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Destaques de Setembro/2006

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Jackson do Pandeiro
22/09/06 - Jackson do Pandeiro - Cantava no interior da Paraíba desde sua adolescência e fez algumas duplas antes de sagrar-se como artista solo. Ainda como Jack do Pandeiro, montou primeiramente uma dupla com Zé Lacerda em Campina Grande. Em 1947, às vésperas de começar a ganhar popularidade nas rádios locais, e de ser rebatizado artisticamente...

Gordurinha
22/09/06 - Gordurinha - Fossem os curiosos tentar adivinhar-lhe o físico pelo apelido e Gordurinha seria até hoje mais um enigma na história da música popular brasileira. Magro na juventude, Waldeck Artur de Macedo, nascido no bairro da Saúde, em Salvador, no dia 10 de agosto de 1922, ganhou seu apelido em 1938, quando já...


João Pacífico
19/09/06 - João Pacífico - Naquela época, esse neto de escravos que havia nascido numa fazenda perto de Cordeirópolis, cursado o grupo escolar em Limeira, jamais pensaria um dia virar cidadão paulistano, receber discos de ouro e compôr mais de 1.200 músicas, além de ser um dos maiores compositores da música sertaneja do Brasil...

Blitz anos 80
18/09/06 - Blitz - Septeto que traçou os caminhos do rock brasileiro nos anos 80, foi formado no Rio de Janeiro em 1980. Em 1982 sai o primeiro compacto, Você Não Soube Me Amar, um sucesso estrondoso, logo seguido pelo LP As Aventuras da Blitz. Com um rock leve, letras bem-humoradas e performance teatral no palco, a Blitz tocou no Rock In Rio de 1985...

Roupa Nova
16/09/06 - Roupa Nova - Grupo carioca especializado em poprock comercial e sofisticado; além de seus próprios discos, o grupo também fez o acompanhamento em gravações pop-rock de Gal Costa, Zizi Possi, Milton Nascimento e outros. Seus integrantes iniciais eram Cleberson Horsth Vieira de Gouveia Manhumirim MG 1950—), nos teclados e vocal...

Elvira Pagã
14/09/06 - Elvira Pagã, seguiu carreira como vedete em teatros de revista na década de 50, tornando-se um dos mitos sexuais do Rio de Janeiro. Foi das primeiras brasileiras a explorar o impacto do nudismo, nos anos 50 e 60, disputando com Luz del Fuego o espaço nos noticiários da época. Com seu corpo perfeito para os padrões da época...


Elisa Coelho
13/09/06 - Elisa Coelho, a cantora predileta de Ary Barroso. Em 1931, Ary Barroso convidou-a para gravar seu samba-canção No Rancho Fundo. Essa gravação, realizada nos estúdios da RCA Victor com o próprio Ary Barroso ao piano e Rogério Guimarães no violão. Apresentou-se no Cassino da Urca, onde, em 1939, ensinou Josephine Baker a cantar em português o samba...

Dilermando Reis
13/09/06 - Dilermando Reis, instrumentista e compositor, nasceu em Guaratinguetá/SP em 22/9/1916 e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 2/1/1977. Estudou violão inicialmente com o pai, o violonista Francisco Reis. Em 1933, após assistir a um recital do violonista cego Levino da Conceição, que se apresentava em Guaratinguetá, entusiasmou-se e passou a acompanhá-lo...

Festa da Penha
12/09/06 - A Festa da Penha - O grande pólo agregador dos sambistas era a Festa da Penha, organizada no Rio de Janeiro pela comunidade portuguesa para comemorar o dia da Natividade de Nossa Senhora. Mantinha seu caráter religioso, com missas e pagamentos de promessas católicos, mas aos poucos cerimônias do candomblé foram sendo introduzidas e os sambistas...

Tim Maia
07/09/06 - Tim Maia em 1970 gravou seu primeiro LP, Tim Maia, na Polygram, que permaneceu em primeiro lugar no Rio de Janeiro por 24 semanas. Os principais sucessos desse disco foram Coroné Antônio Bento (Luís Wanderley e João do Vale), Primavera (Cassiano) e Azul da cor do mar. Nos três anos seguintes, pela mesma gravadora, lançou os discos Tim Maia volume II...

Cauby Peixoto
06/09/06 - Cauby Peixoto (Caubi Peixoto Barros), cantor, nasceu em Niterói-RJ, na Rua Joaquim Norberto, bairro de Fonseca, em 10/2/1934. De família de artistas populares, o pai, conhecido por Cadete, tocava violão, a mãe tocava bandolim, o tio, Nonô (Romualdo Peixoto) era pianista e homem de rádio, o primo Ciro Monteiro foi cantor e compositor famoso, os irmãos Moacir ...

Nonô
06/09/06 - Nonô (Romualdo Peixoto), pianista e compositor, nasceu em Niterói/RJ em 7/2/1901 e faleceu em 13/11/1954. Sem nunca haver estudado música, aos nove anos já se apresentava em um clube, tocando piano. Tio do sambista Ciro Monteiro, do pianista Moacir Peixoto, do trompetista Araquém Peixoto e do cantor Cauby Peixoto, em 1929...

PRK-30
06/09/06 - PRK-30: A irreverência no ar - O rádio brasileiro nunca mais foi o mesmo depois do dia 19 de outubro de 1944, data de estréia da PRK-30, o maior programa de humor no rádio da história do País, apresentado por Lauro Borges e Castro Barbosa. Lauro e Castro faziam as vozes de mais de 25 personagens, sendo os principais Otelo Trigueiro...

Ney Matogrosso
05/09/06 - Ney Matogrosso, pode ser considerado o maior representante hoje em dia da "antiga MPB" tem uma das vozes mais lindas do Brasil. Em 1984, numa iniciativa pioneira, alugou a lona do Circo Tihany e fez o espetáculo Destino de aventureiro, que ficou 5 meses em cartaz no Rio de Janeiro e depois correu o Brasil. Gravou pela Barclay o LP homônimo...

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A Festa da Penha

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Festa da Penha 2
Festa da Penha, 1912: Em primeiro plano, de pé, da esquerda para a direita, João Pernambuco, de chapéu branco, segurando o violão, Patrício Teixeira, de terno branco, Pixinguinha, com a flauta, e Caninha, com o cavaquinho.

O grande pólo agregador dos sambistas era a Festa da Penha, organizada no Rio de Janeiro pela comunidade portuguesa para comemorar o dia da Natividade de Nossa Senhora, no fim do século XVIII e que acabou apropriada pelos baianos e sambistas cariocas.
Mantinha seu caráter religioso, com missas e pagamentos de promessas católicos, mas aos poucos cerimônias do candomblé foram sendo introduzidas e os sambistas faziam das barracas das “tias” baianas seus pontos de encontro. Ali, comiam bem, ouviam o canto das mulheres que cozinhavam, e os malandros jogavam capoeira, armavam suas rodas de samba em meio a generosas doses de aguardente. O que levantava a temperatura e, muitas vezes, acabava em conflito, com intervenção violenta da polícia, sempre à procura de motivo para reprimir samba e sambistas.
Com o tempo, músicos e grupos profissionais passam a freqüentar a Festa, e concursos musicais com prêmios são organizados. Os fins de semana de outubro são quase tão animados quanto o Carnaval e tornam-se uma prévia dele, pois na Penha os compositores lançavam seus novos trabalhos, numa espécie de vitrine, para o grande festejo de fevereiro.
Tia Ciata era uma das mais famosas freqüentadoras da Festa, onde armou sua barraca até morrer em 1924. O final da década de 20 marcou os últimos anos de prestígio do grande evento musical, um dos principais do início do século.
José Luiz de Moraes, o Caninha, compositor conhecido no começo do século, era um dos que frequëntava a Festa da Penha e lançava aí suas novas criações. Em 1922, disputando com Sinhô (que inscrevera Não É Assim), ganha o concurso com Me Sinto Mal, que ele chamava de “marcha ragtime” e que já na época garantia: “Quando chega o Carnaval/Ninguém lembra da carestia/Vamos todos para a Avenida/Caímos na folia”. Sinhô, o Rei do Samba, que não admitia derrotas, saiu furioso. O júri precisou de proteção policial.
“Naquele tempo não tinha rádio, a gente ia lançar música na Festa da Penha, a gente ficava tranqüilo quando a música era divulgada lá, que aí estava bem, que era o grande centro. Eu fiquei conhecido a partir da Festa da Penha.” (Heitor dos Prazeres).
Um samba que faz referencia ao evento denomina-se Festa da Penha, criado entre 1937 e 1940 e gravado pela primeira vez em 1958. Esse samba de Cartola e Asobert fala da famosa festa realizada no Rio de Janeiro, onde o devoto busca um terno para ir à festa fazer suas orações e pedidos:

“Uma camisa e um terno usado / Alguém me empresta /
Hoje é domingo / E eu preciso ir à festa / Não brincarei /
Quero fazer uma oração / Pedir à santa padroeira proteção
Levarei dinheiro para comprar / Velas de cera /
Quero levar flores / Para a santa padroeira / Só não subirei /
A escadaria ajoelhado / Pra não estragar / O terno que tenho emprestado”.
Fontes: História do Samba - Editora Globo e 12-bar Posting.

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A Festa da Penha 2

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Festa da Penha

A Festa da Penha - Por Melo Moraes Filho

Na obscuridade mais densa os tempos coloniais aninha-se a fundação da primitiva ermida de Nossa Senhora da Penha, que, da altura de seus trezentos e sessenta e cinco degraus, talhados no granito, dominava parte da baía do Rio de Janeiro, da cidade e dos subúrbios.
Posteriormente reedificada, mas não fundada, como pretendem alguns cronistas, pelo padre Miguel de Araújo, esse templo tem passado por modificações diversas, sendo todavia respeitados os símbolos religiosos, que nos permitem corrigir a história cotejando a lenda.
Por menos indagador que seja o peregrino ou devoto que transpuser o limiar daquela igreja, há de forçosamente, erguendo o olhar ao altar-mor, impressionar-se à vista de uma grande cobra e de um lagarto esculpidos, que, acima do nicho da excelsa padroeira, destacam-se no muro alvo da capela, com um colorido de bronze e um relevo natural.
E isso nos aconteceu, o que conduziu-nos a pesquisas diretas, interrogando a antigos habitantes do lugar sobre aquela estranha reprodução da arte. O mais velho dentre eles, por antonomásia João Cangulo, homem de oitenta anos presumíveis, ali nascido e criado, referiu-nos o que de seus pais ouviu a respeito, prestando apoio às suas palavras não só um negro de barbas e cabelos brancos com quem estava, porém outras pessoas da redondeza.
E assim recolhemos da tradição oral a lenda da fundação da ermida de Nossa Senhora da Penha, que se resume numa história simples e selvagem, de perfeito acordo com o cenário bárbaro que nos cercava e com os animais bizarros que figurou o artista.
Eis a lenda:Em tempos que lá vão distantes, ousado caçador que batia aquelas matas, em busca de caça, foi surpreendido por uma cobra gigantesca, que, roncando feroz e desenrolando-se no espaço, ameaçava devorá-lo; tomado de espanto, lívido de terror, arrepiam-se-lhe os cabelos, suor viscoso poreja-lhe à fronte, a arma lhe cai, e ele, dobrando o joelho na terra, erguendo as mãos súplices ao céu, exclama num brado saído d’alma:- Valha-me, Nossa Senhora da Penha!
No mesmo instante um lagarto indolente, que aquecia ao sol a cabeça chata, salta de uma pedra, e açoutando com a cauda de ferro o réptil medonho, o afugenta, deixando livre do perigo o infeliz para quem a morte seria inevitável.
Desperto como de um pesadelo, reconhecendo que fora salvo por estupendo milagre, o caçador erigiu na crista do rochedo a ermida votiva de Nossa Senhora da Penha, vindo todos os anos em contrita romaria oferecer à sagrada imagem o tributo de suas dádivas e o eco de seus louvores.
Nas romarias da Penha o elemento predominante foi sempre o português. Desde o período colonial até hoje, a tradição tem sido mantida como uma recordação das festas congêneres da antiga metrópole, notando-se porém que os foliões aqui eram na generalidade filhos do continente.
A essas peregrinações anuais concorria apenas uma certa classe de portugueses incultos, de homens e mulheres destinados a trabalhos rudes, o que não impedia de ser a festa popular da mais útil e opulenta das nossas colônias.
Os brasileiros da localidade ou de pontos mais afastados associavam-se em parte aos folguedos, contribuíam para o culto, formando-se muitas vezes grupos em separado no arraial – já de portugueses entre si, já de nacionais.
O que cumpre acentuar é que a iniciativa, o aparato, o entusiasmo, a verdadeira característica (e por isso tem durado), não nos pertenciam. A romaria da Penha era estrepitosa e alegre. Basta especificar a classe que fornecia os romeiros do primeiro plano para compreender-se que as profanações e os desvios não marcavam as intenções religiosas, que ficavam intactas.
A festa e a peregrinação tinham seus preâmbulos, seus comemorativos, dando margem a estabelecerem-se semelhanças com as nossas ou palpitantes diferenciações. Com os repiques das novenas anunciavam-se os preparativos.
Antes mesmo, viam-se pelo mato lenhadores que, por mando dos festeiros, cortavam longas varas, despiam-lhes as folhas, aparelhavam para o fabrico das tendas e barracas, paus de bandeira e galhardetes, habituais aos festejos.
De nove dias com antecedência, porém, era que tudo se dispunha, se aprontava com a urgência precisa e o capricho reclamado pela pomposa romaria, cuja fama tradicional aumentava-lhe a influência. Como por encanto o pitoresco arraial transformava-se; o garrido templo enfeitava-se com esplendor; era lavado em toda a sua extensão para realizarem-se promessas; e as casas dos romeiros, à esquerda da escadaria de pedra, começavam a receber trastes e objetos dos alugadores múltiplos, que obtinham as chaves por valiosos empenhos.
Na sacristia da formosa igreja o sacristão andava numa roda viva. Corria daqui para acolá, já atendendo aos portadores de promessas, já colocando em seus devidos lugares os milagres de cera, de ouro e de prata, as velas e painéis votivos que a gente da redondeza trazia nas vésperas do dia solene.
No arraial, de sol a sol, trabalhava-se sem tréguas, sem descanso. As barracas de comidas e bebidas como que brotavam da terra, surgiam umas após outras, debaixo das copadas mangueiras do terreiro e ao longo da estrada. Adornadas de bambinelas cobertas de aniagem, enfeitadas de folhas verdes, do teto balançavam escolhidas amostras dos gêneros em que negociavam, estendendo-se ao alto da estrada vistosos dísticos, que serviam de reclame ao povo miúdo.
De vez em quando, um molecote ou um preto velho, guiando um carro-de-bois, crescia na estrada, vindo trazer às barracas vinhos e comestíveis, magníficas frutas, ocupando o lugar de honra as saborosas melancias, abundantíssimas na localidade. Bandeiras troféus, galhardetes, escudos de papelão pintado, porta-girândolas, arandelas e copinhos de cores contornando as árvores, era o que se via com profusão pasmosa, dando ao espetáculo um aspecto magnífico e sem igual nas demais festas.
À missa do domingo que precedia a romaria, homens, mulheres e crianças, cheios de fé, subiam de joelhos a escada estreita aspérrima da Penha, cumprindo sagrados votos feitos à miraculosa Virgem nas horas aflitas da moléstia, do perigo e do infortúnio.
Era belo ver-se a piedade daqueles tempos; comovia até às lágrimas aquela procissão de escravos e senhores, de deformados e infelizes, cada um com sua oferenda, povoando por longos dias os degraus de pedra que conduziam à casa de Deus, indo render graças à Senhora da Penha, porque lhes trouxera a serenidade nos sofrimentos e o remédio a seus males.
Eram tantos os que deixavam uma lembrança palpável de seu extraordinário poder!... Quantos quadros representando curas milagrosas, navios escapos ao naufrágio e centenas de outros prodígios lá estão para atestar que a ciência humana não vale uma sombra de confiança na misericórdia divina!...A igreja conservava-se aberta dias inteiros, ao passo que outros preparativos para a romaria executavam-se na cidade e nas povoações circunvizinhas ou remotas.
Unido ao espírito altamente religioso, o elemento popular estava em cena do modo mais franco e significativo. Em Inhaúma, na Pavuna, em Irajá, em Meriti, em Campo Grande, na Ilha do Governador, etc., os fazendeiros e suas famílias, os pequenos lavradores e os escravos suspiravam pela função.
Os pescadores amarravam à praia as suas canoas e faluas; os lanchões e os barcos a vapor achavam-se designados e os lindos cavalos de sela, ferrados e tratados, aguardavam o momento da viagem à Penha.
Com uma abóbada de esteiras novas os carros-de-bois descansavam nos terreiros o varal e a canga; e os moleques e meninos brincavam ensaiando-se para a jornada. Na cidade, as vilas e cortiços andavam numa dobadoura. As Marias e os Manéis esqueciam-se das tinas de roupa e das carroças, tirando das arcas as arrecadas de ouro, que escovavam, e os uniformes brancos, que estendiam sobre cadeiras ou penduravam nas cordas para arejar.
Desde à véspera o movimento local fazia-se notar. Chegavam à Penha famílias da roça, as casas dos romeiros estavam repletas, os foguetes estouravam de instante a instante, e à noite a igrejinha embandeirada, iluminados a fachada e o gradil do mirante circular, avultava à léguas, refletindo na calva da rocha borboletas de luz, pousadas ou alígeras.
No almejado dia, logo ao amanhecer, em Maria Angu e Fazenda Grande, especialmente, desembarcavam inúmeras pessoas da cidade, turbilhões de roceiros tafulos, gente enfim para assistir à festa, trazer promessas, divertir-se. Da varanda aérea do templo o mais belo panorama desdobrava-se às vistas do espectador maravilhado, pois a variedade das cenas não tinha termo, cada qual mais original e interessante.
No mar as canoas e embarcações ligeiras desfloravam garbosas as ondas tranqüilas; os remos espelhavam ao sol rompendo d’água; os vivas e a foguetaria feriam o éter sonoro de cantigas; e os lenços brancos agitavam-se de uma para outra banda, ao alarido dos romeiros que saltavam em terra.
Nas estradas de rodagem, na rede dos caminhos, carros-de-bois rangiam, conduzindo famílias; lustrosas cavalgadas trotavam largo; caminheiros sem conta marchavam fatigados suarentos e empoeirados.No Pedregulho e nas ruas mais próximas à passagem obrigada aos sítios da Penha, só se viam espectadores atentos ao desfilar dos romeiros, especialmente da portuguesada festiva que seguia da corte em carruagens enfeitadas, em carroções e andorinhas tiradas a duas parelhas, em cavalos magros e de aluguel.
- Viva a Penha!...Viva a Penha!...Eram as vozes que enchiam desde às nove horas as ruas da cidade, ao desconcerto de uma música importuna e continuada, ou à cadência de rabecas, violas e pandeiros acompanhando trovas populares.
Nisso aparecia uma andorinha a galope, guarnecida de apanhados de fazenda de cores, verdejante de folhagens, com os animais enfeitados de rosas de pano na cabeçada, conduzindo foliões de ambos os sexos, vestidos de branco, de chapéu de palha desabado e flamejante de fitas.
Os rapazes ostentavam a tiracolo enorme e pesado chifre chapeado de prata e cheio de vinho; no braço enfeitavam as clássicas roscas da romagem, secundados pelas rechonchudas e afogueadas Marias Rosas, que, adiantando-se, pendidas para fora, arrebatadas pela velocidade e juntando as mãos à boca, gritavam: - Viva a Penha!
E os foliões, de pé, agitando os braços, crescendo de todo o corpo, respondiam no mesmo diapasão: - Viva a Penha!Mais de espaço, um, dois, três, muitos outros carros, aqui e além, partiam na mesma direção, molhando o Sor Zé ou o Sor Antônio a palavra vibrante com um gole da boa pinga, e as suas companheiras igualmente.
Em meio da excursão o entusiasmo atingia a seu auge, e o fadinho ou a caninha verde faziam-se ouvir, quebrando a monotonia da romagem. E a rabeca e a viola, tangidas por mãos afeitas, davam o tom a descantes pátrios, sempre bonitos, apesar de incultos.
"Ó minha canina berde,
Ó meu santo de padrão,
Por amor de uma menina
Fui cair no alçapão.

