segunda-feira, 5 de junho de 2006

Vence na vida quem diz sim

Vence na vida quem diz sim - Chico Buarque
Intro: E B/E C#m A C# 
 
F#        B            F#  C#4 C# 
Vence na vida quem diz sim 
F#        B            F#  C#4 C# 
Vence na vida quem diz sim 
 F#           B 
Se te dói o corpo, diz que sim 
 F#             C#4   C# 
Torcem mais um pouco, diz que sim 
 F#           B 
Se te dão um soco, diz que sim 
 F#           C#4   C# 
Se te deixam louco, diz que sim 
F#                 B                 D#m 
Se te tratam no chicote, babam no cangote 
                           G#m      C#       D 
Baixa o rosto e aprende o mote, olha bem pra mim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim 
 A             D/E 
Se te mandam flores, diz que sim 
 A              D/E 
Se te dizem horrores, diz que sim 
 A            D/E 
Mandam pra cozinha, diz que sim 
 A            E   
Chamam pra caminha, diz que sim 
 A              D                   F#m 
Se te chamam vagabunda, montam na cacunda 
                Bm          E       A 
Se te largam moribunda olha bem pra mim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim 
 A             D 
Se te erguem a taça, diz que sim 
 A             D/E 
Se te xingam a raça, diz que sim 
 A              D 
Se te culpam a alma, diz que sim 
 A            D/E 
Se te pedem calma, diz que sim 
 A                      D                F#m 
Se já estás virando um caco, vives num buraco 
              Bm           E       A 
E se é do balacobaco olha bem pra mim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim 

Penas do tiê

Hekel Tavares
Penas do tiê - Hekel Tavares, Fagner ou domínio público (*)
Intro: (G/B Bbº Am7 D7) 2x

         G/B         Bbº        Am7  D7
Vocês já viram lá na mata a cantoria
       G/B           Bbº     Am7  D7
Da passarada quando vai anoitecer
        G             C#m5-/7 F#7 Bm   Bm/A
E já ouviram o canto triste da araponga
  E4/7             E7         D#   D7
Anunciando que na terra vai chover
         G/B          Bbº         Am7  D7
Já experimentaram guabiroba bem madura
              G/B          Bbº     Am7  D7
Já viram as tardes quando vai anoitecer
        G           C#m5-/7 F#7  Bm   Bm/A
E já sentiram das planícies orvalhadas
          E4/7      E7       D#   D7
O cheiro doce da frutinha muçambê
         C#m5-/7        Cm            G/B Bbº
Pois meu amor tem um pouquinho disso tudo
          Am7            D7      G
E tem na boca a cor das penas do tié
           E4/7        E7              Am7
Quando ele canta os passarinhos ficam mudos
         D4/7     D7           G   G#º
Sabe quem é o meu amor, ele é você
Am A#º G/B A#º Am7 D7 (int.)
Você, você, você

*Fagner é acusado de "maquiar" canção (Jotabê Medeiros - Agência Estado, julho de 1999): O filho do compositor Hekel Tavares afirma que a música "Penas do Tiê", do disco "Manera Frufru Manera" (de 1973), é uma regravação de uma canção de seu pai, editada em 1928.

O disco Manera Frufru Manera, do cantor e compositor cearense Raimundo Fagner, corre o risco de entrar para o livro dos recordes como o mais problemático da música popular brasileira. Depois de ter sido comprovado, em 1981, que Fagner gravou duas canções que eram plágio de poemas de Cecília Meireles ("Canteiros", também de Manera Frufru, e "Motivo", de um disco chamado Fagner, de 1979), um novo imbróglio se criou em torno de um dos seus sucessos mais conhecidos, "Penas do Tiê". Fagner alegou, quando do lançamento do disco, que "Penas do Tiê" era uma adaptação sua do folclore, de uma canção recolhida do domínio público.

Na verdade, "Penas do Tiê" nada mais é do que uma regravação, ipsis litteris, de "Você", uma composição de Hekel Tavares (1886-1969) e Nair Mesquita, editada em 1928 e dedicada à cantora lírica Gabriella Besansoni Lage. O "deslize" de Fagner, apontado inicialmente pelo jornalista Tárik de Souza, do Jornal do Brasil, demorou 26 anos para ser descoberto (de 1973 até hoje). E só o foi porque o filho do compositor Hekel Tavares, Alberto Hekel Tavares, ouviu uma gravação recente da Orquestra Pró-Música do Rio de Janeiro, tendo como solista a cantora Ithamara Koorax, e pôde comparar com as gravações anteriores de Fagner.

"É inacreditável: tratava-se da mesma canção", diz Alberto Hekel Tavares. Segundo ele, Fagner só mudou duas palavras. "Ele chama a fruta gabiroba de guabiraba, coisa que não existe", diz Tavares. Desde sua gravação inicial, em 1973, "Penas do Tiê" (ou "Você") teve diversas regravações. Joanna a gravou no CD Vidamor, pela BMG. A Philips a relançou duas vezes. Nana Caymmi a canta em dueto com Fagner no CD Amigos e Canções, também da BMG.

