LP MPB 4 - Cicatrizes / Título da música: Pesadelo / Maurício Tapajós (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Mauro Duarte (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6349 056 / Lado B / Faixa 2.
Tom: G
D7/9
Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta
E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte,
olhe o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
O muro caiu, olha a ponte
Da liberdade guardiã
C7/9
O braço do Cristo, horizonte
Bb7/9 D7/9
Abraça o dia de amanhã, olha aí
Não Demore (samba, 1976) - Eduardo Gudin, Roberto Riberti e Paulo César Pinheiro - Intérprete: MPB-4
LP MPB 4 - Canto Dos Homens / Título da música: Não Demore / Eduardo Gudin (Compositor) / Roberto Riberti (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1976 / Nº Álbum: 6349 311 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: samba.
Mas não demore pra voltar, oh não!
Há muito tempo que eu não sou feliz
Tire este peso do meu coração
Corte este mal pra não criar raiz
Eu tenho o peito cheio de perdão
Mas não demore pra voltar, oh não!
Acho que tudo que eu tinha que fazer, eu fiz
Volta que eu estou precisando de consolação
Do jeito que eu tenho andado demais infeliz
Eu posso até relevar a sua ingratidão
Mas oh! não demore pra voltar oh não!
Mas oh!não demore pra voltar oh não!
LP MPB 4 - Palhaços & Reis / Título da música: Mordaça / Eduardo Gudin (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1974 / Nº Álbum: 6349 125 / Lado A / Faixa 3.
Tom: G
(intro) Em
F#m5-/7 B7 Em7/9 Em/D
Tudo o que mais nos uniu separou
C7+ B7 Em7/9 Em/D
Tudo que tudo exigiu renegou
C#m5-/7 F#7 Bm Bm/A
Da mesma forma que quis recusou
G7+ F#7 B4/7 B7
O que torna essa luta impossível e passiva
Am/C B7 Em7/9 Em/D
O mesmo alento que nos conduziu debandou
C7+ B7 Em7/9 Em/D
Tudo que tudo assumiu desandou
C#m5-/7 F#7 G
Tudo que se construiu desabou
G6 F#7 B7/4 B7
O que faz invencível a ação negativa
Dm7 G7 C7/9+ C7
É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Am5-/7 D7 G7+ G6
Pois tudo é instável e irregular
F#m5-/7 B7
E de repente o furor volta
Em Em/D
O interior todo se revolta
C7+ B7 Em
E faz nossa força se agi...gantar
F#m5-/7 B7 C7+
Mas só se a vida fluir sem se opor
F#m5-/7 B7 Em/B C7+ C#m5-/7 Em/D
Mas só se o tempo seguir sem se impor
C#m5-/7 F#7 G7+
Mas só se for seja lá como for
C#m5-/7 F#7 B4/7 B7
O importante é que a nossa emoção sobreviva
Dm7 G7 C7+
E a felicidade amordace essa dor secular
Am5-/7 D7 G7+ G6
Pois tudo no fundo é tão singular
F#m5-/7 B7
É resistir ao inexorável
Em Em/D
O coração fica insuperável
C7+ B7 Em7/9 Em/D
E pode em vida imortalizar
Am B7
E de repente o furor volta
Em7/9 Em7
O interior todo se revolta
C7+ B7 Em7/9
E faz nossa força se agigantar
Rui Alexandre Faria, nascido em Cambuci, em 1938, Milton Lima dos Santos Filho, de Campos, 1944, Antônio José Waghabi Filho, de Itaocara, 1945, e Aquiles Rique Reis, de Niterói, 1949, todas cidades do Estado do Rio de Janeiro, formam o mais antigo conjunto de que se tenha notícia, no mundo, a manter, desde a criação, os mesmos integrantes.
Rui, Miltinho e Aquiles criaram o grupo em 1962, em Niterói, e a eles juntou-se, em seguida, Waghabi - que, pelo tipo físico, tinha o apelido de Magro, que mantém ainda hoje. No início, eram o Quarteto do CPC, pois apresentavam-se nos espetáculos promovidos pelo Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes.
Foi Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, que os batizou de MPB-4 - e nascia, aí, a sigla MPB, para designar aquele tipo de música popular brasileira voltada para a história urbana da constituição da música popular.
