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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Procurando tu

Procurando Tu (1970) - Antônio Barros e J. Luna - Interpretação: Jackson do Pandeiro

Compacto simples / Título da música: Procurando Tu / Antônio Barros (Compositor) / J. Luna (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Intérprete) / Gravadora: Fontana / Philips / Ano: 1970 / Nº Álbum: A 06001 / Lado B / Gênero musical: Regional.


Introdução- D  G C F E Am E7 Am E7  

Refrão: 
        Am                  E7 
Morena diga onde é que tu tava    
                                   Am  
Onde é que tu tava, onde é que tava tu  
          Dm               Am  
Passei a noite procurando tu  
           E7              Am  
Procurando tu, procurando tu  
          Dm               Am 
Passei a noite procurando tu,  
           E7             Am  
Procurando tu procurando tu  


          G7                 C     
Eu vivo triste, meu amor me beija  
               G7             C 
Mesmo que não seja beijo de amor  
          G7                  C   
Esse teu beijo sei que me envenena  
               G7            C  
Mas não tenha pena se é matador  
             F                 C 
||:Eu quero um beijo de lascar o cano  
              G7               C  
Pois eu sou baiano cabra beijador:|| 


Refrão 

           G7                 C 
Chega prá perto, me dá um arrocho  
              G7              C 
Que eu já tô rocho de tanto roer  
          G7               C 
Acende o fogo da minha fogueira  
               G7                    C 
Que a noite inteira eu so faltei morrer  
         F                  C     
||:Te procurando, meu amor te dando  
           G7                  C  
E tu me negando, fazendo eu sofrer:|| 

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O velho gagá

O velho gagá (marcha, 1961) - Almira Castilho e Paulo Gracindo - Interpretação de Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: O velho gagá / Almira Castilho (Compositora) / Paulo Gracindo (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1961 / Álbum: P-61.064-H / Gênero musical: Marcha.



O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

(bis)

O velho gagá gagueja
No baile do Municipal
Quando arranja um broto
Que parece uma pimenta
O velho se arrebenta
E noutro dia passa mal....

O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Vou ter um troço

Vou ter um troço (marcha/carnaval, 1962) - Arnô Provenzano, Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro - Interpretação: Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Vou ter um troço / Arnô Provenzano (Compositor) / Otolindo Lopes (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1962 / Álbum: P-61.114-H / Gênero musical: Marcha.


 A6        E7/9         A
Garota você é uma gostosura
 F#7     Bm7
Foi proibida
 E7       A     A7/13
Pela censura

 D              E7
Sai de perto de mim
 A                  F#7
Olhar pra você eu não posso
 Bm                       E7
Me segura que eu vou ter um troço
(A,F#7,Bm,E7)
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço.

domingo, 19 de outubro de 2008

Um a um

Um a um (coco, 1954) - Edgar Ferreira - Interpretação: Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: 1 x 1 / Ferreira, Edgard (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gaúcho (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1953 / Nº Álbum 5234 / Gênero musical: Coco.



Esse jogo não é um a um
Se o meu time perder tem zum-zum-zum
Esse jogo não pode ser um a um
O meu clube tem time de primeira
Sua linha atacante é artilheira
A linha média é tal qual uma barreira
O center-forward corre bem na dianteira


A defesa é segura e tem rojão
E o goleiro é igual um paredão
É encarnado e branco e preto
É encarnado e branco
É encarnado e preto e branco
É encarnado e preto


O meu time jogando, eu aposto
Quer jogar, um empate é pra você
Eu dou um zurra a quem aparecer
Um empate pra mim já é derrota
Eu confio nos craques da pelota
E o meu clube só joga pra vencer

sábado, 4 de outubro de 2008

A mulher do Aníbal


A mulher do Aníbal (coco, 1954) - Genival Macedo e Nestor de Paula - Intérprete: Jackson do Pandeiro

Gravação original: Disco 78 rpm / Título da música: A mulher do Aníbal / Macedo, Genival (Compositor) / Paula, Nestor de (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gaúcho (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1953 / Nº Álbum 5234 / Gênero musical: Coco.



