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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A realidade indesejada: o bêbado e a equilibrista

Nossos compositores sempre tiveram o costume de registrar em música e verso acontecimentos relevantes, às vezes nem tanto, da vida brasileira. Um rápido exame do repertório nacional encontrará revoluções, campanhas políticas, feitos de brasileiros e outros fatos inspirando canções de crítica ou louvação. Nem mesmo a censura ferrenha de duas ditaduras foi capaz de impedir essa prática, muitas vezes disfarçada pelo uso de imagens alegóricas.

Este é o caso de “O Bêbado e a Equilibrista”, uma notável composição de João Bosco e Aldir Blanc, que focaliza uma promessa de abertura democrática, na ocasião cercada de incertezas. Parodiando a forma de um samba enredo, a canção descreve uma cena patética em que dois personagens — o bêbado e a equilibrista — movimentam-se ridiculamente num fim de tarde sombrio — “E nuvens / lá no mata-borrão do céu / chupavam manchas torturadas”. O bêbado, trajando luto e lembrando a figura de Carlitos — “Fazia irreverências mil / pra noite do Brasil / (...) / que sonha / com a volta do irmão do Henfil / e tanta gente que partiu” — ou seja, para a situação brasileira da época. Já a equilibrista era — “A esperança (que) dança / na corda bamba de sombrinha (e) em cada passo dessa linha / pode se machucar” — o que correspondia à expectativa ansiosa de um projeto de êxito imprevisível.

E a canção prossegue, utilizando conscientemente o mau-gosto e o lugar-comum como forma chocante de expressar a crítica a uma realidade indesejada — “Chora / a nossa pátria, mãe gentil / choram Marias e Clarisses / no solo do Brasil”. Diga-se de passagem, que “o irmão do Henfil” e as “Clarisses” citados nos versos referem-se a personagens reais, sendo o primeiro o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, irmão do cartunista Henfil, na época exilado, e a segunda, Clarisse, viúva do jornalista Wladimir Herzog, enforcado numa prisão da ditadura, em São Paulo.

“O Bêbado e a Equilibrista” foi lançado por Elis Regina em junho de 79, numa gravação orquestrada e dirigida por César Camargo Mariano, integrante do elepê Elis, essa mulher, o primeiro da cantora na gravadora WEA (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

O Bêbado e a Equilibrista (1979) - João Bosco e Aldir Blanc - Intérprete: Elis Regina

LP Elis, Essa Mulher / Título da música: O Bêbado E A Equilibrista / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: WEA / Ano: 1979 / Nº Álbum: BR 36.113 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Intro.: A7M

A7M
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
C#m7(b5)   F#7     Bm7    F#7(b13)
Me      lembrou Carlitos
Bm7                              D7M
A  lua, tal qual a dona de um bordel
E7(9)
Pedia a cada estrela fria
Bm7   E7(9)  C#m7 Cm7 Bm7 E7(9)
Um brilho de  alu------guel

A7M                            C#m7
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
   Em/G                  F#7
Chupavam manchas tortura----das
C#m7(b5)    F#7  Bm7
Que su---foco
Dm7    G7(13)                    D#º
Louco,       o bêbado com chapéu-coco
A7M         F#7         B7(13) B7(b13)
Fazia irreverências mil
Bm7  E7(9)  A7M         E7(9)
Pra noite do   Bra----sil, meu Brasil

A7M
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
C#m7(b5)  F#7   Bm7   F#7(b13)
Num rabo      de  foguete
Bm7                          D7M
Chora a nossa pátria, mãe gentil
E7(9)
Choram Marias e Clarices
Bm7  E7(9)  C#m7 Cm7 Bm7 E7(9)
No solo do   Bra----sil

A7M                       C#m7
Mas sei que uma dor assim pungente
Em/G                 F#7
Não há de ser inutilmen----te
C#m7(b5)     F#7  Bm7
A espe---rança
Dm7   G7(13)                        D#º
Dança        na corda bamba de sombrinha
A7M           F#7         B7(13) B7(b13)
E em cada passo dessa linha
Bm7      E7(9)     F#7
Pode se ma----chu----car

Dm7  G7(13)                   D#º
Azar,       a esperança equilibrista
A7M            F#7            B7(13) B7(b13)
Sabe que o show de todo artista
Bm7         E7(9)    A7M
Tem que conti---nu-----ar...

sábado, 8 de setembro de 2007

Saudades da Guanabara


Saudades da Guanabara (1989) - Moacyr Luz, Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Beth Carvalho

LP Beth Carvalho - Saudades Da Guanabara / Título da música: Saudades da Guanabara / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Moacyr Luz (Compositor) / Beth Carvalho (Intérprete) / Gravadora: Polygram / Ano: 1989 / Nº Álbum: 842084-1 / Lado A / Faixa 1.
Tom: C

Intro 2x: C  C/5+  C6

C7M/9
Eu sei
          Am7            D7/9 C/D D7/9
Que o meu peito é lona armada
                     Fm6
Nostalgia não paga entrada
E7              E7/13- Am7     G7/13
Circo vive é de i-i-ilusão (eu sei...)
   C7M/9
Chorei
       Am7           D7/9 C/D D7/9
Com saudades da Guanabara
                       Fm6
Refulgindo de estrelas claras

