gente se entregar
 Gm7  C7/9     F7M
Mas não me conformei
Bb7M        Em7(b9)
Indo contra a lei
A7(b5)         Am7(b5)   D7
sei que não me arrependi
Gm7   C7/9      F7M      Bb7M   Em7(b9)
Tenho um pedido só o último, talvez,
          A7/13
Antes de partir.

A7         D7M
Quando eu morrer
  Em7     A7   D7M
Me enterre na Lapinha
A7      D7M
Quando eu morrer
 Em7   A7        D7M
Me enterre na Lapinha
B7/13   E7/G#    A7/G   D/F#
Calça “culote", paletó, almofadinha.
B7/13   E7/G#    A7/G   D/F#           A7(b5)
Calça “culote", paletó, almofadinha.

Letra

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Vai meu lamento vai contar
Toda tristeza de viver
Ai a verdade sempre trai
E às vezes traz um mal a mais
Ai só me fez dilacerar
Ver tanta gente se entregar
Mas não me conformei
Indo contra lei
Sei que não me arrependi
Tenho um pedido só
Último talvez, antes de partir

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Sai minha mágoa
Sai de mim
Há tanto coração ruim
Ai é tão desesperador
O amor perder do desamor
Ah tanto erro eu vi, lutei
E como perdedor gritei
Que eu sou um homem só
Sem saber mudar
Nunca mais vou lastimar
Tenho um pedido só
Último talvez, antes de partir

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Adeus Bahia, zum-zum-zum
Cordão de ouro
Eu vou partir porque mataram meu besouro

Tempo feliz


Tempo feliz (samba, 1966) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Interpretação: Ciro Monteiro.

LP De Vinicius E Baden Powell Especialmente Para Ciro Monteiro / Título da música: Tempo feliz / Baden Powell (Compositor) / Vinicius de Moraes (Compositor) / Intérprete: Ciro Monteiro / Gravadora: Elenco / Ano: 1965 / Álbum: ME-24/ Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Samba.


Tom: D

Intro: G/A

A/G                 D6/F#     F° A/G
Feliz o tempo que passou, passou
                     D6/F# F° F#m5-/7
Tempo tão cheio de recordações
           B7                 E/D
Tantas canções ele deixou, deixou
    E7                     Em7 A/G
Trazendo paz a tantos corações
                         D6/F# F° Em7
Que som mais lindo havia pelo ar
            A7      Am7 D7
Quanta alegria de viver
G7+       G#°               D/A
Ah, meu amor que tristeza me dá
             Bm7        E7/9
Ver o dia querendo amanhecer
A6/7       D6/F#
E ninguém cantar
B5+/7    Em7 A6/7 D6/F#
Mas meu bem deixa estar
B5+/7 E7/9  A6/7 Am7 D7
Tempo vai, tempo vem
G7+         G#°               D/A
E quando um dia esse tempo voltar
                Bm7
Eu nem quero pensar
           E7/9
No que vai ser
 A6/7    D6/F#
Até o sol raiar

Valsa de Eurídice

Valsa de Eurídice - Vinícius de Moraes

Tantas vezes já partiste
Que chego a desesperar
Chorei tanto, estou tão triste
Que já nem sei mais chorar

Oh, meu amado, não parta
Não parta de mim
Oh, uma partida que não tem fim

Não há nada que conforte
A falta dos olhos teus

Pensa que a saudade
Pode matar-me
Adeus

Canto de Pedra-Preta

Baden Powell
Canto de Pedra-Preta - Baden Powell e Vinícius de Moraes

Pandeiro não quer que eu sambe aqui
Viola não quer que eu vá embora

Olô pandeiro, Olô viola
Olô pandeiro, Olô viola

Pandeiro quando toca faz Pedra-Preta chegar
Viola quando toca faz Pedra-Preta sambar

O pandeiro diz: Pedra-Preta não samba aqui, não
A viola diz: Pedra-Preta não sai daqui, não

Pedra-Preta diz: Pandeiro tem que pandeirar
Pedra-Preta diz: Viola tem que violar

O galo no terreiro fora de hora cantou
Pandeiro foi-se embora e Pedra-Preta gritou:

Olô pandeiro, Olô viola
Olô pandeiro, Olô viola

Canto de Iemanjá

Baden Powell
Canto de Iemanjá - Baden Powell e Vinícius de Moraes

Iemanjá, Iemanjá
Iemanjá é dona Janaína que vem
Iemanjá, Iemanjá
Iemanjá é muita tristeza que vem

Vem do luar no céu
Vem do luar
No mar coberto de flor, meu bem
De Iemanjá
De Iemanjá a cantar o amor
E a se mirar
Na lua triste no céu, meu bem
Triste no mar

Se você quiser amar
Se você quiser amor
Vem comigo a Salvador
Para ouvir Iemanjá

A cantar, na maré que vai
E na maré que vem
Do fim, mais do fim, do mar
Bem mais além
Bem mais além do que o fim do mar
Bem mais além

Samba de uma nota só

Samba de uma nota só - Newton Mendonça e Tom Jobim
         Dbm7/-5     C7             Bm7/-5    E7
Eis aqui este sambinha feito numa nota só
Dbm7/-5         C7         Bm7/-5        E7
Outras notas vão entrar mas a base é uma só
Em7               A7/13           D7+       Dm7  G7
Esta outra é consequência do que acabo de dizer
Dbm7/-5            C7           Bm7/-5   E7 A7+
Como eu sou a consequência inevitável de você
Dm7                             G7/13
Quanta gente existe por aí que fala tanto
                      C7+/9
E não diz nada  ou quase nada
      Cm7                         F7/13
Já me utilizei de toda a escala
Bb7+                Bm7/-5            E7
No final não sobrou nada  não deu em nada
Dbm7/-5              C7         Bm7/-5       E7
E voltei pra minha nota como eu volto pra você
    Dbm7/-5             C7
Vou contar com a minha nota
       F7+       Bb7+
como eu gosto de você
Em7               A7/13     D7+              Dm7 G7
E quem quer todas as notas ré mi fá sol lá si dó
C7+                  B7         Bb7+   A7+
Fica sempre sem nenhuma fique numa nota só