O primeiro disco, um compacto - aqueles disquinhos com uma música de cada lado - saiu em 1964. No ano seguinte eles juntaram as quatro vozes com as das meninas baianas, descobertas por Aloísio de Oliveira, do Quarteto em Cy, num espetáculo montado em São Paulo por Chico de Assis.
Chico de Assis foi um dos incentivadores do jovem Chico Buarque de Hollanda e entra nessa história não só por haver aproximado o xará Buarque do MPB-4 quanto por haver dado o ultimato aos meninos fluminenses: ou vocês largam a faculdade e resolvem fazer música profissionalmente, em tempo integral, ou é melhor desistir. Eles largaram a faculdade, depois de uma reunião - que varou a noite - realizada ali no então célebre bar Redondo, na Av. Ipiranga, em São Paulo.
Começava uma das histórias mais bonitas e íntegras da canção brasileira. Com uma formação de extrema simplicidade - o violão de Miltinho, a tumbadora do Magro, um eventual chocalho de Aquiles e a voz de Rui (inicialmente era só isso), o grupo alcançou um grau de sofisticação que poucas vezes um quarteto vocal conseguiu.
O uníssono é perfeito, as vocalizações (quase sempre escritas por Magro) mudaram o conceito de arranjo vocal e ainda hoje constituem a fórmula em que se baseiam os arranjos vocais. Trabalharam - em shows, peças de teatro, comícios, ou que manifestação tenha sido importante para nossa história recente - com os maiores artistas de seu tempo (houve época em que Chico Buarque não entrava em palco sem eles) e o conjunto de seus discos memoráveis forma uma antologia do que melhor se produziu na MPB - afinal, eles são homônimos da sigla e de certa forma responsáveis por ela - nos últimos 40 anos.
LP Cicatrizes / Título da música: Última Forma / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6349 056 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Bolero.
Intro: F6/9 C7/9
F7+ F6 Bm5-/7 E7 Am7/9 Am7
É, como eu falei não ia durar
Cm7 C#7 G7/9
Eu bem que avisei, pois é, vai desmoronar
A#7+
Hoje ou amanhã um vai se curvar
Am7 Am6
E graças a Deus, não vai ser eu quem vai mudar
A5+/7
Você perdeu
Gm7 C7/9 Gm7 C7 Am7 C7/9-
E sabendo com quem eu lidei não vou me prejudicar
Cm D7 G7/9 Gm7/9
Nem sofrer, nem chorar, nem vou voltar atrás
A#7+ A7
Estou no meu lugar, não há razão pra se ter paz
D5+/7 G7/9
Com quem só quis rasgar o meu cartaz
C7 C5+/7 F7+
E agora pra mim você não é nada mais
Bm5-/7 E7 Am7
E qualquer um pode se enganar
D#º D7 G7/9
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
A#7+ A7
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
D5+/7 G7/9
Porém pra mim você morreu
C7 F7+
Você foi castigo que Deus me deu
E7 Am7 Am6 F7+ E7 Am7 A7
Não saberei jamais se você mereceu perdão
Cm7 D5+/7 Gm7 Gm6 D#7+ D5+/7 Gm7
Porque eu não sou capaz de esquecer uma ingratidão
C5+/7 F7+
E você foi uma a mais
E7 Am7
E qualquer um pode se enganar
D#º D5+/7 G7/9 Gm7/9
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
A#7+ A7
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
D5+/7 G7/9
Porém pra mim você morreu
C5+/7 F7+
Você foi castigo que Deus me deu
E7 Cm D5+/7 G7/9
E como sempre se faz, aquele abraço, adeus
C7 F7+
E até nunca mais
Chico Buarque de Holanda e MPB4 - Interpretando "Roda Viva".
Ao mesmo tempo em que se classificava em terceiro lugar no FIC, com “Carolina”, Chico Buarque repetia a colocação no III Festival da TV Record com “Roda Viva”. Não seria, porém como música de festival e sim como tema de uma peça homônima que “Roda Viva” entraria para a história.