Cana berde salteada,
Salteada é mais bonita,
Pra cantar a cana berde
Não se quer folhos de chita.

Fui-me ao Porto, fui-me ao Minho,
De caminho para Braga,
Dizei-me, minha menina,
Que quereis qu’eu de lá traga."
Dos cercados as moças davam gostosas risadas, cochichavam, comentavam as toilettes; os meninos e os moleques atiravam olhares cobiçosos para as roscas, enquanto os patuscos, levantando a perna, galhofando, declamando, emborcavam os chifres que voltavam enxutos.
Solitário em seu pangaré, escanchado, apegando-se com freqüência ao Santo Antônio do selim, de quando em quando um romeiro atravessava a cena, com o mesmo vestuário e acessórios. Pacato e despretensioso, as suas aspirações eram unicamente apercebidas pelos "vivas à Penha", que soltava raros, aos solavancos do cavalo tardo e desobediente. A romaria era esplêndida...
Pelas duas horas da tarde, a festa estava em meio; os ranchos acampados nas ondulações vastas, à sombra das mangueiras. Encostados às vendas e às barracas, foliões que apeavam das andorinhas e muitos dos que lá se achavam, preludiavam as suas toadas, suas danças nacionais, pulando logo após no caminho. E a cana-verde, a chama-rita, o fadinho, o vai-de-roda ferviam sapateados, não sendo dispensados os desafios graciosos e brejeiros.
O mulherio saracoteava, batia palmas a compasso, pinoteava com seus pares, alguns dos quais, um tanto chumbados, esfregavam as primas da viola, davam breu nas cordas da rabeca, palheteavam os cavaquinhos, recomeçando trovas e dançados, emendando a roda:

"Chama-rita de meu peito,
Quem quer bem tem outro jeito..."
Os comes e bebes em esteiras desdobrados sob os arvoredos, na relva e nas barracas, as saúdes amistosas trocadas nos círculos de famílias e peregrinos que se divertiam de modo mais calmo, difundiam-se pelo acampamento em regozijo, prolongando-se até mais tarde.
Os carros tirados por juntas de bois avançavam nas estradas trazendo festivos matutos. As crioulas baianas sambavam debaixo das mangueiras aromáticas e embandeiradas dos panos-da-costa que suspendiam aos galhos, e os veículos de toda a espécie sulcavam as trilhas com os impagáveis e entusiásticos protagonistas da jornada da Penha.
Finda a cerimônia religiosa da manhã, principiava a debandada. Os acampamentos levantavam-se progressivamente, e, pela tarde adiante, as andorinhas, os carros enfeitados e os cavaleiros caricatos faziam sua entrada na cidade, entre "vivas" e incrível alvoroço.
Cada romeiro empunhava o seu registo de Nossa Senhora da Penha, ostentando uma verônica pregada no peito de casaco branco. No Arraial da Penha, por ocasião do Te-Deum, a nossa gente cantava ao largo as suas tiranas.
Trovadores dos sertões do Norte achavam-se naquelas paragens, muitos deles mulatos e crioulos escravos. Aqui, era uma quadrinha improvisada à viola e alentada de ciúme:

"Eu tomara me encontrá,
Com Manué Passarinho!...
Que quero cortar-lhe as asas,
Tocar-lhe fogo no ninho..."
Mais longe, uma despedida, um debruçar d’alma no passado, um verso plangente e dolorido:

"Vou-me embora, vou-me embora,
Como se foi a baleia,
Levo penas de dexá
Marocas na terra aeia"
E lá para as bandas de São Cristóvão, montado num burro de carroça, estafado e manco, zabumbando-lhe com os calcanhares na barriga, sumindo-se na treva, o último Abencerrage, arrancando de dentro um – viva à Penha! – mastigava para distrair-se quadrinha simples e expressiva:
"Dizes que viva Lamego,
Viva também Lameguinho,
E viva a terra do Porto
Onde se bebe o bom vinho."
Às cusparadas de fogo da locomotiva, a clássica romaria da Penha tem perdido parte de seu caráter devoto e de sua antiga influência. Entretanto muitíssimos são ainda os romeiros que afrontam mesmo a pé, léguas e léguas de distância, no arriscado das matas, fiéis à tradição.
Como romaria popular é a única que ainda se conserva no Rio de Janeiro. Representa no ideal o tipo de certos costumes coloniais, modificados nas províncias, outrora, quando o nativismo era uma virtude e este país o Brasil.
Fontes: MORAES FILHO, Melo - Festas e tradições populares do Brasil.

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Canário do reino

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Tim Maia

Canário do reino - Carvalho e Zapata
Introd.:  E    A  

F# E
Não precisa de dinheiro pra se ouvir meu canto
D E
Eu sou canário do reino, e canto em qualquer lugar
F# E
Não precisa de dinheiro pra se ouvir meu canto
D E
Eu sou canário do reino, e canto em qualquer lugar

A E
Em qualquer rua de qualquer cidade
A E
Em qualquer praça de qualquer país
A
Levo o meu canto puro e verdadeiro
F# B7 E
Eu quero que o mundo inteiro se sinta feliz

A E
Em qualquer rua de qualquer cidade
A E
Em qualquer praça de qualquer país
A
Levo o meu canto puro e verdadeiro
F# B7 E
Eu quero que o mundo inteiro se sinta feliz

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Essa tal felicidade

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Tim Maia
Tom: C7+
C7+               Am                       Em
Já rodei todo esse mundo procurando encontrar
F7+ Dm G7 C7+ G/A F/G
Um amor, um bem profundo que eu pudesse realizar
C7+ Am Em
Os meus sonhos de criança, como todo mundo faz
F7+ Dm G7 C7+ Bb/C
De formar uma família como era dos meus pais
F7+               Bb/C              C7+  Bb/C
Mas o tempo foi passando e a coisa mudou
F7+ Bb/C C7+ Bb/C
Solidão foi se chegando e se acostumou
F7+ Bb/C C7+ Bb/C
Essa tal felicidade, hei de encontrar
Em                                                 F/G
Mesmo se eu tiver que aguardar, se eu tiver que esperar
C7+ Am Em
De uma coisa eu não desisto, sou fiel não abro mão
F7+ Dm G7 C7+ G/A F/G
De ter filhos, ter amigos, companheira e irmãos
C7+ Am Em
Se essa vida é bonita, ela é feita pra sonhar
F7+ Dm G7 C7+ Bb/C
Mais aumento o meu desejo de afinal te encontrar
F7+ Bb/C C7+ Bb/C
Mas o que eu não me acostumo é com a solidão
F7+ Bb/C C7+ Bb/C
Um pedaço do seu beijo ou seu coração
F7+ Bb/C C7+ Bb/C
Isso já me fortalece me faz delirar
Em F/G
Mesmo se eu tiver que escolher se eu tiver que esperar

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Amigo verdadeiro

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Tim Maia
Tom: A7+
               A7+         Bm       Bm/A
Hei de estar aqui se a saudade lhe doer
F#m D
Ou a sorte lhe faltar, eu hei de estar
A7+ Bm Bm/A
Hei de estar aqui, te rever com alegria
F#m D
E emoção eu hei de estar
F#m C#m7
E sempre haverá em minha vida um lugar
Bm Bm/A D E7
Pra você, gente de casa, amigo do coração
A7+ Bm Bm/A
hei de estar aqui na alegria ou na tristeza
F#m D
Tanto faz, eu hei de estar
A7+ Bm Bm/A
Hei de estar aqui só pra ver a tua estrela
F#m D
Iluminar o céu, eu hei de estar
F#m C#m
Você vai conseguir, logo chega lá
Bm D
E assim amigo velho a vida continua
D C#m
Vai ar pé, boa sorte companheiro
Bm A7+
É difícil encontrar um amigo verdadeiro
Dm G7 C
Muita luz, muita paz o teu caminho
Am Dm G7 A5+/7
Mesmo longe, estou contigo, não te deixarei sozinho
D C#m
Vai dar pé, boa sorte companheiro
Bm A7+
É difícil encontrar um amigo verdadeiro
Dm G7 C
Muita luz, muita paz no teu caminho
Am Dm G7 A5+/7
Mesmo longe estou contigo, não te deixarei sozinho

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Velho camarada

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Tim Maia
Tom: G
Intro: F7+ Em7 Eb7+ Cm7 Am7 C/D D5+
G7+                    F/G
Como vai meu velho camarada
C7+ Bm7 C/D
Quanto tempo que eu não vejo mais você
G7+ F/G
Conte sua vida e como vai a sua amada
C7+ Bm7
Que notícias você tem prá me dizer
Am7 C/D
Prá me dizer, prá me dizer
G7+                      F/G
Olha meu amigo eu vou te contar
C7+ Bm7 C/D
Estou tão triste, me perdoa se eu chorar
G7+ F/G
Quem eu tanto amava agora não está mais comigo
C7+ Bm7 Em7
Só Deus sabe onde ela andará
  Cm                     Em7
E eu te digo, não sei o motivo
Cm Em7 D/E E7/9-
Só sei que ela acabou comigo
Am7 Bm7
Mas não ligue ela vai voltar (será que vai voltar?)
Am7 Bm7
Mas não ligue ela vai voltar (será que vai voltar?)
Am7 Bm7
Mas não ligue ela vai voltar (será que vai voltar?)

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Vale tudo

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Vale tudo (1983) - Tim Maia
Tom:B

Intro: B A (B)



B A (B)
Vale, vale tudo
B A (B)
Vale, vale tudo
G#m7 Ebm7 G#m7 Ebm7
Vale o que vier, vale o que quiser
C#m7 Ebm7
Só não vale dançar homem com homem
C#m7 F#7
Nem, mulher com mulher, o resto vale

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Telefone

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Tim Maia
Tom: D7+


( D7+ Bm Em A4/7 )
- Alô
- Alô
- Quem fala ?
- Sou eu, amor. Você não se lembra mais da minha voz ?
- Mas essa hora da manhã ?
- Ah, eu queria tanto te ver
- Às quatro horas da manhã ?
- Ah, eu não consigo dormir, eu preciso te ver


D7+ Em
Eu bem que te avisei, pra não levar a sério
Bm B7
O nosso caso de amor,
Em A4/7
eu sempre fui sincero e você sabe muito bem
D7+ Em
Eu bem que te avisei pra não levar a sério
Bm B7
O nosso caso de amor,
Em A4/7
eu sempre fui sincero e você sabe muito bem
D7+ Em
Eu não te prometi nada
Bm B7
Não venha me cobrar por esse amor
Em G7+
Pois esse sentimento eu não tenho pra te dar


C7+ G7+ C7+ G7+ E7/9-
Sinto muito em te dizer, vê se tenta esquecer
C7+ G7+ E7/9- Am
Os momentos que passamos que juntinhos nos amamos
D7 G7+ E7/9-
Leve um beijo e adeus
D7 G7+ E7/9- A4/7 D7+
Leve um beijo e adeus

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Pudera

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Tim Maia
Tom: A7+


A7+ D/E A7+
Pudera, te encontrar aqui, pudera,
D/E F#m7 C#m7
este lugar marcou demais em mim
D7+ D/E
Ficou pra nós dois
A7+ D/F# A7+ D/E F#m7
Sabia, que ia ver você um dia pra recordar as sensações
C#m7 D7+ G#m7 C#7/9- F#m7
Sentir o que ficou
G/A A7 D7+
Eu só queria te encontrar, te dar um beijo
E/G# A7+ D/E Bm7
E terminar com a solidão, com a solidão


C#m7 Bm7 C#m7 D7+ C#m7
Quero te dizer ..... Te amo
Bm7 C#m7 D7+ C#m7 Bm7 D/E A7+
Tenho minha vida em tuas mãos
Bm7 C#m7 Bm7 C#m7 D7+ C#m7 Bm7
Vamos reviver......... um sonho
C#m7 D7+ C#m7 Bm7 D/E A7+
Nosso amor e nossas emoções

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Pede a ela

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Tim Maia
Introdução: Em7  F#m7  B4/7   Em7  A7 

D F#m B7
Pede a ela pra ligar pra mim
Em A7 D A7
diz a ela que apesar de tudo eu não mudei
D F#m B7
Um milhão de vezes eu liguei
Em A7 D A7
e ela manda responder que não está
D F#m B7
diz a ela que me viu chorar
Em A7 D A7
você pode usar o argumento que quiser
D F#m B7
tenta tudo aquilo que puder

Em A7 D D7
Pede a ela pra voltar pra mim
G A F#m Bm
Diz que eu agora ando solitário sem amor
Em A
que você só procurou por ela
Am D
porque viu a minha dor
G A F#m Bm
diz a ela que eu estou sozinho e vou sofrer
Em A7 Em A7
meu orgulho ja se acabou minha vida se modificou
D Am D7
não dá pra segurar

G A F#m B7
Pede a ela pra ligar pra mim
Em A D Am D7
a saudade tá batendo tá ruim
G A F#m B7
Pede a ela pra ligar pra mim
Em A7 D A7
já não posso mais viver assim
D F#m B7
diz a ela que me viu chorar
Em A7 D A7
você pode usar o argumento que quiser
D F#m B7
tenta tudo aquilo que puder