Que briga é aquela que tem acolá
É a mulher do Anibal com Zé do Angá
Numa brincadeira lá no brejo do véio
A mulher do Anibal foi pra lá dançar
Vocês não sabem o que aconteceu
O Zé, inxirido, quis lhe conquistar
De madrugada terminada da festa
Era gente à beça a se retirar
No meio da estrada o pau tava comendo
Era a mulher do Aníbal e Zé do Angá
Que briga é aquela que tem acolá...

Perguntei:"por que brigam vocês dois agora?"
Ela diz: "este cabra quis me conquistar
Então fui obrigada a quebrar-lhe a cara
Para mulher de homem saber respeitar"
O dotô Xumara, subdelegado
Veio ver o ocorrido
Quando chegou no local da luta
O Zé do Angá havia morrido
Que briga é aquela que tem acolá

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Jackson do Pandeiro


Primeiro grande artista paraibano, surgido em plena era do rádio, Jackson do Pandeiro nasceu José Gomes Filho em Alagoa Grande no dia 31 de agosto de 1919, filho de José Gomes e de Flora Maria da Conceição.


Cantava no interior da Paraíba desde sua adolescência e fez algumas duplas antes de sagrar-se como artista solo. Ainda como Jack do Pandeiro, montou primeiramente uma dupla com Zé Lacerda em Campina Grande.

Em 1947, às vésperas de começar a ganhar popularidade nas rádios locais, e de ser rebatizado artisticamente como Jackson do Pandeiro, formou a dupla Café com Leite com Rosil Cavalcanti em João Pessoa. A dupla durou apenas um ano, mas a amizade e a parceria refletiriam no início da carreira solo de Jackson.

Sebastiana fez sucesso no Carnaval de 1953 e Jackson foi contratado pela Rádio Jornal do Commercio, ganhando - já aos 34 anos de idade - uma notoriedade nacional que acabou despertando o interesse das gravadoras. É nessa época que conhece Luiz Gonzaga, que imediatamente propõe encaminhá-lo à diretoria da RCA (atual BMG Ariola) no Rio de Janeiro, mas Jackson - recém-casado com a cantora pernambucana Almira Castilho - acaba preferindo a Copacabana (atual EMI Music), por esta ter um escritório no Nordeste.

O cantor utiliza o estúdio da rádio para gravar dez faixas para a gravadora, que antes do Natal de 1953 colocou nas lojas um 78 rpm com Forró em Limoeiro e Sebastiana. Há 50 anos, começava o sucesso nacional de Jackson do Pandeiro, cujo primeiro disco ultrapassaria as 50 mil cópias vendidas antes do Carnaval de 1954.

Com a boa vendagem, Jackson é então contratado pela Copacabana por dois anos. Assustado com o sucesso, isola-se no Nordeste e, somente após o sucesso do segundo 78 rpm, 1 x 1 e A mulher do Aníbal, resolve visitar o Sudeste - mas de navio, já que tinha pavor da idéia de sequer embarcar num avião. Após três dias a bordo do lendário Vera Cruz, Jackson do Pandeiro e Almira Castilho chegaram ao Rio de Janeiro em 18 de abril de 1954.

A mídia encanta-se com os dois, que - apesar de já desfrutando de uma vida mais confortável - não abriam mão de residir no Nordeste. Passam alguns meses viajando, enquanto a gravadora fecha o restante do ano lançando mais 78 rpm´s - com as outras seis faixas gravadas inicialmente. Vou Gargalhar, lançada para o Carnaval de 1955, faz enorme sucesso e beira as 50 mil cópias vendidas em poucas semanas.

Somente depois do carnaval, Jackson entra finalmente em estúdio para novas gravações e Forró em Caruaru é lançada enquanto o artista negocia a liberação de seu contrato de exclusividade com a rádio nordestina, para com isso poder trabalhar melhor a mídia nacional.

Durante a passagem pelo Recife, Jackson e Almira acabam sendo agredidos fisicamente durante uma festa e resolvem finalmente mudar-se para o Rio de Janeiro. Estabelecem-se na Glória, a poucos minutos do centro do Rio, e Jackson lança seu primeiro LP de 10 polegadas, que rende diversas aparições na televisão e convites para participações em filmes.

