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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Elis Regina: Letras, Cifras e Músicas



Elis Regina - Letras, cifras e gravações deste blog

Agnus Sei

Águas de março

Alô, alô, marciano

Altos e baixos

Amor até o fim

Aos nossos filhos

Aprendendo a jogar

Arrastão

As aparências enganam

Atrás da porta

Bala com bala

Cabaré

Canto de Ossanha

Canto triste

Cão sem dono

Cartomante

Casa no campo

Caxangá

Chovendo na roseira

Colagem

Como nossos pais

Comunicação

Corrida de jangada

Dois pra lá, dois pra cá

Eu preciso aprender a ser só

Exaltação a Tiradentes

Folhas secas

Formosa

Joana Francesa

Lapinha

Louvação

Lunik 9

Madalena

Marambaia

Me Deixas Louca (Me Vuelves Loco)

Moda de sangue

Mucuripe

Nada será como antes

Nova estação

O bêbado e o equilibrista

O cantador

O primeiro jornal

O que tinha de ser

Pra dizer adeus

Redescobrir

Roda

Romaria

Saveiros

Soneto da separação

Tiro ao álvaro

Triste

Upa, neguinho

Veleiro

Velha roupa colorida

Vento de maio

Vou deitar e rolar

Wave


Veja também

14 Bis

Agepê

Alceu Valença

Belchior

Benito Di Paula

Beth Carvalho

Caetano Veloso

Cazuza

Chico Buarque

Clara Nunes

Djavan

Fagner

Gal Costa

Gilberto Gil

Gonzaguinha

Joanna

João Bosco

Legião Urbana

Mamonas Assassinas

Maria Bethânia

Maria Creuza

Martinho da Vila

Milton Nascimento

Moraes Moreira

Oswaldo Montenegro

Paulinho da Viola

Raul Seixas

Rita Lee

Roberto Carlos

Secos e Molhados

Toquinho

Zé Ramalho

Aprendendo a jogar


Aprendendo a Jogar (1981) - Guilherme Arantes - Intérprete: Elis Regina

LP Elis / Título da música: Aprendendo a jogar / Guilherme Arantes (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1980 / Nº Álbum: 064 422882 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: MPB.


Tom: Am

Introdução: Am7 Em7 Am7 Em7 Am7 Em7

Am7 Em7             Am7     Em7
    Vivendo e aprendendo a jogar
Am7 Em7             Am7     Em7
    Vivendo e aprendendo a jogar                       
     Am7       D7         Dm7       G7
Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo
F7M       Em7     Am7
Mas aprendendo a jogar

      F#m7/4  B7/b9  Em7
Água mole em pedra dura
         Dm7      G7   C(#5) C7M
Mais vale um que dois voando
         F7M              Am7
Se eu nascesse assim pra lua
        B7/4  B7    E7
Não estaria trabalhando

Am7 Em7             Am7     Em7
    Vivendo e aprendendo a jogar......

        F#m7/4  B7/b9  Em7
Mas em casa     de ferreiro
          Dm7      G7     C(#5) C7M
Quem com ferro se fere é bobo
      F7M            Am7
Cria fama, deita na cama
                B7/4     B7      E7
Quero ver o berreiro na hora do lobo

Am7 Em7             Am7     Em7
    Vivendo e aprendendo a jogar....

         F#m7/4 B7/b9 Em7
Quem tem amigo   cachorro
       Dm7      G7   C(#5) C7M
Quer sarna pra se coçar
         F7M              Am7
Boca fechada não entra besouro
            B7/4  B7    E7
Quem muito pula quer dançar

Am7 Em7             Am7     Em7
    Vivendo e aprendendo a jogar.........

      F#m7/4  B7/b9  Em7
Água mole em pedra dura
         Dm7      G7   C(#5) C7M
Mais vale um que dois voando
         F7M              Am7
Se eu nascesse assim pra lua
        B7/4  B7    E7
Não estaria trabalhando

Am7 Em7             Am7     Em7
    Vivendo e aprendendo a jogar...

Alô, alô, marciano

Alô, Alô Marciano (1980) - Roberto de Carvalho e Rita Lee - Intérprete: Elis Regina

LP Elis Regina – Saudade Do Brasil / Título da música: Alô, Alô Marciano / Rita Lee (Compositora) / Roberto de Carvalho (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Elektra / Ano: 1980 / Nº Álbum: BR 32.054 / Lado A / Faixa: 3 / Gênero musical: MPB.


Tom: G  

Intro:  Em  F#m7  G7+  F#m7  F7+

Em            A/B
Alô, alô, marciano
  Em                A/B
Aqui quem fala é da Terra
Em          A/B
Pra variar estamos em guerra
 Em
                      A/C#
Você não imagina a loucura
        C7+               A/B
O ser humano tá na maior fissura
       Em
porque Tá cada vez mais
       Bb7/9
down o high society
Am          D7      G7+     C7+
Down, down, down O high society
F#m7        B7/9   Em      A/C#
Down, down, down O high society
C7+                Bm       E7
Down, down, down O high society
Am           D7
Down, down, down

Em            A/B
Alô, alô, marciano
        Em          A/B
A crise tá virando zona
Em                  A/B
Cada um por si todo mundo na lona
 Em                A/C#
E lá se foi a mordomia
          C7                 A/B
Tem muito rei aí pedindo alforria porque
 Em              Bb7/9
Tá cada vez mais down o high society

Em           A/B
Alô, alô, marciano
 Em                A/B
A coisa tá ficando russa
Em              A/B
Muita patrulha, muita bagunça
 Em                A/C#
O muro começou a pichar
           C7+             A/B
Tem sempre um aiatolá pra atola Alá
  Em             Bb7/9
Tá cada vez mais down o high society

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A realidade indesejada: o bêbado e a equilibrista

Nossos compositores sempre tiveram o costume de registrar em música e verso acontecimentos relevantes, às vezes nem tanto, da vida brasileira. Um rápido exame do repertório nacional encontrará revoluções, campanhas políticas, feitos de brasileiros e outros fatos inspirando canções de crítica ou louvação. Nem mesmo a censura ferrenha de duas ditaduras foi capaz de impedir essa prática, muitas vezes disfarçada pelo uso de imagens alegóricas.