Em A7 D Am D7
Pede a ela pra voltar pra mim
G A7 F#m Bm
Diz que eu agora ando solitário sem amor
Em A7
que você só procurou por ela
Am D
porque viu a minha dor
G A7 F#m Bm
diz a ela que eu estou sozinho e vou sofrer
Em A7 Em A7
meu orgulho ja se acabou minha vida se modificou
D Am D7
não dá pra segurar

G A F#m B7
Pede a ela pra ligar pra mim
Em A D Am D7
a saudade tá batendo tá ruim
G A F#m B7
Pede a ela pra ligar pra mim
Em A7 D
já não posso mais viver assim

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Paixão antiga

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Tim Maia
Tom: Am7


C7 Am7 Dm Am7 Dm
Paixão antiga sempre mexe com a gente
Bb7+ Eb7+ C7
é tão difícil esquecer
Am7 Dm Am7
Basta um encontro por acaso
Dm Bb7+ Eb7+ C4/7
e pronto começa tudo outra vez
F Bbm7 Eb7/9 Ab7+
E vendo você o coração parece que vai saltar
Db7+ Gm7/5- C7 F
Pelo meu corpo, saudade em todo lugar
Bbm7 Eb7/9 Ab7+
E eu sem disfarçar te como com meu olhar
Db7+ Gm7/5- C7 F
Foi bom demais, não tinha que acabar
F7 Bb7+ F/C C#o Dm F/Eb Bb7+
Meu bem, quando te vi, tudo voltou e eu compreendi
Gm7 C7
Que te amo, quero, adoro sempre mais
Bb7+ Am Gm7 Dm
Deixa o coração te seduzir, não dá mais pra disfarçar
Gm7 Am Bb7+ G7/B C4/7
Deixa o sentimento decidir, já é hora de voltar

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Tim Maia
Tom: C


C G Am Gm C7 F7+
Não, eu não mudei, só despertei
C Dm G4/7 C7 C
Pra certas coisas que eu não quis acreditar
G Am Gm C7 F7+ F#o G4/7 E4/7 E7
Te magoei, te desprezei, agora sei que fui feliz
Am Dm
Não, eu não podia te perder
G7 Db7+ C7+ Bm7/5- E7
Já fiz de tudo pra você voltar pra mim
Am Dm
Não, tudo é tão triste sem você
G7 C
Não deixe o nosso amor ficar assim

G4/7 C7+ Bm7/5- E7 Am
Onde está você ? Que levou toda verdade
Gm C7 F7+ F#o G4/7
Que só deixou saudade, tirou a minha paz
C7+ Bm7/5- E7 Am
Onde está você ? Que não vê o meu sufoco
Gm C7 F7+
Assim eu fico louco
Em Dm G4/7 C
Bem que eu quis te esquecer mas me envolvi demais

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Tim Maia

O descobridor dos Sete Mares - Michel e Gilson Mendonça
Introdução: (Abm7 Db7)


Abm7 Db7
Uma luz azul me guia
Abm7 Eb7
Com a firmeza e os lampejos do farol
Abm7 Db7
E os recifes lá de cima
Abm7 Db7
Me avisam dos perigos de chegar
Abm7 Db7
Angra dos Reis e Ipanema
Abm7 Db7
Iracema, Itamaracá
Abm7 Db7
Porto Seguro, São Vicente
Abm7 Db7
Braços abertos sempre a esperar


Refrão:

B Abm7
Pois bem cheguei
Db7
Quero ficar bem à vontade
Gb B7 Abm7
Na verdade eu sou assim
Db7
Descobridor dos sete mares
Gb (Abm7 Db7)
Navegar eu quero


Abm7 Db
No mar a luz azul me guia até ...a esperar (refrão)


Abm7 Db7
Uma lua me ilumina
Abm7 Db7
Com a clareza e o brilho do cristal
Abm7 Db7
Transando as cores desta vida
Abm7 Db7
Vou colorindo a alegria de chegar
Abm7 Db7
Boa viagem, Ibatuba
Abm7 Db7
Duas Maria, Leme e Guarujá
Abm7 Db7
Praia Vermelha, Ilhabela
Abm7 Db7
Braços abertos sempre a esperar ...refrão

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Tim Maia
Tom: A


A F#m
Vou pedir pra você voltar
A F#m
Vou pedir pra você ficar
E7 A E E7
Eu te amo, eu te quero bem
A F#m
Vou pedir pra você gostar
A F#m
Vou pedir pra você me amar
Dm E E7
Eu te amo, eu te adoro, meu amor
A7 D E
A semana inteira, fiquei esperando
C#m F#m
Pra te ver sorrindo, pra te ver cantando
Bm E7
Quando a gente ama, não pensa em dinheiro
A A7
Só se quer amar, se quer amar, se quer amar
D E
Do jeito maneira, não quero dinheiro
C#m F#m
Quero amor sincero, isto é o que espero
Bm
Grito ao mundo inteiro,
E7 A E7
não quero dinheiro eu só quero amar
A F#m
Te espero para ver se você vem
A F#m E7
Não te troco nesta vida por ninguém porque eu te amo
A E E7
Eu te quero bem
A F#m
Acontece que na vida a gente tem
A F#m
Ser feliz por ser amado por alguem
Dm E E7
Porque eu te amo, eu te adoro, meu amor

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Me dê motivo

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Tim Maia

Me dê motivo (1983) - Sullivan e Massadas
Tom:Dm

Intro: Dm Gm7


(Dm-Gm7)
É engraçado, ás vezes a gente sente fica pensando
Que está sendo amado, que está amando e que
Encontrou tudo o que a vida poderia oferecer
E em cima disso a gente constrói os nossos sonhos
Os nossos castelos
e cria um mundo de encanto onde tudo é belo
Até que a mulher que a gente ama,
vacila e põe tudo a perder
E põe tudo a perder...


A7 Dm Gm7
Mê de motivo, para ir embora
Bb(C) C7 F7M
Estou vendo a hora de te perder
Em A7 Dm
Mê de motivo, vai ser agora
E7 Em A7
Estou indo embora o que fazer
Dm Gm7
Estou indo embora não faz sentido
Bb(C) C7 F7M
Ficar contigo melhor assim
Em A7 Dm
E é nessa hora que o homem chora
E7 Em A7
A dor é forte demais pra mim


(Dm Gm7)
Já que você quis assim, tudo bem
Cada um pra o seu lado, a vida é assim mesmo
Eu vou procurar e sei que vou encontrar
Alguém melhor que você, espero que seja feliz
No seu novo caminho, ficar contigo
Não faz sentido, melhor assim


Dm Gm7
Mê de motivo, foi jogo sujo
Bb(C) C7 F7M
E agora eu fujo pra não sofrer
Em A7 Dm
Fui teu amigo, te dei o mundo
E7 Em A7
Você foi fundo quis me perder
Dm Gm7
Agora é tarde não tem mais jeito
Bb(C) C7 F7M
O teu defeito não tem perdão
Em A7 Dm
Eu vou a luta, que a vida é curta
E7 Em A7
Não vale a pena sofrer em vão


Gm7
Pode crer você pôs tudo a perder
Dm
Não podia me fazer o que fez
E7 Em A7 Dm
E por mais que voce tente negar, me dê motivo
Gm7
Podes crer eu vou sair por aí
Dm
E mostrar que posso ser bem feliz
E7 Em
Encontrar alguém que saiba me dar
A7 Dm
Me dar motivo
A7 Gm7 Dm Gm7
Me dar motivo

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Leva

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Tim Maia

Leva (1985) - Michael Sullivan e Paulo Massadas
Introdução: G7+ C/D Am G7+ C/D


G7+ Am7 D7/9
Foi bom eu ficar com você o ano inteiro
Am7 D7/9 G7+ C/D
Pode crer foi legal te encontrar foi amor verdadeiro
G7+ Am7 D7/9
É bom acordar com você quando amanhece o dia
Am7 D7/9 G7+ Dm7 G7
Dá vontade de te agradar te trazer alegria
C7+ Db° Gb Bm E7
Tão bom encontrar com você sem ter hora marcada
Am7 D7/9 Dm7 G7
Pra falar de amor baixinho quando é madrugada
C7+ Db° Gb Bm E7
Tão bom é poder despertar em você fantasias
Am7 D7/9 G7+ C/D
Te envolver, te acender, te ligar, te fazer companhia


Refrão:

G7+ :
Leva :
Am7 Bm7 :
O meu som contigo, leva : bis
C7+ G/B Am :
E me faz a tua festa :
C/D G7+ C/D :
Quero ver você feliz :


G7+ Am7 D7/9
É bom quando estou com você numa turma de amigos
Am7 D7/9 G7+ C/D
E depois da canção você fica escutando o que eu digo
G7+ Am7 D7/9
No carro, na rua, no bar estou sempre contigo
Am7 D7/9 G7+ Dm7 G7
Toda vez que você precisar você tem um amigo
C7+ Db° Gb Bm E7
Estou pro que der e vier conte sempre comigo
Am7 D7/9 Dm7 G7
Pela estrada buscando emoções despertando os sentidos
C7+ Db° Gb Bm E7
Com você, primavera, verão, no outono ou no inverno
Am7 D7/9 G7+ C/D
Nosso caso de amor tem sabor de um sonho eterno...refrão

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Tim Maia
Tom: A7M/9
Introdução: A7M/9 E7M/9 Am7/9 D7 G7M


A7M/9 E7M/9
Deixe que eu sinta teu corpo
Am7/9 D7
Que eu beije teu corpo
G7M
Teus lábios de mel
A7M/9 E7M/9
Deixe que eu te abrace agora
Am7/9 D7 G7M
Que a noite lá fora ficou prá depois


F#m7/4 B7/9 E7M/9
Venha ser a companheira esperada
C#m7/9 F#m7/4
Corpos juntos, mãos dadas
B7/9 G7M
Preciso de você
F#m7/4 B7/9 E7M/9
E sinta lá de dentro a vontade
C#m7/9 F#m7/4 A/B E7M/9
Meu olhar é verdade, eu quero só você


A7M/9 E7M/9 Am7/9 D7 G7M
Deixa, deixaaa, uu uu
A7M E7M/9 Am7 D7 G7M
De, deixa.....a, aa aa


A7M/9 E7M/9
Deixe que eu te abrace
Am7/9
Te embale o sono
D7 G7M
Teu corpo no meu
A7M/9 E7M/9
Deixe que eu te desperte
Am7/9 D7
Sussurre baixinho
G7M
E sorrir prá depois dormir


F#m7 B7/9 E7M/9
Venha ser a amada amante te desejo
C#m7/9 F#m7/4
Quero me perder nos teus beijos
B7/9 G7M
Quero hoje te amar
F#m7/4 B7/9 E7M/9
Venha ser a companheira esperada
C#m7/9 F#m7/4 A/B E7M/9
Corpos juntos, mãos dadas, preciso de você


A7M/9 E7M/9 Am7/9 D7 G7M
Deixa, deixaaa, uu uu
A7M E7M/9 Am7 D7 G7M
De, deixa.....a, aa aa

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Eu amo você

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Eu amo você (1970) - Cassiano e Sílvio Rochael
E                A
Toda vez que eu olho
E A
Toda vez que eu chamo
E A C#m7 Bm7
Toda vez que eu penso em lhe dar
E
O meu amor
A
(Pensa que não vai ser possível)
E
O meu coração
A
(Pensa que não vai ser possivel)
E
De lhe encontrar
A
(Pensa que não vai ser possivel)
E
De lhe amar
A
(Pensa que não vai ser possivel)
E
Te conquistar
E A
Eu amo você, menina
E
Eu amo você
A
Juro que amo
E A
Eu te amo, eu te amo...

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Do leme ao Pontal

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Do Leme ao Pontal (1982) - Tim Maia
Tom: C

Intro: C Am7 Dm7 G7/4(9)


C Am7 Dm7 G7/4(9)
Do leme ao Pontal
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Não há nada igual
C Am7
Do leme ao Pontal
Dm7 G7/4(9)
Do leme ao Pontal
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Não há nada igual no mundo
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Do leme ao Pontal
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Não há nada igual
C Am7
Do leme ao Pontal
Dm7 G7/4(9)
Do leme ao Pontal
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Não há nada igual

Sem contar com Calabouço, Flamengo Botafogo
Urca Praia Vermelha
G7/4(9) C Am7 Dm7 G7/4(9)
Do Leme ao Pontal
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Não há nada igual no mundo
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Do leme ao Pontal
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Não há nada igual
C Am7
Do leme ao Pontal
Dm7 G7/4(9)
Do leme ao Pontal
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Não há nada igual
C Am7
Do leme ao Pontal
Dm7 G7/4(9)
Do leme ao Pontal
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Não há nada igual no mundo
C Am7
Do leme ao Pontal
Dm7 G7/4(9)
Do leme ao Pontal
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Não há nada igual
C Am7 Dm7 G7/4(9)
Tomo guaraná suco de cajú, goaiabada para sobremesa...

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Bons momentos

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Tim Maia

Bons momentos (1984) - Marquinhos e Michel
Tom: A7+

Introdução: A7+ D/E A7+ D/E


A7+ G#m5-/7 C#7/11+ C#7
Bons momentos eu passei
F#m7 Em7/9 A7/9-/13
Fui feliz ao lado teu
D7+ C#7 F#m F#m/E
Sabe aquela foto que eu te dei
D7+ C#7 F#m F#m/E
Ficou aqui comigo
F#m7 A/B
Foi tão bom você deixar
Bm7 A/C# D7+ G7+ C7 F7+ Bb7
Faz lembrar as nossas juras de amor
A7+ G#m5-/7 C#7/11+ C#7
Você nunca mais ligou
F#m7 Em7/9 A7/9-/13
Foi tão triste te perder
D7+ C#7 F#m F#m/E
Sabe aquele brilho dos meus olhos
D7+ C#7
Existe até hoje
F#m7 A/B
E é bom você lembrar
Bm7 A/C#
Que ninguém te amou
D7+ D/E A7+ F/G
Com tanta emoção
C7+
Se eu errei
Bm5-/7 E7
Me deixe tentar novamente
Am7 Gm7 C4/7 C7
Eu só quero o teu amor
F F#°
A vida é engraçada
C/G A4/7 A7
Eu sei que amor valeu
C/D F/G
Tá na cara que você
C7+
Não me esqueceu

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Bem vinda

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Tim Maia
Tom: C

Intro: C Am F/G C F G F/G


C C7+
Bem vinda seria
Bb/C F F6
Lamento, não há mais lugar
C C7+
Havia seu canto,
Bb/C F
no entanto você não voltou
C C7+
Meu vício de amar você
Bb/C F F6
não é o mesmo que tomar café
C C7+ Bb/C
Por isso eu vivo muito bem
F F6
com alguém que me quer
Fm
Com alguém que me quer
C C7+
Tudo isso perdido por que?
Bb/C
Me pergunto, entretanto não sei dizer
F
o que houve e por nada você me perdeu
C
Eu que fui seu amigo,
C7+
seu amigo verdadeiro,
Bb/C F F6 Fm C
seu tudo, seu tudo de coração

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Você e eu, eu e você

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Tim Maia
Int.: Am7 D7/9

Am7 D7/9
Você e eu, eu e você
Am7 D7/9
Eu e você, você e eu

Juntinhos
Am7 D7/9
Você e eu, eu e você
Am7 D7/9
Eu e você, você e eu
Am7 D7/9
Juntinhos, sempre lado a lado
Am7 D7/9
Vamos ver o dia amanhecer
Am7 D7/9
Enrolados nesse abraço louco
Am7 D7/9
Nunca mais você vai me esquecer
...
Am7 D7/9
No nosso caso estava previsto
Am7 D7/9
Esse nosso encontro casual
Am7 D7/9
Do encontro eu nem sabia
Am7 D7/9
Que seria assim sensacional
...
Am7 D7/9
Então não percamos tempo
Am7 D7/9
Vamos desta vez nos divertir
Am7 D7/9
Jantar juntos, dançar juntos
Am7 D7/9
E depois então vamos dormir
...

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Você (Tim Maia)

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Você (1971) - Tim Maia
Tom: E

Em
De repente a dor
Em/D
De esperar terminou
Am
E o amor veio enfim

Eu que sempre sonhei
B7 Em F#m5-/7 87
Mas não acreditei muito em mim
Em Em/D
Vi o tempo passar, o invemo chegar
Am
Outra vez

Mas desta vez todo pranto sumiu
F B7
Um encanto surgiu meu amor


E F#m
Vocé é mais do que sei
G#m
É mais que pensei
F#m B7
É mais que esperava, baby
E F#m
Você é algo assim
G#m
É tudo pro mim
F#m B7
É como eu sonhava, baby
E A
Sou feliz agora
E A G#m
Não, não vá embora, não
F#m G#m F#m B7
Não, não, não, não, não, não, não, não
(E A)
Não, nãoo vá embora, não, não vá embora

Vou morrer de saudade, vou morrer de saudade

Vou morrer de saudade...