Um segundo álbum de 8 faixas é lançado em 1956, trazendo pela primeira vez uma foto de Jackson e Almira na capa. Mesclando com sabedoria temas carnavalescos, juninos e até natalinos, os discos passariam a animar qualquer ocasião. Jackson faz enorme sucesso no eixo Rio-São Paulo e também em Minas Gerais, numa época em que O canto da ema não parava de tocar e já garantia seu posto como um dos grandes sucessos do artista.

Após lançar um terceiro LP em 1957, ao final de quatro anos de contrato com a Copacabana, Jackson anuncia sua decisão de assinar com a Columbia (atual Sony Music) - por onde passaria a lançar discos em 1958, tão logo a Copacabana terminasse de lançar o material recentemente gravado.

Jackson gravaria na nova gravadora por apenas dois anos, e a partir de 1960 desenvolveria uma carreira de cinco anos pela Philips (atual Universal) - onde efetivamente gravou diversos LPs e compactos. Nos anos 60 ainda gravou pela Continental e pela Cantagalo, e durante os anos 70 participou de diversos projetos.

Jackson do Pandeiro faleceu aos 63 anos no Hospital de Base de Brasília no dia 10 de julho de 1982, em decorrência de um coma diabético. Outros sucessos: Chiclete com banana, Falsa patroa e Cantiga do sapo.

Sua biografia “Jackson do Pandeiro, O Rei do Ritmo”, escrita por Fernando Moura e Antônio Vicente e lançada pela Editora 34 em 2001, é referência obrigatória. (Marcelo Fróes - Janeiro, 2004)

Algumas músicas


















Fonte: EMI MUSIC

Falsa patroa

Falsa Patroa (samba, 1954) - Geraldo Jacques e Isaías de Freitas - Interpretação: Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Falsa Patroa / Jacques, Geraldo (Compositor) / Freitas, Isaías de (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Imprenta: [S.l.]: Copacabana, 1954 / Nº Álbum: 5412 / Gênero musical: Samba.


Tom: A  

A7+          G#º F#7                     Bm7 
Doutor delegado, eu não tive culpa 
                      E7/9  E7/9-  A7+
Foi a sua criada que me convidou 
  C#m7   Cº                 Bm7
Dizendo que o apartamento era dela 
                              E7/9  E7/9-         A7+
Me pegou pelo braço para jantar com ela 
A7+          G#º F#7               
O senhor compreende 
                    Bm7
A cabrocha é boa 
D7/9                A7+     Bm7               E7/9    A7+
Eu fiquei iludido pensando que ela fosse a patroa 
F#7                     Bm7              E7/9    A7+
Eu quero ir embora doutor, estou muito aflito 
F#7                     Bm7              E7/9    A7+
Não me sinto bem dentro do distrito 
F#7                     Bm7              E7/9    A7+               F#7
Passe um sabão nela doutor, dê isso por acabado 
  Bm7                          Gº                   F#7
Eu sei, se houver processo eu serei condenado 
    Bm7 
Que vergonha ver meu nome no jornal 
D7/9                A7+     Bm7               E7/9    A7+
Sou de boa família e não quero deixar minha gente mal 
 
(breque: doutor delegado, doutor, pelas cinco chagas de nada, 
doutor, pelo leite de mamão, deixe eu ir embora, nego veio). 

Cantiga do sapo

Cantiga do Sapo (baião, 1959) - Jackson do Pandeiro e Buco do Pandeiro - Intérprete: Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Cantiga do Sapo / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Compositor) / Búco do Pandeiro (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1959 / Nº Álbum: 11146 / Gênero musical: Baião.


Tom: A  

(intro) A E B7 E7 A E B7 E

     A7              B7         E
É assim que o sapo canta na lagoa
      D                       E
Sua toada improvisada em dez pés (2x)

- Tião

  D
- Oi!

   A7
- Fosse?

   E
- Fui!