E7            E7/13- Am7         G7/13
Longe dessa deva-astação (...e então)
  Em7/5-
Armei
A7         A7/G      Dm     Dm7M Dm7
Pic-nic na Mesa do Imperador
              Dm6      B7
E na Vista Chinesa solucei de dor
                                     F7M G7/13
Pelos crimes que rolam contra a liberdade
  F   F#dim
Reguei
                Fm6               E7/13- E7/13
O Salgueiro pra muda pegar outro alento
A7                                 D7/13- D7/13
Plantei novos brotos no Engenho de Dentro
    G6(9)             C7/13
Pra alma não se atrofiar (Brasil)
F      F#dim            Fm6          E7/13- E7/13
Brasil,  tua cara ainda é o Rio de Janeiro
A7                                      D7/13- D7/13
Três por quatro da foto e o teu corpo inteiro
   G6(9)         C7M/9
Precisa se regenerar
   C7M/9
Eu sei
         Am7             D7/9 C/D D7/9
Que a cidade hoje está mudada
                         Fm6
Santa Cruz, Zona Sul, Baixada
E7            E7/13- Am7     G7/13
Vala negra no co-o-ração
   C7M/9
Chorei
       Am7           D7/9 C/D D7/9
Com saudades da Guanabara
                  Fm6
Da Lagoa de águas claras
E7            E7/13- Am7         G7/13
Fui tomado de coompaixão (...e então)
 Em7/5-
Passei
A7              A7/G      Dm     Dm7M Dm7
Pelas praias da Ilha do Governador
              Dm6        B7
E subi São Conrado até o Redentor
                                 F7M G7/13
Lá no morro Encantado eu pedi piedade
    F   F#dim
Plantei
              Fm6                E7/13- E7/13
Ramos de Laranjeiras foi meu juramento
A7                                D7/13- D7/13
No Flamengo, Catete, na Lapa e no Centro
     G6(9)            C7/13
Pois é pra gente respirar (Brasil)
   F   F#dim
Brasil
                   Fm6               E7/13- E7/13
Tira as flechas do peito do meu Padroeiro
A7                            D7/13- D7/13
Que São Sebastião do Rio de Janeiro
 G6(9)           C7M/9
Ainda pode se salvar

sábado, 5 de maio de 2007

Aldir Blanc

Aldir Blanc Mendes, compositor, nasceu no Rio de Janeiro, em 02 de agosto de 1946, no bairro do Estácio. Tinha 16 anos quando começou a compor e aos 17 anos aprendeu bateria, organizando um conjunto, o Rio Bossa Trio.

Com a inclusão de seu parceiro Sílvio Silva Júnior, que conhecera em Paquetá, em 1965, passou a se chamar GB-4. Nessa época atuou em diversos shows, como baterista do Teatro Azul. Em 1966 ingressou na faculdade de Medicina e Cirurgia, onde se especializou em psiquiatria.

Em 1968 sua composição A Noite, a maré e o amor (com Sílvio Silva Júnior) foi uma das classificadas no III FIC (Festival Internacional da Canção), da TV Globo. No II Festival Universitário de Música Popular Brasileira, no Rio de Janeiro, em 1969, conseguiu classificar três músicas: Nada sei de eterno (com Sílvio Silva Júnior), interpretada por Taiguara, Mirante (com César Costa Filho), interpretada por Maria Creuza, e De esquina em esquina (com César Costa Filho), interpretada por Clara Nunes.

No V FIC, em 1970, classificou Diva (com César Costa Filho) e, no mesmo ano, sua composição, em parceria com Sílvio Silva Júnior, Amigo é pra essas coisas, participou do III Festival Universitário de Música Popular Brasileira. Nessa época, com César Costa Filho e Ivan Lins, integrou o Movimento dos Artistas Universitários (MAU), que pretendia maior divulgação da música, independente da existência de festivais.

Ainda em 1970, através de um amigo, conheceu João Bosco, jovem compositor mineiro, estudante de engenharia em Ouro Preto MG, que começou a enviar-lhe fitas com suas composições para que colocasse letra.

Em 1972 lançaram sua primeira composição gravada, Agnus sei, interpretada e acompanhada ao violão por João Bosco, no primeiro Disco de Bolso, do semanário O Pasquim. Nesse mesmo ano, em LP da Phillips, Elis Regina gravou Bala com bala, primeiro sucesso da dupla.

Em 1973, a RCA Victor lançou um LP em que João Bosco interpreta composições de ambos, como Agnus sei, Bala com bala e Cabaré.

Foi um dos fundadores da SOMBRAS (Sociedade Musical Brasileira), entidade destinada a defender os compositores e os direitos autorais, e da Saci, Sociedade do Artista e Compositor Independente.

Em 1974, Elis Regina lançou outro LP pela Phillips incluindo novas composições da dupla: O mestre-sala dos mares, Dois pra lá, dois pra cá e Caça à raposa.

Em 1975, saiu pela RCA o LP Caça à raposa, de João Bosco, com De frente pro crime, Kid Cavaquinho, e outras, além daquelas lançadas por Elis Regina em 1974.

Em 1983 rompeu a parceria com Bosco. Com sua criatividade, riqueza e fluidez verbal, nem sempre é fácil encontrar um compositor que se adeqüe à poesia de Aldir. Teve vários outros parceiros, sendo os mais constantes Moacir Luz e Guinga.

Leila Pinheiro gravou em 1996 o disco Catavento e Girassol, exclusivamente com composições da dupla Guinga/Aldir Blanc. Com Moacir Luz e P.C. Pinheiro compôs Saudades da Guanabara. Maurício Tapajós é o parceiro de Querelas do Brasil. Com Guinga, além de Catavento e Girassol, escreveu Baião de Lacan, Canibaile, Chá de panela, O Coco do coco e outras. Aldir é também cronista, e escreve colunas no jornal carioca O Dia.

Em 1996 foi lançado o disco comemorativo Aldir Blanc - 50 Anos, com diversas participações especiais. Também foi encenado em 1999 o musical Aldir Blanc, Um Cara Bacana, escrito por Cláudio Tovar.

Fonte: Revivendo Músicas - Biografias.

domingo, 17 de setembro de 2006

Viagem (Roupa Nova)


A Viagem - Cleberson Horsth e Aldir Blanc - Intérprete: Roupa Nova

LP Roupa Nova - Vidavida / Título da música: A Viagem / Cleberson Horsth (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Roupa Nova (Intérprete) / Gravadora: BMG-Ariola / Ano: 1994 / Nº Álbum: 140.0135 / Lado A / Faixa 1.