A gravadora Warner Chapell, com quem Fagner assinou contrato para a gravação original de Manera Frufru Manera, admite o equívoco do crédito e está em contato com os advogados dos herdeiros de Hekel Tavares. Fagner, também contatado, reconhece que houve um problema, mas acha muito alta a quantia pedida como indenização: R$ 400 mil. "A canção não só não era do folclore como era bastante conhecida e de um dos grandes compositores brasileiros", diz Alberto Hekel Tavares. "Nós queremos indenização financeira e também moral, porque a obra do meu pai foi usurpada", afirma. Caso não haja um acordo, Tavares pretende processar Fagner.

Hekel Tavares foi um compositor de grande sucesso na primeira metade do século. Compunha música popular e também música sinfônica. Nos anos 50, seu "Concerto em Formas Brasileiras" foi apresentado nos Estados Unidos tendo como solista a pianista Guiomar Novaes e sob a regência do maestro Karl Kruger.

O cantador

O cantador - Dori Caymmi e Nelson Mota - Interpretação: Elis Regina
Tom: F  


Bb7+            Eb/F
   Amanhece, preciso ir
Bb7+                 C/Bb           Am7
   Meu caminho é sem volta e sem ninguém
   Dm7     G7/13    C7+
Eu vou pra onde a estrada levar
     F7             Eb7+
Cantador, só sei cantar
Eb/F F/Eb       Dm7          Gm7      Cm7/9  F7/13    Eb7+
Ah!  Eu canto a dor, canto a vida e a morte, canto o amor
   Eb/F   F/Eb       Dm7          Gm7      Cm7/9  F7/13    Bb7+
Ah!       Eu canto a dor, canto a vida e a morte, canto o amor
                              C/Bb
Cantador não escolhe o seu cantar
                  Am7
Canta o mundo que vê
                Dm7            Em7/5-
E pro mundo que vi meu canto é dor
      A7/5+                Dm7/9
Mas é forte pra espantar a morte
           Gm7                 Cm7/9
Pra todos ouvirem a minha voz
      F7/13
Mesmo longe
Bb7+                  Eb/F
   De que servem meu canto e eu
Bb7+                      C/Bb           Am7
   Se em meu peito há um amor que não morreu
Dm7    G7/13          C7+
Ah! Se eu soubesse ao menos chorar
     F7             Eb7+
Cantador, só sei cantar
Eb/F F/Eb       Dm7        Gm7     Cm7/9 F7/13 Eb7+
Ah!  Eu canto a dor de uma vida perdida  sem  amor
   Eb/F   F/Eb       Dm7        Gm7     Cm7/9 F7/13 Bb7+
Ah!       Eu canto a dor de uma vida perdida  sem  amor

Trevo de quatro folhas

Trevo de quatro folhas (I'm looking over a four leaf clover) (1927) - Harry M. Woods e Mort Dixon - Intérpretes: João Gilberto - Nara Leão
Tom: A7+

A7+
Vivo esperando e procurando
B7/13           B7/5+
Um trevo no meu jardim
E7/9                A7+      F#m7
Quatro folhinhas nascidas ao léu
B7/13  B7/5+   E7/9     E7/9-
Me levariam pertinho do céu
A7+
Feliz eu seria e o trevo faria
B7/13            B7/5+
Que ela voltasse pra mim
E7/9             A7+  F#m7
Vivo esperando e procurando
B7/13 B7/5+ E7/9 E7/9- A7+
Um trevo    no meu  jar...dim

João e Maria

Sivuca
João e Maria - Sivuca e Chico Buarque
Tom: Em

Intro: Em7/9 D Em7/9 C7+/9/11+
 
Em7/9            Am7/9
Agora eu era o herói
         D/F#               G7+
E o meu cavalo só falava inglês
 Em7/9      Am7/9      D7+                  G7+
A noiva do cowboy era você além das outras três
                     F#7                        Bm7
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e seus canhões
                  G7+                C7+             B4/7
Guardava o meu bodoque e ensaiava o rock para as matinês
 Em7/9          Am7/9
Agora eu era o rei
       D/F#               G7+
Era o bedel e era também juiz
Em7/9         Am7/9             D/F#          Dm/F
E pela minha lei a gente era obrigada a ser feliz
E7 Am7           D7                G7+
E você era a princesa que eu fiz coroar
  C7+                     F7+
E era tão linda de se admirar
            B7            Em7/9
Que andava nua pelo meu país

Em             B/D#
Não, não fuja não
           E/D                  Am/C
Finja que agora eu era o seu brinquedo
 D/F#         G7+     F           B7/F#
Eu era o seu pião, o seu bicho preferido
 Em          B7/F#          E/G#              Am7
Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo
 D/F#          G7+                   Am/C B7      Em7/9
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
           Am7/9       D/F#                    G7+
Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
Em7/9          Am7/9          D/F#                  DmF
Pra lá desse quintal era uma noite que não tem mais fim
E7    Am7          D/f#            G7+
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
            C7+                F7+
E agora eu era um louco a perguntar
               B7                Em7/9
O que é que a vida vai fazer de mim

Eu e a brisa

Johnny Alf
Obra encomendada para o casamento de um amigo do autor, esta romântica balada foi uma das concorrentes do III Festival de MPB da Record. Não teve sorte, porém, pois os jurados não se impressionaram com a sua beleza, nem com a boa interpretação da cantora Márcia ou com o arranjo de José Briamonte, desclassificando-a para as finais.