Escrita por Chico em 25 dias e montada por José Celso Martinez Corrêa, essa peça estrearia no Teatro Princesa Isabel, no Rio, em 15.1.68. Criticando a situação do artista, triturado pela mídia — o personagem principal, o cantor Ben Silver, é um ídolo inventado e imposto ao público pela publicidade —, o espetáculo teve uma encenação chocante, agressiva e provocadora, pela maneira livre e audaciosa como José Celso tratou o texto, com a aprovação total do autor. Aliás, Chico aproveitaria a oportunidade para se livrar da incômoda imagem de bom moço, que teimavam em lhe impingir.
Acontece que apresentada no agitado ano de 1968, quando a radicalização da ditadura caminhava para a edição do AI5, Roda Viva gerou uma intensa reação de grupos de direita ligados ao regime, que culminou com a agressão aos atores e a destruição dos cenários no Teatro Galpão, em Porto Alegre, em 17.7.68. Isso determinou o final das encenações, sendo os participantes da peça enfiados num ônibus e despachados para São Paulo, com a recomendação de não retornarem.
Mas, voltando à canção, “Roda Viva” é uma longa e muito bem elaborada composição, com uma melodia soturna que realça e complementa o pessimismo fatalista do poema (“Faz tempo que a gente cultiva/a mais linda roseira que há /mas eis que chega a roda viva/e carrega a roseira pra lá...”). A canção foi defendida no festival e gravada pelo próprio Chico, com o apoio do MPB 4, numa versão que pode ser considerada como definitiva (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Roda Viva (samba, 1967) - Chico Buarque - Interpretação: Chico Buarque e MPB-4
LP Chico Buarque De Hollanda Vol. 3 / Título da Música: Roda Viva / Chico Buarque (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1968 / Nº Álbum: XRLP 5320 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Samba / MPB.
Int.: Em7/9 A7 D7+ D6 C#7 F#7 G7+
Bm7 G7
Tem dias que a gente se sente
F#7
como quem partiu ou morreu
Em7/9 A7 D7+
A gente estancou de repente
C#7 F#7
ou foi o mundo então que cresceu
B7 Em7 A7 D7+
A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar
C#7 F#7 Bm7
Mas eis que chega a roda viva
G7 F#7
e carrega o destino pra lá
Bm7 Bm7/A Em7 A7
Roda mundo, roda-gigante, roda moinho, roda pião
Am7 D7/9 G7+ F#7/5+ F#7 Bm7
O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração
G7 F#7
A gente vai contra a corrente até não poder resistir
Em7 A7 D7+ C#7 F#7
Na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir
B7 Em7
Faz tempo que a gente cultiva
A7 D7+
a mais linda roseira que há
C#7 F#7 Bm7
Mas eis que chega a roda viva
G7 F#7
e carrega a roseira pra lá
...
Bm7 G7
A roda da saia, a mulata,
F#7
não quer mais rodar, não senhor
Em7/9 A7 D7+ C#7 F#7
Não posso fazer serenata, a roda de samba acabou
B7 Em7 A7 D7+
A gente toma a iniciativa, viola na rua, a cantar
C#7 F#7 Bm7 G7 F#7
Mas eis que chega a roda viva e carrega a viola pra lá
...
Bm7 G7 F#7
O samba, a viola, a roseira, um dia a fogueira queimou
Em7/9 A7 D7+ C#7 F#7
Foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou
B7 Em7 A7 D7+
No peito a saudade cativa faz força pro tempo parar
F#7 Bm7
Mas eis que chega a roda viva
G7 F#7
e carrega a saudade pra lá...
De bem com o público e de mal com a censura, Chico Buarque desenvolveu intensa atividade artística em 1972, que incluiu a participação como ator e autor da trilha sonora no filme “Quando o Carnaval Chegar”, a peça musical “Calabar” (que não chegou a ser encenada), versões para o espetáculo “O Homem de La Mancha” e, por fim, um show com Caetano Veloso, no Teatro Castro Alves, em Salvador.