Intro: A F#m Bm E7 A F#m Bm E7
C#m7 F#m7 D/E E7 A7+/E F#m7 E4/7
F#m
Há tanto tempo que eu
C#/F
deixei você
A/E                B/D#
Fui chorando de saudade
Bm/D                  A/E  F#m7
Mesmo longe não me conformei
F#m/D#  B/D#
pode crer
D/E            E7
Eu viajei contra a vontade
F#m
O teu amor chamou e
C#/F
eu regressei
A/E             B/D#
Todo amor é infinito
Bm/D                  A/E F#m7
Noite e dia no meu coração
F#m/D#    B/D#
Trouxe a luz
E7/4         E7
Do nosso instante mais bonito
A        A/C#       E/D
Na escuridão o teu olhar
D   A/C#
Me iluminava
Bm            D
E minha estrela-guia era
E4/7 E7
O teu riso
C#m7        F#m7       D/E
Coisas do passado são alegres
E7          C#m/E
Quando lembram novamente
F#m/E         E4/7  E7
As pessoas que se amam
A        A/C#       E/D
Em cada solidão vencida
D   A/C#
Eu desejava
Bm         D
O reencontro com teu
E4/7 E7
Corpo abrigo
C#m7         F#m7
Ah! Minha adorada
D/E          E7
Viajei tantos espaços
C#m/E     F#m7          D/E
Pra você caber assim no meu abraço...
A9    D/A  A  E/G#
te amo!
C#m7 F#m
Há tanto tempo que eu
C#/F
deixei você
A/E                B/D#
Fui chorando de saudade
Bm A/C# D D A/C# Bm D E4/E7 (F4 F F9 F)

Bb      Bb/D       F/Eb
Na escuridão o teu olhar
Eb   Bb/D
Me iluminava
Cm            Eb
E minha estrela-guia era
F4/7 F7
O teu riso
Dm7         Gm7       Eb/F
Coisas do passado são alegres
F7         Dm/F
Quando lembram novamente
Gm7         F4/7
As pessoas que se amam
Bb        Bb/D       F/Eb
Em cada solidão vencida
Eb   Bb/D
Eu desejava
Cm         Eb
O reencontro com teu
F4/7 F7
Corpo abrigo
     :Dm7         Gm7                
:Ah! Minha adorada
:   Eb/F          F7
2 :Viajei tantos espaços
x :      Dm/F    Gm7          F4/7
:Pra você caber assim no meu abraço...
     :
Final:     Bb9     Bb9
: te amo! te amo!

sábado, 16 de setembro de 2006

Coração pirata


Coração Pirata - Nando e Aldir Blanc - Intérprete: Roupa Nova

LP Roupa Nova - Frente & Versos / Título da música: Coração Pirata / Nando (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Roupa Nova (Intérprete) / Gravadora: BMG-Ariola / Ano: 1990 / Nº Álbum: 150.0010 / Lado B / Faixa 1.


Intro (D C/G G/B) 2 vezes       A A4 A

D                D4       D5         D4
O meu coração pirata toma tudo pela frente
D     D4      D5        D4          G    G4   G
Mas a alma advinha o preço que cobram de gente
D      D4      D
E fica sozinha.....
D                         D4 
Eu Levo a vida como eu quero
D5            D4       D           D4
Estou sempre com a razão, eu jamais me desespero
D5              G G4 G                 D   D4   D
Sou dono do meu coração..Ah! o espelho me disse
A7  A7/4  A7      
Você não mudou...

    Bm7                       G
Sou amante do sucesso, nele eu mando
A                   Bm7
Nunca peço, eu compro o que a infância sonhou
C                  G(B)                D  A
Se errar eu não confesso..eu sei bem quem eu sou
         D
E nunca me dou

REFRÃO

G                      A                         D
Quando a paixão não dá certo, não há porque me culpar
C      G                D/F#   Em
Eu não me permito chorar, já não vai adiantar
G         A           Bm7
E  recomeço do zero sem reclamar

G                      A                         D
Quando a paixão não dá certo, não há porque me culpar
C      G                D/F#   Em
Eu não me permito chorar, já não vai adiantar
G         A           D     D4     D5     D4
E  recomeço do zero sem reclamar

D                 D4               D5         D4
As pessoas se convencem, de que a sorte me ajudou
D          D4           D5             G   G4  G
Mas plantei cada semente, que o meu coração desejou
D    D4  D            A     A4   A
Ah! o espelho me disse       Você não mudou...

>      Bm7                       G
Sou amante do sucesso, nele eu mando
A                   Bm7
Nunca peço, eu compro o que a infância sonhou
C                   
Se errar eu não confesso..
G(B)            D   D4    A  A4
eu sei bem quem eu sou    oouoou
D
E nunca me dou

Repete refrão 2x

E
Faço porque quero,
estou sempre com a razão eu jamais me desespero
A             E
Sou dono do meu coração..Ah..o espelho me disse
B7                         E
Você não mudou....Você não mudou..Você não mudou

Bem maior


Bem Maior (Longer) - Dan Fogelberg - Versão: Aldir Blanc - Intérprete: Roupa Nova

CD Roupa Nova - Agora Sim! / Título da música: Bem Maior (Longer) / Dan Fogelberg (Compositor) / Aldir Blanc (Versão) / Roupa Nova (Intérprete) / Gravadora: Universal Music / Ano: 1999 / Nº Álbum: 546 071-2 / Faixa 14.


Intro: (G Am7(11) G/B C9) 3 Vezes  
              D/A G C/G D4/G

G     Am7(11)         G/B           C9
Bem maior do que os mares mais profundos
G      Am7(11)          G/B        C9
Bem maior do que os campos que eu vi
G      Am7(11)          G/B        C9
Bem maior que o teatro das estrelas
Bb      D/A     G C/G D4/G
É meu amor por ti
G        Am7(11)      G/B   C9
Como a força infinita das rochas
G         Am7(11)       G/B    C9
Tem mais luz que o sol põe no rubi
G        Am7(11)      G/B        C9
Muito mais do que o verde das matas
Bb      D/A     G
É meu amor por ti
F/C          C  Eb/Bb    Bb
As........sim como no inverno
F/C  C     Eb/Bb    Bb
E o sol quente do verão
F/C  C  Eb/Bb    Bb
Eu vou ser a primavera
D7/4  D7     D7/4  D7
Do teu  coração
G       Am7(11)       G/B          C9
Foi assim que escrevemos nossa história
G    Am7(11)     G/B        C9
É o livro mais lindo que eu li
G     Am7(11)     G/B      C9
Uma flor azul que me traga na memória
Bb     D/A     G
O meu amor por ti
Bb    D/A   D  G
O meu amor por ti

A viagem


A Viagem - Cleberson Horsth e Aldir Blanc - Intérprete: Roupa Nova

LP Roupa Nova - Vidavida / Título da música: A Viagem / Cleberson Horsth (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Roupa Nova (Intérprete) / Gravadora: BMG-Ariola / Ano: 1994 / Nº Álbum: 140.0135 / Lado A / Faixa 1.