Canto de Xangô

Baden Powell
Canto de Xangô (1966) - Baden Powell e Vinícius de Moraes
Tom: Em7

       Em7             Am7  
Eu vim de bem longe Eu vim,
                        Em7  Am7
nem sei mais de onde é que eu vim
    Em7          Am7                   Em7
Sou filho de Rei Muito lutei pra ser o que eu sou
          Am7   D7            G       B7/F#      
Eu sou negro de cor      mas tudo é só amor   
Em7   Am7
em mim
          Em7  Am7       Em7  Am7
Tudo é só amor,        para mim
       Em7
Xangô Agodô
                 Am7   D7
Hoje é tempo de amor
             G    B7/F#       Em7  B7/D#
Hoje é tempo de dor,       em mim
      Em7  B7
Xangô Agodô
Em/G    B7/F#         Em7    Bm7
Salve , Xangô,    meu Rei Senhor
Em7       D7  G   B7
Salve meu orixá
Em7        B7/D#  Em/D   C#m7(b5)  
Tem sete   cores     sua    cor
 C7M            B7      Bb°   Am7
sete dias para a gente amar
Em/G     B7/F#      Em7   Bm7
Salve Xangô,          meu Rei Senhor
Em7      D7   G   B7
Salve meu orixá
Em7      B7/D#    Em/D  C#m7(b5)
Tem sete cores     sua       cor
  C7M              B7     Em7
sete dias para a gente amar
            Am7   D7
Mas amar é sofrer
            G  B7/F#  Em7  Am7
Mas amar é morrer     de dor
          Em7  Am7    Em7  Am7
Xangô, meu Senhor,     sarava!
         Em7
Me faça sofrer
           Am7   D7
Ah me faça morrer
            G   B7/F#   Em7  Am7
Mas me faça morrer        de amar
         Em7 Am7    Em7  Am7            Em7
Xangô, meu Senhor,     sarava!    Xangô Agodô

Bocoché

Baden Powell
Bocoché (1965) - Baden Powell e Vinícius de Moraes

Menina bonita pra onde "quo'cê" vai
Menina bonita pra onde "quo'cê" vai
Vou procurar o meu lindo amor
No fundo do mar
Vou procurar o meu lindo amor
No fundo do mar

É onda que vai
É onda que vem
É vida que vai
Não volta ninguém

Foi e nunca mais voltou
Nunca mais! Nunca mais!
Triste, triste me deixou

(Nhem, nhem, nhem)
É onda que vai
É onda que vem
(Nhem, nhem, nhem)
É vida que vai
Não volta ninguém
Menina bonita não vá para o mar
Menina bonita não vá para o mar
Vou me casar com meu lindo amor
No fundo do mar
Vou me casar com meu lindo amor
No fundo do mar

(Nhem, nhem, nhem)
É onda que vai
É onda que vem
(Nhem, nhem, nhem)
É a vida que vai
Não volta ninguém
Menina bonita que foi para o mar
Menina bonita que foi para o mar
Dorme, meu bem
Que você também é Iemanjá
Dorme, meu bem
Que você também é Iemanjá
Dorme, meu bem
Que você também é Iemanjá
Dorme, meu bem
Que você também é Iemanjá

Tristeza e solidão

Baden Powell
Tristeza e solidão (1964) - Baden Powell e Vinícius de Moraes

Ela não sabe
Quanta tristeza cabe numa solidão
Eu sei que ela não pensa
Quanto a indiferença
Dói num coração

Se ela soubesse
O que acontece quando estou tão triste assim
Mas ela me condena
Ela não tem pena
Não tem dó de mim

Sou da linha de umbanda
Vou no babalaô
Para pedir pra ela voltar pra mim
Porque assim eu sei que vou morrer de dor

Samba do avião

Tom Jobim
Por toda a vida, Tom Jobim conservou um medo enorme de avião. Em sua primeira viagem para Nova York, por exemplo, o embarque teve lances de dramática indecisão, só se realizando depois que o amigo Fernando Sabino o convenceu de que o avião não iria cair. Sentia assim o maestro urna sensação de alívio nos momentos de chegada, quando sabia que em poucos minutos estaria são e salvo, pisando em terra firme.

Toda essa alegria ele procurou transmitir no “Samba do Avião” em que, além de descrever a aterrissagem no aeroporto do Galeão, faz uma singela declaração de amor ao Rio de Janeiro — “Este samba é só porque / Rio eu gosto de você”. Como não poderia deixar de ser, a canção descreve a paisagem vista de cima, contrastando com outros postais musicais cariocas.

Com numerosa discografia nacional e internacional, “Samba do Avião” tornou-se um clássico do repertório do grupo vocal Os Cariocas, em inspirado arranjo de Severino Filho, que faz a voz mais aguda, ocasionalmente em falsete, nesse excepcional quarteto (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Samba do avião (samba bossa, 1963) - Tom Jobim - Interpretação: Os Cariocas.