Este é o caso de “O Bêbado e a Equilibrista”, uma notável composição de João Bosco e Aldir Blanc, que focaliza uma promessa de abertura democrática, na ocasião cercada de incertezas. Parodiando a forma de um samba enredo, a canção descreve uma cena patética em que dois personagens — o bêbado e a equilibrista — movimentam-se ridiculamente num fim de tarde sombrio — “E nuvens / lá no mata-borrão do céu / chupavam manchas torturadas”. O bêbado, trajando luto e lembrando a figura de Carlitos — “Fazia irreverências mil / pra noite do Brasil / (...) / que sonha / com a volta do irmão do Henfil / e tanta gente que partiu” — ou seja, para a situação brasileira da época. Já a equilibrista era — “A esperança (que) dança / na corda bamba de sombrinha (e) em cada passo dessa linha / pode se machucar” — o que correspondia à expectativa ansiosa de um projeto de êxito imprevisível.

E a canção prossegue, utilizando conscientemente o mau-gosto e o lugar-comum como forma chocante de expressar a crítica a uma realidade indesejada — “Chora / a nossa pátria, mãe gentil / choram Marias e Clarisses / no solo do Brasil”. Diga-se de passagem, que “o irmão do Henfil” e as “Clarisses” citados nos versos referem-se a personagens reais, sendo o primeiro o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, irmão do cartunista Henfil, na época exilado, e a segunda, Clarisse, viúva do jornalista Wladimir Herzog, enforcado numa prisão da ditadura, em São Paulo.

“O Bêbado e a Equilibrista” foi lançado por Elis Regina em junho de 79, numa gravação orquestrada e dirigida por César Camargo Mariano, integrante do elepê Elis, essa mulher, o primeiro da cantora na gravadora WEA (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

O Bêbado e a Equilibrista (1979) - João Bosco e Aldir Blanc - Intérprete: Elis Regina

LP Elis, Essa Mulher / Título da música: O Bêbado E A Equilibrista / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: WEA / Ano: 1979 / Nº Álbum: BR 36.113 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Intro.: A7M

A7M
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
C#m7(b5)   F#7     Bm7    F#7(b13)
Me      lembrou Carlitos
Bm7                              D7M
A  lua, tal qual a dona de um bordel
E7(9)
Pedia a cada estrela fria
Bm7   E7(9)  C#m7 Cm7 Bm7 E7(9)
Um brilho de  alu------guel

A7M                            C#m7
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
   Em/G                  F#7
Chupavam manchas tortura----das
C#m7(b5)    F#7  Bm7
Que su---foco
Dm7    G7(13)                    D#º
Louco,       o bêbado com chapéu-coco
A7M         F#7         B7(13) B7(b13)
Fazia irreverências mil
Bm7  E7(9)  A7M         E7(9)
Pra noite do   Bra----sil, meu Brasil

A7M
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
C#m7(b5)  F#7   Bm7   F#7(b13)
Num rabo      de  foguete
Bm7                          D7M
Chora a nossa pátria, mãe gentil
E7(9)
Choram Marias e Clarices
Bm7  E7(9)  C#m7 Cm7 Bm7 E7(9)
No solo do   Bra----sil

A7M                       C#m7
Mas sei que uma dor assim pungente
Em/G                 F#7
Não há de ser inutilmen----te
C#m7(b5)     F#7  Bm7
A espe---rança
Dm7   G7(13)                        D#º
Dança        na corda bamba de sombrinha
A7M           F#7         B7(13) B7(b13)
E em cada passo dessa linha
Bm7      E7(9)     F#7
Pode se ma----chu----car

Dm7  G7(13)                   D#º
Azar,       a esperança equilibrista
A7M            F#7            B7(13) B7(b13)
Sabe que o show de todo artista
Bm7         E7(9)    A7M
Tem que conti---nu-----ar...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Vou deitar e rolar


Vou Deitar E Rolar (Quaquaraquaquá) (samba, 1970) - Baden Powell e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Elis Regina

LP Em Pleno Verão / Título da música: Vou Deitar E Rolar (Quaquaraquaquá) / Baden Powell (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1970 / Nº Álbum: R 765.112 L / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / MPB.


Tom: A
Intro: E7

PARTE I:
A6     D7M/9         C#m7  F#m7
Não venha querer se consolar
Bm7              E7
Que agora não dá mais pé
A6
Nem nunca mais vai dar

A6     D7M/9           C#m7  F#m7
Também quem mandou se levantar
Bm7              E7
Quem levantou pra sair
Em6 A7/13
Perde o lugar

Dm6       Aº       C#m7
E agora, cadê teu novo amor
F#m7        Bm7
Cadê que ele nunca funcionou
E7         A7
Cadê que nada resolveu


REFRAO:
E9          Ebº D7M/9 C#m7
Quaquaraquaquá, quem riu
F#m7        Bm9 E7  A6
Quaquaraquaquá, fui eu
E9          Ebº D7M/9 C#m7
Quaquaraquaquá, quem riu
F#m7        Bm9 E7  A6
Quaquaraquaquá, fui eu

E7
ainda sou mais eu

PARTE II:
A6     D7M/9        C#m7  F#m7
Você já entrou na de voltar
Bm7          E7
Agora fica na tua
A6
Que é melhor ficar
A6         D7M/9     C#m7  F#m7
Porque vai ser fogo me aturar
Bm7
quem cai na chuva
E7            Em6 A7/13
Só tem que se molhar

Dm6      Aº         C#m7
E agora cadê, cadê você
F#m7        Bm7
Cadê que eu não vejo mais, cadê
E7         A7
Pois é quem te viu e quem te vê


{REFRAO}

Bbº        Bm7        E9   D7M/9 C#m7      F#m7
Todo mundo se admira da mancada que a Terezinha deu
Bbº    Bm7
Que deu no pira
E7           Em6
E ficou sem nada ter de seu
A7             Dm6
Ela não quis fazer fé
C#m7      F#m7
Na virada da maré
Breque

Mas que malandro sou eu
Pra ficar dando colher de chá
Se eu não tiver colher, vou deitar e rolar


{PARTE II}
{REFRÃO}


(Ebº D7M/9 C#m7 F#m7)
O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingá

{REFRÃO}

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Lunik 9


Lunik 9 (1967) - Gilberto Gil - Interpretação: Elis Regina

LP Elis / Título da música: Lunik 9 / Gilberto Gil (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1966 / Nº Álbum: P 765.001 L / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: MPB.