- Comprasse?
      A
- Comprei!
     B7
- Pagasse?
      E
- Paguei!
                 A
- Me diz quanto foi?
           B7     E
- Foi quinhentos réis

          A7         B7    E
É tão gostoso morar lá na roça
         D                      E
Numa palhoça perto da beira do rio
                E7                 A
Quando a chuva cai o sapo fica contente
      B7          E             A7
Que até alegra a gente com seu desafio

Chiclete com banana

Radicado no Rio desde 1952, o cantor e compositor baiano Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo) teve sua primeira oportunidade artística ao gravar em dupla com Léo Vilar duas músicas para o carnaval de 56. O sucesso, porém, só aconteceria um pouco adiante com “Vendedor de Caranguejo” (1958), “Súplica Cearense” (1960) e principalmente com a gravação de “Chiclete com Banana” por Jackson do Pandeiro em 1959.

Um sacudido sambabop (embora na letra declare-se “samba-rock”), a composição propõe uma divertida troca de influências entre as músicas brasileira e americana: “Eu só boto be-bop no meu samba / quando o Tio Sam tocar um tamborim / quando ele pegar num pandeiro e num zabumba / quando ele aprender que o samba não é rumba / aí eu vou misturar Miami com Copacabana / chiclete eu misturo com banana / e o meu samba vai ficar assim...”.

Além de inspirar um espetáculo de Augusto Boal, “Chiclete com Banana” deu nome a uma bem-sucedida banda baiana e às tiras de quadrinhos do cartunista Angeli. Em 1972, voltou a fazer sucesso ao ser incluída por Gilberto Gil no disco que marcou o seu retorno do exílio londrino. Assinada a princípio somente por Gordurinha, é em algumas gravações apresentada com o nome de José Gomes como co-autor e em outras com o de Almira Castilho.

Chiclete com banana (samba, 1959) - Gordurinha e Almira Castilho - Intérprete: Jackson do Pandeiro


Intro:34 35/25/28/17/15/10 
      Bm7 E7/9- / A7/13 A7/5+ / G7/13 G7/5+ 
      34 35/25/28/17/15/10 
      Bm7 E7/9- / Am7 / A7/13 / G / Eb7/9+ D7/9+ 

        G      E7/9-      A7/13 
Eu só ponho bib-bop no meu samba 
A7/5+        Am7      D7/9     G 
Quando o Tio Sam tocar o tamborim             
            E7/9-                   A7/13 
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba                 
                D7/9             G7 G7  F#7 F7 E7 
Quando ele aprender que o samba não é   rum-ba-a                
                A7    D7/9           G 
Aí eu vou misturar, Miami com Copacabana    
   E7/9-                  A7/13 
Chicletes eu misturo com banana          
         D7/9               G                    
Eu o meu samba vai ficar assim  

Gb G // C7/9 // Bm7 / E7/9  

   Am7         D7/9         G          
Eu quero ver a grande confusão 

Gb G // C7/9 // Bm7 / E7/9          

   Am7         D7/9         G      
Olha aí o samba-rock meu irmão 
G G#º            Am7 A#º   
  É, mas em compensação          
         E7/9-         A7 
Eu quero ver o Boogie-woogie       
      D7/9       Dm7/9  G7/13 
De pandeiro e violão  

C7+         C#º G6          E7/9- 
Quero ver o Tio Sam de frigideira,  
 A7     D7/9 Dm7/9 G7/13 
numa batucada brasileira 
C7+         C#º G6          E7/9- 
Quero ver o Tio Sam de frigideira,  
 A7     D7/9 Dm7/9 G7/13 
numa batucada brasileira 


A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34

terça-feira, 5 de setembro de 2006

A ordem é samba


A Ordem é Samba (1966) - Jackson do Pandeiro e Severino Ramos Intérprete: Ney Matogrosso

CD Vagabundo - Ney Matogrosso e Pedro Luis e A Parede / Título da música: A Ordem É Samba / Jackson do Pandeiro (Compositor) / Severino Ramos (Compositor) / Intérpretes: Ney Matogrosso, Pedro Luís e A Parede / Gravadora: Globo/Universal / Ano: 2004 / Nº Álbum: 6024981751-3 / Faixa 1.