Uma das músicas compostas para o filme foi o samba “Partido Alto”, que se tornou um sucesso, em gravação do MPB4. Imitando, sem rigorismo musicológico, essa forma primitiva de samba, ele criou uma espirituosa letra em que, entremeadas por um refrão, são cantadas quatro estrofes, procurando dar a impressão de que elas estão sendo improvisadas por partideiros. E sem prejuízo do humor, aproveitou para lançar mais algumas farpas contra a ditadura — “Deus me deu mão de veludo pra fazer carícia / Deus me deu muitas saudades e muita preguiça / Deus me deu pernas compridas e muita malícia / pra correr atrás de bola e fugir da polícia / um dia ainda sou notícia...”
Como era fácil de prever, a censura considerou o samba “uma ofensa ao povo brasileiro” e só consentiu sua liberação depois de vetar algumas palavras como “titica” (“Como é que pôs no mundo essa pouca titica”, que passou a “pobre coisica”) e “brasileiro” (“Na barriga da miséria eu nasci brasileiro”, substituído por “batuqueiro”). “Partido Alto” tem uma versão francesa com o curioso título de “Qui Ces’t Lui-lá?” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
LP Cicatrizes / Título da música: Partido Alto / Chico Buarque (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6349 056 / Lado A / Faixa 7 / Gênero musical: Samba / Partido Alto / MPB.
EAE
Diz que deu, diz que Deus, diz que Deus dará,
AEA
não vou duvidar, ô nega
EAG#7C#m
E se Deus não dá, como é que vai ficar, ô nega?
EAEA
Diz que deu, diz que dá, e se Deus negar, ô nega
G#7C#mAE
Eu vou me indignar e chega, Deus dará, Deus dará
E
Deus é um cara gozador, adora brincadeira
Bm7E7A
Pois prá me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro
A#°E
Mas achou muito engraçado me botar cabreiro
C#mF#mB
Na barriga da miséria nasci brasileiro
EA
Eu sou do Rio de Janeiro
EAE
Diz que deu, diz que Deus, diz que Deus dará,
AEA
não vou duvidar, ô nega
EAG#7C#m
E se Deus não dá, como é que vai ficar, ô nega?
EAEA
Diz que deu, diz que dá, e se Deus negar, ô nega
G#7C#mAE
Eu vou me indignar e chega, Deus dará, Deus dará
E
Jesus Cristo ainda me paga, um dia ainda me explica
Bm7E7A
Como é que pôs no mundo essa pouca titica
A#°E
Vou correr o mundo afora, dar uma canjica
C#mF#mB
Que prá ver se alguém me embala ao ronco da cuíca
EA
E aquele abraço prá quem fica
EAE
Diz que deu, diz que Deus, diz que Deus dará,
AEA
não vou duvidar, ô nega
EAG#7C#m
E se Deus não dá, como é que vai ficar, ô nega?
EAEA
Diz que deu, diz que dá, e se Deus negar, ô nega
G#7C#mAE
Eu vou me indignar e chega, Deus dará, Deus dará
E
Deus me fez um cara fraco, desdentado e feio
Bm7E7A
Pele e osso simplesmente, quase sem recheio
A#°E
Mas se alguém me desafia e bota a mãe no meio
C#mF#mB
Dou pernada a três por quatro e nem me despenteio
EA
Que eu já tô de saco cheio
EAE
Diz que deu, diz que Deus, diz que Deus dará,
AEA
não vou duvidar, ô nega
EAG#7C#m
E se Deus não dá, como é que vai ficar, ô nega?
EAEA
Diz que deu, diz que dá, e se Deus negar, ô nega
G#7C#mAE
Eu vou me indignar e chega, Deus dará, Deus dará
E
Deus me deu mão de veludo prá fazer carícia
Bm7E7A
Deus me deu muita saudade e muita preguiça
A#°E
Deus me deu perna cumprida e muita malícia
C#mF#mB
Prá correr atrás da bola e fugir da polícia
EA
Um dia ainda sou notícia
EAE
Diz que deu, diz que Deus, diz que Deus dará,
AEA
não vou duvidar, ô nega
EAG#7C#m
E se Deus não dá, como é que vai ficar, ô nega?
EAEA
Diz que deu, diz que dá, e se Deus negar, ô nega
G#7C#mAE
Eu vou me indignar e chega, Deus dará, Deus dará
LP IV Festival Da Música Popular Brasileira - Vol. 1 / Título da música: Benvinda / Chico Buarque (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1968 / Nº Álbum: R 765.065 L / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: MPB / Festivais da MPB.