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Réu confesso

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Réu confesso (1973) - Tim Maia
 C         Bm7
Venho lhe dizer
E7 Am Am7b
Se algo andou errado
F7+ Am7 Dm7 G7
Eu fui o culpado, rogo seu perdão
C Bm7 E7 Am Am7b
Venho lhe seguir, lhe pedir desculpas
F7+ Am7 Dm7 G7
Foi por minha culpa a separação
C Bm7 E7 Am Am7b
Devo admitir que sou réu confesso
F7+ Am7
E por isso eu peço
Dm7 G7
Peço pra voltar
C Bm7 E7 Am Am7b
Longe de você já não sou mais nada
F7+ Am7
Veja, é uma parada
Dm7 G7
Viver sem te ver
C Bm7
Perto de você
E7 Am Am7b
Eu consigo tudo
F7+ Am7
Eu já penso tudo
Dm7 G7
Peço pra voltar

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Primavera (Tim Maia)

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Tim Maia

Primavera (1970) - Cassiano e Sílvio Rochael
Tom: A
Int.: Bm7/E A7+ Bm7/E A7+

A7+ C#m7
Quando o inverno chegar
Bm7 E7/9
Eu quero estar junto a ti
A7+ C#m7
Pode o outono voltar
Bm7 E7/9 A7
Que eu quero estar junto a ti
D7+ D#m5-/7 A7+
E é primavera, te amo
D#m5-/7 A7+ Bm7 Bm7/E
É primavera, te amo meu amor
A7+
Trago esta rosa
E7/9
Para te dar
A7+
Meu amor
Bm7/E
Hoje o céu está tão lindo
A7+
Vai chuva

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O que me importa

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Tim Maia

O que me importa - Cury
C
O que me importa
D7
seu carinho agora
Fm
Se é muito tarde
C
para amar você
C
O que me importa
D7
se você me adora
Fm
Se já não há razão
C
para lhe querer
Gm C7
O que me importa
F
ver você sofrer assim
Fm
Se quando eu lhe quis
C
você nem mesmo soube
Dm Em Dm G7
dar amor
C
O que me importa
D7
ver você chorando
Fm
Se tantas vezes
C
eu chorei também
C
O que me importa
D7
sua voz chamando
Fm
Se pra você jamais
C
eu fui alguém
Gm C7
O que me importa
F
essa tristeza em seu olhar
Fm
Se o meu olhar
C
tem mais tristezas
Dm
pra chorar
Em DM G7
que o seu
C
O que me importa
D7
ver você tão triste
Fm
Se triste fui
C
e você nem ligou
Gm C7
O que me importa
F
o seu carinho agora
C
Se para mim
C Am F G Ab Bb C
a vida terminou

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Nosso adeus

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Tim Maia

Nosso adeus - Beto Cajueiro e Paulo Zadonowski
Intr.: D A/G F#m7 Bm7 C#m7
Dm7 Em7 F7+ Bb7+ A7

D A/G
Esse noso adeus
F#m7 Bm7
Não vai durar, eu sei
F7+ Bb7+
Já faz tanto tempo
A7
Que nós dois nos amamamos
D A/G
Tudo aconteceu
F#m7 Bm7
Inútil de dizer
F7+ Bb7+ Bm7
Só agora eu compreendi
E7 Am7 Bm7
E só me resta esperar
C/D G7+
Quem eu amo
F#m7 A7
Venha logo
C/D G#5-/7
Eu te quero tanto
G7+
Ninguém te ama
F#m7
Como eu sei
G7+ A7
Te amar

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Gostava tanto de você

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No final dos anos cinqüenta havia na Tijuca (bairro do Rio), mais precisamente na rua do Matoso, um grupo de rapazes que adorava rock and roll, a grande novidade musical da época. Desse grupo nasceria o conjunto The Snacks, depois chamado de The Sputniks, ponto de partida para o estrelato dos futuros ídolos Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Tim Maia.

Completavam The Snacks — nome inspirado pelo Snack Bar, local de reunião de lambretistas, em Copacabana — os jovens China, Arlênio e Edson Trindade, autor de “Gostava Tanto de Você”.

Com uma letrinha romântica, bem lugar-comum (“Nem sei por que você se foi / quantas saudades eu Senti / quantas tristezas vou viver / e aquele adeus não pude dar...”), a composição deve muito de seu êxito à feição que lhe imprimiu Tim Maia, tornando-a uma autêntica precursora do chamado samba-funk.

Embora só viesse a ser gravada em 1973, “Gostava Tanto de Você” “é do tempo da turma da rua do Matoso”, assegura Marlene Gomes de Almeida, que conviveu com o grupo e foi a primeira namorada de Tim Maia. De comportamento irreverente como o do amigo Tim, Trindade morreu em 5.2.93 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jaime Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Gostava tanto de você (1973) - Edson Trindade



Tom: D7+

D7+ Em7
Não sei porque você se foi
F#m
Quanta saudade eu senti
Bm
E de tristeza vou viver
D7+
E aquele adeus, não pude dar

Em7
Você marcou na minha vida
F#m
Viveu, morreu na minha história
Bm
Chego a ter medo do futuro
D7+ Em A7
E da solidão que em minha porta bate

D7+ Em A7 D7+
E eu gostava tanto de você
Em A7 D7+
Gostava tanto de você (2x)

D7+ Em7
Eu corro e fujo desta sombra
F#m
Em sonho eu vejo esse passado
Bm
E na parede do meu quarto
D7+
Ainda está o seu retrato

Em7
Nem quero ver prá não lembrar
F#m
Pensei até em me mudar
Bm
Lugar qualquer que não exista
D7+ Em A7
O pensamento em você

D7+ Em A7 D7+
E eu gostava tanto de você
Em A7 D7+
Gostava tanto de você (2x)

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Coroné Antônio Bento

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Tim Maia

Coroné Antônio Bento - João do Vale e Luiz Wanderley
Intr.: E7+/9

E7+/9
Coroné Antônio Bento

No dia do casamento

Da sua filha Juliana

Ele não quis sanfoneiro

Foi pro Rio de Janeiro

Convidou Benê Nunes

Pra tocar, olê, lê, olá, lá

Este dia Bodocó
F#7 B7 E7/9+
Faltou pouco pra virá
E7+/9
Todo mundo que mora por ali

Esse dia num pôde arresisti
A7
Quando ouvia o toque do piano
E7/9+
Rebolava, saia arrequebrando

Até Zé Macaxera que era o noivo

Dançou a noite inteira sem pará
A7
Que é costume de todos que se casa
B7 E7+/9
Ficá doido pra festa se acabá

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Chocolate

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Chocolate - Tim Maia
D7+     D#º          Em7
Chocolate, chocolate, chocolate
C#m7 F#7 Bm7 E7
Eu só quero chocolate
Bm7 E7
Só quero chocolate
Em7 F#m B7/9-
Não adianta vir, com guaraná pra mim
Em A7 D7+
É chocolate o que eu quero beber
D#º Em
Não quero pó, não quero rapé
C#m7 F#7 Bm7
Não quero cocaína me liguei no chocolate
E7 Bm7 E7
Eu me liguei, só quero chocolate
Em7 F#m B7/9-
Não adianta vir, com guaraná pra mim
Em A7 D7+
É chocolate o que eu quero beber


Refrão

D#º Em7
Não quero chá, não quero café
C#m
Não quero coca-cola
F#7 Bm7 E7
Me liguei no chocolate
Bm7 E7
Só quero chocolate
Em7 F#m7 B7/9-
Não adianta vir, com guaraná pra mim
Em7 A7 D7+
É chocolate o que eu quero beber


Refrão

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A festa do Santo Reis

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Tim Maia

A festa do Santo Reis - Márcio Leonardo
Tom: E
Intr.:
D A E D A E


D A E
Hoje é o dia de Santo Reis
D
Ainda meio esquecido
A E
Mas é o dia da festa de Santo Reis
D A E
Eles chegam tocando sanfona e violão
D
Os pandeiros de fitas
A E
Carregam sempre na mão
D
Eles vão levando
A E
Levando o que pode
D
Sem deixar com eles
A E
Eles levam até os bodes
D
Os bodes da gente
A E
E os bodes, mé
D A E
Hoje é o dia de Santo Reis

Hoje é o dia

Santo Reis

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Tim Maia

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Tim Maia

Tim Maia (Sebastião Rodrigues Maia), cantor e compositor, nasceu nasceu no Rio de Janeiro RJ em 28/9/1942 e faleceu em 15/3/1998. Penúltimo de 19 irmãos, aos oito anos já compunha suas primeiras musicas. Aos 14 anos, formou seu primeiro conjunto musical, Os Tijucanos do Ritmo, no qual tocava bateria, e que durou apenas um ano.
Começou a estudar violão num curso particular e formou em 1957 o conjunto Os Sputniks, que tinha também entre seus integrantes Erasmo Carlos e Roberto Carlos, tendo sido professor de violão de ambos.
Em 1959, antes de completar 17 anos, com a morte do pai, foi para os EUA, onde fez cursos de inglês e iniciou carreira como vocalista, participando de um conjunto chamado The Ideals. Permaneceu nos EUA ate 1963, quando foi preso por portar maconha. Após seis meses de prisão e dois meses de espera, foi deportado para o Brasil.
Seu primeiro trabalho solo foi um compacto pela CBS em 1968, que trazia as musicas Meu país e Sentimento (ambas de sua autoria, como todas as músicas sem indicação de autor). Sua carreira no Brasil fortaleceu-se a partir de 1969, quando gravou um compacto simples pela Fermata com These are the Songs (regravada no ano seguinte por Elis Regina em duo com ele, e incluída no LP Em pleno verão, de Elis) e What You Want to Bet.
Em 1970 gravou seu primeiro LP, Tim Maia, na Polygram, que permaneceu em primeiro lugar no Rio de Janeiro por 24 semanas. Os principais sucessos desse disco foram Coroné Antônio Bento (Luís Wanderley e João do Vale), Primavera (Cassiano) e Azul da cor do mar.
Nos três anos seguintes, pela mesma gravadora, lançou os discos Tim Maia volume II com Não quero dinheiro (Só quero amar), Tim Maia volume III e Tim Maia volume IV, no qual se destacaram Gostava tanto de você (Edson Trindade) e Réu confesso. Em 1975 gravou os LPs Tim Maia racional vol. 1 e vol. 2. Em 1978 gravou para a Warner Tim Maia Disco Club, com um de seus maiores sucessos, Sossego.
Lançou em 1983 o LP O descobridor dos Sete Mares, com destaque para a música-titulo e Me dê motivo (Sullivan e Massadas). Outro disco importante da década de 1980 foi Tim Maia (1986), que trazia Do leme ao Pontal.
Artista com histórico de problemas com as gravadoras, na década de 1970 fundou seu próprio selo, primeiramente Seroma e depois Vitória Regia. Por ele, lançou em 1990 Tim Maia interpreta clássicos da bossa nova, e mais tarde Voltou a clarear e Nova era glacial.
Em 1993, dois acontecimentos reimpulsionaram sua carreira: a citação feita por Jorge Ben Jor em sua música W/Brasil e uma regravação que fez de Como uma onda (Lulu Santos e Nelson Mota) para um comercial de televisão, de grande sucesso e incluída no CD Tim Maia, do mesmo ano. Assim, aumentou muito sua produtividade nesta década, gravando mais de um disco por ano com grande versatilidade: seu repertório passou a abranger bossa nova, canções românticas, funks e souls. Também teve muitas de suas musicas regravadas por artistas jovens, como Paralamas do Sucesso, Marisa Monte e Skank.
Em 1996 lançou dois CDs ao mesmo tempo: Amigo do rei, juntamente com Os Cariocas, e What a Wonderful World, com recriações de standards do soul e do pop norte-americanos dos anos de 1950 a 1970. Em 1997 lançou mais três CDs, perfazendo 32 discos em 28 anos de carreira.
Em março de 1998 sentiu-se mal durante a gravação de um show para a TV e faleceu após internação hospitalar em razão de infecção generalizada.
Algumas letras e cifras:
A festa do Santo Reis, Amigo verdadeiro, Aquele abraço, Azul da cor do mar, Bem vinda, Bons momentos, Canário do reino, Chocolate, Como uma onda, Coroné Antônio Bento, Do leme ao Pontal, Essa tal felicidade, Eu amo você, Gostava tanto de você, Lábios de mel, Leva, Me dê motivo, Não quero dinheiro (Só quero amar), Nosso adeus, O descobridor dos Sete Mares, O que me importa, Onde está você, Paixão antiga, Pede a ela, Primavera, Pudera, Réu confesso, Sozinho, Telefone, Um dia de domingo, Vale tudo, Velho camarada, Você, Você e eu, eu e você.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha

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Nonô

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Nonô (Romualdo Peixoto), pianista e compositor, nasceu em Niterói/RJ em 7/2/1901 e faleceu em 13/11/1954. Sem nunca haver estudado música, aos nove anos já se apresentava em um clube, tocando piano.
Tio do sambista Ciro Monteiro, do pianista Moacir Peixoto, do trompetista Araquém Peixoto e do cantor Cauby Peixoto, em 1929 passou a integrar a Orquestra Brunswick, liderada pelo baterista J. Tomás.
No início da década de 1930, participou de diversos conjuntos e orquestras. Com Djalma Guimarães (trompete), Ismerino Cardoso (trombone), Valfrido Silva (bateria), Luperce Miranda (cavaquinho e bandolim), Tute (violão) e Custódio Mesquita (piano), integrou a orquestra que acompanhava as apresentações de Francisco Alves e Mário Reis, no Teatro Lírico, no Rio de Janeiro.
Atuava também na Rádio Philips, no Programa Casé, acompanhando os grandes cartazes do rádio, entre os quais Sílvio Caldas, Luís Barbosa, Noel Rosa e Marília Batista. Em 1932, com Noel Rosa, Mário Reis e Francisco Alves, excursionou a Porto Alegre/RS, onde se exibiu no Cine-Teatro Imperial. Nessa viagem, compôs com Noel Rosa o samba Vitória, criticando o cantor Francisco Alves, que não ficou ofendido e até participou do coro, quando a composição foi gravada por Sílvio Caldas, na Victor, em 1933.
Em 1932 gravou disco na Columbia, interpretando ao piano o choro de sua autoria Uma farra em Campo Grande. Participou depois da gravação de centenas de discos, como pianista de diversos conjuntos de estúdio, entre os quais Bambas do Estácio, Orquestra Copacabana (da Odeon), Gente Boa (da Odeon) e Gente do Choro.
Em 1933, embora seu nome não apareça no selo, acompanhou Mário Reis no disco da Columbia que incluía os sambas Esquina da vida (Noel Rosa e Francisco Matoso) e Meu barracão (Noel Rosa). Também de 1933 são vários discos da Odeon em que acompanhou cantores famosos da época, como Mário Reis, em Mulato bamba, de Noel Rosa; Francisco Alves, em Tristezas não pagam dívidas, de Ismael Silva; a dupla Mário Reis e Francisco Alves, em Estamos esperando, de Noel Rosa, e Rir, de José de Oliveira; Noel Rosa, em seu próprio samba Arranjei um fraseado; etc.
No ano seguinte, seu nome constou como pianista no selo de um disco da Victor com os sambas Alô, Moçoró! e Cheio de saudade (ambos de Mário Travassos de Araújo) interpretados por Sílvio Caldas e Luís Barbosa.
Como compositor, fez Perto do céu (com Francisco Matoso) gravado por Silvinha Melo, na Victor, em 1935; Vai-te embora (letra de Francisco Matoso), gravado por Mário Reis para o Carnaval de 1936, e ainda as valsas Cigana (com Paulo Roberto), gravada por Sílvio Caldas, na Odeon, em 1937; e Jardim de flores raras (com Francisco Matoso), gravada por Roberto Paiva, na Odeon, em 1938.
Apelidado por César Ladeira de O Chopin do Samba, atuou sobretudo nas décadas de 1930 e 1940, quando foi um dos mais destacados pianistas de samba, com execuções que marcaram época, pelo sentimento, emotividade e intuição.
Na década de 1950, já afastado dos meios musicais, foi funcionário da Secretaria da Viação e Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro. Em 1954, pouco antes de morrer, doente e sem recursos, foi homenageado num festival, promovido em Niterói por artistas do rádio e do disco. Em 1957, o pianista Fats Elpídio gravou na Victor o LP de dez polegadas Recordando Nonô.