LP A Bossa dos Cariocas / Título da música: Rio / Tom Jobim (Compositor) / Os Cariocas (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1963 / Álbum: P 632.152 L / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: Samba / Ficha técnica: Quartera, Badeco, Luis e Severino Filho.

C+/ 9  Eb0  Dm7/9 G7/13  C7+  E7/5+  F7+ Fm6
Minha alma canta     , Vejo o Rio de Janeiro
C7+      G/B              Gm7   A7
Estou morrendo de saudade
    D7/9
Rio teu mar  praias sem fim
   Dm7/9                G7/13
Rio você foi feito pra mim
C7+  Eb0 Dm7/9 G7/13 C7+ 
Cristo Redentor
E7/5+       F7+ Fm6
Braços abertos sobre a Guanabara
F/G             G7      Em7               Eb0
Este samba é só porque , Rio eu gosto de você
Fm7                Bb7/9   Dm7/9         G7/13
A morena vai sambar ,  Seu corpo todo balançar
     Gm7               A7/5+
Rio de sol  de céu  de mar
   D7/9
Dentro de poucos minutos estaremos no galeão
 Dm7/9
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
  G7/13
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
   Gm7          A7/5+
Aperte o cinto,  vamos chegar
D7/9
Água brilhando, olha a pista chegando
     Dm7/9  Db7+/9  C7+/9
E vamos nós  ,    Aterrar

Berimbau

Em que pese a qualidade de outras composições de Baden e Vinícius, o melhor da parceria são os chamados afro-sambas. Esta série inspirou-se em um elepê sobre sambas de roda e pontos de macumba, gravados nos terreiros da Bahia, que Vinícius ganhara do compositor baiano Carlos Coqueijo.

O primeiro afro-samba a se destacar foi “Berimbau”. Tendo a parte inicial calcada no som monocórdico desse instrumento e em cuja letra ressaltam alguns versos ideológicos (“O dinheiro de quem não dá / é o trabalho de quem não tem”), o samba explode na segunda parte, com um refrão vibrante e agressivo (“Capoeira me mandou / dizer que já chegou / chegou para lutar”), que é sustentado por um ritmo forte de candomblé.

Com tais características, “Berimbau” contrasta com o suave “Samba em Prelúdio”, sucesso anterior da dupla. Frequentemente executado pelos trios instrumentais que proliferavam na época no rastro do Tamba Trio, “Berimbau”, cujo sucesso tornou esse instrumento conhecido em todo o país, também recebeu grandes interpretações vocais, além de algumas gravações do próprio Baden, que o executou várias vezes no programa “O Fino da Bossa” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Berimbau (samba, 1964) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Intérprete: Vinícius de Moraes

LP Première / Título da música: Berimbau / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Vinícius de Moraes (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1963 / Álbum: ME-6 / Gênero musical: Samba.

Intro: (Dm7 G/D) (Dm Am7)

O "(Dm7 G/D)" é feito assim:
e|--1-1-3--1-1-3--1-1-1--1-1-1--1-1-3-| 
B|--1-1-3--1-1-3--1-1-1--1-1-1--1-1-3-| 
G|--2-2-0--2-2-0--2-2-2--2-2-2--2-2-0-| 
D|--0-0-0--0-0-0--0-0-0--0-0-0--0-0-0-|

Dm                       Am7
Quem é homem de bem não trai
                         Dm
O amor que lhe quer seu bem
                            Am7
Quem diz muito que vai, não vai
                        Dm
Assim como não vai, não vem
                         Am7
Quem de dentro de si não sai
                       Dm
Vai morrer sem amar ninguém
                       Am7
O dinheiro de quem não dá
                         Dm
É o trabalho de quem não tem
                       Am7
Capoeira que é bom não cai
                           (Dm7 G/D)
Mas se um dia ele cai, cai bem

Gm7 C7         F7+   F7            Bb7
Capoeira me mandou dizer que já chegou
 A7           Dm D7
Chegou para lutar
Gm7  C7           F7+     F7            Bb7
Berimbau me confirmou vai ter briga de amor
    A7        Dm  
Tristeza, camará

Ponte: 2 vezes

e|------------------------------3-3--3--1-1--1-3----|
B|------------------------------3-3--3--1-1--1-3----|
G|------------------------------0-0--0--2-2--2-0----|
D|----------0h3-------------------------------------|
A|-0--3--5-------5--3--0----------------------------|
E|------------------------1--3----------------------|

Dm        Am7      Dm            Am7      Dm
Se não tivesse o amor (Se não tivesse o amor)
          Am7       Dm             Am7       Dm 
Se não tivesse essa dor (Se não tivesse essa dor)
            Am7     Dm               Am7     Dm
E se não tivesse sofrer (E se não tivesse sofrer)
            Am7      Dm              Am7     Dm 
E se não tivesse chorar (E se não tivesse chorar)

Essa parte é cantada com o solo da Ponte: 2 vezes
   Me-lhor e-ra   tu-do se a-ca-bar (Melhor era tudo se acabar)

e|----------------------------------3-3--3--1-1--1-3----|
B|----------------------------------3-3--3--1-1--1-3----|
G|----------------------------------0-0--0--2-2--2-0----|
D|----------0h3-----------------------------------------|
A|-0--3--5-------5--3--0--------------------------------|
E|---------------------------1--3-----------------------|

    Gm7  A7  Dm7      
Eu amei,    amei demais
          Bb7M                 C7             A7
o que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu
      Gm7  A7    Dm7      
Eu chorei,    perdi a paz
             F                             Am7
mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mais,
            (Dm7 G/D) 
mais do que eu

Gm7 C7         F7+   F7            Bb7
Capoeira me mandou dizer que já chegou
 A7           Dm   D7
Chegou para lutar
Gm7  C7           F7+     F7            Bb7
Berimbau me confirmou vai ter briga de amor
    A7        Dm  
Tristeza, camará

Dm7  G/D
Ê Ê Camará
Ê Ê Camará
 
 

Formosa (Baden Powell)



Formosa (samba, 1963-1964) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Interpretações: Elis Regina, Baden Powell e Cyro Monteiro.