Intro: A F#m Bm E7 A F#m Bm E7
C#m7 F#m7 D/E E7 A7+/E F#m7 E4/7
F#m
Há tanto tempo que eu
C#/F
deixei você
A/E                B/D#
Fui chorando de saudade
Bm/D                  A/E  F#m7
Mesmo longe não me conformei
F#m/D#  B/D#
pode crer
D/E            E7
Eu viajei contra a vontade
F#m
O teu amor chamou e
C#/F
eu regressei
A/E             B/D#
Todo amor é infinito
Bm/D                  A/E F#m7
Noite e dia no meu coração
F#m/D#    B/D#
Trouxe a luz
E7/4         E7
Do nosso instante mais bonito
A        A/C#       E/D
Na escuridão o teu olhar
D   A/C#
Me iluminava
Bm            D
E minha estrela-guia era
E4/7 E7
O teu riso
C#m7        F#m7       D/E
Coisas do passado são alegres
E7          C#m/E
Quando lembram novamente
F#m/E         E4/7  E7
As pessoas que se amam
A        A/C#       E/D
Em cada solidão vencida
D   A/C#
Eu desejava
Bm         D
O reencontro com teu
E4/7 E7
Corpo abrigo
C#m7         F#m7
Ah! Minha adorada
D/E          E7
Viajei tantos espaços
C#m/E     F#m7          D/E
Pra você caber assim no meu abraço...
A9    D/A  A  E/G#
te amo!
C#m7 F#m
Há tanto tempo que eu
C#/F
deixei você
A/E                B/D#
Fui chorando de saudade
Bm A/C# D D A/C# Bm D E4/E7 (F4 F F9 F)

Bb      Bb/D       F/Eb
Na escuridão o teu olhar
Eb   Bb/D
Me iluminava
Cm            Eb
E minha estrela-guia era
F4/7 F7
O teu riso
Dm7         Gm7       Eb/F
Coisas do passado são alegres
F7         Dm/F
Quando lembram novamente
Gm7         F4/7
As pessoas que se amam
Bb        Bb/D       F/Eb
Em cada solidão vencida
Eb   Bb/D
Eu desejava
Cm         Eb
O reencontro com teu
F4/7 F7
Corpo abrigo
     :Dm7         Gm7                
:Ah! Minha adorada
:   Eb/F          F7
2 :Viajei tantos espaços
x :      Dm/F    Gm7          F4/7
:Pra você caber assim no meu abraço...
     :
Final:     Bb9     Bb9
: te amo! te amo!

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Sem pecado


Sem Pecado - Aldir Blanc e Edu Lobo - Interpretação: Rita de Cássia e Edu Lobo

CD Corrupião / Título da música: Sem Pecado / Edu Lobo (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Rita de Cássia (Intérprete) / Edu Lobo (Intérprete) / Gravadora: Velas / Ano: 1993 / Nº Álbum: 11-V012 / Faixa 9.

Tom: D7+

D7+(6/9)  Bb7+/5-           D/A
   Meu passado faz parte de mim
      Bb7+/5-      F#7(5+/9+) Bm7/9   Bm/A#
Meu pecado é o que fiz de   melhor
       Bm/A       G#7(5+/9+)
Já não quero implorar
       G7+(9/11+)  F#m7(9/11)
Quanto mais me humilhei
Em7/9       Eb7/9+       D7+(6/9)
Mais tive razão pra lamentar
      Bb7+/5-             D/A
Eu me dou e a mim ninguém dá
      Bb7+/5- F#7(5+/9+) Bm7/9   Bm/A#
Nem a mínima  chance de  ser
      Bm/A        G#7(5+/9+)
Perguntei quem eu sou
      G7+(9/11+) F#m7(9/11)
Pro espelho    dizer
Em7/9        Eb7/9+ D7+   Bb7(9/13)
Você não tem nada a ver
    A7+
Trancada no banheiro
         G#7(9-/13)
Mordo os braços
                    C#m7+/9   C#m7/9
Meu amor são minhas mãos
Am/C                      E7+/9
E alguém me assalta o coração
  Bb7+/5-             A7(9/4)
Menino sim gozando em mim
            A7(9-/13)
Diz que é feliz
       F#7(5+/9+)/E F#7(5+/11+)/E
E a ilusão me faz   rir
        D7+
Ah, mas como isso dói
      Bb7+/5-  F#7(5+/9+)
Eu morrer a partir
       Bm7/9         Bm/A#
Do que mais me dá prazer
      Bm/A    G#7(5+/9+)
Meu marido sorri
        G7+(9/11+) F#m7(9/11)
E eu de tanto   chorar
Em7/9    Eb7(9+/11+) E7/9  Eb7+/9
Posso me dilace......rar
A7+
E a cada vez que eu choro
  G#7(9-/13)                   C#m7+/9   C#m7/9
A raiva dele entorta as minhas mãos
Am/C                     E7+/9
Os meus olhos perdem a visão
   Bb7+/5-
Culpada sim
             A7(9/4)     A7(9-/13)
Sem culpa em mim peço perdão
      F#7(5+/9+)/E F#7(5+/11+)/E
E ele zomba de     mim
        D7+
Ah, mas como isso dói
     Bb7+/5-  F#7(5+/9+) Bm7/9      Bm/A#
Renascer a partir do que mais me destrói
     Bm/A         G#7(5+/9+) G7+(9/11+) F#m7(9/11)
Pra achar quem eu sou  me cortei em   vocês
Em7/9      Eb7(9+/11+) E7/9
Isso vai cicatrizar de vez
Eb7+/9   D6  C7(9/11+)   D6  C7(9/11+) D7+

Ave rara


Ave Rara - Aldir Blanc e Edu Lobo - Interpretação: Edu Lobo

CD Corrupião / Título da música: Ave Rara / Edu Lobo (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Edu Lobo (Intérprete) / Gravadora: Velas / Ano: 1993 / Nº Álbum: 11-V012 / Faixa 11.


