quinta-feira, 23 de março de 2006

Ò abre alas

Continuava em moda no primeiro ano do século um repertório herdado de décadas anteriores, não se destacando uma só canção datada de 1901. São composições como As laranjas da Sabina, O gondoleiro do amor, Perdão Emília e uma marcha-rancho intitulada Ò abre alas, composta por Chiquinha Gonzaga em 1899.

Esta despretensiosa marcha dedicada ao cordão Rosa de Ouro, tem todavia importância especial na obra de Chiquinha, pois lhe dá o pioneirismo da produção carnavalesca, antecipando-se em vinte anos à fixação do gênero. De acordo com Almirante, "Ò abre alas" foi a composição preferida dos foliões de 1901 e dos anos seguintes, até 1910 pelo menos.

Ò Abre Alas (marcha-rancho, 1901) - Chiquinha Gonzaga - Versão de J. Piedade e Jorge Faraj  para o Carnaval de 1939:

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Ó Abre-Alas / Que eu quero passar / Ó Abre-Alas/ Que eu quero passar
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Eu sou da Lira não posso negar / Eu sou da Lira não posso negar
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Ò Abre-Alas que eu quero passar / Ó Abre-Alas que eu quero passar
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Rosa de Ouro é quem vai ganhar / Rosa de Ouro é quem vai ganhar

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