 D7+        Em7         F#m7      D5+/7
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7         C7       F7+       A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7       A5+/7     Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar
D#m7
Momento histórico, simples resultado
do desenvolvimento da ciência viva
F7+                    
Afirmação do homem normal,
G                        Dm7
gradativa sobre o universo natural
Cm7 F7/9-
Sei lá que mais
A#7+      Am7      D7 
Ah, sim! Os místicos também
Gm7
profetizando em tudo o fim do mundo
C7
E em tudo o início dos tempos do além
Cm7         F7/9
Em cada consciência, em todos os confins
A#7+                      Fm7  A#m Fm7
Da nova guerra ouvem-se os clarins
A#m                 Fm7    A#m  
Guerra diferente das tradicionais,
C7                      F7/9
guerra de astronautas nos espaços siderais
G#                      C#     
E tudo isso em meio às discussões,
A#                    D#
muitos palpites, mil opiniões
F7           G7
Um fato só já existe que ninguém pode negar,
7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, já!
C7+            Gm7      C7+              Gm7    C7+
E lá se foi o homem conquistar os mundos lá se foi
Gm7         C7+          Gm7       C7 F
Lá se foi buscando a esperança que aqui já se foi
Fm7       Em7   
Nos jornais, manchetes, sensação,
D#7+     Dm7
reportagens, fotos, conclusão:
G7/9-              C7+         Am7
A lua foi alcançada afinal, muito bem,
Dm7         G7/9-           C7
confesso que estou contente também
F#º                     Em7          D#7+
A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Dm7         G7/9-     Em7           A7   Dm7
Talvez não tenha mais luar pra clarear minha canção
G7/9      Em7  A7
O que será do verso sem luar?
Am7          D7      G7/9       Gm7  C6/7
O que será do mar, da flor, do violão?
F#º          Fm7           Em7 D#7+
Tenho pensado tanto, mas nem sei
D7+        Em7         F#m7      D5+/7
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7        C7        F7+      A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7        A7       G   Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Saveiros


Saveiros (canção, 1966) - Dori Caymmi e Nelson Mota - Interpretação: Elis Regina

LP Festival Dos Festivais - II Festival Da Música Popular Brasileira / Título da música: Saveiros / Dori Caymmi (Compositor) / Nelson Motta (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1966 / Álbum: P-765.000-P / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Canção.



Nem bem a noite terminou
Vão os saveiros para o mar
Levam no dia que amanhece
As mesmas esperanças
Do dia que passou.

Quantos partiram de manhã
Quem sabe quantos vão voltar
Só quando o sol descansar
E se os ventos deixarem
Os barcos vão chegar
Quantas histórias pra contar

Em cada vela que aparece
Um canto de alegria
De quem venceu o mar

Roda


Roda (1966) - Gilberto Gil e João Augusto - Interpretação: Elis Regina

LP Elis / Título da música: Roda / Gilberto Gil (Compositor) / João Augusto (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1966 / Álbum: P-765.001-L / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Canção.


Bm7     Em7 Amaj7       Bm7       Em7
Meu povo preste atencão na roda que eu te fiz
A7       Dmaj7 G7     Cmaj7 Fmaj7  Bm7     E  Amaj7
Quero mostrar  a quem vem   aquilo que o povo diz

Bm7  Em7     Amaj7          Bm7        Em7
Posso falar pois eu sei eu tiro os outros por mim
A7       Dmaj7 G7  Cmaj7   Fmaj7  Bm7  E  Amaj7
Quando almoço não janto e quando canto é assim

Em7     Am6        G7      C6(9)
Agora vou divertir agora vou começar
Bm7 E  Am7                Bm7 E  Am7
Quero ver quem vai sa- ir quero ver quem vai fi- car
Dm7    G7   Cmaj7    Fmaj7  Bm7   E  Amaj7
Não é obrigado a me ouvir quem não quiser escu- tar
Bm7   Em7 Amaj7             Bm7      Em7
Quem tem dinheiro no mundo quando mais tem quer ganhar
A7    Dmaj7 G7       Cmaj7 Fmaj7  Bm7
E a gente que    não tem nada   fica pior do que está

Bm7  Em7    Amaj7        Bm7
Seu moço tenha vergonha acabe a descaração
A7    Dmaj7 G7 Cmaj7   Fmaj7 Bm7   E Amaj7
Deixe o dinhero do pobre e roube outro ladrão

Em7       Am6       G7        C6(9)
Agora vou divertir agora vou prosseguir
Bm7 E  Am7                Bm7  E  Am7
Quero ver quem vai fi- car quero ver quem vai sa- ir
Dm7    G7 Cmaj7    Fmaj7   Bm7    E   Amaj7
Não é obrigado a escutar quem não quiser me ou- vir
Bm7  E    Amaj7          Bm7
Se morre o rico e o pobre enterre o rico
Em7 A7       Dmaj7 G7    Cmaj7 Fmaj7  Bm7  E  Amaj7
E eu quero ver quem que separa o pó do  rico do meu
Bm7 Em7  Amaj7          Bm7        Em7
Se lá embaixo há  igualdade aqui em cima há de haver
A7      Dmaj7 G7     Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E  Amaj7
Quem quer ser mais  do que é um dia há de sofrer

Em7     Am6       G7        C6(9)
Agora vou divertir agora vou prosseguir
Bm7  E  Am7                 Bm7 E  Am7
Quero ver quem vai fi- car quero ver quem vai sa- ir
Dm7    G7 Cmaj7    Fmaj7   Bm7    E   Amaj7
Não é obrigado a escutar quem não quiser me ou- vir

Bm7 Em7  Amaj7         Bm7   Em7
Seu moço tenha cuidado com sua exploração
A7     Dmaj7  G7    Cmaj7  Fmaj7 Bm7  E  Amaj7
Se não lhe dou   de presente a sua   cova no chão
Bm7 Em7   Amaj7         Bm7         Em7
Quero ver quem vai dizer quero ver quem vai mentir
Dmaj7 G7  Cmaj7 Fmaj7 Bm7     E
Quero ver quem vai negar aquilo que eu disse aqui

Em7      Am6       G7       C6(9)
Agora vou divertir agora vou terminar
Bm7  E  Am7               Bm7  E  Am7
Quero ver quem vai sa- ir quero ver quem vai fi- car
Dm7   G7   Cmaj7    Fmaj7  Bm7   E   Amaj7
Não é obrigado a me ouvir quem não quiser escu- tar