CD Elis Regina No Fino da Bossa - Ao Vivo / Título da música: Formosa / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Cyro Monteiro (Intérprete) / Baden Powell (Intérprete) / Gravadora: Velas / Ano: 1994 / Álbum: 11-V030.V1 / Disco 1 / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Tom: C  

G6  G7        C7M
Formosa , não faz assim .
  Bm5-/7  E7/9-      Am7  D79
Cari   nho    não é ruim.
            G6  Em7
Mulher que nega.
          Am F#5-/7 B7/9-
Não sabe não
Em7          F#5-/7
Tem algo de menos
B7/9-   Em   A7 Am7 D7/9-
No seu coração
G6   G7         C7M
Formosa,   não faz assim
  Bm5-/7  E7/9-       Am7  D79
Cari    nho    não é ruim
           G6  Em7
Mulher que nega
          Am F#5-/7 B7/9-
Não sabe não
Em7          F#5-/7
Tem algo de menos

B7/9-    Em   A7 Dm7
No seu  coração
G6/7    C7M                  C#m5-/7
A gente nasce ,  a  gente  cresce
         G7    G6 G7/6
A gente quer amar
           C7M
Mulher que nega
      C#m5-/7      G7   G6 G7/6
Nega oque não é para negar
          C7M              C#7/5-
A gente  pega,  a gente  entrega
          G7 F#7  F7 E7
A gente quer    morrer
Am7                  D7/9-
Ninguém tem nada de bom
        G6 G7M D
Sem sofrer.

Bom dia, amigo

Baden Powell
Bom dia, amigo (1962) - Baden Powell e Vinícius de Moraes
C  Am     Dm7  G7 
Bom di--a,   ami---go 
       C    Am      Dm7   G7 
Que a paz  se-ja conti----go 
   C7(9)      F7M     G7 
Eu vim     so-men-te dizer 
          C     G7   
Que eu te a-mo tanto 
            Am  Dm  C6 
Que vou morrer 
  G7           Am  C   
A-mi--go... adeus 

Labareda

Baden Powell
Labareda (1962) - Baden Powell e Vinícius de Moraes

Oh, labareda te encostou
Lá vai, lá vai, labareda

Oh, labareda te queimou
Lá vai, lá vai, labareda

Oh, labareda te matou
Lá vai, lá vai, labareda

Te matou de tanto amor
Lá vai, lá vai, labareda

Oh, labareda te encostou
Lá vai, lá vai, labareda

Oh, labareda te matou
Lá vai, lá vai, labareda

Te matou de tanto amor
Lá vai, lá vai, labareda

Labareda
O teu nome é mulher
Quem te quer
Quer perder o coração
Rosa ardente
Bailarina da ilusão
Mata a gente
Mata de paixão

Labareda
Fogo que parece amor
Tua dança
É a chama de uma flor
Labareda
Quem te vê assim dançar
Em teus braços
Logo quer queimar
letras de

Só por amor

Baden Powell
Só por amor (1962) - Baden Powell e Vinícius de Moraes

Só por amor
Só por paixão
Só por você
Você que nunca disse não
Só por saber
Que o coração
Sabe demais
Que a razão não tem razão

Por você que foi só minha
Sem jamais pensar por quê
Por você que apenas tinha
Razões e mais razões para não ser

Só por amor
Só por amado
Só por amar
Meu amor, muito obrigado
Meu amor, muito obrigado

Tem dó

Baden Powell
Tem dó (1962) - Baden Powell e Vinícius de Moraes

Ai, tem dó
Quem viveu junto não pode nunca viver só
Ai, tem dó
Mesmo porque você não vai ter coisa melhor

Não me venha achar ruim
Porque você me conheceu assim
Me diga agora, e agora?
Não foi assim que você gamou?

Você sabe muito bem
Que mesmo louco assim gamei também
Me diga agora, ora, ora
Será que alguém não foi quem mudou?

Samba triste

Samba triste (composto em 1956 - samba, 1960) - Billy Blanco e Baden Powell - Interpretação de Rosana Toledo

Disco 78 rpm / Título da música: Samba triste / Powell, Baden (Compositor) / Blanco, Billy (Compositor) / Toledo, Rosana (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1960 / Álbum 14590 / Lado A / Gênero musical: Samba.


Tom: C  

 F#°          F° 
Samba triste 
         Am  Am/G 
A gente faz assim 
F#°     F° 
Eu aqui 
       Em7/5-        A7/13- 
Você longe de mim, de mim 
 Dm7       G7 
Alguém se vai 
        C7M    E7  Am7 
Saudade vem e fica perto 
 F#° 
Saudade resto de amor 
   Dm6/F            E7/13- 
De amor que não deu certo 
 F#°          F° 
Samba triste 
          Am     Am/G 
Que antes eu não fiz 
F#°        F° 
Só porque 
        Em7/5-        A7/13- 
Eu sempre fui feliz, feliz 
 Dm7       G7 
Agora eu sei 
            C7M        E7  Am7 
Que toda a vez que o amor existe 
             A° G#°  Am       Am/G 
Há sempre um samba triste, meu bem 
           A° G#°  Am   Am/G 
Samba que vem de você, amor