Tom: Dm7
Intro: Dm7 C#5+/7 Cm7 B7 A#7+ A#m7
Am7 G#º Gm7 C7 Em5-/7 A7/9-
Dm7 C#5+/7 Cm7
Dono do abandono e da tristeza
Am5-/7 D7 Gm7 D/F# G/F
Comunico oficialmente que há um lugar na minha mesa
C/E Cm/D#
Pode ser que você venha por mero favor,
Gm/D C#º E7
ou venha coberta de amor
A7
Seja lá como for, venha sorrindo
Dm7 A/C# D/C
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Am5-/7 D7 Gm7
Que o luar está chamando, que os jardins estão florindo
A7
Que eu estou sozinho
Dm7 A/C# D/C Am5-/7 D7 Gm7
Cheio de anseio e de esperança, comunico a toda gente
D/F# G/F
Que há lugar na minha dança
C/E Cm/D#
Pode ser que você venha morar por aqui,
Gm/D C#º E7
ou venha pra se despedir
A7
Não faz mal pode vir até mentindo
Dm7 A/C# D/C
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Am5-/7 D7 Gm7
Que o meu pinho está chorando, que o meu samba está pedindo
A7
Que eu estou sozinho
Dm7 E7 A7 Am5-/7 F7 E7
Vem iluminar meu quarto escuro, vem entrando com o ar puro
A7 Dm A7/9+
Todo novo da manhã
Dm7 E7 A7 C6 F7 E7
Oh vem a minha estrela madrugada, vem a minha namorada
Em5-/7 A7
Vem amada, vem urgente, vem irmã
Dm7 A/C# D/C
Benvinda, benvinda, benvinda
Am5-/7 D7 Gm7
Que essa aurora está custando, que a cidade está dormindo
A7
Que eu estou sozinho
Dm7 A/C# D/C Am5-/7 D7 Gm7
Certo de estar perto da alegria, comunico finalmente
D/F# G/F
Que há lugar na poesia
C/E Cm/D#
Pode ser que você tenha um carinho para dar,
Gm/D C#º E7
ou venha pra se consolar
A7
Mesmo assim pode entrar que é tempo ainda
Dm A/C# D/C
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Am5-/7 D7 Gm7
Ah, que bom que você veio, e você chegou tão linda
A7
Eu não cantei em vão
D A/C# Cm7 F7 A#7
Benvinda, benvinda, benvinda. benvinda, benvinda
A7 Dm
No meu coração
No Cordão da Saideira (frevo-canção, 1967) - Edu Lobo - Interpretação: MPB-4
LP MPB-4 / Título da música: No Cordão da Saideira / Edu Lobo (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1967 / Nº Álbum: ME-43 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Frevo-canção.
Hoje não tem dança Não tem mais menina de trança Nem cheiro de lança no ar Hoje não tem frevo Tem gente que passa com medo E na praça ninguém pra cantar Me lembro tanto E é tão grande a saudade Que até parece verdade Que o tempo inda pode voltar
Tempo da praia de ponta de pedra Das noites de lua Do susto é carreira na caramboleira Do bomba-meu-boi Que tempo que foi Agulha frita, munguzá, cravo e canela Serenata eu fiz pra ela Cada noite de luar
Tempo do corso,da Rua da Aurora É moço no passo Menino e senhora do bonde de Olinda Pra baixo e pra cima Do caramanchão Esqueço mais não E frevo ainda apesar da quarta-feira No cordão da saideira Vendo a vida se enfeitar
LP Bons Tempos, Hein ?! / Título da música: Fantasia / Chico Buarque (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1979 / Nº Álbum: 6349 409 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Marcha-rancho.