Bm7 Em7  Amaj7     Bm7     Em7
Agora vou  terminar agora vou discorrer
A7   Dmaj7  G7  Cmaj7 Fmaj7   Bm7  E  Amaj7
Quem sabe tudo e diz logo fica sem nada di- zer
Bm7 Em7    Amaj7         Bm7        Em7
Quero ver quem vai voltar quero ver quem vai fugir
A7      Dmaj7 G7    Cmaj7  Fmaj7   Bm7  E  Amaj7
Quero ver quem   vai ficar quero ver quem vai trair
Bm7  Em7  Amaj7        Bm7       Em7
Por isso eu fecho essa roda a roda que eu te fiz
A7    Bm7  G7    Cmaj7 Fmaj7    Bm7  E   Amaj7
A roda que   é do povo,  onde se diz o que diz ...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Louvação


Louvação (canção, 1966) - Gilberto Gil e Torquato Neto - Interpretação: Elis Regina e Jair Rodrigues

LP/CD Dois Na Bossa Número 2 - Elis Regina e Jair Rodrigues / Título da música: Louvação / Gilberto Gil (Compositor) / Torquato Neto (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Jair Rodrigues (Intérprete) / Luis Loy Quinteto (Acomp.) / Bossa Jazz Trio (Acomp.) / Gravadora: Philips / Ano: 1966 / Álbum: P-632.792-L / Faixa 6 / Gênero musical: Canção.


Tom:G

Intro A  D  G  A  D  G  A  D  G  A 

                       D    G         A 
Vou fazer a louvação, louvação, louvação 
                          A      D                E 
Do que deve ser louvado, ser louvado, ser  louvado 
                          D    G        A 
Meu povo, preste atenção, atenção, atenção 
                  E7 
Repare se estou errado 
   A6          C#7/G#   F#m7          B7/13              F#m7 
Louvando o que  bem   merece,  deixo o que é ruim de lado 
  B7/13         E7/9    A6     B7/13     F#m7  B7/13  Em7/9  A7/13  D7M 
Louvando o que  bem   merece,  deixo o que é ruim de lado 
  Em7/9      A7/13   D6/9    Am7                D7/9-   G7M 
E louvo pra começar,      da vida o que é bem maior 
          E7        C#m7  F#m7   Bm7//11          E7       A 
Louvo a esperança da gente,   na vida pra ser melhor 
       G7    C7/9    F#m7   B7/13-                   E7/9     A7   D6 
Quem espera sempre alcança,    três vezes salve a esperança 
       G7    C7/9    F#m7   B7/13-                   E7/9     A7   D6 
Quem espera sempre alcança,    três vezes  salve a esperança 
 Am7         D7/9   G7M   Bm7        E7                  A7M 
Louvo quem espera sabendo que pra melhor esperar 
  Cm7/11   F7        A#       A#m7/11        D#7/9     G#6 
Procede bem quem não pára de sempre  mais   trabalhar 
   G#m7  C#7/9   F#6          A7/13      D7/9   G   E   A 
Que só espera sentado quem se acha  conformaaaaaaaaado 
                        D     G        A 
Vou fazendo a louvação, louvação, louvação 
                          A      D                 E 
Do que deve ser louvado, ser louvado, ser  louvado 
                         D    G        A 
Quem tiver me escutando, atenção, atenção 
                     E7 
Que me escute com cuidado 
   A6          C#7/G#   F#m7          B7/13               F#m7 
Louvando o que  bem   merece,  deixo o que  é ruim de lado 
  B7/13         E7/9    A6     B7/13     F#m7  B7/13  Em7/9  A7/13  D7M 
Louvando o que  bem   merece,  deixo o que é ruim de lado 
      Em7/9    A7/13  D6/9        Am7              D7/9-   G7M 
Louvo agora e louvo sempre, o que grande  sempre é 
     E7/9       C#m7  F#m7   Bm7/11   E7           A 
Louvo a força do homem e  a  beleza   da mulher 
        G7    C7/9       F#m7   B7/13-          E7/9        A7       D6 
Louvo a paz pra haver na terra, louvo o amor que espanta a guerra 
        G7    C7/9       F#m7   B7/13-          E7/9        A7       D6 
Louvo a paz pra haver na terra, louvo o  amor que espanta a guerra 
  Am7      D7/9     G7M   Bm7    E7/9                  A7M 
Louvo a amizade do amigo, que comigo há de morrer 
 Cm7/11  F7       A#      A#m7/11   D#7/9          A#6 
Louvo a vida merecida, de quem morre pra  viver 
  G#m7    CE#7/9   F#6     A7/13    D7/9   G E  A 
Louvo a luta repetida, da vida pra não    
                         D    G         A 
Vou fazendo a louvação, louvação, louvação 
                          A      D                      E 
Do que deve ser louvado, ser louvado, ser louvado 
                       D    G        A                          E7 
De todos peço atenção, atenção, atenção falo de peito lavado 
   A6          C#7/G#   F#m7          B7/13                  F#m7 
Louvando o que  bem   merece,  deixo o que  é ruim de lado 
 B7/13         E7/9    A6    B7/13    F#m7  B7/13  Em7/9  A7/13  D7M 
Louvando o que  bem   merece,  deixo o que é ruim de lado 
        Em7/9  A7/13  D6/9      Am7            D7/9-   G7M 
Louvo a casa onde se mora,  de junto da companheira 
         E7/9         C#m7  F#m7                  Bm7/11    E7    A 
Louvo o jardim que se planta, pra ver  crescer a roseira 
          G7   C7/9     F#m7  B7/13-  E7/9            A7   D6 
Louvo a canção que se canta,   pra chamar a primavera 
          G7   C7/9     F#m7  B7/13-  E7/9            A7   D6 
Louvo a canção que se canta,   pra chamar a primavera 
Am7        D7/9        G7M    Bm7                     E7/9     A7M 
Louvo quem canta e não canta, porque não sabe cantar 
 Cm7/11     F7      A#    A#m7/11    D#7/9          G#6 
Mas que cantará na certa, quando enfim se apresentar 
 G#m7  C#7/9      F#6     A7/13  D7/9       G    E    A 
O dia certo e preciso, de toda a gente cantaaaaaaaaaaar 
                         D    G         A 
E assim fiz a louvação, louvação, louvação 
                            A      D                       E 
Do que vi pra ser louvado, ser louvado, ser louvado 
                           D    G        A 
Se me ouviram com atenção, atenção, atenção 
                    E7 
Saberão se estive errado 
   A6          C#7/G#   F#m7       B7/13                 F#m7 
Louvando o que  bem   merece,  deixando  ruim de lado 
  B7/13         E7/9    A6        G                    A   G   A 
Louvando o que  bem   merece,  deixando o ruim de lado 
    G             A    G   A      G                       A   G 
Deixando o ruim de lado,      deixando o  ruim de lado

Letra:

Vou fazer a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Meu povo, preste atenção - atenção, atenção
Repare se estou errado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

E louvo, pra começar
Da vida o que é bem maior
Louvo a esperança da gente
Na vida, pra ser melhor
Quem espera sempre alcança
Três vezes salve a esperança!