Deve ser amor

Baden Powell
Deve ser amor (1956) - Baden Powell e Vinícius de Moraes

Sim, sinceramente, amor
Eu não sei o que se passa em mim
É assim como uma dor
Mas que dói sem ser ruim
Sim, é ter no coração
Sempre uma canção
É tão embriagador
Deve ser, sim
Deve ser amor

Samba, samba diferente
Isto é estar contente
Gosto de chorar, de chorar, de chorar
Samba, ritmo envolvente
Como o amor da gente
Samba em chá-chá-chá
Chá-chá-chá
Chá-chá-chá
letras de

Cifras de Toquinho

São demais os perigos desta vida

São demais os perigos desta vida - Toquinho e Vinícius de Moraes
Em                     Am7    B7      
São demais os perigos desta vi.....da
Cº    B7/5+ B7 Em
Pra quem tem paixão
Bm7/5-    E7          Bm7/5- E7      Bm7/5-  E7
Principalmente  quando uma lua chega de repente
    Bm7/5-   E7            Am     Am/G
E se deixa no céu como esqueci . . .da
Gbm7/11    B7       Gbm7/11   B7
E se ao luar que atua desvairado
F5-           E7+       A7/11
Vem se unir uma música qualquer
A7     Bbº                 Em/B   C7+
Aí então é preciso ter cuidado
Gbm7/5-         B7           Em
Porque deve andar perto uma mulher
E7/9-  Bbº               Em/B   C7+
Aí então é preciso ter cuidado
Gbm7/5-         B7           Em
Porque deve andar perto uma mulher
Gbm7/5-     B7            Em
De andar perto uma mulher que é feita
E7/9-   E7         Am7
De música luar e sentimento
D7        D/C           A7/Db  C
E que a vida não quer de tão perfeita
B7                       Em
Uma mulher que é como a própria lua
Bm7/5-        E7          Am    Am/G
Tão linda que só espalha sofrimento
C        B7             F     E7
Tão cheia de pudor que vive nua
Bm7/5-         E7            Am
Tão linda que só espalha sofrimento
C           B7          Em
Tão cheia de pudor que vive nua
B7                 Em                      Am7  B7
São demais /  São demais os perigos desta vi . ..da
Cº      B7/5+      C7+    F7+     Em
Pra quem  tem  paixão

Um homem chamado Alfredo

Toquinho
Am(add9)            Dm6/F
O meu vizinho do lado
E7         Am(add9)
Se matou de solidão
Em7(b5)
Ligou o gás, o coitado
A7(b13)         Dm7
O último gás do bujão
G7   G/F
Porque ninguém o queria
C7+
Ninguém lhe dava atenção
F#º  B7/F#
Porque ninguém mais lhe abria
Bm7(11)  E7
As portas do coração
Dm6/F
Levou com ele seu louro
E7            Am(add9)
E um gato de estimação
G7/D     G/F     Cº   C
Há tanta gente sozi...nha
E7/G#   E/D    Bb7    A7
Que a gente mal adivi.....nha
Dm7                 E7/G#    E/D
Gente sem vez para amar
Am/C               Am/G
Gente sem mão para dar
B7/F#
Gente que basta um olhar
F7   E7
Quase na...da
Dm7                   E7
Gente com os olhos no chão
Am7               Am/G
Sempre pedindo perdão
Bm7(b5)               E7
Gente que a gente não vê
Am7
Porque é quase nada
Dm6/F
Eu sempre o cumprimentava
E7      Am7
Porque parecia bom
Gm6/Bb   A7
Um homem por trás dos óculos
Dm7
Como diria Drummond
G7      G/F
Num velho papel de embrulho
C7+
Deixou um bilhete seu
B7/F#
dizendo que se matava
Bm7(b5)   E7
De cansado de viver
Dm6/F
Embaixo, assinado Alfredo
E7           Am7    Am7(9)
Mas ninguém sabe de quê.

Tudo na mais santa paz

Tudo na mais santa paz - Toquinho e Vinícius de Moraes
{Intro:} D#m7(b5) Dm6 C#7(b13) F#7(13) F#7(b13) Bb7M/F E7 
 
  A7 D7(9)    A7 
Tranca bem a porta, amor 
  D7(9)       G7         C#m7 Cm7 Bm7 E7 
Fecha a janela e passa a tramela, por favor 
A7 D7(9)       A7 
E se não se importa, amor 
 D7(9)    F7 E7    A7 D7(9) 
Defume a casa em nome de Nosso Senhor 
 
Acabou a festa, amor 
Ainda tem uma cerveja no congelador 
Vamos ao que resta, amor 
Dia de festa é véspera de muita dor 
 
D7(9)    A/C# Am/C 
E se o fantasma ficar, 
  Bm7(b5) C/E 
E se o cachorro latir, 
    Cm/Eb Dm7 
E se o silêncio gritar, 
         C#m7 Cm7 Bm7 E7 A7 
E se o povo assumir 
 
E se a mulher não topar, 
E se o amigo sumir, 
E se o relógio parar, 
E se o amanhã não surgir 
 
D#m7(b5) Dm6    C#m7 F#7 
Tudo na mais perfeita ordem, 
Bb7M/F E7     A7   A/G 
Tudo na mais santa paz 