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Nono mandamento

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Nono mandamento (samba-canção, 1958) - René Bittencourt e Raul Sampaio
Cauby Peixoto

Senhor,
Aqui estou eu de joelhos
Trazendo os olhos vermelhos
De chorar, porque pequei

Senhor,
Foi um erro de momento
Não cumpri o mandamento
O nono de vossa lei

Senhor,
Eu gostava tanto dela
Mas não sabia que ela
A um outro pertencia

Perdão,
Por este amor que foi cego
Por esta cruz que carrego
Dia e noite, noite e dia

Senhor,
Dai-me a vossa penitência
Quase sempre a inconsciência
Traz o remorso depois

Mandai,
Para este caso comum

Conformação para um
Felicidade pra dois...

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Cauby Peixoto

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Cauby Peixoto

Cauby Peixoto (Caubi Peixoto Barros), cantor, nasceu em Niterói-RJ, na Rua Joaquim Norberto, bairro de Fonseca, em 10/2/1934. De família de artistas populares, o pai, conhecido por Cadete, tocava violão, a mãe tocava bandolim, o tio, Nonô (Romualdo Peixoto) era pianista e homem de rádio, o primo Ciro Monteiro foi cantor e compositor famoso, os irmãos Moacir e Araquém tornaram-se instrumentistas e a irmã Andiara foi cantora.
Estudou num colégio de padres salesianos no Rio de Janeiro, e já no tempo de estudante cantava no coral da igreja. Mais tarde, quando trabalhava no comércio, apresentou-se no programa de calouros da Rádio Tupi, Hora dos Comerciários, patrocinado pelo SESC e dirigido pelo pianista Babi de Oliveira, conseguindo então chamar a atenção da Revista do Rádio, em 1949.
Cantou também no conjunto de seu irmão Moacir, na boate carioca Casablanca e, em 1951, gravou seu primeiro disco, pela Som, lançando o samba Saia branca (Geraldo Medeiros), para o Carnaval. Em 1952, mudou-se para São Paulo, passando a cantar nas boates Oásis e Arpège, e na Rádio Excelsior, destacando-se sempre com repertório de músicas estrangeiras.
Por volta de 1954, foi ouvido pelo empresário Di Veras, que, pretendendo renovar o elenco da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, então dominado por ídolos como Emilinha Borba e Orlando Silva, o convidou para atuar naquela emissora. Seu lançamento na rádio foi preparado nos moldes norte-americanos, com grande publicidade e muita promoção, e, em pouco tempo, ele também se tornaria um ídolo, adorado e perseguido pelas fãs.
Sua imagem foi forjada para agradar: vestindo-se de maneira extravagante para a época, e colocando trinados e versos inexistentes em suas canções, criou um tipo diferente, obtendo sucesso imediato.
Ainda em 1954, gravou com êxito o fox Blue Gardenia (Bob Russel e Lester Lee, versão de Antônio Almeida e João de Barro) e, nos cinco anos seguintes, foi considerado o cantor mais popular do país.
Em 1956 gravou em disco de 78 rpm, pela Columbia, Conceição (Jair Amorim e Dunga), que se transformou no maior sucesso de seu repertório. Da Rádio Nacional, passou para a Rádio Tupi e gravou Nono mandamento (René Bittencourt e Raul Sampaio), em 1957; Prece de amor (René Bittencourt), em 1958; Ninguém é de ninguém (Humberto Silva, Toso Gomes e Luís Mergulhão) e É tão sublime o amor (P. Francis Webster e Sammy Fain, versão de Antônio Carlos).
Depois de aparecer na revista norte-americana Time como o maior ídolo da canção popular brasileira, foi convidado para uma excursão aos E.U.A., onde gravou, com o nome de Ron Coby, um LP com a orquestra de Paul Weston, cantando em inglês. De volta ao Brasil, comprou, em sociedade com os irmãos, a boate carioca Drink, passando a se dedicar mais a administração da casa e interrompendo, assim, suas apresentações.
Em 1959, retornou aos E.U.A. para uma temporada de 14 meses, durante os quais realizou espetáculos, apresentou-se na televisão e gravou, em inglês, Maracangalha (Dorival Caymmi), que recebeu o titulo de I Go. Numa terceira visita aos E.U.A., algum tempo depois, participou do filme Jamboree, da Warner Brothers.
Durante toda a decada de 1960, limitou-se a apresentações em boates e clubes. Em 1970 reapareceu como vencedor do Festival de San Remo, na Itália, classificando em primeiro lugar a música que defendeu, Zingara (R. Alberteli, versão de Nazareno de Brito). Em 1971 participou do VI FIC da TV Globo, no Rio de Janeiro, cantando Verão vermelho (Sergio Ferreira da Cruz).
A partir da década de 1970, passou a se apresentar em programas de televisão no Rio de Janeiro, e a realizar pequenas temporadas em casas de diversão noturnas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em 1979 apresentou-se também em Vitória-ES e Recife-PE, no Projeto Pixinguinha da Funarte, ao lado de Zezé Gonzaga.
Em 1980, em comemoração aos 25 anos de carreira, lançou pela Som Livre o disco Caubi, Caubi, com músicas feitas especialmente para ele por Caetano Veloso (Caubi, Caubi), Chico Buarque (Bastidores), Tom Jobim (Oficina), Roberto e Erasmo Carlos (Brigas de amor) e outros. No mesmo ano, apresentou-se nos shows Bastidores, da Funarte, Rio de Janeiro, e Caubi, Caubi, os bons tempos voltaram, na boate Flag, São Paulo.
Em 1982 apresentou no 150 Nigth Club, em São Paulo, ao lado dos irmãos Moacir (piano) e Araken (piston) e lançou o LP Ângela e Caubi, o primeiro encontro dos dois cantores em disco, com sucessos como Começaria tudo outra vez (Gonzaguinha), Recuerdos de Ypacaraí (Z. de Mirkin e Demétrio Ortiz) e a valsa Boa noite, amor (José Maria de Abreu e Francisco Matoso).
Em 1989, os 35 anos de carreira foram comemorados no bar e restaurante A Baiúca, em São Paulo, ao lado dos irmãos Moacir, Araquen e Iracema e Andiara (vozes). No mesmo ano, a RGE relançou o LP Quando os Peixotos se encontram, de 1957. Em 1993 foi o grande homenageado, ao lado de Ângela Maria, no Prêmio Sharp de Música. Em 1996, foi lançada pela Columbia caixa com 2 CDs abrangendo suas gravações de 1953 a 1959, com sucessos como Conceição.
É considerado "o maior cantor do Brasil" por personalidades como Roberto Carlos, Emílio Santiago, Cid Moreira, Jô Soares, Aracy Balabanian, José Messias e tantos e tantos outros colegas seus. É, também, tratado carinhosamente pelos colegas de "O Professor", o que caracteriza respeito e admiração. CD: Caubi Peixoto (2 CDs), 1996, Columbia 729.046/2- 479285.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Geraldo Freire - Biografia de Cauby Peixoto.

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Castro Barbosa

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Castro Barbosa (Joaquim Silvério de Castro Barbosa), cantor e humorista nasceu em Sabará/MG em 07/05/1905 e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 20/04/1975. Em 1931, quando trabalhava no Lóide Brasileiro, fez um teste na Rádio Educadora, do Rio de Janeiro, sendo apresentado a Almirante, que o convidou a participar de um programa.
Na emissora ficou conhecendo Noel Rosa, Custódio Mesquita, Nonô e Francisco Alves. Convidado pelo compositor André Filho, gravou seu primeiro disco em fevereiro de 1931, com a marcha Uvinha (André Filho) e o samba Tu hás de sentir (Heitor dos Prazeres), pela Parlophon. Gravou também, na Brunswick, o samba Tá de mona (Maércio e Mazinho), com o Bando da Lua.
Por essa época, conheceu Jonjoca (João de Freitas Ferreira), com quem formou uma dupla para concorrer com Mário Reis e Francisco Alves. Levado por Paulo Neto para a gravadora Victor, foi apresentado ao diretor artístico Rogério Guimarães. Nessa gravadora lançou, em 1931, Sinto falta de você e A cana está dura, ambas de Jonjoca e gravadas pela dupla, seguindo-se mais 20 gravações até 1933.
Lançou a rumba Aqueles olhos verdes (Menendez, versão de João de Barro), em 1932; os sambas Vou pegá Lampião (J. Tomás) e Carioca, e o fox-samba Flor de asfalto (ambas de J. Tomás e Orestes Barbosa), em 1933. Para o Carnaval de 1932, gravou a marcha O teu cabelo não nega (Irmãos Valença e Lamartine Babo), que se transformou num dos maiores sucessos carnavalescos de todos os tempos, e Passarinho... passarinho (Lamartine Babo).
A partir daí foram vários os seus sucessos carnavalescos, como, em 1937, Lig-lig-lig-lé (Osvaldo Santiago e Paulo Barbosa); em 1942, Praça Onze (Herivelto Martins e Grande Otelo) e, em 1943, China pau (João de Barro e Alberto Ribeiro). Outras gravações de destaque foram a marcha A maior descoberta (Índio), em dupla com Almirante, no Carnaval de 1934; a marcha Vou espalhando por aí, em dupla com Carmen Miranda, em 1935; a valsa Dona Felicidade (Benedito Lacerda e Nestor Tangerini), em 1937; e a canção Festa iluminada (Gomes Filho), em 1942.
De 1931 a 1951, em 78 rpm, gravou cerca de 82 discos, com 148 músicas, sendo poucas as gravações depois de 1944. Trabalhou em várias estações de rádio, mas sua grande oportunidade nesse meio surgiu no Programa Casé, da Rádio Philips. Em 1937 foi convidado por Renato Murce para substituir o ator Artur de Oliveira no Programa Palmolive, da Rádio nacional, ao lado de Dircinha Batista e Jorge Murad, atuando como cantor e humorista.
Continuou nessas duas atividades e foi convidado por Lauro Borges para fazer programa que marcaria época na história do rádio brasileiro, o PRV-8, depois PRK-30, levado ao ar na Rádio Mayrink Veiga, na Rádio Clube do Brasil e, mais tarde, em São Paulo SP com o nome de PRK-15. Nesse programa ficou famoso com a caracterização de português.
Com o advento da televisão passou para a TV Paulista por mais quatro anos e , retornando ao Rio de Janeiro em 1959, lançou na TV-Rio o programa Só Tem Tantã, com Chico Anísio no papel principal, mais tarde transformado em quadro do Chico Anísio Show. Chico Anísio e Sérgio Porto escreviam e apresentavam quadros humorísticos em seu programa, entre os quais ficaram famosos "Feira livre", "Só tem tantã" e "Coral dos Bigodudos".
Durante oito meses atuou no programa de Renato Murce na TV-Rio, fazendo "As piadas do Manduca" (também um antigo programa de sucesso na época do rádio), "Seu Ferramenta" e a "PRK-30".
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

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PRK30
“É meu desejo que os senhores declarem pelo microfone desta emissora que a notícia que os matutinos desta tarde publicaram dizendo que foi preso o perigoso desordeiro Juliano Ferreira das Dores, não se refere absolutamente à minha pessoa. É bem verdade que eu me chamo Diomedes de Azevedo, mas quem não me conhece pode pensar perfeitamente que eu é que sou o tal Juliano Ferreira das Dores. Eu não quero confusões comigo. Muito agradeço. Assinado: Luis Maurício”.

O rádio brasileiro nunca mais foi o mesmo depois do dia 19 de outubro de 1944, data de estréia da PRK-30, o maior programa de humor no rádio da história do País, apresentado por Lauro Borges e Castro Barbosa.

Lauro e Castro faziam as vozes de mais de 25 personagens, sendo os principais Otelo Trigueiro, “o querido Tetelo das morenas inequívocas, das louras inelutáveis e até das morenas ferruginosas”, e Megatério Nababo d’Alicerce, um “português que se orgulha de ‘falar inglês em vários idiomas’”.

Em setembro de 1946, a PRK-30 passou a ser transmitida na Rádio Nacional, onde alcançou o auge do sucesso, com 52% da audiência do País em 1947. Com um humor simples, ingênuo, sem apelações, todas as sextas-feiras, às 20h30, a família se reunia para ouvir a PRK-30. O humor de Lauro e Castro utilizava bastante trocadilhos, muito comuns na época, além do nonsense, que hoje em dia poderia até ser sem graça. Mas o talento dos humoristas consegue se manter ao longo do tempo e fazer com que os ouvintes de hoje ainda consigam rir daquelas piadas.

Com novelas como “Só morra em Godoma” e programas como “A Hora da Ginasta”, a PRK-30 teve tanto sucesso que ficou 20 anos no ar, de 1944 a 1964. O jornalista Artur da Távola comenta em um artigo o segredo do sucesso da PRK-30: “Primeiro, o besteirol absoluto e sem compromissos ou engajamentos políticos partidários. Depois, a qualidade das tiradas, originais, divertidas (além de) uma sátira formidável dos cacoetes do rádio da época em forma de caricatura tanto vocal (dos dois) como através do texto direto e escorreito do programa".

Fonte: O Trem da Alegria

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Carmen Barbosa

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Carmen Barbosa, cantora, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 4/9/1912 e faleceu em 3/9/1942. Começou na Victor, como corista de gravações. Influenciada pelo estilo de Carmen Miranda, teve sua oportunidade quando, em 1934, foi chamada para substituir uma cantora. A partir daí, assinou contrato e passou a gravar.
Deixou 14 discos com 27 músicas, lançadas entre meados de 1935 e junho de 1940 na Columbia (1935), RCA Victor (1937), Odeon (1937) e Columbia (1937-1940). Foi muito apoiada por Benedito Lacerda, que com sua flauta está presente em quase todas as suas gravações, sendo o compositor da maioria das músicas interpretadas por ela.
Entre seus maiores sucessos estão Palmeira triste, samba-canção de Herivelto Martins, e No picadeiro da vida, samba de Herivelto Martins e Benedito Lacerda. CD: Orlando Silva, Carmen Barbosa e Araci de Almeida, 1991, Revivendo CD-012.
Excertos de uma entrevista concedida por Carmen Barbosa à revista Carioca, num dos seus números de 1938: "Foi na Victor que eu comecei. Era corista de gravações. Sempre tive ótimo ouvido e aprendia, com facilidade, os sambas lançados em primeira mão. Passei uma porção de tempo nessa vida. Não me davam nenhuma oportunidade. Aborreci-me lá. Vim para a rua... Vivi a vida amarga dos chômerus" (operários sem trabalho) do rádio. De estúdio em estúdio, cantando em audições experimentais, para diretores apressados e distraídos. Vida de cachorro, sabe?"
Um dia, em 1934, uma cantora, Madelou Assis, faltou e Carmen foi chamada para substituí-la. Assinou contrato, passou agravar. A entrevista termina: "em casa tem sete irmãs. Entretanto, os vizinhos nunca reclamaram. Ela, é a única que canta".
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Revivendo Músicas - Biografias.