Louvo quem espera sabendo
Que pra melhor esperar
Procede bem quem não pára
De sempre mais trabalhar
Que só espera sentado
Quem se acha conformado

Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Quem 'tiver me escutando - atenção, atenção
Que me escute com cuidado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

Louvo agora e louvo sempre
O que grande sempre é
Louvo a força do homem
E a beleza da mulher
Louvo a paz pra haver na terra
Louvo o amor que espanta a guerra

Louvo a amizade do amigo
Que comigo há de morrer
Louvo a vida merecida
De quem morre pra viver
Louvo a luta repetida
Da vida pra não morrer

Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
De todos peço atenção - atenção, atenção
Falo de peito lavado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

Louvo a casa onde se mora
De junto da companheira
Louvo o jardim que se planta
Pra ver crescer a roseira
Louvo a canção que se canta
Pra chamar a primavera

Louvo quem canta e não canta
Porque não sabe cantar
Mas que cantará na certa
Quando enfim se apresentar
O dia certo e preciso
De toda a gente cantar

E assim fiz a louvação - louvação, louvação
Do que vi pra ser louvado - ser louvado, ser louvado
Se me ouviram com atenção - atenção, atenção
Saberão se estive errado
Louvando o que bem merece
Deixando o ruim de lado

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Terra de ninguém

Terra de ninguém (canção, 1965) - Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle - Interpretações: Marcos Valle e Elis Regina

LP A Bossa No Paramount / Título da música: Terra de ninguém / Marcos Valle (Compositor) / Paulo Sérgio Valle (Compositor) / Marcos Valle (Intérprete) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1965 / Álbum: XRLP-5.268 / Gênero musical: Canção / Gravado ao vivo no Teatro Paramount - São Paulo, nos dias 08, 09 e 12 de abril de 1965.


Tom: G

Intro: G7M Bb7/13 G7M Bb7/13

G7M                Bb7/13
Segue nessa marcha triste 
               G7M
Seu caminho aflito 
           G7/4 G7         C7M
Leva só saudade e a injustiça 
               Cm7/9 F7/13         G7M
Que só lhe foi feita desde que nasceu 
               Gm7               G7M  Bb7/13 G7M Bb7/13
Pelo mundo inteiro que nada lhe deu 
 
G7M                  Bb7/13
Anda, teu caminho é longo 
               G7M
Cheio de incerteza 
              G7/4 G7             C7M               Cm7/9
Tudo é só probreza,tudo é só tristeza, tudo é terra morta 
F7/13          G7M
Onde a terra é bo___a 
            Gm7                G7M Bb7/13 G7M  Bb6
O senhor é dono, não deixa passar 
 
G7M              Bb7/13
Para no final da tarde 
             G7M
Tomba já cansado 
             G7/4 G7         C7M                 Cm7/9
Cai o nordestino, reza uma oração, prá voltar um di____a 
F7/13    G7M
E criar coragem 
           Gm7             G7M Bb7/13 G7M E7/b9
Prá poder lutar pelo que é seu 
 
Am7      Cm7/9 F7/13    Bm7
Mas, um dia    vai  chegar 
      E7/b9      Am7
Que o mundo vai saber 
        D7/4(9)    B7/#5
Não se vive sem se dar 
Am7      Cm7/9 F7/13     Bm7
Quem trabalha  é    quem tem 
 E7/b9      Am7
Direito de viver 
        D7/4(9)       G6
Pois a terra é de ninguém

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Lennie Dale

Bailarino e coreógrafo americano radicado no Brasil, criador dos Dzi Croquettes em 1973, um grupo de grande sucesso com seus shows escandalosos apresentando uma androgenia debochada. Elogiado por Liza Minelli, com quem trabalhou e disse jamais ter visto coisa igual, fez também um filme underground de uma equipe alemã, retratando a alucinante passagem dos Dzi Croquettes por Paris.

Nascido no bairro do Brooklyn, em Nova York, Lennie se apaixonou pelo Brasil em 1960, ao ser convidado por Carlos Machado para fazer a coreografia da peça Elas Atacam Pelo Telefone, na boate Fred´s no Rio. Em seguida, foi para o Bottle's Bar no Beco das Garrafas, onde, ao ouvir João Gilberto, dirigiu vários shows de bossa nova e criou uma dança especial para o ritmo que surgia. Sob sua orientação, Sergio Mendes começou a usar dançarinas em seus shows. Em 1961, o restaurante Night and Day vibrava com o bailarino vestindo uma saia e estalando chicote, uma coreografia revolucionária para a época.

Lennie foi o introdutor da noção de ensaio em espetáculos de MPB. Até então, o artista chegava na hora da apresentação e cantava, sem nenhuma preocupação com a produção ou expressão corporal. Foi ele quem mandou Elis Regina cortar os cabelos e balançar os braços como hélices na música Arrastão.

O pai de Lennie, um barbeiro fracassado que imigrara da Sicília e vivia amaldiçoando o dia em que decidira buscar a prosperidade na América, lamentava como mais um castigo da vida ter um filho bailarino. Logo, porém, tornou-se seu próprio empresário, e ele fez muito sucesso no programa infantil Star Lime Kids, co-estrelado por Connie Francis.

Dos 14 aos 21 anos, Lennie dedicava-se as aulas de balês em tempo integral. Na Broadway, fez parte do grupo dos jets em West Side Story, mas foi barrado pelo diretor Jerome Robbins para a versão cinematográfica. Mudou-se então para Londres, alugou uma sala e deixava a porta aberta para que todos vissem como dançava bem. Um empresário de Shirley Bassey passava pelo local quando ficou admirado com sua performance e contratou-o.