Mesmo assim, “Eu e a Brisa” foi aos poucos se impondo e ganhando prestígio para se tornar a mais solicitada e gravada canção de Johnny Alf (“Ah, se a juventude que essa brisa canta / ficasse aqui comigo mais um pouco / eu poderia esquecer a dor / de ser tão só! pra ser um sonho...”). E seu destino inicial acabou sendo cumprido: vetada pelo padre oficiante do casamento do amigo de Alf, tornou-se uma de nossas composições frequentemente executadas nessas cerimônias (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Eu e a Brisa (1967) - Johnny Alf - Intérprete: Márcia

LP III Festival Da Música Popular Brasileira - Vol. 1 / Título da música: Eu E A Brisa / Johnny Alf (Compositor) / Márcia (Intérprete) / José Briamonte (Acomp.) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Philips / Ano: 1967 / Nº Álbum: R 765.014 L / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Canção / Balada / MPB:

E6/9          Am6/E               E6/9
Ah ,se a juventude que essa brisa canta 
         Bm7        E7(b9)  A7M           C#m7
Ficasse aqui comigo mais um pouco, Eu poderia 
    F#7(#5) B7M
esquecer a  dor 
           B7/4/9        G#m7  C#m7
De ser tão só Pra ser um sonho, 
        Am7             D7/9    E7M
Eu aí então quem sabe alguém chegasse, 
            Bm7            E7(b9)   D#m7  D7/9 
Buscando um sonho em forma de     desejo
      F#7/4          F#7 D#m7   G#m7    F7(#9)
Felicidade então pra nós seria!         E
E7M          A#m7          D#7(b9) G#m7  G#m/F#
Depois que a tarde nos trouxesse a lua,
             E#m7(5b) A#7/9      D#m7    D#m/C#
Se o amor chegasse eu não resistiria, 
         C7(#9) B7/9(#11) A#m7       B7/4(9) B7(b5)
E a madrugada   acalentaria  a nossa paz  
G#m7             Am7          D7(b9)   G7M   F7M
Fica, Oh! brisa, fica pois talvez quem sabe,
        E7/4(9)   E7/9   A7M   D7/9
O inesperado faça uma surpresa 
          C#m7            F#7(b5) B7M
E traga alguém que queira te escutar
          B7/4(9)        E7M   F#m7
E junto a mim   Queira ficar... 
             G#m7 A7/9  G#7M
(Bem junto a mim queira ficar...)

De onde vens

De onde vens - Dori Caymmi e Nelson Motta - Interpretação: Nara Leão
Tom: A
  

Intro: F#m5-/7 B7/9-

Em          Em5+              Em6 Em7
Ah, quanta dor vejo em teus olhos
                       Em7+ Em7
Tanto pranto em teu sorriso
                    Am7
Tão vazias as tuas mãos
         Gm7         F#m5-/7
De onde vens assim cansada
                       B6/7
De que dor, de qual distância
                     Em7 A7/9
De que terras,de que mar
D/E                   E7/9-
Só quem partiu pode voltar
                     Am7
E eu voltei prá te contar
                   Cm5-/7
Dos caminhos onde andei
        F#7/9-       Bm5-/7
Fiz do riso amargo pranto
    E5+/7              Am7
No olhar sempre teus olhos
          B7/9-       Em7  Em5+
No peito aberto uma canção
                   Em6   Em7               Em7+ Em7
Se eu pudesse de repente te mostrar meu coração
               Am7          Gm7            F#m5-/7
Saberias num momento quanta dor há dentro dele
             B6/7
Dor de amor quando não passa
                     (Em7 A7/9)s
É porque o amor valeu

A Rita


A Rita (samba, 1966) - Chico Buarque - Intérprete: Chico Buarque.

Compacto duplo / Título da Música: A Rita / Chico Buarque de Hollanda (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 0 / Álbum: CD-80.232 / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.