Tom: C

 Am                D7
É samba que eles querem
   Am
Eu tenho
                   E7
É samba que eles querem
   Am
Lá vai
                  G
É samba que eles querem
     C  Bd7  A7
Eu canto
   Dm              E7
É samba que eles querem
      Am
Nada mais

            Am
No Rio de Janeiro
                   D7
Todo mundo vai de samba
                   Dm
A pedida é sempre samba
                     E7
E eu também vou castigar

   D7         E7      Am
Lá vai, lá vou eu de samba
D7  E7  Am
Somente samba
D7      Am
A ordem é samba
   E7   Am
E nada mais

Que deixe que digam
Que deixe que deixe que...

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Forró em Caruaru


Forró Em Caruaru (rojão, 1954) - Zé Dantas - Intérprete: Jackson do Pandeiro

LP 10' Jackson do Pandeiro / Título da música: Forró Em Caruaru / Zé Dantas (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1955 / Nº Álbum: CLP 2017 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Rojão.


      F            C7
No forró de Sá Joaninha /  No Caruarú
  F         C                   F
Cumpade Mané Bento / Só fartava tu
    C7         F           Bb      F
Nunca vi meu cumpade / Forgansa tão boa
            Bb                  C
tão cheia de brinquedo / De animação
   F           Am                     Dm
Bebendo na função /  Nós dansemo sem pará
              Bb
Num galope de matá
              F                      D7
Mas arta madrugada / Pro mode de uma danada
               Gm                   Bb
Qui vei de Tacaratú / Matemo dois sordado
               F                      C7
Quato cabo e um sargento / Cumpade Mané Bento
           F
Só fartava tú 

    C7       F           Bb     F
Meu irmão Jisuino /  Grudô numa nega
            Bb                   C
Chamego dum sujeito / valente e brigão
F              Am                    Dm
Eu vi qui a confusão / Não tardava cumeçá
                Bb                     F
Pois o cabra de punhá / Cum cara de assassino
            D7                      Gm
Partiu prá Jisuino / tava feito o sururú
             Bb                          F
Matemo dois sordado / Quato cabo e um sargento
            C7                  F
Cumpade Mané Bento / Só fartava tú

     C7       F          Bb     F
Pro Dotô Delegado / Que veio trombudo
           Bb                      C
Eu diche que naquela / grande confusão
F              Am                     Dm
Só hove uns arranhão / Mas o cabra morredô
              Bb                    F
Nesse tempo de calô / Tem a carne reimosa
             D7                    Gm
O véi zombô da prosa / Fugi de Caruarú
             Bb                        F
Matemo dois sordado / Quato cabo e um sargento
          C7                    F
Cumpade mané Bento / Só fartava tú

quinta-feira, 11 de maio de 2006

O canto da ema

O canto da ema (batuque, 1956) - Aires Viana, Alventino Cavalcanti e João do Vale - Intérprete: Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: O canto da ema / Viana, Ayres (Compositor) / Cavalcanti, Alventino (Compositor) / Vale, João (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1956 / Nº Álbum 5661 / Gênero musical: Batuque.


Int.: (G F/G C/G)

       C7/9           D7/9  G
A ema gemeu no tronco do juremau (2x)
 F/G     C/G      C
Foi um sinal bem triste, morena
 F/G      C/G  G
Fiquei a imaginar
 F/G        C/G     G
Será que é o nosso amor, morena
 F/G    C/G   G
Que vai se acabar?
         Gm7         C7/9        Fm7
Você bem sabe, que a ema quando canta
         Bb7/9       Eb7/9    Ab7+      Am7 D7/9+
Traz no meio do seu canto um bocado de azar
          G      Am7            Bm7
Eu tenho medo, morena, eu tenho medo
       C        A/C#
Pois acho que é muito cedo
          D7/9  G
Pra essa amor acabar
            Cm7  F7   A/B
Vem morena, vem, vem, vem
     Em7   Am7  D7/9 G
Me beijar, me beijar
            Cm7 F   A/B
Dá um beijo, dá um beijo
          Em7/9 Am7 D7/9 G
Pra esse medo se acabar

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Sebastiana

"Sebastiana" é o lado "b" do disco inicial de Jackson do Pandeiro (José Gomes Filho) na Copacabana, que tem no lado "a" "Forró em Limoeiro". Ambas estão entre os maiores sucessos deste paraibano de Alagoa Grande, um dos mais originais, espirituosos e influentes artistas que o Nordeste produziu.