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Cândido Botelho

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Cândido Botelho (Cândido de Arruda Botelho), tenor, nasceu em São Paulo/SP em 24/2/1907 e falceu em 20/4/1955. Cursando o terceiro ano de direito, começou a estudar canto com Carlos Alves de Carvalho, no Rio de Janeiro.
Gravou em 1929 seu primeiro disco na Colúmbia com as modinhas Canção da felicidade (Barroso Neto) e Canção do violeiro (Lorenzo Fernandez). Com bolsa de estudos do governo do Estado de São Paulo, foi aluno de Vera Janacopulos em Paris, França, e de Morini, em Roma, Itália.
Intérprete preferido de Villa-Lobos em Paris, apresentou-se, em novembro de 1929, na sala Gaveau, ao lado de Monteiro da Silva e Leônidas Autuori, por ocasião da Semana Brasileira. De volta ao Brasil, exibiu-se ao lado da esposa, a pianista Maria do Carmo Monteiro de Arruda Botelho. Contratado pela Rádio Tupi no início da década de 1930, tornou-se conhecido como “A Voz Apaixonada do Brasil”. Como homenagem ao centenário de Carlos Gomes, gravou Mamma dice e Mon bonheur, desse compositor.
Em 1937, no Rio de Janeiro, atuou na Rádio Nacional e Rádio Jornal do Brasil, apresentando-se diariamente no programa A Hora do Brasil; em novembro de 1938, estreou no Teatro República e, no mês seguinte, na Rádio Mayrink Veiga. De 1931 a 1938, continuou a gravar canções populares na Columbia, como a embolada Passarinho verde (motivo popular), as modinhas Viola quebrada (Mário de Andrade), Quem sabe? (Carlos Gomes e Bittencourt Sampaio) e Conselhos (Carlos Gomes), além de algumas versões.
A partir de 1939 passou a gravar na Odeon, gravadora pela qual lançou em 1940 as marchas Fla-Flu (Haroldo Lobo e David Nasser) e Maria Antonieta (Haroldo Lobo e J. Cascata). Em setembro de 1939, na peça Joujoux et balangandans, de Henrique Pongetti, interpretou, entre outras canções, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, passando a dedicar-se ao samba, sem abandonar o canto lírico.
A 16 de fevereiro de 1940 estreou no Cassino da Urca, ao lado de Aurora Miranda, Grande Otelo, Mesquitinha, Manuel Pera e Anjos do Inferno, em O circo, quadros de motivos nacionais. Em junho desse ano foi para os E.U.A., como representante da música brasileira na Feira Mundial de New York. Consagrado como A Voz do Brasil, foi contratado por dois meses pela National Broadcasting Company.
Em fevereiro de 1941 retornou ao Brasil e logo seguiu para Buenos Aires, Argentina, como contratado do programa Hora do Brasil, da Rádio Municipal, atuando, nessa ocasião, com a orquestra de Radames Gnatalli. Regressou ao Brasil em 1941, voltando a se apresentar na Rádio Tupi, de São Paulo, e em inúmeras cidades do Brasil e do exterior. Em julho de 1941 participou da segunda versão de Joujoux et balangandans, no Teatro Municipal, do Rio de janeiro, e gravou a valsa Canta, Maria, seu maior sucesso, e os sambas Cena da senzala e Brasil moreno, todas de Ary Barroso. Gravou, entre outras, Berceuse da onda, de Lorenzo Fernandez, e Canção brasileira, de Francisco Mignone.
Atuou nos filmes Maridinho de luxo (1938), de Luis de Barros, e Joujoux et balangandans (1939), de Amadeo Castellaneto, filmagem da primeira versão da peça, na qual interpretou seis quadros Abandonou a carreira artística em 1942 para só retomá-la no curto período de 1951 a 1952, quando gravou seis músicas pela Continental.

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Canta, Maria

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Canta, Maria (valsa, 1941) - Ary Barroso
Cândido Botelho

Canta, Maria
A melodia singela
Canta que a vida é um dia
Que a vida é bela, minha Maria
Canta que a vida é um dia
Que a vida é bela, minha Maria


Lá lá lá lá lá
Maria é meu amor
Amor que me faz chorar


Plantei um pé de alecrim
Um pé de alecrim para perfumar
A nossa linda casinha
Tão simplezinha que dá gosto olhar


Plantei um pé de alecrim
Um pé de alecrim para perfumar
A nossa linda casinha
Tão simplezinha que dá gosto olhar

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Ney Matogrosso

Basta de clamares inocência - Cartola
Introdução: Em(add9) Am7(9) B7(b13) Em7(9) G7(13)
F#7 F7 Em(add9) E7(b13) Am7 Am7(9) B7(b13) Em7(9)
G7(13) F#7 B7(b9) Em(add9) Am13-/F


Em(add9) Em/D C7M(#11)
Basta de clamares inocência,
Em F#7 B7
Eu sei todo mal que mim voce fez.
Bm7(b5) E7(b9) Am7 Am7(9)
Voce desconhece consciência,
C#m7(b5) F#7(b13) F#m7(b5) B7(b9)
Só deseja o mal a quem o bem te fez.
Am Am/G F#m7(b5) B7(b13) Em7(9)
Basta, não ajoelhes vá embora,
G7(13) F#7 B7 Em(add9) Am13-/F
Se estás arrependida, ve se chora.
Em(add9) Em/D C7M(#11)
Basta de clamares inocência,
Em F#7 B7
Eu sei todo o mal que a mim voce fez,
Bm7(b5) E7(b9) Am7 Am7(9)
Voce desconhece consciência,
C#m7(b5) F#7(b13) F#m7(b5) B7(b9)
Só deseja o mal a quem o bem te fez.
Am Am/G F#m7(b5) B7(b13) Em7(9)
Basta, não ajoelhes vá embora,
G7(13) F#7 B7 Em(add9)
Se estás arrependida, ve se chora.
F#m7(b5) Am13-/F Em7
Quando você partiu, me disse chora, não chorei.
Am Am/C Am/G F#m7(b5) B7(b13)
Caprichosamente fui esquecendo que eu te amei.
Am Am/G F#m7(b5) B7(b13) Em7(9)
Hoje me encontras tão alegre e diferente,
D7(9) G7(13) C7(9) C6(9)
Jesus não castiga um filho que está inocente,
Am Am/G F#m7(b5) B7(b13) Em7(9) G7(13)
Basta não ajoelhes vá embo----ra,
F#7 B7 Em7(9) E7(b13)
Se estás arrependida, vê se chora.
Am Am/G F#m7(b5) B7(b13) Em7(9) G7(13)
Basta não ajoelhes vá embo-----ra,
F#7 B7 C7M Am7(9) Em(add9)
Se estás arrependida vê se chora.

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Alegria Carnaval

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Ney Matogrosso
Intro: (Em7  Bm7) 6 vezes
Bm7 C7+ Bm7 C7+ D7 D#º
(Em7 Bm7) 8 vezes


Am7
Meu compromisso com o sofrer
C/D D7/9 G7+ F#m7 B7
Vai se a... ca... bar
Em7 Am7
Vi que isso não tem nada a ver
C/D D7/9 G7+ F#m7 B7
Hoje quero recome... çar
Em7 Am7
Transar um novo amor prá mim
B7 E5+/7 E7/G#
Viver enfim
Am7 D7
Não posso me ligar
G7+ C7+
Se acaso for chorar
A/B B7 D/E E7/9-
Quem tanto mal me quis
Am7
Não quero nem saber
D7 G7+
Tem mais é que sofrer
C7+ B7/9-/11+ B7 (Em7 Bm7)
Enquanto sou feliz
4 vezes Em7 (Em7 Bm7)

Em7 Am7
Quero viver a vida
C/D D7/9 G7+
Ir prá avenida com a multidão
Em7 Am7
Braço e abraço Mão na mão
D7 D#º Em7
Todo mundo é meu ir... mão
Am7
Noite ou dia é tudo igual
D7 D#º Em7
Alegria car... na... val

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Noite Severina

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Ney Matogrosso

Noite Severina - Lula Queiroga e Pedro Luís
Intro: Am  F  E



Am
Corre calma Severina noite
F
De leve no lençol
E Am
Que te tateia a pele fina
Dm Dm/C Am
Pedras sonhando pó na mina
Dm Dm/C Am
Pedras sonhando com britadeiras
F E Am
Cada ser tem sonhos À sua maneira
F E Am
Cada ser tem sonhos À sua maneira


Am
Corre alta severina noite
F E Am
No ronco da cidade Uma janela assim acesa
Dm Dm/C Am
Eu respiro teu desejo
Dm Dm/C Am
Chama no pavio Da lamparina
F E Am
Sombra no lençol Que te tateia a pele fina
F E Am
Sombra no lençol Que te tateia a pele fina


Dm G
Ali tão sempre perto e não me vendo
C7+ F7+
Ali sinto tua alma flutuar do corpo
B7+ E7 A7
Teus olhos se movendo sem se abrir
Dm G
Ali tão certo e justo e só te sendo
C7+ F7+
Absinto-me de ti mas sempre vivo
B7+ B7 A7
Meus olhos te movendo sem te abrir



Am
Corre solta suassuna noite
F E Am
Tocaia de animal Que acompanha sua presa
Dm Dm/C Am
Escravo da sua beleza


F E Am
Daqui a pouco o dia Vai querer raiar
F E Am
Daqui a pouco o dia Vai querer raiar
F E Am
Daqui a pouco o dia Vai querer raiar
F E Am
Daqui a pouco o dia Vai querer raiar



Dm G
Ali tão sempre perto e não me vendo....

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Interesse

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Ney Matogrosso

Interesse - Suely Mesquita e Pedro Luís
Dm7
Acendo uma vela pra Deus
Am7
outra pro diabo
Dm7
agradeço,
C Dm7
você não se interessa mais por mim
Dm7
posso passear no bosque
Am7
seu lobo não vem mais atrás
Dm7
agradeço,
C Dm7
você não se interessa mais por mim


Dm7
me solta, me deixa, me larga,
Am7
tenho mais o que fazer.
Dm7 C
não posso ficar nessa de esperar,
Dm7 C
nem posso ficar nessa de querer.
Dm7 C Dm7
o gato acha o rato muito interessante
Dm7 C Dm7
a cobra acha o sapo muito interessante
Dm7
agradeço,
C Dm7 C
você não se interessa mais por mim



Dm7 C Dm7
sai de cima, deixa disso de promessa
Bb 2X
não me prende aqui
A7 Dm7
que eu tô com pressa

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Inspiração

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Ney Matogrosso

Inspiração - Gilberto Teles e Pedro Luís
Am
Arranca o couro cabeludo
Arranca caspa, arranca tudo
G
Deixa entrar sol Nesse porão
Am
Em qualquer dia por acaso
Desfaz-se o nó, rompe-se o vaso
G
E surge a luz da inspiração

Am
Deixa seus anjos e demônios
Tudo está mesmo é nos neurônios
G
Num jeito interno De pressão
Am
Talvez se possa, como ajuda
Ter uma amante manteúda
G
Ou um animal de estimação

C
Pega a palavra, pega e come
Não interessa se algum nome
Bb
Possa te dar indigestão

O que se conta e se aproveita
É se a linguagem já vem feita
Bb
Com sua chave e seu chavão

A
A porta se abre é de repente
Como se no ermo do presente
G
Se ouvisse a voz da multidão
A
E o que tem força, o que acontece
É como um dia que estivesse
G
Sem calendário ou previsão

B
Fica de espera, de tocaia
Talvez um dia a casa caia
Talvez um dia a casa caia
E7
E fique tudo ao rés-do-chão

C
Fica a fumaça no cachimbo
Fica a semente no limão
Fica o poema no seu limbo
A
E na palavra um palavrão

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Depois melhora

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Ney Matogrosso
Tom: Bb


Bb
Sempre que alguém daqui vai embora
Cm
Dói bastante mais depois melhora e com o tempo
F7 Bb
Vira um sentimento que nem sempre aflora
mas que fica na memória
Bb/Ab Gm
Depois vira um sofrimento que corrói tudo por dentro
Cm
Que penetra no organismo, que devora
Eb Bb
Mas depois também melhora
Sempre que alguém daqui vai embora
Cm
Dói bastante mais depois melhora e com o tempo
F7 Bb
Torna-se um tormento que castiga e deteriora
Bb/Ab Gm
Feito ave predatória, depois vira um instrumento
de martírio virulento
Cm Eb
Uma queda no abismo que apavora
Bb
Mas depois também melhora
C7 F7
Fica uma força inexplicável
D7 Gm
Que deixa todo mundo mais amável
F7 Bb
Um pouco é conseqüência da saudade
D7 Gm
Um pouco é que voltou a felicidade
F7 Bb
Um pouco é que também já era hora
D7 Gm
Um pouco é pra ninguém mais ir embora
Bb
Vira uma esperança
Cm
Cresce de um jeito que a gente até balança
(Bb Cm)
Ás vezes dói bastante mais melhora
Assim é só felicidade aqui, agora
É bom não falar muito que piora
É só felicidade

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A ordem é samba

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Ney Matogrosso

A ordem é samba - Jackson do Pandeiro e Severino Ramos
 Am                D7
É samba que eles querem
Am
Eu tenho
E7
É samba que eles querem
Am
Lá vai
G
É samba que eles querem
C Bb7 A7
Eu canto
Dm E7
É samba que eles querem
Am
Nada mais



Am
No Rio de Janeiro
D7
Todo mundo vai de samba
Dm
A pedida é sempre samba
E7
E eu também vou castigar


D7 E7 Am
Lá vai, lá vou eu de samba
D7 E7 Am
Somente samba
D7 Am
A ordem é samba
E7 Am
E nada mais



Que deixe que digam
Que deixe que deixe que...

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Viajante

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Ney Matogrosso

Viajante (1981)- Thereza Tinoco
Int.: Am7 Am7+ Am7 D7/9 F7+ E7 Dm7 E7/9-

Am Am7+
Eu me sinto tolo como um viajante
Am7 D7/9 F7+ E7 Am7
Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia
E7 Am7 Am7+ Am7
E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria
F7+ E7 A F#m
É que arde o medo onde o amor ardia
Bm Cº
Mansidão no peito trazendo o respeito
C#m F#7
Que eu queria tanto derrubar de vez
Bm E7 Am F7+ E7
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez
Am Am7+
Mas o viajante é talvez covarde
Am7 D7/9 F7+ F#m
Ou talvez seja tarde pra gritar que arde no maior ardor
Bm Cº
A paixão contida, retraída e nua
C#m F#
Correndo na sala ao te ver deitada
Bm E7 C#m F#7
Ao te ver calada, ao te ver cansada, ao te ver no ar
Bm Cº
Talvez esperando desse viajante
C#m F#7
Algo que ele espera também receber
Bm E7 A
E quebrar as cercas que insistimos tanto em nos defender
Am Am7+
Eu me sinto tolo como um viajante
Am7 D7/9 F7+ E7 Am
Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia
E7 Am Am7+ Am7
E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria
F7+ E7 A F#m
É que arde o medo onde o amor ardia
Bm Cº
Mansidão no peito trazendo o respeito
C#m F#7
Que eu queria tanto derrubar de vez
Bm E7 C#m
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez
Bm E7 Am
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez...

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Último drama

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Ney Matogrosso

Último drama - Mauro Kwitko e Carmem Seixas
Tom: A
Int.: (A D E D)

A
Hoje eu vi o homem
D A
Voltando para casa
D A D
Ele trazia o pão, o beijo
E A (A D E D)
O bafo da cachaça
A D A
Hoje eu vi o pai voltando para casa
D A D
Ele trazia a raiva, o sono
E A (A D E D)
E o medo na carcaça
A
Hoje eu vi o macho
D A
Voltando para casa
D A D
Ele trazia o amor, o gozo
E A (A D E D)
E um grande cansaço
A
No bolso algum trocado
E/G#
Na fé um amanhã dourado
Em/G
Na boca um beijo saturado
F#7
Na cama um cheiro suado
F7
Na bala último drama
E4/7 E7
No abraço a mulher a chama
D E A
E a tontura da cana
A
Hoje eu vi um homem
D E D (A D E D)
Ah, ah!

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Tem gente com fome

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Ney Matogrosso

Tem gente com fome - João Ricardo e Solano Trindade
Tom: G
Int.: (G) G F7+ G Am G F7+

(G F7+)
Vem sujo da Leopoldina

Correndo, correndo, parece dizer

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome

Estação de Caxias

De novo a correr

De novo a dizer

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome

Tantas caras tristes

Querendo chegar em algum destino

Em algum lugar

Sai das estações

Quando vai parando começa a dizer

Se tem gente com fome, dá de comer

Se tem gente com fome, dá de comer

Se tem gente com fome, dá de comer

Se tem gente com fome, dá de comer

Mas o trem irá todo autoritário

Quando o trem parar

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Pai e mãe

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Ney Matogrosso

Pai e mãe - Gilberto Gil
Tom: G

G/B A#º Am7 G Gm D
Eu passei muito tempo aprendendo a beijar
B Em A# D
Outros homens como beijo o meu pai
D#º Em
Eu passei muito tempo pra saber que a mulher
D Em D
Que eu amei, que amo, que amarei
C A7 D
Será sempre a mulher como é minha mãe
D7 G D7 G
Como é, minha mãe? Como vão seus temores?
C#º Bm7 E7 Am
Meu pai, como vai?
D7 G Bm7
Diga a ele que não se aborreça comigo
E7/9- Am C#m7
Quando me vir beijar outro homem qualquer
F#7/9- Bm7 Dm7
Diga a ele que eu quando beijo um amigo
G7/9- C
Estou certo de ser alguém como ele é
C#m7 F#7/9 Bm7 E7/9-
Alguém com sua força pra me proteger
Am Cm
Alguém com seu carinho pra me confortar
Bm7 E7 Am
Alguém com olhos e coração bem abertos
D7 G Cm G/B A#º Am7 G
Pra me compreender

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O seu amor

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Ney Matogrosso

O seu amor - Gilberto Gil
Int.: D

A E7
O seu amor
A/G B/A F# B/D#
Ame-o e deixe-o livre para amar
F# G7+
Livre para amar
A D
Livre para amar
A E7
O seu amor
A/G B/A F# B/D#
Ame-o e deixe-o ir aonde quiser
F# G7+
Ir aonde quiser
A D
Ir aonde quiser
A E7
O seu amor
A/G B/A E/D
Ame-o e deixe-o brincar
A/G B/A E/D
Ame-o e deixe-o correr
A/G B/A E/D
Ame-o e deixe-o cansar
A/G B/A E7
Ame-o e deixe-o dormir em paz
A E7
O seu amor
A/G B/A F# B/D#
Ame-o e deixe-o ser o que ele é
F# G7+
Ser o que ele é
A D7+
Ser o que ele é

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Napoleão

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Ney Matogrosso

Napoleão - Luli e Lucina
Int.: (G D7)
(G D7)
Napoleão com seus cem soldados (3x)

Napoleão viveu com seus cem soldados

Napoleão comeu com seus cem soldados

Napoleão dormiu com seus cem soldados

Napoleão brigou com seus cem soldados

Napoleão venceu com seus cem soldados

Napoleão morreu com seus cem soldados
(G D7)
Napoleão com seus cem soldados

Um morreu de frente o outro morreu de lado

Um morreu deitado e o outro morreu sorridente

Um era soldado o outro era presidente

Ah, um era meu avô o outro era filho meu

Um morreu decapitado e outro morreu soluçando

Um até morreu gritando, cada qual mais diferente
G D7 G
Ai, ai, ai, quedê, ai ai ai quedê quedê
D7 G
Quedê quedê quedê quedê quedê quedê
(G D7)
Mas quem é que sabe o nome desses cem soldados

Napoleão com seus cem soldados

Quem é que sabe o sobrenome desses cem soldados

Napoleão com seus cem soldados

Cem soldados sem velório, cem guerreiros sem história

Napoleão com seus cem soldados

Cem minutos sem memória, sem certo e sem errado

Napoleão com seus cem soldados

E quem sabe me dizer se eram cem soldados

Eu quero ver pra acreditar, eu quero ver, eu quero ver
G7/9+
Napoleão... com seus cem soldados, oh, yeah!