Apresentou-se em toda a Europa, participou de um programa com Gene Kelly na televisão italiana e da coreografia para 500 bailarinos em Cleópatra. Na ocasião, ficou conhecendo a grande estrela do filme de forma sui-generis: um dia abriu a porta errada no corredor dos camarins e defrontou-se com uma animada Elizabeth Taylor praticando sexo oral com Richard Burton. Nenhuma surpresa, eles acharam engraçado e acabaram tornando-se amigos.

Lennie chegou a voltar para os Estados Unidos, mas em 1971 retornava novamente ao Brasil, preso em seguida, por porte de maconha na galeria Alaska. Passou um ano na penitenciária Helio Gomes onde, numa noite, sonhou que galopava sobre um cavalo branco, seguido por uma multidão de admiradores. O sonho repetiu-se exatamente um ano depois, na mesma data, e ele foi tomado por uma grande fé umbandista, pois identificou-se com a imagem de São Jorge Guerreiro. Embora calvo na vida real, no sonho via-se com uma longa cabeleira longa.

Lennie possuía uma sapatilha roubada em Paris do russo Rudolf Nureyev e um exemplar da biografia de Madame Satã, seu ídolo máximo, um homossexual famoso por surrar policiais e travestir-se de Carmen Miranda. Foi responsável pela coreografia da novela Baila Comigo e pelo musical 1.707.839 / Leonardo Laponzina.

Lennie Dale morreu aos 57 anos, em 9 de agosto de 1994.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Chovendo na roseira

Chovendo na Roseira (1971) - Tom Jobim - Intérpretes: Tom Jobim e Elis Regina

LP Elis & Tom - Elis Regina e Tom Jobim / Título da música: Chovendo na Roseira / Tom Jobim (Compositor) / Tom Jobim (Intérprete) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1974 / Nº Álbum: 6349 112 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: MPB.


Tom: Dm7

G7  Dm7  G7         Dm7        G7 Dm7  G7
O...lha,    está chovendo na roseira
Dm7          G7  Dm7
Que só dá rosa mas não cheira
G7         Dm7       G7      Dm7
A frescura das gotas úmidas
G7               Dm7
Que é de Luísa, que é de Paulinho,
G7  Dm7             E7/4
Que é de João -    que é de ninguém
Dm7                  G7         C7+   Dm7   Em7   Dm7
Pétalas de rosa carregadas pelo ven...to
Cm7                   F7           Bb7+  Cm7   Dm7*  Cm7
Um amor tão puro carregou meu pensamen...to
Am   Am7+                      Am7    Am6
Olha,     um tico-tico mora ao lado
Am7    Am7+
E passeando no molhado
Eb7/9/11+ D7/9-/11+ Db6/9
Adivinhou a primave........ra

G7  Dm7  G7           Dm7        G7 Dm7  G7
O...lha,    que chuva boa, prazenteira
Dm7          G7 Dm7
Que vem molhar minha roseira
G7         Dm7    G7   Dm7
Chuva boa, criadeira
G7                 Dm7
Que molha a terra, que enche o rio
G7  Dm7             E7/4
Que limpa o céu -   que traz o azul
Dm7                  G7         C7+   Dm7   Em7   Dm7
Pétalas de rosa carregadas pelo ven...to
Cm7                   F7           Bb7+  Cm7   Dm7*  Cm7
Um amor tão puro carregou meu pensamen...to
Am   Am7+                      Am7    Am6
Olha,     um tico-tico mora ao lado
Am7    Am7+
E passeando no molhado
Bb/D  C/D    D7/9-/11+ Db6/9
Adivinhou a primave...........ra

G7  Dm7  G7        Dm7           G7   Dm7  G7
O...lha,    o jasmineiro está flori...do
Dm7              G7 Dm7
E o riachinho de água esperta
G7            Dm7             G7      Dm7
Se lança embaixo do rio de águas calmas
G7    Dm7        G7    Dm7
Ah, você é de ninguém

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Soneto da separação

Soneto da Separação - Vinícius de Moraes e Tom Jobim - Intérpretes: Tom Jobim e Elis Regina

LP Elis & Tom - Elis Regina e Tom Jobim / Título da música: Soneto da Separação / Vinícius de Moraes (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1974 / Nº Álbum: 6349 112 / Lado B / Faixa 5.


Tom: A

              A*           G#* 
De repente do riso fez-se o pranto 
  G*         F#*    F*        E*   Bbm7(b5) 
Silencioso e branco    como a bruma 
      A     A/G#             F#m6 
E das bocas unidas fez-se a espuma 
      Fdim(b13)    Em6(omit5)            B(add9)/Eb
E das mãos    espalmadas       fez-se o espan.......to 
     Bm/D    E             Eb(#5) 
De repente  da calma fez-se o vento 
        Bm/D   C#7           C#m 
Que dos olhos desfez a última chama 
  Bb7/D     Ebm7       Bb7/F           E7(#11) 
E da     paixão fez-se o    pressentimento 
  Eb7/4           Eb7             E/D 
E do    momento imóvel fez-se o dra....ma 
                A*           G#*      G* 
De repente, não mais que de repente 
          G#7(b9)/13-                Cdim/C#    C#m7 
Fez-se de triste      o que se fez aman.......te 
       F#7/4   Gdim          G#m        G#m/F# 
E de sozinho o que se fez conten...te 
E              E/Eb         C#m 
Fez-se do amigo próximo o distante 
          G#m/B               Bb7/9(#11) 
Fez-se da vida  uma aventura errante 
           Bm*    Am*     G#m*   Bb7/9(#11)  
De repente,    não mais que de  repente 
  

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Lapinha

Manuel Henrique Pereira (1895 — 1924)
conhecido como Besouro Mangangá.

Capoeirista valente, famoso em todo o estado da Bahia no começo do século, Valdemar de Tal, o Besouro Mangangá, também conhecido como sendo Cordão de Ouro, virou lenda depois de sua morte violenta, daí surgindo um refrão popular, “a música do Besouro”.  Este refrão, que Baden ouviu do baiano Canjiquinha e das moças do Quarteto em Cy, acabou servindo de base à composição “Lapinha”, vencedora da 1a Bienal do Samba, promovida pela TV Record em maio de 68:

“Quando eu morrer / me enterre na Lapinha / calça-culote paletó almofadinha.”