Em7(9)/B      Em6(9)/B       Bm7/9  Bm6/9
        Minha vida    peregri.......na
Em7(9)/B       Em6(9)/B       Bm7/9  Bm6/9
        Vai em busca   de você
Em7/B         A#°(b13)         A7/13      G#m7
      Como se eu      fosse um       malê
G7/9                 F#7/4(9)      F#7(b9 #11)
E   você fosse a Reve........lação

Em7(9)/B     Em6(9)/B           Bm7/9  Bm6/9
        Do poente    vem teu can.......to
Em7(9)/B     Em6(9)/B       Bm7/9  Bm6/9
        Ave rara     do Islã
Em7/B        A#°(b13)  A7/13          G#m7
      Quem é pedra   co.....mo eu sou
G7M    Em7/9   F#m7   G#m7
Bebe a água do amanhã

Em(7M 9)  Em7/9  A7/4(9)
Ah
      A7/9            D7M(#5 9)  D7M(6 9)
Tanta sede é meu desti...........no
G7M      G6          C#m7(b5 9) C#m7(b5) F#7(b9)
    Esse amor é beduí....................no
                     Bm7/9  F7(9 #11)
E o oásis teu lençou

Em(7M 9)  Em7/9  A7/4(9)
Mas
       A7/9          D7M(#5 9)  D7M(6 9)
Sempre no  fim da via...........gem
G7M      G6              C#m7(b5 9) C#m7(b5) F#7(b9)
    Você volta a ser mira....................gem
            F7(#11)    Bm7/9 Em6/G G#m7(b5) Gm(7M)
Areia e sol

Querelas do Brasil


Querelas do Brasil (samba, 1978) - Maurício Tapajós e Aldir Blanc - Intérprete: Quarteto em Cy

LP Querelas Do Brasil / Título da música: Querelas do Brasil / Maurício Tapajós (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Quarteto em Cy (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1978 / Nº Álbum: 6349 351 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: A7+
Intro: A7+/9 A7/9 A6/9 D7+/9 D7/9 D6/9

A7+/9     A7/9           D7+/9 D7/9 D6/9
O Brazil não conhece o Brasil
 A7+/9    A7/9           D7+/9 D7/9 D6/9
O Brasil nunca foi ao Brazil
        A7+              F#m7       B7/9
Tapi, jabuti, liana, alamandra, alialaúde
                   Bm7
Piau, ururau, aquiataúde
        E7/13            D#m5-/7
Piau, carioca, moreca, meganha
         G#7/13        C#7+
Jobim akarare e jobim açu
C#7+ C7+ B7+  E7/13
Oh, oh, oh

  A7+      F#m7   B7/9
Pererê, camará, gororô, olererê
  Bm7    E7/13    A7+
Piriri, ratatá, karatê, olará

A7+/9  A7/9  A6/9       D7+/9 D7/9 D6/9
O Brazil não merece o Brasil
A7+/9  A7/9  A6/9       D7+/9 D7/9 D6/9
O Brazil tá matando o Brasil
         A7+              F#m7                B7/9
Gereba, saci, caandra, desmunhas, ariranha, aranha
                                 Bm7
Sertões, guimarães, bachianas, águas
     E7/13           D#m5-/7
E marionaíma, ariraribóia
            G#7/13         C#7+
Na aura das mãos do jobim açu
C#7+ C7+ B7+  E7/13
Oh, oh, oh
A7+       F#m7     B7/9
Gererê, sarará, cururu, olerê
 Bm7      E7/13   A7+
Ratatá, bafafá, sururu, olará
A7+/9  A7/9  A6/9      D7+/9 D7/9 D6/9
Do Brasil S.O.S. ao Brasil
A7+         F#m7   B7/9
Tinhorão, urutú, sucuri
   Bm7      E6/13       A7+
O Jobim, sabiá, bem-te-vi
            F#m7     B7/9
Cabuçu, cordovil, Caxambi, olerê
   Bm7       E7/13     A7+
Madureira, Olaria e Bangu, olará
                  F#m7  B7/9
Cascadura, Água Santa, Pari, olerê
  Bm7       E7/13  A7+
Ipanema e Nova Iguaçu, olará
A7+/9  A7/9  A6/9       D7+/9 D7/9 D6/9
Do Brasil S.O.S. ao Brasil
A7+/9  A7/9  A6/9       D7+/9 D7/9 D6/9
Do Brasil S.O.S. ao Brasil

Altos e baixos

Sueli Costa
Altos e Baixos - Sueli Costa e Aldir Blanc - Interpretação: Elis Regina

LP Elis, Essa Mulher / Título da música: Altos e Baixos / Sueli Costa (Compositora) / Aldir Blanc (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: WEA / Ano: 1979 / Nº Álbum: BR 36.113 / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: MPB.


D/E    E7  A7+
Foi, quem sabe, esse disco
       F#m       D6+            C#m5-/7 F#5+/7
Esse risco de sombra em teus cílios
 Bm7+/9                  E7
Foi ou não meu poema no chão
            A7+      D/E E7
Ou talvez nossos filhos
   A7+           G#7
As sandálias de saltos tão altos
  G7+        D7           G7+
O relógio batendo, o sol posto, o relógio
     F#7              B
As sandálias, e eu batendo em teu rosto
      D7+ G7
E a queda dos saltos tão altos
 A7+              F#m
Sobre os nossos filhos
        D/E      
Com um raio de sangue no chão
 E7                Em  A5+/7
Do risco em teus cílios
  D7+                 D#m5-/7       G#7
Foram discos demais, desculpas demais
        G7                          F#7
Já vão tarde essas tardes e mais tuas aulas
            B7      E7       C#7
Meu táxi, whisky, Dietil, Diempax
F#7  Bm            C#m    Dm7            G7
Ah, mas há que se louvar entre altos e baixos
 C#m                       Dm7 C#m
O amor quando traz tanta vida
G7  F#7  B7           E7          Am7 D7/9/11+
Que até pra morrer leva tempo demais...