Tom: D#Cm7(9)Db/CbCm7(9) G7/B
E se, de repente a gente não sentisse
Ab6Gm6Fm7
A dor que a gente finge e sente
C7/EF/EbF7/C
Se, de repente a gente distraísse
G7G7/4Ab6Gm6
O ferro do suplício ao som de uma canção
Fm7Bb7(9)Eb7MAb7
Então, eu te convi____daria
Db7MDm7(b5)G7/4G7G7(b13)G7
Pra uma fantasia Do meu violão
Eb7MG7/DCm7(9)Bº
Canta, canta uma esperança
Bb7Eb7MAm7D7G
Canta, canta uma alegria can__ta mais
Eb7(9)Ab7MC7
Revirando a noite
FmG7(b13)G7G7(b13)G7
Revelando o dia Noi_____te e di______a
G7(b13)G7G7(b13)G7
Noi_____te e di______a
Eb7MG7/DCm7(9)Bº
Canta a canção do homem
Bb7Eb7MAm7 D7G
Canta a canção da vida Can__ta mais
Eb7(9)Ab7MC7
Trabalhando a terra
FmG7(b13)G7G7(b13)G7
Entornando o vinho Can_____ta, can_____ta
G7(b13)G7G7(b13)G7
Can_____ta, can_____ta
Eb7MG7/DCm7(9)Bº
Canta a canção do gozo
Bb7Eb7MAm7D7G
Canta a canção da graça Can__ta mais
Eb7(9)Ab7MC7
Preparando a tinta
FmG7(b13)G7G7(b13)G7
Enfeitando a praça Can_____ta, can_____ta
G7(b13)G7G7(b13)G7
Can_____ta, can_____ta
Eb7MG7/DCm7(9)Bº
Canta a canção de glória
Bb7Eb7MAm7D7G
Canta a santa melodia Can__ta mais
Eb7(9)Ab7MC7
Revirando a noite
FmG7(b13)G7G7(b13)G7
Revelando o dia Noi_____te e di______a
G7(b13)G7G7(b13)G7
Noi_____te e di______a
G7(b13)G7G7(b13)G7G7(b13)G7G7(b13)G7
Noi_____te e di_______a, noi_____te e di______a
Cm7(9)Db/CbCm7(9)G7/B
E se, de repente a gente não sentisse
Ab6Gm6Fm7
A dor que a gente finge E sente
C7/EF/EbF7/C
Se, de repente a gente distraísse
G7Ab6Gm6Fm7
>O ferro do suplício Ao som de uma canção
Fm7Bb7(9)Eb7MAb7
Então, eu te convi____daria
Db7MG7Cm7(9)
Pra uma fantasia Do meu violão
Eb7MG7/DCm7(9)Bº
Canta, canta uma esperança...
LP De Palavra... Em Palavra... / Título da música: Cravo E Canela / Milton Nascimento (Compositor) / Ronaldo Bastos (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1971 / Nº Álbum: ME-64 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: MPB.
Intro: CGDDm7(9)Em7(9)CGD
Ê morena quem temperou
Cigana quem temperou o cheiro do cravo
Cigana quem temperou
Morena quem temperou a cor de canela
F7MEm7(9)
A lua morena a dança do vento
Dm7(9)Em7(9)
O vento da noite o sol da manhã
F7M
A chuva cigana
Em7(9)
A dança dos rios
Dm7(9)
O mel do cacau
Em7(9)
E o sol da manhã
Depois de um giro de dois meses pela Europa, encerrado em Portugal, Kleiton, o mais velho dos irmãos Ramil (sendo os demais Kledir e Vitor), compôs um fado, a pedido de uma cantora portuguesa. A composição, na concepção de Kleiton, era na verdade algo assim “que mais se aproximava de um fado”. Ou “um fado brasileiro”, como o classificou tempos depois o cantor luso Carlos do Carmo.
Criada a espinha dorsal da música, Kleiton procurou injetar na letra uma dose positiva da fraternidade que tanto o sensibilizara no contato com os portugueses. Prometia ainda, em retribuição a esse sentimento, levar a Portugal um pouco de terra do Brasil: “Vou voltar na primavera / e era tudo o que eu queria / levo terra nova daqui / quero ver o passaredo / pelos portos de Lisboa //! Voa, voa que eu chego já...”
Na melodia em compasso ternário, sintomático da origem gaúcha do autor, ele utiliza notas longas, harmonizadas com acordes diferentes: “Ah! Vira virou / meu coração navegado-o-o-or / Ah! Gira girou / essa gale-e-e-era...”