Introdução: C7+/9 F7+ Bb7/9 Em7 
            A7/5+ D7/9 G7/13 C7+/9

 C7+/9       Dm7                                                          
A Rita levou meu sorriso  
     G7/13                C7+/9
No sorriso dela meu assunto
                 Gm7                         C7/9
Levou junto com ela         o que me é de direito 
                            F7+     
Arrancou-me do peito e tem mais
          Fm7                        Bb7/9
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato 
      Em7
Que papel!
  A7/5+                D7/9
Uma imagem de São Francisco 
                    Dm7   A7/5+
E um bom disco de Noel

        Dm7             
A Rita matou nosso amor 
G7/13                      C7+/9
De vingança, nem herança deixou
               Gm7                    C7/9 
Não levou um tostão porque não tinha não
                     F7+
Mas causou perdas e danos
               Bb7/9
Levou os meus planos, meus pobres enganos 
         Em7                   A7/5+
Os meus vinte anos, e meu coração 
      D7/9               G7/13       C7+/9  
E além de tudo,  me deixou mudo o violão...

Amor nas estrelas

Nara Leão
Intro: C7+ Fm C7+ Fm7 C7+ Fm7 Bm4/7 E7

    A7+    Dm/A  A7+  A6 
No alto de uma montanha 
   G#m4/7   C#7  F#m7 Em7 A7
 existe um lago azul
  D7+      D#°      A/E  G6/7 F#6/7
É lá que a lua se banha
 B4/7          B7               Bm4/7 E7
Até amanhã de manhã me banha de luz
A7+  Dm/A       A7+         G#m4/7  C#7 F#m7 Em7 A7
A solidão é um Saara que o firmamento seduz
     D7+       D#º    A/E   G6/7 F#6/7
E o céu brilha na Guanabara
  B4/7         B7
E sonha só fascinação
             D/E E7
Teu olhar me diz
        Em7            G/A                D7+  B4/7 B7
Vejo a lua dizendo pro sol: eu sou tua namorada
        G/A                                       D6  D7+
Em meu quarto crescente é você quem brilha e me reluz
       F#m7             B7                E7+  C#7
Se você vai iluminar o Japão eu fico abandonada
      A/B                                    D/E Bb5-/7
Num pedaço qualquer de canção na voz dessa mulher
    A7+    Dm/A       A7+    G#m4/7 C#7     F#m7 Em7 A7
E o sol derrama um desejo do céu nessa cama azul
    D7+        D#º           A/E G6/7 F#6/7
Um mel na tua boca e eu te beijo
 B4/7          B7                 D/E E7
Até amanhã de manhã, me banha de luz

Pedro Pedreiro


No dia 5 de maio de 1965, chegou às lojas o primeiro disco de Chico Buarque de Hollanda, um compacto simples da RGE que apresentava “Pedro Pedreiro” e “Sonho de um Carnaval”. Na ocasião, às vésperas de completar 21 anos, Chico sonhava em cantar como João Gilberto, compor como Tom Jobim e fazer versos como Vinícius de Moraes.

Relevando-se a inexperiência do estreante, pode-se afirmar que os sonhos do autor de “Pedro Pedreiro” não estavam assim tão distantes da realidade.

Ao longo de sessenta versos, este samba conta as (des)esperanças de Pedro, um operário de obras, que vive esperando por alguma coisa a palavra “esperando” é repetida 36 vezes no poema — que não acontece, mas, se acontecer pouco ou nada irá influir no curso de sua existência miserável: “Esperando, esperando, esperando / esperando o sol / esperando o trem / esperando aumento para o mês que vem / esperando um filho para esperar também / esperando a festa / esperando a sorte / esperando a morte / esperando o norte / esperando o dia de esperar ninguém / esperando enfim nada mais além...”

Marco inicial da carreira profissional de Chico Buarque, o alentado samba “Pedro Pedreiro” seria, então, por ele repetido à exaustão em todas as suas apresentações, por exigência de seus primeiros admiradores (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Pedro pedreiro (samba, 1965) - Chico Buarque - Intérprete: Chico Buarque

Compacto simples / Título da música: Pedro Pedreiro / Chico Buarque de Hollanda (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: RGE / Data de lançamento: 5/5/1965 / Álbum: CS-70.149 / Lado A / Gênero musical: Samba.

Tom: G7+
Intro: G7M  Bb7/9  A7/9  Ab7/9 

G7M               Am7       D7/9      G7M  Bb7/9   Ab7/9
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
G7M             Am7         D7/9     C5-/6
Manhã parece, carece de esperar também
                         B7                        Em
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
          Am7                 Em
Pedro pedreiro fica assim pensando
                          Am7                  Em         Am7
Assim pensando o tempo passa e a gente vai ficando prá trás
      B7                                        Em
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
              Am7                 Em
Esperando o trem, esperando aumento 
                          Am7          B7      Em      D7/9
    desde o ano passado para o mês que vem
REFRÃO
          Am7                 Em
Pedro pedreiro espera o carnaval
                      Am7           Em        Am7
E a sorte grande do bilhete pela federal todo mês
      B7                                        Em
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
              Am7                 Em                    Am7
Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
             Em                  Am7
Esperando a festa, esperando a sorte
               Em                       Am7           B7      Em
E a mulher de Pedro está esperando um filho prá esperar também