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Vida noturna

Vida Noturna (1976) - Aldir Blanc e João Bosco - Interpretação: João Bosco

LP Galos De Briga / Título da música: Vida Noturna / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 103.0171 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: MPB.


Tom: C7+

Intro: F/G

  C7+                          A7           Dm7
Acendo um cigarro molhado de chuva até os ossos
                  G7                C7+ A7 Dm7 G7
E alguém me pede fogo - é um dos nossos
             C7+             A7      Dm7
Eu sigo na chuva de mão no bolso e sorrio
                  G7               C7+  Gm7 C7
Eu estou de bem comigo e isto é difícil
             Dm         D#º
Eu tenho no bolso uma carta
              Em7              A7/9-
Uma estúpida esponja de pó-de-arroz
        Dm7         G7/9-
E um retrato meu e dela
                C7+             C7
Que vale muito mais do que nós dois
               Dm7                     D#º
Eu disse ao garçom que quero que ela morra
               Em7         A7/9-
Olho as luas gêmeas dos faróis
    Dm                 G7/9-
E assobio, somos todos sós
              C7+          A7
Mas hoje eu estou de bem comigo
           Dm
E isso é difícil
           D#º
Ah, vida noturna
            Em7          A7/9-
Eu sou a borboleta mais vadia
         Dm7 G7/9-        C7+  G7/9- C7+
Na doce flor da tua hipocrisia 

Transversal do tempo

Transversal do Tempo - Aldir Blanc e João Bosco - Interpretação: João Bosco - Participação: Toots Thielemans

LP Galos De Briga / Título da música: Transversal do Tempo / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Toots Thielemans (Partic.) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 103.0171 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: MPB.


Tom: Fm7

Intro: (Fm7 Eb/F Fm7 Eb/F Fm7 Eb/F D7/9+
E7/9+ F#7/9+ F7/9+ D7/9+) C#7/9+ C7/9+

Fm7                      D7/9+ G5+/7
As coisas que eu sei de mim
                 Cm   Cm7+ Cm7 Cm6
São pivetes da cidade
Bbm7               F5+/7
Pedem, insistem e eu
Bbm7                Bbm7+
Me sinto pouco à vontade
Db/Eb                 Eb7/9 Eb7/9-
Fechada dentro de um táxi
         Ab7+ Gm7     Fm7
Numa transversal do tempo
G7/13  G5+/7 G7
Acho que o amor
                C   Dm7   D#º  C/E
É a ausência de engarrafamento
Fm7                      Abm7 B/C#
As coisas que eu sei de mim
Ebm7                 F#m7  B7/13
Tentam vencer a distância
    F7/13
E é como se aguardassem feridas
           Bb7   Eb7/9
Numa ambulância
                        A7
As pobres coisas que eu sei
        Ab7+       Fm7
Podem morrer, mas espero
           G7
Como se houvesse um sinal
               Bb/C
Sem sair do amarelo

Rancho da goiabada


Rancho Da Goiabada (marcha-rancho, 1976) - Aldir Blanc e João Bosco - Interpretação: João Bosco

LP Galos De Briga / Título da música: Rancho Da Goiabada / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 103.0171 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Marcha-rancho.


[Intro:] Em Am B7 Em B7 Em E7 Am B7 Em 
         Em7M Em/D C#m7(9)(b5) F#7 B7 Em

Em
Os bóias-frias quando tomam
         Am
Umas "birita" espantando a tristeza
           B7 
Sonham com um bife a cavalo,
                  Em B7
batata frita e a sobremesa
Em            Bm7(b5)  E7     Am
É goiabada cascão com muito queijo
   B7       Em Em7M       Em7            F#7
Depois café, cigarro e um beijo de uma mulata
    B7      Em    B7  E     B7 
Chamada Leonor ou Dagmar

  E6
Amar, o rádio de pilha, o fogão, jacaré
               C#7      F#m7
A marmita, o Domingo, o bar
                                 B7
Onde tantos iguais se reúnem contando mentiras
               Em/G  F#m7(11)
Prá poder suportar ai

             Em             Em7M  
São pais-de-santo, paus-de-araras,
       Em/D  C#m7(9)(b5)
são passistas
          C             B7           E
São flagelados, são pingentes, balconistas
   C#7                   F#m7
Palhaços, marcianos, canibais, lírios, pirados
   Am7              D7(9)
Dançando, dormindo de olhos abertos
    E             C#7  C      B7         E
Na sombra da alegoria dos faraós embalsamados

O ronco da cuíca

O Ronco da Cuíca (samba, 1975) - Aldir Blanc e João Bosco - Intérprete: João Bosco

LP Galos De Briga / Título da música: O Ronco Da Cuíca / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 103.0171 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Samba.


Tom: Dm7

Intro: Dm7 D
Dm7   Dm     Dm7
Roncou, roncou
                    Dm              Dm7
Roncou de raiva a cuíca, roncou de fome
 Dm      Dm7
Alguém mandou
                Dm
Mandou parar a cuíca
             Dm7
É coisa dos home
                Dm               Dm7
A raiva dá pra parar, pra interromper
           Dm           Dm7
A fome não dá pra interromper
             Dm               Dm7
A raiva e a fome é coisa dos home
                    Dm             Dm7
A fome tem que ter raiva pra interromper
             Dm           Dm7
A raiva e a fome de interromper
             Dm              Dm7
A fome e a raiva é coisa dos home
             Dm
É coisa dos home
             Dm7
É coisa dos home
             Dm
A raiva e a fome
           Dm7
Mexendo a cuíca
              Dm
Vai ter que roncar

Mestre-sala dos mares

Mestre-Sala dos Mares (samba, 1975) - João Bosco e Aldir Blanc - Intérprete: João Bosco