O bem amado

O bem amado - Toquinho e Vinícius de Moraes

Intro: Am7 Em7 Dm7 C7+ Bb7+ Am7 Gm7
F7+ E7/9+ Am Bb7/5-
Am   Em    Dm              C7+             Bb7+
A noite no dia, a vida na morte o céu no chão
Am7       Gm7          F7+             E7  Am
Pra ele vingança dizia muito mais que o perdão
Em        Dm                 C7+          Bb7+
O riso no pranto a sorte no azar o sim no não
Am         Gm7        F7+           E7    Am
Pra ele o poder valia muito mais que a razão
Em
Quando o sol da manhã vem nos dizer
                          Dm
Que o dia que vem pode trazer
Dm/C      Bm7/5-    E7       A7/9-      Dm
O remédio pra nossa ferida / E o meu coração
G7           C
Quando o vento da noite vem lembrar
               F7+        Bm7/5-
Que a morte está sempre a esperar
                         F5-/6
Em um canto qualquer desta vida
    E7           Am
Quer queira quer não
Em          Dm              C
Espanto na calma coragem no medo
Am7     Bb7+           Am         Gm7
O vai o vem     /    O corpo sem alma
           F7+     E7    Am
A vida na morte o mal no bem

Samba da Rosa

Samba da Rosa - Toquinho e Vinícius de Moraes
Intro: Em7/11

A7          Dm7             G7
Rosa pra se ver, pra se admirar
             C7+              F7+
Rosa pra crescer, rosa pra brotar
           Bm7/5-            E7
Rosa pra viver, Rosa pra se amar
           Bb6/5-       A7
Rosa pra colher e despetalar
            Dm7               G7
Rosa pra dormir, Rosa pra acordar
            C7+              F7+
Rosa pra sorrir, Rosa pra chorar
            Bm7/5-          E7
Rosa pra partir, Rosa pra ficar
                  A7/4         A7
E se tem mais uma Rosa mulher
Dm7   G7   C7+  F7+  Bm7/5- E7      Bb6/5-   A7
É     primavera, é a Ro.....sa em botão
Dm7    E7      Am7  Am/G  B7/F#   E7    Am7
Ai,    quem me dera   uma Ro......sa no coração

Mais um adeus

Mais um adeus - Toquinho e Vinícius de Moraes
Em    D#dim  G7/D  Dbdim  C7M  B7/4  B7   Dm6/F 
Mais  um    adeus    uma se...pa  ....... ração  
E7     A7(13) A7(b13) D7/4  D7     G7(13)  G7(b13)       
Outra vez                 so....li.......dão  
 C7M   C#dim  C7     B7      
Outra vez sofrimen...to   
Em    D#dim  G7/D  Dbdim      C7M  B7/4 B7 Dm6/F 
Mais  um    adeus    que não pode  esperar  
E7(b9)  Am7   B7    Em  Em/D  
O      amor é uma agonia  
        Dbdim   B7(#5) Dm6/F    
Vem de noite   vai de dia  
  E7(b13)  Am7 B7       Em  Em/D 
É uma   alegria e de repente  
      C7(9)  B7   Em  B7    
Uma vontade  de chorar   
Em              D#dim              G7/D 
Olha benzinho cuidado com o seu resfriado  
            Dbdim           C7M         
Não pegue sereno, não tome gelado  
             B7/4   B7      Dm6/F              E7       
O gim é um veneno cuidado benzinho  não beba demais  
    A7(13) A7(b13) D7/4  D7  G7(13) G7(b13) 
Se guar..... .      de  para mim  
C7M  C#dim         C7      B7  
A ausência é um sofrimen...to  
Em              D#dim                G7/D  
E se tiver um momento me escreva um carinho  
            Dbdim          C7M     
E mande o dinheiro pro apartamento  
            B7/4        B7     Dm6/F        
Porque o vencimento não é como eu  
           E7       
Não pode esperar  
  

    Am7  B7    Em  Em/D 
O amor é uma agonia  
        Dbdim  B7(#5)  Dm6/F 
Vem de noite   vai de dia  
  E7(b13) Am7  B7       Em 
É uma    alegria e de repente  
 Em/D   C7(9)   B7  Em     
Uma   vontade  de chorar  

O velho e a flor

O velho e a flor - Toquinho e Vinícius de Moraes
Ritmo: 1ª parte: jovem lento 
                 2ª parte: bossa-nova 
 
       Am9 E7/9-     Am9  E7/9-      Am9  E7/9-      Am9  E7/9- 
||4/4   .    .    |   .     .    |    .     .    |    .    .    | 
 
Am*                    E13-/G# 
Por céus e mares eu andei 
Am/G*          Am/F#* 
Vi um poeta e vi um rei 
Dm/F             E7              Am9   E7/5+/G#   E7/G# 
Na esperança de saber o que é o amor 
Am*            E13-/G# 
Ninguém sabia me     dizer 
 Am/G*           Am/F#* 
E eu já queria até morrer 
Dm/F               E7 
Quando um velhinho com uma flor 
         Am9   E7/5+/G#   E7/G# 
Assim falou 
 
    Am*      E13-/G#    Am/G* 
O amor       é o      carinho 
Am/F#*     Dm/F      E7     Am9 
É o     espinho que não se vê 
          E7/5+/G#  E7/G# 
Em cada flor 
Am*     E13-/G#    Am/G*    Am/F#*   Dm/F 
É a    vida        quando  chega sangrando 
  E7       Am9         E7/5+/G#    E7/G# 
Aberta em pétalas de amor 
 
 
    Am*      E13-/G#    Am/G* 
O amor       é o      carinho 
Am/F#*     Dm/F      E7     Am9 
É o     espinho que não se vê 
          E7/5+/G#  E7/G# 
Em cada flor 
Am*     E13-/G#    Am/G*    Am/F#*   Dm/F 
É a    vida        quando  chega sangrando 
  E7       Am9         E7/5+/G#    E7/G#   Am* 
Aberta em pétalas de amor