Elaborado com um novo parceiro, o então iniciante Paulo César Pinheiro, “Lapinha” seria mais um afro-samba que Baden acrescentava ao seu repertório e, como tal, muito apropriadamente lançado pela melhor intérprete do gênero, a cantora Elis Regina, que o defendeu na Bienal. Mas, voltando ao pitoresco refrão, a Lapinha citada, informa mestre Caymmi, “é o Largo da Lapinha, local de Salvador onde se realizam festas cívicas, como o 2 de Julho, e que jamais foi cemitério”.

Deve ter entrado no samba por sua importância como lugar tradicional, além de ser uma boa rima para “almofadinha”. Aliás, a tal “calça-culote”, que completa o traje do defunto, seja uma possível corruptela de “calça, colete”. Já o mangangá, origem do apelido, é o nome de um vespão de ferroada dolorosa e, no Nordeste, também de um besouro grande que rói determinados tipos de madeira. É ainda usado, em sentido figurado, para designar indivíduo grande, mandão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Lapinha (1968) - Paulo César Pinheiro e Baden Powell - Interpretação: Elis Regina

LP A Bienal Do Samba / Título da música: Lapinha / Baden Powell (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Nº Álbum: R 765.044 L / Ano: 1968 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / MPB / Folclore.

Tom: C  

A7        D7M
Quando eu morrer
  Em7     A7      D7M
Me enterre na Lapinha
A7         D7M
Quando eu morrer
 Em7       A7   D7M
Me enterre na Lapinha
B7/13   E7/G#    A7/G      D/F#
Calça “culote", paletó, almofadinha.
B7/13   E7/G#    A7/G      D/F#         A7(b5)
Calça “culote", paletó, almofadinha.

Dm7    Dm7/C        G7/B
Sai, minha mágoa sai de mim
Gm6/Bb           Dm7  F  Em7(b5) A7(b5)
Há tanto coração ruim
Dm7  Dm7/C  Bm7(b5) E7(b9) Am7
Ai a verdade sempre dói
   B7/13b            Em7(b5) A7(b5)
E, às vezes, traz um mal amais.
Dm7    Dm7/C           G7/B
Ai! Só me fez dilacerar
Gm6/Bb    A7(b5)   Am7(b5)  D7(b9)
ver tanta gente se entregar
 Gm7  C7/9     F7M
Mas não me conformei
Bb7M        Em7(b9)
Indo contra a lei
A7(b5)         Am7(b5)   D7
sei que não me arrependi
Gm7   C7/9      F7M      Bb7M   Em7(b9)
Tenho um pedido só o último, talvez,
          A7/13
Antes de partir.

A7         D7M
Quando eu morrer
  Em7     A7   D7M
Me enterre na Lapinha
A7      D7M
Quando eu morrer
 Em7   A7        D7M
Me enterre na Lapinha
B7/13   E7/G#    A7/G   D/F#
Calça “culote", paletó, almofadinha.
B7/13   E7/G#    A7/G   D/F#           A7(b5)
Calça “culote", paletó, almofadinha.

Letra

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Vai meu lamento vai contar
Toda tristeza de viver
Ai a verdade sempre trai
E às vezes traz um mal a mais
Ai só me fez dilacerar
Ver tanta gente se entregar
Mas não me conformei
Indo contra lei
Sei que não me arrependi
Tenho um pedido só
Último talvez, antes de partir

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Sai minha mágoa
Sai de mim
Há tanto coração ruim
Ai é tão desesperador
O amor perder do desamor
Ah tanto erro eu vi, lutei
E como perdedor gritei
Que eu sou um homem só
Sem saber mudar
Nunca mais vou lastimar
Tenho um pedido só
Último talvez, antes de partir

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Adeus Bahia, zum-zum-zum
Cordão de ouro
Eu vou partir porque mataram meu besouro

Formosa (Baden Powell)



Formosa (samba, 1963-1964) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Interpretações: Elis Regina, Baden Powell e Cyro Monteiro.

CD Elis Regina No Fino da Bossa - Ao Vivo / Título da música: Formosa / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Cyro Monteiro (Intérprete) / Baden Powell (Intérprete) / Gravadora: Velas / Ano: 1994 / Álbum: 11-V030.V1 / Disco 1 / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Tom: C  

G6  G7        C7M
Formosa , não faz assim .
  Bm5-/7  E7/9-      Am7  D79
Cari   nho    não é ruim.
            G6  Em7
Mulher que nega.
          Am F#5-/7 B7/9-
Não sabe não
Em7          F#5-/7
Tem algo de menos
B7/9-   Em   A7 Am7 D7/9-
No seu coração
G6   G7         C7M
Formosa,   não faz assim
  Bm5-/7  E7/9-       Am7  D79
Cari    nho    não é ruim
           G6  Em7
Mulher que nega
          Am F#5-/7 B7/9-
Não sabe não
Em7          F#5-/7
Tem algo de menos

B7/9-    Em   A7 Dm7
No seu  coração
G6/7    C7M                  C#m5-/7
A gente nasce ,  a  gente  cresce
         G7    G6 G7/6
A gente quer amar
           C7M
Mulher que nega
      C#m5-/7      G7   G6 G7/6
Nega oque não é para negar
          C7M              C#7/5-
A gente  pega,  a gente  entrega
          G7 F#7  F7 E7
A gente quer    morrer
Am7                  D7/9-
Ninguém tem nada de bom
        G6 G7M D
Sem sofrer.

sábado, 22 de julho de 2006

Tiro ao álvaro

Tiro Ao Álvaro (samba, 1982) - Adoniran Barbosa e Osvaldo Molles - Intérpretes: Adoniran Barbosa e Elis Regina

LP Vento De Maio / Título da música: Tiro Ao Álvaro / Adoniran Barbosa (Compositor) / Osvaldo Molles (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Adoniran Barbosa (Partic.) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1982 / Nº Álbum: 064 422925 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


       A        F#7
De tanto levar
      Bm7
"frechada" do teu olhar
        Bm7/5-  E7
Meu peito      até
   A7+            Em7     A7
Parece sabe o que?
   D          G7
"táubua"
                Dbm7      F#7
De tiro ao "Álvaro"
           Bm7
Não tem mais
      E7    A7+             E7
Onde furar           (não tem mais)

A7           D
      Teu olhar mata mais
        E/Ab         C#m7
Que bala de carabina
           F#7            Bm7
Que veneno estricnina
       E7              Em7     A7
Que peixeira de baiano
     D              Ebº                  Dbm7
Teu olhar mata mais que atropelamento
               F#7             Bm7
De "automóver" mata mais
        E7            A7+     E7
Que bala de "revórver".