REFRÃO

          Am7                     Em
Pedro pedreiro está esperando a morte
                Am7               Em
Ou esperando o dia de voltar pro Norte
           F#7                     
Pedro não sabe mas talvez no fundo 
                    Am7                    B7
    espere alguma coisa mais linda que o mundo
                Am7            B7    
Maior do que o mar, mas prá que sonhar 
        Em        Am7                 Em
    se dá o desespero de esperar demais
          Am7                Em7  
Pedro pedreiro quer voltar atrás, 
               Am7                 Em         D7/9
    quer ser pedreiro pobre e nada mais, sem ficar
      B7                                        Em
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
              Am7                 Em                    Am7
Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
               Em                    Am7
Esperando um filho prá esperar também
              Em                Am7  
Esperando a festa, esperando a sorte, 
                    Em                 Am7
      esperando a morte, esperando o Norte
              Em                Am7 
Esperando o dia de esperar ninguém, 
                  Em              Am7
     esperando enfim, nada mais além
                  Em       Em/C     C       B7          Em
Que a esperança aflita, bendita, infinita do apito de um trem

(G7M               Am7       D7/9)
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando
G7M               Am7       D7/9      B7
Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem
        Em         Am7         Em         Am7
Que já vem, que já vem, que já vem, que já vem...

Olê, olá


Olê, olá (1966 ) - Chico Buarque - Interpretação: Chico Buarque.

LP Chico Buarque de Hollanda / Título da música: Olê, olá / Chico Buarque de Hollanda (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1966 / Álbum: XRLP 5303 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


Tom: Am 
Intro: Am E7/9

Am                  
Não chore ainda não
            Am7b      F   C3b Dm
   que eu tenho um violão
  Em7/b Bm5-/7 Am  E7/9
E nós vamos cantar
            Am     Am7b        F     C3b Dm
Felicidade aqui pode passar e ouvir 
    Dm7b  Bm5-/7  Am                A#7+  E7 Am F7
E se ela for de samba há de querer ficar
                  A#           F#7           B
Seu padre toca o sino que é pra todo mundo saber 
                 G7                    C
Que a noite é criança, que o samba é menino
                  G#7            C#
Que a dor é tão velha que pode morrer
   Dm4/7 G7  C6
Olê olê olê olá
               Dm7              Em7
Tem samba de sobra, quem sabe sambar
               F7                 A#6
Que entre na roda, que mostre o gingado
             E7               Am
Mas muito cuidado, não vale chorar


                Am          Am7b      F     C3b Dm
Não chore ainda não que eu tenho uma razão
 Dm7b    Bm5-/7 Am  E7/9+
Pra você não chorar
           Am            Am7b   F   C3b Dm
Amiga me perdoa se eu insisto à toa
  Dm7b Bm5-/7 Am             A#7+  E7 Am F7
Mas a vida é boa para quem cantar
                  A#        F#7                B
Meu pinho, toca forte que é pra todo mundo acordar
             G7                 C
Não fale da vida , nem fale da morte
            G#7               C#
Tem dó da menina, não deixa chorar
   Dm4/7 G7  C6
Olê olê olê olá
               Dm7              Em7
Tem samba de sobra, quem sabe sambar
               F7                 A#6
Que entre na roda, que mostre o gingado
             E7               Am
Mas muito cuidado, não vale chorar


                 Am         Am7b       F    C3b Dm
Não chore ainda não que eu tenho a impressão
       Dm7 Bm5-/7 Am E7/9+
Que o samba vem aí
                 Am   Am7b              F     C3b Dm
É um samba tão imenso que eu às vezes penso 
       Dm7b    Bm5-/7 Am           A#7+ E7 Am F7
Que o próprio tempo vai parar pra ouvir
                 A#         F#                      B
Luar, espere um pouco que é pra o meu samba poder chegar
                G7                     C
Eu sei que o violão está fraco, está rouco
            G#7                 C#
Mas a minha voz não cansou de chamar
   Dm4/7 G7  C6
Olê olê olê olá
               Dm7                 Em7
Tem samba de sobra, ninguém quer sambar
                  F7               A#6
Não há mais quem cante nem há mais lugar
             G7               C
O sol chegou antes do samba chegar
                F7              A#
Quem passa nem liga, já vai trabalhar
                E7              Am
E você, minha amiga, já pode chorar

Opinião

João do Vale, Nara Leão e Zé Keti no Show Opinião.
Além do título de uma peça que, como foi dito, reuniu no palco Nara Leão, Zé Kéti e João do Vale, o samba “Opinião” inspirou os nomes de um jornal, de um teatro, do grupo que encenou a peça e do segundo elepê de Nara, lançado no final de 64.

Simbolizando uma resistência ao processo de remoção de favelas, que então executava o governo do Estado da Guanabara, “Opinião” é uma canção de protesto explícito (“Podem me prender / podem me bater / podem até deixar-me sem comer / que eu não mudo de opinião / daqui do morro eu não saio não...”), que, cantada numa época de forte repressão, funcionou como desafio à ditadura vigente.