Em razão do processo de abertura, que começava a ser vivido no Brasil, esse refrão acabou ganhando uma conotação político-libertária, reforçada pela interpretação do MPB-4, o primeiro a gravá-lo. Além da canção e do disco, houve um show homônimo do quarteto, que incluiu a participação de Kleiton e Kledir. Assim, depois de “Vira Virou”, a dupla gaúcha foi ganhando espaço no meio musical, logrando vários sucessos como “Paixão”, “Deu pra Ti” e “Tô que Tô”, este na voz de Simone.
Nenhum porém mais expressivo do que “Vira Virou”, que é muito cantado no exterior, principalmente por corais, tendo gravações de Mercedes Sosa e Eugênia Mello e Castro, a cantora portuguesa que pedira um fado a Kleiton Ramil (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
LP Vira Virou / Título da música: Vira Virou / Kleiton Ramil (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Ariola / Ano: 1980 / Nº Álbum: 201.604 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Fado.
Interpretação de Kleiton, Kledir e Ivan Lins: LP Kleiton & Kledir / Gravadora: Ariola / Nº Álbum: 201.611 / Ano: 1980 / Kleiton & Kledir (Interpretação) / Ivan Lins (Interpretação) / Gênero musical: Fado.
Tom: G
(intro) EmCDGB7CDGEmCB7C7+B7CDGEmC
Vou voltar na primavera
DG
e era tudo que eu queria
B7CDG
Levo terra nova daqui
EmC
Quero ver o passaredo
DG
pelos portos de Lisboa
B7CDG
Voa, voa que eu chego já
EmC
Ai, se alguém segura o leme
B7Em
Dessa nave incandescente
B7/D#C
Que incendeia a minha vida
DG
Que era viajante lenta
EmC
Tão faminta da alegria
B7C7
Hoje é porto de partida.
GDEmEm/DA/C#CD
Ah! Vira, virou meu coração navegador
C7B7EmEm/DDG
Ah! gira, girou essa galera
Primeira gravação com o título "Lamento" em 1928, ainda sem a letra de Vinícius de Moraes, em disco selo Parlophon:
Disco 78 rpm / Título da música: Lamento / Pixinguinha (Compositor) / Orquestra Típica Pixinguinha - Donga (Intérprete) / Gravadora: Parlophon / Nº do Álbum: 12867-a / Nº da Matriz: 2046 / Gravação: Outubro/1928 / Lançamento: Novembro/1928 / Gênero musical: Choro / Coleção: José Ramos Tinhorão
MPB-4 interpretando "Lamentos" em 1977 (do programa "Arquivo N" da Globo News sobre Pixinguinha):
Introdução:G G7 C C#º G/D A7 D7 G D7
G--------------- Gº
Morena tem pena --------G7+--------- G#º-- E7/9-
Mas ouve o meu lamen...to
Am7--------------F#m7/5- B7
Tento em vão -------Em------------- C#m7/5- F#7
Te esquecer --------B7+-------- G#m7 --C#m7 F#7
Mas olha, o meu tormento ----B7 ----------E7 --------Am7
É tanto, que eu vivo em pranto, --------D7----- G7
Sou todo infeliz
Dm7------ G7--------- C ----Cm6---- G
Não há coisa mais triste, meu benzinho,
Em7--------- Am7----- D7---- G--- B7
Que este chorinho que eu te fiz
Em Em/D# Em/D Em/C# E7/9- Am Am/G# Am/G Am/F# B7 F#m7/5- B7 Em Em7 C7+ C7 F#m B7 Am7 C7 B7 Em/B Eb/Bb Am7/11 D7
G------------Gº
Sozinho, morena -----G7+------------G#º E7/9-
Você nem tem mais pe...na
Am7-------------F#m7/5- B7
Ai, meu bem -----Em-------C#m7/5- F#7
Fiquei tão só -------B7+ -----G#m7 C#m7 F#7
Tem dó, tem dó de mim ------ B7--------E7------ Am7
Porque estou triste assim ------ D7-------- G7
Por amor de você
Dm7-------- G7 -------- C -------Cm6 G
Não há coisa mais linda neste mundo
Em7----------- Am7----- D7 -- G
Que o meu carinho por você --------- G7 ------ C
Meu amor, tem dó -------- C#º------ G/D A7 D7 G
Meu amor, tem dó