Imbatível na inventividade rítmica, Jackson formou nos anos quarenta com Rosil Cavalcanti - também pandeirista - a Dupla Café com Leite. Depois, quando o primeiro foi fazer carreira em Recife, a dupla se desfez, tornando-se Rosil um popularíssimo radialista em Campina Grande (PB), com o programa "Forro do Zé Lagoa", continuando entretanto a ligação entre os dois.

Primeira música gravada de Rosil, "Sebastiana" foi lançada no programa pós-carnavalesco no auditório da Rádio Jornal do Comércio de Recife, com a colaboração da teatróloga Luísa de Oliveira. Ao chegar no insólito breque "a-e-i-o-u-ipsilone", tendo como parceira Almira Castilhos, ela resolveu dar uma umbigada em Jackson, conquistando a platéia. Foi o início de um passo marcante, que se tornou obrigatório nas apresentações em palco de Jackson do Pandeiro. "Sebastiana" seria relançada em ' por Gal Costa em dueto com Gilberto Gil.

Sebastiana (coco, 1953) - Rosil Cavalcanti - Intérprete: Jackson do Pandeiro

Gravação original: Disco 78 rpm / Título da música: Sebastiana / Cavalcanti, Rosil (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gaúcho (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1953 / Nº Álbum: 5155 / Gênero musical: Coco.



Convidei a comadre Sebastiana
Pra dançar e xaxar na Paraíba.
(coro repete)
Ela veio com uma dança diferente
E pulava que só uma guariba.
(coro repete)
E gritava: a, e, i, o, u, ipsilone...
(coro repete)

Já cansada no meio da brincadeira
E dançando fora do compasso
Segurei Sebastiana pelo braço
E gritei: Não faça sujeira
O xaxado esquentou na gafieira
Sebastiana não deu mais fracasso.
Mas gritava: a, e, i, o, u, ipsilone...
(coro repete)



A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

Forró em Limoeiro

Jackson do Pandeiro
Forró em Limoeiro (rojão, 1953) - Edgar Ferreira - Intérprete: Jackson do Pandeiro

Gravação original: Disco 78 rpm / Título da música: Forró em Limoeiro / Autoria: Ferreira, Edgard (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gaúcho (Acompanhante) / Imprenta: [S.l.]: Copacabana, 1953 / Nº Álbum 5155 / Gênero musical: Rojão


(intro 2x) A7 D E A

A                D
 Eu fui pra Limoeiro
       E              A
E gostei do forró de lá.
                     E
Eu vi um caboclo brejeiro
                              A
Tocando a sanfona, entrei no fuá.  (2x)

               D
No meio do forró houve um tereré

Disse o Mano Zé, agüenta o pagode
                              A
Todo mundo pode, gritou o Teixeira
                 E              A
Quem não tem peixeira briga no pé.
                 D
Eu fui pra Limoeiro
       E              A
E gostei do forró de lá.
                      E
Eu vi um caboclo brejeiro
                              A
Tocando a sanfona, entrei no fuá.(2X)

               D
Foi quando eu vi a Dona Zezé

A mulher que é,  que topa parada

De saia amarrada fazer cocó
                               A
E dizer: eu brigo com cabra canalha
            E                    A
Puxou da navalha e entrou no forró.
                 D
Eu fui pra Limoeiro
       E              A
E gostei do forró de lá.
                      E
Eu vi um caboclo brejeiro
                               A
Tocando a sanfona, entrei no fuá.

(intro) A D E7 A D E A

               D
Eu que sou do morro, não choro, não corro,

Não peço socorro quando há chuá
                             A
Gosto de sambar na ponta da faca
              E7                  A
Sou nego de raça e não quero apanhar.

               D
Eu fui pra Limoeiro
      E               A
E gostei do forró de lá.
                    E
Eu vi um caboclo brejeiro
                               A
Tocando a sanfona, entrei no fuá.