Na terra, no céu ou no mar

Na terra, no céu ou no mar - Mutinho, Luizão Maia e Toquinho
Intro: G#m7(b5) C#7 Bb/C C7 B7(4) B7 E4 E Em7 A7
Bm7 Em7 Bm7 Em7


G7M A/G F#m7 B7 Em7
Logo que o sol se esconder
A7 D7(4) D7 G7M
Ou antes da tarde chegar
A/G F#m7 B7 Em7
No encanto de um amanhecer,
A7 D7(4) D7
Em noite de breu ou luar


Pra onde você quiser,
Tudo o que você mandar,
Do jeito que você disser,
Na terra, no céu ou no mar


G#m7(b5) C#7 F#m7 Em7
Na terra, no céu ou no mar
A7 D7(9) G#m7(b5) G7M
O início é o caminho do fim
A/G F#m7
Eu quero me desgovernar,
B7 Em7
Deixando teu corpo guardar
A7 D7(9) G#m7(b5) G7M
Minha doçura carmim
A/G F#m7
Eu quero me desnortear,
B7 Em7
Fazendo o teu ventre velar
A7 D7(9) G#m7(b5)
A pequena morte de mim

Meu pranto rolou


Toquinho e Vinícius de Moraes

Meu pranto rolou (1965) - Raul Sampaio, Ivo Santos e Benil Santos

[Intro:] F#m7(b5) Fm6 Em7 D#º Dm7 G7 Gm7 C7/G
  D/F# F7M Em7 D#º Dm7 G7 D/F#

     F7M     Em7 A7/C#
Meu pranto rolou
           D/F# F7M     C7M Am7
Mais do que água na cachoeira
         D7(9)           G7
Depois que ela me abandonou

Dm7                 A7                Dm7 G7 C7M
Na minha vida tranqüila e a vida eu levava
              Dm7                   Em7 A7/C#
E nessa felicidade a verdade eu não via
D7(9)                           F7M A7/G D/F#
Ela vivia dizendo não vou te deixar
            D7(9)                G7
Ela queria fazer o meu pranto rolar
          D/F#
E o meu pranto rolou

Meu pai Oxalá

Meu pai Oxalá - Toquinho e Vinícius de Moraes
A           A/Db      Co     Bm
A-to-tô abalu-yê a-to-tô ba-bá
E       Bm       E7     Am
A-to-tô abalu-yê a-to-tô ba-bá
        Bm7/-5   E7    Am  Am/G
Vem das águas   de  oxalá
Gbm7/-5  B7/-9   Em7  Gbm7/11   B7   E7
Es. . . . .  sa mágoa   que    me    dá
A7/11   A7     Dm    B7                E7
Ela parecia o dia     a romper da escuridão
Dm           G7           C7+
Linda no seu manto todo branco
F6    Gbm7/-5  E7     A7/11 A7  Dm
Em meio à pro . . .cis . . .são /  E eu que ela
G7           C7+   F6   Gbm7/-5  E7     A7+
Nem via /Ao Deus pedia amor e pro. . .te . . ção
  

Bm7           E7       A7+             Bm7
Meu pai Oxalá é o rei venha me valer / Meu pai Oxalá
E7           A7+               Bm7
É o rei venha me valer/ E o velho Omulú
E7      A7+               Bm7
A-to-tô abalua-yê /E o velho Omulú
E7        Am
a-to-tô abalua-yê  
    Bm7/-5  E7  Am   Gbm7/-5 B7 Em7  Gbm7/-5 B7   E7
Que vontade de chorar no ter...reiro de O...xa...lá
A7/11              A7     Dm7      B7
Quando eu dei com a minha ingrata que era filha
E7     Dm       G7            C7+
De inhansã/ Com sua espada cor de prata
F6    Gbm7/-5 E7    A7/11   A7
Em meio à mul . .ti . .dão
Dm          G7          C7+   F6  Gbm7/-5  E7  A7+
Cercando Xangô num balanceio cheio  de pai . . xão

Herdeiros do futuro

Herdeiros do futuro - Elifas Andreato e Toquinho
Intro: A  D  A  D  A G#m F#m E7 D
A
A vida é uma grande amiga da gente
A7
Nos dá tudo de graça pra viver
D     E7/D C#m    F#m
Sol e céu, luz e ar
B      B7      E7
Rios e fontes, terra e mar
A
Somos os herdeiros do futuro
A  A7
e pra esse futuro ser feliz
D    E7/D C#m    F#m Bm     E7   A  A7
Vamos ter que cuidar bem desse país.
D    E7/D C#m    F#m Bm     E7   A
Vamos ter que cuidar bem desse país.
   E                       A
Será que no futuro haverá flores ?
G#m      E7                  A  A7
Será que os peixes vão estar no mar ?
D             E7         C#m    F#m
Será que os arco íris terão cores
B           B7          E
E os passarinhos vão poder voar ?
E                            A
Será que a terra vai seguir nos dando
G#m              E7          A  A7
O fruto, a folha, o caule e a raiz ?
D             E7/D       C#m    F#m
Será que a vida acaba encontrando
B      E7           A  A7
Um jeito bom da gente ser feliz ?
D    E7/D C#m    F#m Bm     E7   A  A7
Vamos ter que cuidar bem desse país.
D    E7/D C#m    F#m Bm     E7   F  Bb*
Vamos ter que cuidar bem desse país.