( D  D  F#  Bm7  E7  Em7  A7 )
( D  Dbm7  F#  Bm7  E7  A7+  E7/9+ )

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Veleiro

Veleiro (1966) - Torquato Neto e Edu Lobo - Interpretação: Elis Regina

LP Elis / Título da música: Veleiro / Edu Lobo (Compositor) / Torquato Neto (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1966 / Nº Álbum: P 765.001 L / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: MPB.


Tom: E7+

E7+   C7+               E7+    C7+
Hei, ô! tá na hora e no tempo
                 Am7
Vamo lá que esse vento
D7/9-  G7+  C7/9  F#m7
Traz recado de partir
F7+      E7+    C7+
Beira de praia
                   E7+   C7+
Não faz mal que se veje
                Am7
Se o caminho da gente
F7+   F7    Em7/9    A7/9
Vai     pro mar
Em7   A7/9             Em7    A7/9
Hei, ô! tanta praia deixando
              Em
Sem saber até quando eu vou
Em/D
Quando eu vou
C7/9             B7(9/4) F7+
Quando eu vou voltar
E7+   C7+                E7+    C7+
Hei, ô! vou pra terra distante
                     Am7
Não tem mar que me espante
F7+   F7    Em7/9   A7/9
Não     tem não
B7+    D#m/A#
Anda
                 G#m7   C#7(9/4)
Vem comigo que é tempo
      C#7/9-        F#m7
Vem depressa que eu tenho
      B7/9-
Braço forte
         E7+    C7+
E o rumo certo
                 F#/E    E   C7+
Ah! que o dia tá per.....to
Que é preciso ir embora
Cm7   F7/9      Bb7+
Ah!       vem comigo
D#7/9   D7+    Bb7+
Nesse veleiro
                    D7+     Bb7+
: Tá na hora e no tempo
               D7+     Bb7+
Vamo embora no vento :

Corrida de jangada

Jangadeiros – Ilustração de Percy Lau
Jangadeiros – Ilustração de Percy Lau

Corrida de Jangada - Capinan e Edu Lobo - Intérprete: Elis Regina

LP Elis Especial / Título da música: Corrida de Jangada / Capinan (Compositor) / Edu Lobo (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1968 / Nº Álbum: P 765.056 L / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.

Tom: D 

Intro: D
                    Em7
Meu mestre deu a partida
       A7       D
É hora vamos embora
                 Em7  A7
Nos rumos do litoral
         D
Vamos embora
                    Em7
Na volta eu venho ligeiro
A7         D
Vamos embora
             Em7         A7          D
Eu venho primeiro pra tomar seu coração
Em7             A7     D
É hora, é hora vamos embora
  E/G#    A/G    D
Viração virando vai
         Bm7           Am7
Olha o vento,  a embarcação
         G          Gm     D
Minha jangada não é navio não
       D/G         A7
Não é vapor nem avião
      A#/A           B/A
Mas carrega tanto amor
        C/A      Em7  A7  D
Dentro do seu coração
                       A7
Sou seu mestre, meu proeiro
                        D
Sou segundo, sou primeiro
                 Em7         A7        D
Olha reta de chegar, olha a reta de chegar
          Em7         A7      D
Mestre proeiro, segundo, primeiro
           Em7       A7       D
Reta de chegar, reta de chegar
               E/G#
Meu barco é procissão
       A/G               D
Minha terra é minha igreja
         G#m7          C#7        F#m7
O meu rosário no seu corpo vou rezar
        B7           Em7
Minha noiva é meu rosário
          A7        D
No seu corpo vou rezar
   Em     A7      D
É hora, vamos embora.

Vento de maio

Vento de Maio (1979) - Telo Borges e Márcio Borges - Interpretação: Elis Regina - Participação: Lô Borges

LP Elis / Título da música: Vento de Maio / Telo Borges (Compositor) / Márcio Borges (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Lô Borges (Partic.) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1980 / Nº Álbum: 064 422882 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: MPB.


G6
Vento de raio 
                  Eb/F   F7/9  C/D D7/9
rainha de maio estrela cadente
Cm7              Am             Cm7
Chegou de repente o fim da viagem
                F#/G#  F/G       Cm7
Agora já não dá mais pra volar atrás
           Am7              Cm7
Rainha de maio valei o teu pique
              F#/G#   F/G     Cm7
Apenas para chover no meu piquenique
             Am7              Cm7
Assim meu sapato coberto de barro
                 F#/G#  F/G       Dm7
Apenas pra não parar nem voltar atrás
            Am7           Cm7
Rainha de maio valeu a viagem
                  F#/G# (Gm5+/9)
Agora já não dá mais...
 Eb/G      Bb/F     C/E      Cm/Eb   Bb/D    Em5-/7 Gm
Nisso eu escuto no rádio do carro a nossa canção
Eb/G    Bb/F         C/E     Cm/Eb    Bb/D     Em5-/7 Gm
Sol girassol e meus olhos ardendo de tanto cigarro
   Bb      D/F#      C/E                  Cm/Eb
E quase que eu me esqueci que o tempo não pára
     Ab7+  C/D  D7
Nem vai esperar
Eb/G     Bb/F   C/E        Ab7+   D4/7 D7
Vento de maio rainha dos raios de sol
Eb/G       Bb/F    E/E   Cm/Eb  Bb/D       Em5-/7 Gm
Vá no teu pique estrela cadente até nunca mais
 Eb/G     Bb/F        C/E     Cm/Eb
Não te maltrates nem tentes voltar
     Bb/D         Em5-/7 Gm
o que não tem mais vez
      Bb        D/F#    C/E
Nem lembro teu nome nem sei
           Cm/Eb        Ab7+    C/D  D7
Estrela qualquer lá no fundo do mar
 Gm       F/A   Bb         C      D7  Am7 D7/9 Cm7
Vento de maio rainha dos raios de sol
              Am7             Cm7
Rainha de maio valeu o teu pique
              F#/G#    F/G     Cm7
Apenas para chover no meu piquenique
              Am7             Cm7
Assim meu sapato coberto de barro
                F#/G#     F/G    Cm7
Apenas pra não parar nem voltar atrás