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Mal necessário

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Ney Matogrosso

Mal necessário - Mauro Kwitko
Int.: (Cm Cm/Bb Ab7+ G4/7 G7)

Cm Cm/Bb A7+
Sou um homem, sou um bicho
G7 Cm
Sou uma mulher
Cm/Bb Ab7+
Sou a mesa e as cadeiras
G7 Eb
Desse cabaré
Bb
Sou o seu amor profundo
Eb Bb G/B
Sou o seu lugar no mundo
Cm Cm/Bb Ab7+
Sou a febre que lhe queima
G7 Cm
Mas você não deixa
Cm/Bb Ab7+
Sou a sua voz que grita
G7 Eb
Mas você não aceita
Bb
O ouvido que lhe escuta
Eb Bb G/B
Quando as vozes se ocultam
(Cm Cm/Bb Ab7+ G4/7 G7)
Nos bares, nas camas, nos lares

Na lama
Cm Cm/Bb Ab7+
Sou o novo, sou o antigo
G7 Cm
Sou o que não tem tempo
Cm/Bb Ab7+
O que sempre esteve vivo
G7 Eb
Mas nem sempre atento
Bb
O que nunca lhe fez falta
Eb Bb G/B G7
O que lhe atormenta e mata
Cm Cm/Bb Ab7+
Sou o certo, sou o errado
E7 Cm
Sou o que divide
Cm/Bb Ab7+
O que não tem duas partes
G7 Eb
Na verdade existe
Bb
Oferece a outra face
Eb Bb G/B G7
Mas não esquece o que lhe fazem
(Cm Cm/Bb Ab7+ G4/7 G7)
Nos bares, na lama, nos lares

Na cama
Cm Cm/Bb Ab7+
Sou o novo, sou o antigo
G7 Cm
Sou o que não tem tempo
Cm/Bb Ab7+ G7 Eb Bb Eb Bb G/B G7
O que sempre esteve vivo
Cm Cm/Bb Ab7+
Sou o certo, sou o errado
G7 Cm
Sou o que divide
Cm/Bb Ab7+
O que não tem duas partes
G7 Eb Bb
Na verdade existe
Eb Bb G/B G7
E não esquece o que lhe fazem
(Cm Cm/Bb Ab7+ G4/7 G7)
Nos bares, na lama, nos lares

Na cama

Na cama

Na cama

Na cama

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Lua girou

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Ney Matogrosso

Lua girou - Milton Nascimento
Tom: D

D E/D D
A lua girou, girou
D7 C/E
Traçou no céu um compasso
C Bm
A lua girou, girou
Am D
Traçou no céu um compasso
C/E
Eu bem queria fazer
Bm
Um travesseiro dos seus braços
Am D Am D Am
Eu bem queria fazer
Am Bm
Um travesseiro dos seus meus braços
C/E
Só não faz se não quiser
Am Bm
Um travesseiro dos meus braços
Am D
Só não faz se não quiser
C/E
Sustenta a palavra de homem
C Bm
Que eu mantenho a de mulher
Am D
Sustenta a palavra de homem

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Homem com H

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Em 1973, ao assistir a um capítulo da novela “O Bem Amado”, que consagrou os personagens Zeca Diabo, um cangaceiro, e Odorico Paraguaçu, um político corrupto, interpretados, respectivamente, por Lima Duarte e Paulo Gracindo, Antônio Barros gostou de uma frase de Odorico para o seu secretário Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz): “Que nada seu Dirceu! Eu nunca vi rastro de cobra nem couro de lobisomem...”

Com a frase na cabeça, ele pegou o violão e começou a compor um xote, acrescentando-lhe de saída os versos: “Se correr o bicho pega / se ficar o bicho come.” Quando a composição ficou pronta, achando que ela tinha a cara do cantor Ney Matogrosso, então no Secos e Molhados, Barros comentou com sua mulher Cecéu: “já imaginou aquele cara, magrinho, peludo, cantando ‘eu sô é home?”

Sem saber como se aproximar do grupo, que nada tinha a ver com a música nordestina, mostrou a composição a Adiel Macedo de Carvalho, diretor da gravadora Copacabana, que se dispôs a criar um conjunto, o Hidra, nos moldes do Secos e Molhados, que era da Continental, para gravar “Homem com H”. E assim o fez, gravando-a em um compacto, chegando até a acertar uma apresentação da música no “Fantástico”, na TV Globo, fato que acabou não acontecendo porque a Copacabana temeu uma reação da Continental.

Então, frustrado, Antônio Barros entregou “Homem com H” ao seu conhecido Trio Nordestino, que a lançou com sucesso relativo apenas no Nordeste. Anos depois, quando preparava o seu elepê de estréia na Ariola, Ney Matogrosso aceitou sem maior entusiasmo, apenas para agradar o amigo Fausto Nilo, sua sugestão para gravar aquele xote, estranho ao seu estilo. A “faixa de trabalho” era a canção “Amor Objeto”, mas, para surpresa geral, quando o disco chegou às lojas foi “Homem com H” que puxou a vendagem, com o tal refrão que Barros desejara havia tanto tempo ouvir na voz de Ney: “Porque eu sô é home / porque eu sô é home / menino eu sô é home / menino eu sô é home...”

Em 1982, satisfeito com o seu sucesso nordestino, o cantor gravaria outra peça do gênero, “Por Debaixo dos Panos”, de Cecéu (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Homem com H (1981) - Antonio Barros

Tom: Bm
Intr.:
Em A7 D G C#m5-/7 F#7
Bm Em A7 D C#7 F#7 Bm

Bm
Nunca vi rastro de cobra
Em
Nem couro de lobisomem

Se correr o bicho pega
Bm
Se ficar o bicho come
Bm/A
Porque eu sou é home
Abº
Porque eu sou é home
F#7
Menino eu sou é home
Bm
Menino eu sou é home

A7 D F#7
Quando eu estava pra nascer
Bm Em
De vez em quando eu ouvia
Bm Em
Eu ouvia mãe dizer
Bm Em
Ai meu Deus como eu queria
Bm Em
Que essa cabra fosse home
Bm
Cabra macho pra danar
Em A7 D
Ah! Mamãe aqui estou eu
G C#m5-/7
Mamãe aqui estou eu
F#7 Bm
Sou homem com H
F#7
E como sou


Estribilho

A7 D F#7
Eu sou homem com H
Bm Em
E com H sou muito home
Bm Em
Se você quer duvidar
Bm Em
Olhe bem pelo meu nome
Bm Em
Já tô quase namorando
Bm
Namorando pra casar
Em A7 D
Ah! Maria diz que eu sou
G C#m5-7
Maria diz que eu sou
F#7 B
Sou homem com H

E como sou

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Êta, nóis!

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Ney Matogrosso

Êta, nóis! - Luli e Lucina
Int.: (63-30-62-30-60-30) D7

G D7
Nóis se cruzemo na espiral da vida
G
Mais de uma vez eu tenho consciência
C D7
De que na vida não tem coincidência, ai, ai
G D7 G D7
Nóis se gostemo e se tornemo amigo
G
Mil música cantemo pros nossos ouvidos
C
Os lás e os bemóis acordes dissonando
D7 G
Em perfeita harmonia, ai, ai
C A7
Mas um dia chegou e nóis desprevinidos
D7
(e nóis desprevinido)
G C
Caímos no chão como dois inimigo (como dois inimigo)
C A7
Nos batendo, estropiando, destruindo o construído

D7

(destruindo o construído)
B
No fundo do tacho um gosto de fel
C G
Mas um dia as abelhas se voltam todinhas
D7
E no milagre da lida
G
No milagre da lida o amor vira mel

Êta nóis!

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Barco negro

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Ney Matogrosso

Barco negro - Caco Velho e Pirati
Tom: A
Int.:
(E A)

A
De manhã que medo
E A
Que me achasses feia

Acordei tremendo
A7 D
Deitada na areia
A
Mas logo os teus olhos
A7 D
Disseram que não
E A
E o sol penetrou
E A (A)
No meu coração
A
Vi depois numa rocha

Uma cruz

E o teu barco negro
A7 D
Dançava na luz
A
Vi teu braço acenando
A7 D
Entre as velas já soltas

Dizem as velhas das praia
E
Que não voltas
A
São loucas
Am
São loucas
E
Eu sei meu amor
A
Que nem chegaste a partir
E
Pois tudo ao meu redor
A
Me diz que estás sempre comigo
A
No vento que lança
E A
A areia no vidro

Na água que canta
A7 D
No fogo mortiço
A
No calor do leito
A7 D
No vento vazio
E A
Dentro do meu peito
E A (D Dm A A7)
Estás sempre comigo
E
Eu sei meu amor
A
Que nem chegaste a partir
E
Pois tudo ao meu redor
A (A D)
Me diz que estás sempre comigo

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Bandolero

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Ney Matogrosso

Bandolero - Luli e Lucina
Int.: (Am7 Em7) (C F) G7

(C F) G
Fosse ciganos a levantar poeira
F
A misturar nas patas
E
Terras de outras terras, ares de outras matas
F C G
Eu, bandolero, no meu cavalo alado
F
Na mão direita o fado
E
Jogando sementes nos campos da mente
(Am Em7)
E se falasses magia, sonho e fantasia

E se falasses encanto, quebranto e condão
F E D
Não te enganarias, não te enganarias
(Am Em7) (C F)
Não te enganarias, não!
(C F) G
Fosse ciganos a levantar poeira
F
A misturar nas patas
E
Terras de outras terras, ares de outras matas
F C G
Eu, bandolero, no meu cavalo alado
F
Na mão direita o fado
E (Am Em7)
Jogando sementes nos campos da mente

E se falasses magia, sonho e fantasia

E se falasses encanto, quebranto e condão
F E D
Feitiço, transe, viagem, alucinação
(Am Em7)
Miragem

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Bandido corazón

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Ney Matogrosso

Bandido corazón - Rita Lee
Tom: G
Int.:
(G7+ C/D)

Am D G G7+
Bandido, bandido corazón
C/D
No deja de te amar
Am D G G7+
Bandido, bandido corazón
C/D
No puedo controlar
A D
Quero te pedir minhas desculpas
B7 Em
Isso sempre acontece
A Am
Tenho um coração que é desvairado
D G G7+
E nunca me obedece
Am D
Eu já sou um cara meio estranho
B7 Em
Alguém me disse isso uma vez
A Am
Meu coração é de cigano
D G
Mas o que salva é a minha insensatez


Estribilho

Am D
Eu que sempre fui chegado
B7 Em
Ao romance e aventura
A Am
Eu talvez seja condenado
D G Am
A viver perto da loucura
D B7
Por isso quero te pedir minhas desculpas
Em A
Eu canto mais uma vez
Am
Meu coração é desvairado, eu sei
D G
Mas o que estraga é a sua timidez


Estribilho

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Balada do louco

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Ney Matogrosso

Balada do louco (1972) - Arnaldo Baptista e Rita Lee

B7/4(9) B7 D#° E
Dizem que sou louco
D#° B7 E
Por pensar assim
B7/4(9) D#° E
Se eu sou mui-to louco
D#° B7 C#m
Por eu ser feliz
C#m/B Bbm7(b5) A7M
Mas louco é quem me diz
E
E não é feliz
B7/4(9) E
Não é feliz
B7/4(9) B7 D#° E
Se eles são bonitos
D#° B7 E
Sou Alain Delon
B7/4(9) D#° E
Se eles são famosos
D#° B7 C#m
Sou Napo-leão
C#m/B Bbm7(b5) A7M E B7/4(9)
Mas louco é quem me diz e não é feliz não é feliz

E E7 A F#m E7
Eu juro que é melhor
A F#m E7
Não ser um normal
F#7 B7
Se eu posso pensar Que Deus sou eu
E7 A E7 A E7
(E, brrrrrrrrrl) E, tchan, tchan, tchan!)


B7/4(9) B7 D#° E
Se eles têm três carros
D#° B7 E
Eu posso voar
B7/4(9) D#° E
Se eles re-zam muito
D#° B7 C#m
Eu já estou no céu
C#m/B Bbm7(b5) A7M
Mas louco é quem me diz
E
E não é feliz
B7/4(9) E E7
Não é feliz

A F#m E7
Eu juro que é melhor
A F#m
Não ser um normal
E7 F#7
Se eu posso pensar
B7 E7 A E7 A E7
Que Deus sou eu

B7/4(9) B7 D#° E
Sim, sou muito louco
D#° B7 E
Não vou me curar
B7/4(9) D#° E
Já não sou o único
D#° B7 C#m
Que encontrou a paz
C#m/B Bbm7(b5) A7M
Mas louco é quem me diz
E
E não é feliz
B7/4(9) E
Eu sou feliz!


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Balada da arrasada

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Ney Matogrosso

Balada da arrasada - Ângela Rô Rô
Int.: (Am7 F7 E7 F7 E7 F7 E7)

F7+ F#º G E/G#
Entregou-se sem um zelo ao apelo de sorrir
F7+ F#º G E/G#
Ofertou-se inteira e dócil a um fácil seduzir
F7+ F#º F E7 Am
Sem saber que o destino diz verdades ao mentir
F E7 Am
Doce ilusão do amor
F F#º G E/G#
Arrasada, acabada, desprezada, torturada
F F#º G E/G#
Maltratada, liqüidada, sem estrada pra fugir
F F#º F E7 Am
Tenho pena da pequena que no amor foi se iludir
F E7 Am
Tadinha dela
F F#º G E/G#
Hoje vive biritada sem ter nem onde cair
F F#º G E/G#
Do Acapulco à calçada ou em frente do Samir
F F#º F E7 Am
Ela busca toda noite algo pra se divertir
F E7 Am
Mas não encontra não
F F#º G E/G#
Desespera dessa espera por alguém pra le ouvir
F F#º G E/G#
Sente um frio na costela e uma ânsia de sumir
F F#º F E7 Am
Transa modelito forte, comprimidos pra dormir
F E7 Am
E não acorda mais...

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Ando meio desligado

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A canção “Ando Meio Desligado” abriu A divina comédia ou ando meio desligado, o terceiro elepê de Os Mutantes. Formado originalmente por Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista, este grupo fez a ponte entre o tropicalismo e o então nascente rock brasileiro.

Incluída inicialmente no repertório do espetáculo “Planeta dos Mutantes”, a composição teve que ser retirada porque estava inscrita no IV FIC, cujo regulamento exigia ineditismo. Segundo Carlos Calado, no livro A divina comédia dos Mutantes, “Ando Meio Desligado” “foi composta quase na marra”, pois os três não dispunham de “nada muito interessante na gaveta” a poucos dias do encerramento das inscrições.

Assim, prossegue Calado, “tinham acabado de fumar um baseado no quarto do Sérgio, quando ele mostrou a primeira parte de uma melodia, que logo ganhou uma linha de baixo inspirada em ‘Time of the Season’, hit do conjunto inglês The Zombies”. Então Rita fez a letra, com a colaboração de Arnaldo.