* Repete tudo em Bb
acrescentar mais um refrão:
Eb   F7/Eb Dm     Gm  Cm     F7   Bb  Bb7
Vamos ter que cuidar bem desse país.
Eb   F7/Eb Dm     Gm  Cm     F7   Eb/Bb   Ebm/Bb
Vamos ter que cuidar bem desse país.

Entre a loucura e a razão

Toquinho
Tom: Am7

Am7 E/G#
Tudo acontece de repente
F7 E7
Entre a loucura e a razão
Am Am/G F#m5-/7 B7 Em Em/D Am/C B7 E7 E7/9- E7
Ah! essa vida mata a gente de tédio e paixão
Am7 E/G#
Tudo não passa de um momento
F7 E7
Um pensamento, uma visão
A7/11 A7 Dm7 G7
Enquanto os minutos se afogam
C7+ F7+
Nos seios da moça que passa
F#m5-/7 B7 Dm/F E7/9- E7
Eu encho de amor e cachaça minha solidão
Dm7 G7/13 C7
Vou pouco a pouco aprendendo o jogo
F7 Bb7
Se a vida é a ferro e fogo
Bm5-/7 E7 Gm/Bb A7
Eu não contrario não
Dm7 B7/13
Prego um sorriso nos lábios
C7 F7
Pinto alegria nos olhos
Bb7 Bm5-/7 E7 Am E7/9-
Planto ironia no coração

Deixa acontecer

Deixa acontecer - Toquinho e Vinícius de Moraes
Intro: Am Am(b13) Am(13) Am7 Am(13) Am(b13) Am
Am Am(b13)        Am(13)
Ah, não tente explicar
Am7      Dm7
Nem se desculpar
G7       Em7(b5) A7
Nem tente esconder
Dm Dm(b13)   Dm(13) Dm(b13)
Se vem do coração,
Dm           Bm7(b5) E7
Não tem jeito, não,
Am E7(b13) E7
Deixa acontecer
Am           F7M Am
O amor é essa força incontida,
F7M C
Desarruma a cama e a vida,
G/B     Gm/Bb A7 Dm
Nos fere, maltrata e seduz
Bb Dm
É feito uma estrela cadente
Bb F7M
Que risca o caminho da gente,
F#º     Cº Bm7(b5) E7(4) E7
Nos enche de força e de luz
Vai debochar da dor
Sem nenhum pudor
Nem medo qualquer
Ah, sendo por amor,
Seja como for
E o que Deus quiser

Valsa para uma menininha

Valsa para uma menininha - Toquinho e Vinícius de Moraes
     E        B     E
Menininha do meu coração
        Cº   C#m          G#7      C#m  B7
Eu só quero você a três palmos do chão
    E             B        E
Menininha, não cresça mais não
         Cº    C#m     G#7    C#m
Fique pequinininha na minha canção
  C#          F#m    Gº      G#m
Senhorinha levada batendo palminha
  C#        F#m         F#7   B7
Fingindo assustada do bicho-papão
    E            B      E
Menininha, que graça é você
        Cº     C#m     G#7      C#m  B7
Uma coisinha assim começando a viver
       E          B           E
Fique assim, meu amor, sem crescer
           Cº     C#m     G#7
Porque o mundo é ruim, é ruim
    C#m      C#        F#m       Gº  G#m
E você vai sofrer de repente uma desilusão
         C#        F#m        F#7   B7
Porque a vida é somente seu bicho-papão
        Em         Em/D#          Em/D
Fique assim, fique assim, sempre assim
       E7       Am        E7           Am
E se lembre de mim pelas coisas que eu dei
                    B7     Em
E também não se esqueça de mim
  E7                Am       Em      B7  Em
Quando você souber enfim de tudo que eu amei

Uma rosa em minha mão

Uma rosa em minha mão - Toquinho e Vinícius de Moraes
 C           Em7                     F7+
Procurei um lugar com meu céu e meu mar
      G7/9
Não achei
 C             Em7
Procurei o meu par
               F7+          G7/9
Só desgosto e pesar encontrei
 C        Em7      
Onde anda meu bem
                 F7+      G7/9
Que me deixa tão só por aí
 C             Em7                   F7+
A quem tanto busquei e de tanto que andei
      G7/9
Me perdi
 C              F/A
Quem me dera encontrar
                     F
Ter meu céu, ter meu mar
         G7
Ter meu chão
 C               Em7
Ter meu campo florindo
                 F7+      G7/9  C
E uma rosa se abrindo em minha mão

A galinha d'angola

A galinha d'angola - Toquinho e Vinícius de Moraes
Tom: C
Int.: C Dm G7 C G7 C G7 C

    C          A7
Coitada, coitadinha
      Dm        A7
Da galinha d'angola
    Dm          G7
Não anda ultimamente
     C         G7  (C)
Regulando da bola
    A7
Ela vende confusão
           Dm
E compra briga
       G7
Gosta muito de fofoca
            C
E adora intriga
       Bbº
Fala tanto
       A7           Dm
Que parece que engoliu uma matraca
   D7
E vive reclamando
         Ab7  G7
Que está fraca
      Dm
Tou fraca! Tou fraca!
      G7                    Bbº
Tou fraca! Tou fraca! Tou fraca!
   C          A7
Coitada, coitadinha
      Dm        A7
Da galinha d'angola
     Dm         G7
Não anda ultimamente
     C        G7
Regulando da bola
       A7
Come tanto
                  Dm
Até ter dor-de-barriga
    G7
Ela é uma bagunceira
        C
De uma figa
         Bbº       A7
Quando choca, cocoroca
      Dm
Come milho e come caca
   D7
E vive reclamando
         Ab7  G7
Que está fraca