Daí a razão do sucesso da composição e do musical, que instituiu um esquema de contestação ao regime, logo adotado por diversos grupos. Ano de prestígio máximo de Zé Keti 1965 foi marcado ainda pelos sucessos de seus sambas “Malvadeza Durão”, “Nega Dina” e “Acender as Velas” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Opinião (samba, 1965) - Zé Keti

LP/CD Show Opinião - Nara Leão, Zé Keti e João Do Vale / Título da música: Opinião / Zé Keti (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Zé Keti (Intérprete) / João Do Vale (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1965 / Catálogo: P-632.775-L / Faixa 19 / Gênero musical: Samba.


Tom: Em 
 
Em 
Podem me prender 
Am                Em 
Podem me bater 
Em       Am                  B7       Em 
Podem até deixar-me sem comer 
Em       Am                  B7       Em 
Que eu não mudo de opinião 
 
Em       Am                  B7       Em 
Daqui do morro eu não saio não 
Em       Am                  B7       Em 
Daqui do morro eu não saio não 
 
Em              Am               Em 
Se nao tem agua eu furo um poço 
               Am         Em       D7                  
Se nao tem carne  compro um osso 
                   B7 
E ponho na sopa  
                Em 
E deixo andar 
    B7          Em 
E deixo andar 
B7          Em 
E deixo andar 
 
B7                       D7 
Fale de mim quem quizer falar 
B7                      Em 
Aqui eu nao pago aluguel 
B7                       D7 
Se eu morrer amanha seu doutor 
B7                      Em 
Estou pertinho do céu 

Chegança

Chegança - Edu Lobo e Oduvaldo Viana Filho
Tom: A/G

A/G           B/A             A/G
   Estamos chegando daqui e dali
            B/A                   A/G
E de todo lugar que se tem pra partir
A/G           B/A             A/G
   Estamos chegando daqui e dali
            B/A                   A/G
E de todo lugar que se tem pra partir
   D#m7/5- G#7/5+ C#m7/5-
Trazendo   na  chegança
F#7/5+ Bm7/9  E7/13  A6
Foice  velha, mulher nova
      B/A           A/G
E uma quadra de esperança
      B/A           A/G
E uma quadra de esperança
A7/9/4   A7/9/13      G#m7   C#7/9-
Ah, se viver fosse chegar

F#m7+   F#m7      F#m/E        D#m7/5- D7+ E7/9-/13 E7/9- A6/9
Ah,          se viver fosse chegar
             Em7/11           A6/9
Chegar sem parar, parar pra casar
           Em7/11     A6/9
Casar e os filhos espalhar
                 Em7/11   A6/9
Por um mundo num tal de rodar
                 B/A      A/G
Por um mundo num tal de rodar
                 B/A      A/G
Por um mundo num tal de rodar

O sol nascerá

Cartola
A carreira de Cartola divide-se em duas fases: a “fase pobre”, dos anos trinta aos cinquenta, em que teve somente quatorze composições gravadas, e a “fase rica”, de 1964 a 1980, quando, redescoberto e consagrado, lançou a maior e melhor parte de sua obra. Pode-se dizer que essa segunda fase começa com o lançamento de “O Sol Nascerá”, que tem também especial significação para o co-autor Elton Medeiros, pois é o seu primeiro sucesso.

Embora gravado em 1964 — no já citado disco de Nara Leão —, “O Sol Nascerá” foi composto dois anos antes, em casa de Cartola, na época muito frequentada por Elton, Zé Kéti, Nelson Cavaquinho e outros sambistas. E foi feito de improviso, de forma até pitoresca, conforme relembra o próprio Elton: “Tínhamos acabado de fazer um samba chamado ‘Castelo de Pedrarias’, quando chegou o amigo Renato Agostini com a mulher. Então, mostramos-lhe o samba e ele nos desafiou a fazer outro, ali na hora, em sua presença. Topamos o desafio e pouco depois estava pronto ‘O Sol Voltará’, que o Renato adorou.

Na gravação, atendendo a um pedido de Aloysio de Oliveira, mudamos o título para ‘O Sol Nascerá’, que ficou até melhor.” Curto, como convém a uma composição feita de improviso, “O Sol Nascerá” é um samba que procura passar esperança e otimismo (“A sorrir / eu pretendo levar a vida...”) e tem a participação de Cartola e Elton tanto na letra como na melodia. Já o “Castelo de Pedrarias”, perdeu-se para sempre nas brumas do esquecimento... (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

O sol nascerá (samba, 1964) - Elton Medeiros e Cartola - Intérprete: Nara Leão

LP Nara / Título da música: O Sol Nascerá / Cartola (Compositor) / Elton Medeiros (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1964 / Álbum: ME-10 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba.