LP Caça À Raposa / Título da música: Mestre-Sala dos Mares / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1975 / Nº Álbum: 103.0112 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom:  F

Intro:   F    C7   F
F
Há muito tempo
Bb9          F7+   Bb7
Nas águas da Guanabara
Am7         Abo          Gm7   D9-
O dragão do mar reapareceu
Gm7                   C7
Na figura de um bravo feiticeiro
Gm7           C7            F7+
A quem a história não esqueceu
Am5-   D7              Gm7
Conhecido como o navegante negro
Em5-       A7      Dm7
Tinha dignidade de um mestre-sala
Bbm6    F                    Abo           Gm7
E           ao acenar pelo mar, na alegria das regatas
Gm7               C7
Foi saudado no porto
Gm7                   C7
Pelas mocinhas francesas
Gm7         Bbm6                C7          C9-
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Am5-  D9-   Gm7
Rubras cascatas
Bb                  C7
Jorravam das costas dos santos
F7+           Bb7    F
Entre cantos e chibatas
Abo         Gm
Inundando o coração
C7                Gm7
Do pessoal do porão
Gm7              Bbm7    C7
Que a exemplo do feiticeiro
F
Gritava então
C913      Am7   Dm7    Gm7
Glória      aos piratas
C
Às mulatas
F    F7+
Às sereias
Am7        Gm7
Glória à farofa
C
À cachaça
F
Às baleias
Am5-  Am6           Am7    Am5-   Am6
Glória à todas as lutas inglórias
Am5-         D7             Am5-   Am6
Que através de nossa história
Cm7          F        Bb7+   Bb5+   Bb6    Bb5+   Ab0
Não esquecemos jamais
                   Am7
Salve o navegante negro
D7                G7
Que tem por monumento
Gm7       C7         F
As pedras pisadas do cais

O bêbado e a equilibrista

Nossos compositores sempre tiveram o costume de registrar em música e verso acontecimentos relevantes, às vezes nem tanto, da vida brasileira. Um rápido exame do repertório nacional encontrará revoluções, campanhas políticas, feitos de brasileiros e outros fatos inspirando canções de crítica ou louvação. Nem mesmo a censura ferrenha de duas ditaduras foi capaz de impedir essa prática, muitas vezes disfarçada pelo uso de imagens alegóricas.

Este é o caso de “O Bêbado e a Equilibrista”, uma notável composição de João Bosco e Aldir Blanc, que focaliza uma promessa de abertura democrática, na ocasião cercada de incertezas. Parodiando a forma de um samba enredo, a canção descreve uma cena patética em que dois personagens — o bêbado e a equilibrista — movimentam-se ridiculamente num fim de tarde sombrio — “E nuvens / lá no mata-borrão do céu / chupavam manchas torturadas”. O bêbado, trajando luto e lembrando a figura de Carlitos — “Fazia irreverências mil / pra noite do Brasil / (...) / que sonha / com a volta do irmão do Henfil / e tanta gente que partiu” — ou seja, para a situação brasileira da época. Já a equilibrista era — “A esperança (que) dança / na corda bamba de sombrinha (e) em cada passo dessa linha / pode se machucar” — o que correspondia à expectativa ansiosa de um projeto de êxito imprevisível.

E a canção prossegue, utilizando conscientemente o mau-gosto e o lugar-comum como forma chocante de expressar a crítica a uma realidade indesejada — “Chora / a nossa pátria, mãe gentil / choram Marias e Clarisses / no solo do Brasil”. Diga-se de passagem, que “o irmão do Henfil” e as “Clarisses” citados nos versos referem-se a personagens reais, sendo o primeiro o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, irmão do cartunista Henfil, na época exilado, e a segunda, Clarisse, viúva do jornalista Wladimir Herzog, enforcado numa prisão da ditadura, em São Paulo.

“O Bêbado e a Equilibrista” foi lançado por Elis Regina em junho de 79, numa gravação orquestrada e dirigida por César Camargo Mariano, integrante do elepê Elis, essa mulher, o primeiro da cantora na gravadora WEA (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

O Bêbado e a Equilibrista (1979) - João Bosco e Aldir Blanc - Intérprete: Elis Regina

LP Elis, Essa Mulher / Título da música: O Bêbado E A Equilibrista / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: WEA / Ano: 1979 / Nº Álbum: BR 36.113 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Intro.: A7M

A7M
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
C#m7(b5)   F#7     Bm7    F#7(b13)
Me      lembrou Carlitos
Bm7                              D7M
A  lua, tal qual a dona de um bordel
E7(9)
Pedia a cada estrela fria
Bm7   E7(9)  C#m7 Cm7 Bm7 E7(9)
Um brilho de  alu------guel

A7M                            C#m7
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
   Em/G                  F#7
Chupavam manchas tortura----das
C#m7(b5)    F#7  Bm7
Que su---foco
Dm7    G7(13)                    D#º
Louco,       o bêbado com chapéu-coco
A7M         F#7         B7(13) B7(b13)
Fazia irreverências mil
Bm7  E7(9)  A7M         E7(9)
Pra noite do   Bra----sil, meu Brasil

A7M
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
C#m7(b5)  F#7   Bm7   F#7(b13)
Num rabo      de  foguete
Bm7                          D7M
Chora a nossa pátria, mãe gentil
E7(9)
Choram Marias e Clarices
Bm7  E7(9)  C#m7 Cm7 Bm7 E7(9)
No solo do   Bra----sil

A7M                       C#m7
Mas sei que uma dor assim pungente
Em/G                 F#7
Não há de ser inutilmen----te
C#m7(b5)     F#7  Bm7
A espe---rança
Dm7   G7(13)                        D#º
Dança        na corda bamba de sombrinha
A7M           F#7         B7(13) B7(b13)
E em cada passo dessa linha
Bm7      E7(9)     F#7
Pode se ma----chu----car

Dm7  G7(13)                   D#º
Azar,       a esperança equilibrista
A7M            F#7            B7(13) B7(b13)
Sabe que o show de todo artista
Bm7         E7(9)    A7M
Tem que conti---nu-----ar...