Tom: C
[Intro:] D D/C G/B A E7(9) Gm6 D A7

D D/C   G/B
A sor...rir
      A/G        E7(9) A7(13)
Eu pretendo levar a vida
D    D/C   G/B
Pois cho...rando
    A/G      E7(9) A7(13)  D     A7
Eu vi a mocidade       perdida
D D/C   G/B
A sor...rir
     A/G       E7(9) A7(13)
Eu pretendo levar a vida
D    D/C   G/B
Pois cho...rando
   A/G       E7(9) A7(13)  D     D7
Eu vi a mocidade       perdida

G7M           Gm7
Finda a tempestade
D          D/C
O sol nascerá
E7
Finda esta saudade
       A7          Bm7        A/C#
Hei de ter outro alguém para amar

D D/C   G/B
A sor...rir
    A/G       E7(9) A7(13)
Eu pretendo levar a vida
D    D/C   G/B
Pois cho...rando
   B7       E7   A7 D
Eu vi a mocidade perdida

Consolação

Baden Powell
Consolação (samba, 1964) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Interpretação: Nara Leão

LP Nara / Título da música: Consolação / Baden Powell (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1964 / Álbum: ME-10 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Samba.


Dm7       Am7    Dm7 
 Se não tivesse o amor  
           Am7        Dm7 
 Se não tivesse essa dor 
            Am7       Dm7     
 E se não tivesse o sofrer   
           Am7       Dm7
 E se não tivesse o chorar 
             Am7      Dm7   
 Melhor era tudo se acabar 
            Am7      Dm7 
 Melhor era tudo se acabar 

Am7 Dm7  Gm7   A7  Dm7                  C7  
 Eu      amei,     amei demais  O que sofri por causa  
   Bb7M           Am7  Dm7  Gm7    A7     Dm7 
do amor  Niguem sofre  Eu  chorei,     perdi   a paz 
              F                           Am7 
Mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mais  
             Dm7 
Mais do que eu

Diz que eu fui por aí

Em seu elepê de estréia, Nara Leão surpreendeu o produtor Aloysio de Oliveira ao reunir os bossanovistas Baden Powell, Vinícius de Moraes e Carlos Lyra aos sambistas Cartola, Nelson Cavaquinho e Zé Keti, na época ignorados pelas gravadoras.

Mas apesar da desaprovação de alguns puristas, o disco deu certo, com a musa da bossa nova cantando a seu modo sambas como “O Sol Nascerá”, “Luz Negra” e este “Diz que Fui por Ai”, que trata da errante de um boêmio, com seu violão debaixo do braço, que pára em qualquer esquina, entra em qualquer botequim e, despreocupado, recomenda: “Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí.”

Complementando a ótima interpretação de Nara, esta faixa tem uma participação primorosa do violonista Geraldo Vespar (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Diz que eu fui por aí (samba, 1964) - Zé Keti e Hortêncio Rocha - Intérprete: Nara Leão

LP Nara / Título da música: Diz que eu fui por aí / Zé Keti (Compositor) / Hortêncio Rocha (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1964 / Álbum: ME-10 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.

A7+               A#º  Bm7  
Se alguém perguntar por mim  
                 E7/9    F#m7  
Diz que fui por aí  
              F#m7/E              Em7  A7/9  
Levando um violão /  Debaixo do braço  
D7+             Ebº     C#m7  
Em qualquer esquina eu paro  
                 F#7      Bm7  
Em qualquer botequim eu entro  
               E7  
E se houver motivo  
Gº                     F#7(b9)   Bm7  
É mais um samba que eu faço  
               E7          A7+           F#7  
Se quiserem saber / Se volto diga que sim  
  
         Bm7            E7         C#m7    F#7  
Mas só depois que a saudade se afastar de mim  
          Bm7           E7          A7+        A#º   Bm7  
Mas só depois que a saudade se afastar de mim  
  
             E7  
Tenho um violão  
               C#m7  
Pra me acompanhar  
               F#7  
Tenho muitos amigos  
            Bm7  
Eu sou popular  
              E7  
Tenho a madrugada  
          C#m7     F#7         Bm7  
Como companhei. . .ra  
              E7  
A saudade me dói  
                 C#m7  
Em meu peito me rói  
               F#7  
Eu estou na cidade  
               Bm7  
Eu estou na favela  
             E7  
Eu estou por aí  
                 A6  
Sempre pensando nela

Marcha da quarta-feira de cinzas

Composta antes de 1964, a “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas” é assim uma espécie de protesto premonitório contra a realidade imposta pela ditadura militar. Pertence àquela fase inicial do CPC em que Carlos Lyra, como já foi dito, incorpora à sua obra uma temática político-nacionalista, tendo sido feita no mesmo dia em que ele e Vinícius haviam concluído o “Hino da UNE” (“De pé a jovem guarda / a classe estudantil / sempre na vanguarda / trabalha pelo Brasil...”).

Mas, com sua mensagem disfarçada no lirismo melancólico de uma marcha-rancho, a composição pode ser considerada um belo exemplar do gênero música de protesto: “Acabou nosso carnaval / ninguém ouve cantar canções / ninguém passa mais brincando feliz / e nos corações / saudades e cinzas foi o que restou...” A passagem com o acorde de sétima maior de dó antecedendo a frase “e no entanto é preciso cantar”, após a pungente primeira parte, cria um momento mágico, na medida em que envolve a platéia inteira e a faz cantar suavemente embalada por um simples violão.