Nação


Nação (1982) - Aldir Blanc, João Bosco e Paulo Emílio - Interpretação: João Bosco

LP Comissão De Frente / Título da música: Nação / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Paulo Emílio (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: Ariola / Ano: 1982 / Nº Álbum: 201.905 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: F
  
intro.: C7M

Dm        Dm7M   Dm7      Dm6
Dorival Caymmi falou pra Oxum
Ab7.5+       E      Am7     Am7.14
Com Silas tô em boa companhia
  F#dim         C7M  A7.5+
O céu abraça a terra
   Dm7.9      G7.5+    C7M
Deságua o rio na     Bahia

Jeje minha sede é dos rios

A minha cor é o arco-íris
      A7.5+   Dm  A7.5+  Eb7.9
Minha fome é tanta
 Dm        Dm7M       Dm7
Planta florirmâ da bandeira
        G7.13
A minha sina é verde-amarela
        C#7.9  Dm7
Feito a bana...neira
C C5+7M  C6.7M        E7        Am7
Ou.......ro cobre o espelho esmeralda
           Gm7                    C7.9
No berço esplêndido a floresta em calda
     C7.9-   F7M       F#dim
Manjedoura d'alma labarágua
     C7M      A7.5+  Eb7.9     Dm7.9
Sete queda em chama  cobra de ferro
       G7.13        C#7.9   C7M
Oxum-maré homem e mulher na cama

Jeje tuas asas de pomba

Presas nas costas com mel e dendê
         A7.5+   Dm7.9  A7.5+  Eb7.9
Aguentam por um fio
 Dm   Dm7M         Dm7
Sofrem o bafio da terra
        G7.13
O bombardeiro de Caramuru
        C#7.9   C7M.9
A sanha d'Anhanguera
C C5+7M  C6.7M  E7      Am7
Je....je    tua boca do lixo
          Gm7                  C7.9
Escarra o sangue de outra hemoptise
     C7.9-   F7M
No canal do mangue
   F#dim      C7M    A7.5+
O irapuru das cinzas chama
  Eb7.9   Dm7.9        G7.13
Rebenta a louça Oxum-maré
             C#7.9   C7M
Dança em teu mar de lama

Na venda


Na Venda (1982) - Aldir Blanc e João Bosco - Intérprete: João Bosco

LP Comissão De Frente / Título da música: Na Venda / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: Ariola / Ano: 1982 / Nº Álbum: 201.905 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: MPB.


[Intro:] D7(b9)/A

           G6         F#m7(11)   B7 Em7(9)
Eu fui na venda comprar pinga e pimentão
              A7(b9)    D7(13)          B7(b13)
Pra fazer um xarope noventa que matasse a fome
               E7(9)       B7(b5)   E7(9)
E limpasse o pulmão mas o caxeiro-cachorro!
             Gm6    
Tomou meu dinheiro,
              F#7(13) F#7(b13)   B7
mandou que eu ficasse calado, maneiro,
          E7(9)              A7(13)
Botou toda culpa na Dona Inflação
             C7(#9) B7(#9)
-Essa não, seu Leitão!
     E7(9) A7(13)             D7
-Essa não, -Essa não, seu Leitão!

Dei-lhe uma descompostura, criei embaraço,
  G7(b5) F#m7(b5) F7(b5)  E7(9)
Os home arriaro a porta de aço
      A7(13)        Am7(9) D7(13)
E arrepiaro mais que porquispim...
G6                   G#m7(b5) C#7(b9)
Tinha uma abertura nos fundo da venda,
   F#m7              B7(b9)               E7(9)
Corri como um cão, passaro um jornal nos meus treco
            A7(13)       C7(#9)  B7(#9)
E o Leitão jogou o pacote por cima de mim
     E7(9)      A7(13)    D7(9)
-Essa não, quase foi o meu fim!

Fim: E7(9) A7(13) D7(9) B7(b13)

Miss Suéter

Miss Suéter (1976) - Aldir Blanc e João Bosco - Intérprete: João Bosco - Participação: Ângela Maria.

LP Galos De Briga / Título da música: Miss Suéter / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Ângela Maria (Partic.) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 103.0171 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: MPB.


Tom: A7+
A7+/9                          F#m7 
Fascínio tenho eu por falsas loiras, 
               F#7/C# 
  ai a negra lingière
B7/9                       D7/13    E7/13    A7+/9
As sardas, sobrancelha feita à lápis e perfume da Coty
F#m7                  F#7/C#
Na boca dois pivôs tão graciosos entre jóias naturais
B7/9                   D7/13       E7/13     A7+/9
Os olhos dois minúsculos aquários de peixinhos tropicais
Bm4/7        E/F#
Eu conheço uma assim
Bm4/7       D7/13          E7/13       F#m7
Uma dessas mulheres que um homem não esquece
Bm4/7     E/F#  Bm4/7      D7/13 E7/13 F#m7
Ex-atriz de TV, hoje é escriturária do INPS
Bm4/7       E/F#    Bm4/7        D4/7      E7/13 A7+/9
E que dias atrás, venceu lá um concurso de Miss Suéter
F#m7                    F#7/C#
Na noite da vitória, emocionada, entre lágrimas falou:
B7/9                       D7/13
"Nem sempre a minha vida foi tão bela
E7/13         A7+/9
mas o que passou, passou
F#m7                 F#7/C#
Dedico este título à mamãe que tantos sacrifícios fez
B7/9                 D7/13
Pra que eu chegasse aqui ao apogeu
E7/13     A7+/9
com o auxílio de vocês"
Bm4/7         E/F#   Bm4/7         D7/13
Guardarei para sempre seu retrato de Miss
E7/13   F#m7
com cetro e coroa
Bm4/7       E/F#   Bm4/7            D7/13
Com a dedicatória que ela em letra miúda
E7/13     F#m7
insistiu em fazer
Bm4/7              E/F#     Bm4/7        D7/13
"Pra que os olhos relembrem quando o teu coração
E7/13     A7+
infiel esquecer.
Um beijo, Margot"