Um clássico de seu tempo, a “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas” é uma daquelas raras canções capazes de encerrar com elevada dose de emoção um espetáculo musical. Embora consagrada pela voz de Nara Leão, teve sua gravação inicial por Jorge Goulart em fevereiro de 63 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Marcha de quarta-feira de cinzas (marcha-rancho, 1963) - Carlos Lyra e Vinícius de Moraes - Interpretação: Nara Leão.

LP Nara / Título da música: Marcha da quarta-feira de cinzas / Carlos Lyra (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1964 / Álbum: ME-10 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Marcha-rancho.

INTROD: Gm  D#5-/6  D7  Gm  D#5-/6  D7  

Gm7            D#5-/6  D7
Acabou nosso carnaval 
        Gm7          D#5-/6   
Ninguém ouve cantar canções
  D7          Bm7             Bm5-/7
Ninguém passa mais brincando feliz
E7       A7/13
E nos corações 
           Am7(b5) D7(b9)         Gm7  Am4/7 D7(#9)
Saudades e cinzas  foi   o que restou

      Gm7           D#5-/6
Pelas ruas o que se vê
 D7     Gm7             D#5-/6
É uma gente que nem se vê
 D7          Bm7                Bm5-/7
Que nem se sorri, se beija e se abraça
 E7      A7/13
E sai caminhando
              Am7(b5) D7(b9)       Gm7  Dm7 G#°(b13)
Dançando e cantando   cantigas de amor

C7M                   Cm6
    E no entanto é preciso cantar
G/B                   A7        Em7
    Mais que nunca é preciso cantar
A7/13      A7(#5)      A7                Am7(b5)  D#5-/6   D7
      É preci....so cantar e alegrar a cida.......de

      Gm7              D#5-/6
A tristeza que a gente tem
         Gm7           D#5-/6
Qualquer dia vai se acabar
  D7       Bm7                Bm5-/7
Todos vão sorrir, voltou a esperança
 E7            A7/13
É o povo que dança
            Am7(b5)  D7(b9)      Gm7  Dm7 G#°(b13)
Contente da vida,    feliz  a cantar

C7M                   Cm6
    Porque são tantas coisas azuis
G/B                     Em7
    E há tão grandes promessas de luz
A7/13       A7(#5)      A7
      Tanto amor  para amar
                  Am7(b5)  D7
De que agente nem sa.......be

        Gm7           D#5-/6 D7  
Quem me dera viver pra ver
      Gm7             D#5-/6
E brincar outros carnavais
 D7          Bm7          Bm5-/7
Com a beleza dos velhos carnavais
       E7        A7/13
Que marchas tão lindas
            Am7(b5)     D7(b9)    Gm7
E o povo cantando   seu canto  de paz
Am7(b5)     D7(b9)   Gm7
        Seu canto de paz

Depois de 2001

Nelson Gonçalves
Depois de 2001 (samba, 1976) - Nelson Gonçalves



Cm     G7      Cm    C7        Fm
Só pretendo morrer  depois de 2001
Fm7b    Fm6b     Fm3b    G7     Cm
E se Deus do céu quiser sem inimigo nenhum
G# C# G7 Cm G7
Cm                      Fm
Nessas alturas ninguém liga pro que eu digo
G7                     Cm
Sou velhinho boa praça todo mundo é meu amigo
Fm
O que eu fizer o que eu disser ta tudo bem
G7                        Cm
Mocidade ri de graça da graça que o velho tem
Fm  G7  Cm   Fm  G7
É no gogó gugu

Cm                           Fm
Para quem diz que nada fiz de extraordinário
G7                                        Fm
Deixo coisas muitas coisas que até como contrário
G7    Cm                         Fm
Pra quem ficar no meu lugar muito progresso
G7                       Cm
Pra que possa superar o meu recorde de sucesso
Fm  G7  Cm  Fm  G7
É no gogó gugu

Somos iguais

Nelson Gonçalves
Altemar Dutra - Nelson Gonçalves

Somos iguais (samba-canção) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim

D7+       Em7
Acabei de saber
F#m7             Bm
Que você riu de mim
               F#m                      G
E depois perguntou se eu vivi, se eu morri.
                A7
Já que tudo acabou
D7+         Em7
Eu sei lá, se você
F#m7            Bm
Quis de fato saber
               F#m
Pelo sim, pelo não.
             Em
Abro meu coração
               F#m7/5-  B7
É melhor lhe dizer

    G7+               G#º
Eu sou o mesmo que você deixou
    D               B7
Eu Vivo aqui onde você viveu
    Em                    A7
E existe em mim o mesmo amor
        F#m7/5-                 B7
Aquele amor que nunca mais foi meu
     G7+                  G#º
Por que viver a me humilhar assim?
     D                B7
Por que matar esta ilusão em mim?
  Em               A7
Você e eu somos iguais
               D
Não mudamos jamais.