Mas, apesar de seu início vinculado à sensação de desligamento produzida pela maconha (“Eu nem sinto meus pés no chão / olho e não vejo nada”), “Ando Meio Desligado” é na verdade uma canção de amor, digamos, à moda de Os Mutantes, sendo sua letra uma das mais românticas do grupo: “Eu só penso se você me quer / eu nem vejo a hora de lhe dizer / aquilo tudo que eu decorei / e depois do beijo que eu já sonhei / você vai sentir, mas, por favor / não leve a mal...”.

Décima colocada no FIC, a canção ganhou uma versão em inglês, intitulada “I Feel a Little Spaced Out”, gravada pelo próprio grupo em 1970, mas não lançada até 1995 (A Canção no Tempo – Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Ando meio desligado (1969) - Sérgio Dias Baptista, Rita Lee e Arnaldo Dias Baptista

(Bm7 E7) (Bm7 E7)
Ando meio desligado
Bm7 E7 Bm7 E7
Eu nem sinto meus pés no chão
Bm7 E7 Bm7 E7
Olho e não vejo nada
Bm7 E7 Bm7 E7
Eu só penso se você me quer
A Bm7
Eu não vejo a hora de lhe dizer
A
Aquilo tudo que eu decorei
Bm7
E depois o beijo que eu já sonhei

Você vai sentir, mas...
A G A Bm7
Por favor, não leve a mal
G A Bm7
Eu só quero que você me queira
(Bm7 E7)
Não leve a mal

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Coubanakan

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Ney Matogrosso

Coubanakan - Moisés Simons, Sauvat e Chamfleury

Coubanakan
Misterioso país del amor
Dónde forman tus cantos en flor
Un vergel primoroso


Coubanakan
Maravilla de luz y calor
Tu perfume despierta el ardor
Con placer delicioso


Coubanakan
Preferida del sol y del mar
Todo unido evocan un cantar
De lejamos amores


Coubanakan
Guardaré tu recuerdo en mi ser
Porque allí tengo yo a mi querer
Y mi más loco afán
Tengo todo mi afán
En mi Coubanakan

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América do Sul

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Ney Matogrosso

América do Sul - Paulo Machado
Tom: D

D A
Desperta América do Sul
D A
Desperta a praia, mar do sol
D
Deixa correr
E
Qualquer rio que alegre esse sertão
B
Essa terra morena, esse calor
F#
Esse campo e essa força tropical
D A
Desperta América do Sul
D A
Deus salve essa América Central
D
Deixa viver
E
Esses campos molhados de suor
B
Esse orgulho latino em cada olhar
F#
Esse campo e essa aurora tropical

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Ney Matogrosso

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Ney Matogrosso

Ney Matogrosso (Ney de Souza Pereira), cantor, nasceu em 1º de agosto de 1941 em Bela Vista, no Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai, e aos 17 anos entrou para a Aeronáutica, indo mais tarde trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital de Base de Brasília.

Pouco mais tarde começou a cantar em um quarteto vocal e participou de um festival universitário, depois do que enveredou para a carreira artística, querendo ser ator de teatro. Com esse objetivo foi para o Rio de Janeiro em 1966, onde virou hippie e passou a viver da venda de peças de artesanato. Trabalhou como iluminador na Sala Cecília Meireles. Fez a iluminação de vários grandes shows, como por exemplo, Paratodos, de Chico Buarque.

Em 1971 mudou-se para São Paulo, adotou o nome artístico Ney Matogrosso e passou a integrar o grupo Secos e Molhados, que, em apenas um ano e meio de vida, tornou-se um fenômeno, vendeu mais de um milhão de discos e se desfez. Ney projetou-se com o sucesso da banda, chamando a atenção por sua voz e por seu desempenho sempre teatral no palco.

Com o fim do grupo em 1974, seguiu uma carreira individual de sucesso, gravando então o LP Tercer mundo, pela Continental, mesma gravadora do LP Água do céu-pássaro, lançado no ano seguinte. Por essa época, fez shows no Rio de Janeiro e em São Paulo e trabalhou com Astor Piazzola em Milão, Itália, gravando um compacto duplo com ele e seu grupo. Ainda pela Continental lançou os dois LPs posteriores: Bandido (1976) e Pecado (1977). Pela WEA, lançou o LP Feitiço, em 1978.

No ano seguinte, com o show Seu tipo, pretendeu mudar a imagem andrógina e espalhafatosa, mas a tentativa não deu certo. Gravou o LP Seu tipo, WEA. Lançou em 1980 o LP Sujeito estranho, WEA. No ano seguinte, o disco Ney Matogrosso, Ariola, incluiu América do Sul (Paulo Machado) e Coubanakan (Moisés Simon, Sauvat e Champfleury) e ganhou um Disco de Ouro.

Em 1982 fez sucesso com o show Matogrosso, no Canecão, Rio de Janeiro, com destaque para Deixar você (Gilberto Gil) e Tanto amar (Chico Buarque). Gravou Matogrosso, Ariola.

Em 1983, já tendo lançado 8 LPs individuais, e recebido quatro prêmios, sendo dois Discos de Platina e dois Discos de Ouro, fez sua primeira tournee européia, que teve como ponto de partida o Festival de Jazz de Montreux (Suíça). Também nesse ano comemorou 10 anos de carreira, com o LP Pois é, Ariola.

Em 1984, numa iniciativa pioneira, alugou a lona do Circo Tihany e fez o espetáculo Destino de aventureiro, que ficou 5 meses em cartaz no Rio de Janeiro e depois correu o Brasil. Gravou pela Barclay o LP homônimo, que tambem recebeu Disco de Ouro e de Platina. Depois de dois anos sem gravar, voltou em 1986 com o LP Bugre.

Em 1990 lançou o disco A flor da pele, com Rafael Rabelo (Som Livre). A biografia Ney Matogrosso — um cara meio estranho, da jornalista Denise Pires Vaz, foi lançada em 1992-1993. Dirigiu o Prêmio Sharp de 1993, feito em homenagem a Ângela Maria e Caubi Peixoto. Em 1994 lançou As aparências enganam, com o grupo Aquarela Carioca (Polygram).

Em 1995 fez tournee pelo Brasil cantando o repertório de Ângela Maria, gravado no disco Estava escrito (Polygram). Gravou em 1996 Um brasileiro, disco dedicado a obra de Chico Buarque (Polygram). Em 1997 lançou pela Polygram o CD O cair da tarde, tributo a Villa-Lobos e Tom Jobim. Apresentou-se em shows de lançamento do CD com o pianista Leandro Braga e o grupo Uakti.
Confiram mais detalhes sobre este excelente intérprete da MPB em seu Site Oficial.
Algumas letras e músicas cifradas:
A galinha d'angola, A ordem é samba, Acontece, Adeus batucada, Alegria Carnaval, Amendoim torradinho, América do Sul, Amor, Ando meio desligado, As rosas não falam, Balada da arrasada, Balada do louco, Balada triste, Bambo de bambu, Bamboleô, Bandido corazón, Bandolero, Barco negro, Basta de clamares inocência, Boneca cobiçada, Cachorro vira-lata, Calúnias - Telma eu não sou gay, Cordas de aço, Corrente, Coubanakan.
Da cor do pecado, De papo pro ar, Deixa a menina, Depois melhora, Doce vampiro, Dora, Escuta, Espinha de bacalhau, Êta, nóis!, Fala, Falando de amor, Feitiço da Vila, Flores astrais, Homem com H, Inspiração, Interesse, Lábios de mel, Lua girou, Mal necessário, Maria Escandalosa, Metamorfose ambulante, Mulheres de Atenas.
Não existe pecado ao sul do equador, Napoleão, Negue, Nem eu, Noite Severina, O mundo é um moinho, O patrão nosso de cada dia, O seu amor, O sol nascerá, O tic-tac do meu coração, O vira, Pai e mãe, Por que a gente é assim?, Rondó do capitão, Rosa de Hiroshima, Sangue latino, Segredo, Tanto amar, Tem gente com fome, Tive sim, Último drama, Urubu malandro, Vereda tropical, Viajante.

Fontes: Cliquemusic; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

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Carmélia Alves

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Carmélia Alves, cantora, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 14/2/1925. Filha de cearenses, nascida e criada no subúrbio carioca de Bangu, desde cedo entrou em contato com a música do Norte e Nordeste, nas reuniões de repentistas que seus pais promoviam em casa.
Em 1940 participou do programa de calouros de Paulo Gracindo, na Rádio Tupi, e depois cantou no Programa do Tiro, da Rádio Nacional, apresentado por Barbosa Júnior, que a levou para cantar, com contrato, em seu outro programa, O Picolino. Nesse começo de carreira, em que interpretava sambas tentando imitar Carmen Miranda, foi contratada pela Rádio Mayrink Veiga por três anos.
Em 1943 passou a atuar tambêm como crooner na boate do Copacabana Palace Hotel; nesse ano gravou seu primeiro disco, na Victor, com o samba Deixei de sofrer (Dino e Popeye do Pandeiro) e a batucada Quem dorme no ponto é chofer (Assis Valente), lançado no Carnaval de 1944. Em 1944, também, excursionou por todo o país. Com a proibição do jogo em 1946, fixou-se em São Paulo SP, atuando em casas noturnas.
Voltou ao Rio de Janeiro em 1948, sendo novamente contratada pela Mayrink Veiga e pela boate do Copa- cabana Palace Hotel. Foi através do programa Ritmos da Panair, de Murilo Neri, transmitido pela Radio Nacional diariamente da boate, que começou a ser conhecida.
Em 1949 gravou, em dupla com Ivon Curi, pela Continental, o baião Me leva (Hervé Cordovil e Rochinha), o primeiro de uma série que a consagraria como a Rainha do Baião durante a década de 1950. Obteve grande sucesso com as gravações de Trepa no coqueiro (1950), de Ari Kerner, Sabiá lá na gaiola (1950) de Hervé Cordovil e Mário Vieira, o samba Coração magoado (1950), de Roberto Martins, e Cabeça inchada (1951), de Hervé Cordovil. Interpretando o baião com sotaque sulista, foi uma das maiores dïvulgadoras do gênero no Sul do país.
Em 1954, com seu marido, o cantor Jimmy Lester, realizou vitoriosa temporada em Buenos Aires, Argentina, cantando na boate Gong e na Rádio Belgrano, e, em 1956, já consagrada no Brasil, excursionou, durante cinco anos, pela Europa, África, Asia e E.U.A., divulgando a música brasileira e fazendo gravações.
Participou ainda de diversos filmes musicais: Tudo azul (1952), de Moacir Fenelon; Está com tudo (1952), de Luis de Barros; Agulha no palheiro (1953), de Alex Viany; Carnaval em Caxias (1954), de Paulo Wanderley; Trabalhou bem, Genival (1955), de Luis de Barros; Carnaval em lá maior (1955), de Ademar Gonzaga; e Pensão de Dona Estela (1956), de Alfredo Palácios e Ferenc Fekete.
No início da decada de 1970 apresentou-se freqüentemente no exterior e, em 1974, gravou o LP Ritmos do Brasil com Carmélia Alves, pela RGE, com Eu vou girar (B. Lobo e Agnaldo Alencar) e Peguei um ita no norte (Dorival Caymmi), entre outras. Em 1977, participou do show comemorativo dos 30 anos de baião, realizado no Teatro Municipal, de Sao Paulo, com Luis Gonzaga, Hervé Cordovil e Humberto Teixeira. Na década de 1990, da época áurea do rádio brasileiro.

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Bidu Sayão

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Bidu Sayão

Estava resoluto a colocar só figuras ilustres da Música Popular Brasileira neste blog. Mas existe um vulto elogiável e que não posso deixar de incluir aqui. Chama-se Bidu Sayão. Ela, na música lírica, mostrou que o nosso Brasil, além do samba, também é de Carlos Gomes, Villa-Lobos e etc. E além disso, mostrou um patriotismo elogiável: sempre brasileira. Leiam a pequena bioagrafia dessa linda senhora.
Dona de uma voz límpida e delicada, a soprano brasileira Bidu Sayão foi uma das mais respeitadas artistas do Metropolitan Opera de Nova York. Seu prestígio pode ser observado no próprio hall do teatro, que ostenta um imenso quadro em sua homenagem. Ao longo de sua carreira, conviveu e trabalhou com as maiores personalidades artísticas deste século, como o maestro Arturo Toscanini, um de seus grandes admiradores — ele a chamava de "la piccola brasiliana" —, Maria Callas, a pianista Guiomar Novaes e Carmem Miranda.
Além disso, foi a parceira favorita de Villa-Lobos, numa carreira que durou 38 anos. Nesse período, emprestou sua voz e imortalizou a Bachiana n.º 5, das Bachianas Brasileiras, as peças mais conhecidas e mais amadas do compositor. Esta, que foi considerada pelo maestro como a mais perfeita gravação da obra, foi escolhida para o prêmio Hall of Fame, dado pela National Academy of Recording Arts and Sciences.
Clássico brasileiro mais conhecido no mundo, por dois anos seguidos foi o disco mais vendido nos Estados Unidos. Bidu Sayão iniciou seus estudos musicais no Rio de Janeiro e aos 18 anos fez sua estréia no Teatro Municipal da cidade. Iniciou sua carreira internacional na Romênia, e aperfeiçoou seu canto em Nice, na França, com Jean de Reszke, o mais famoso professor da época, adquirindo a técnica perfeita e a delicadeza que viriam a caracterizá-la.
Em Roma, cidade que a viu nascer para o teatro lírico, foi surpreendida por um convite para que abrisse a temporada do Teatro Constanzi. Sua interpretação de Rosina em O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, foi feita de forma tão admirável que lhe rendeu a entrada definitiva no rol dos grandes intérpretes líricos da Europa.
Em 1925, de volta ao Brasil, cantou novamente O Barbeiro de Sevilha antes de inaugurar outra temporada do Teatro Constanzi. Depois disso, atuou nos mais importantes teatros do Velho Mundo, como o Teatro São Paulo, em Portugal, Teatro Opera Comique de Paris e o Alla Scala de Milão, por exemplo.
Excelente atriz, sua força interpretativa garantiu-lhe viver 22 heroínas diferentes, entre elas, Ceci (O Guarani, Carlos Gomes), Gilda (Rigoletto, Verdi), Mimi (La Bohéme, Puccini), Suzana (Bodas de Fígaro, Mozart) e Violeta (La Traviata, Verdi).
Em 1936, a soprano brasileira Bidu Sayão fez sua grande estréia para o público norte-americano, cantando La Demoiselle Élue, de Debussy, em apresentação regida pelo maestro Toscanini no Carnegie Hall, em Nova York. Em 1937, estreou no Metropolitan Opera House de Nova York (onde foi grande figura por mais de 15 anos), cantando o papel título da ópera Manon, de Jules Massenet. O volume de convites que recebeu para cantar, na época, fez com que interpretasse 12 papéis diferentes em 13 temporadas.
Em fevereiro de 1938, cantou para o casal Roosevelt na Casa Branca. Na ocasião, o presidente chegou a oferecer-lhe a cidadania americana — rejeitada na hora por Bidu, que sempre cultivou o sonho de terminar a carreira e a vida como brasileira.
Encantados com Bidu Sayão, os americanos não a deixaram partir. Continuou a dar concertos através de todo o país, sempre colhendo triunfos, sendo, por isso, chamada pelos americanos de The Charming Singer. Em agosto de 1955, obteve um de seus maiores sucessos cantando no Hollywood Bowl. Com a Calgary Symphony Orchestra, foi chamada de "Glamorous Soprano Star".
Entre idas e vindas, o "Rouxinol Brasileiro" — apelido que ganhou do escritor Mário de Andrade — apresentou-se diversas vezes em palcos nacionais. Esteve no Rio de Janeiro em 1926, 1933, 1935 e 1936. Em São Paulo, apresentou-se nos anos de 1926, 1933, 1935, 1936, 1937, 1939, 1940 e 1946. Durante essas temporadas, cantou O Barbeiro de Sevilha, Rigoletto, Matrimônio Secreto, Um Caso Singular, Soror Madalena, O Guarani, Manon, Romeu e Julieta, I Puritani, La Traviata, La Bohéme e Lakmé.
Em 1957, Bidu Sayão decidiu encerrar sua carreira artística. Com a mesma La Demosele Élue com que entrou nos Estados Unidos, ela encerrou a carreira em 1958, ainda em perfeita forma e recebendo as maiores homenagens e melhores críticas dos jornais. Em 1959, mais de um ano após ter encerrado a carreira nos palcos e em público, fez uma gravação da Floresta Amazônica, de Villa-Lobos, atendendo ao pedido do compositor. Com ela, Bidu Sayão encerrou definitivamente a carreira, definindo este último trabalho com seu "canto do cisne".
Em 1995 veio ao Rio de Janeiro para ser homenageada pelo enredo da escola de samba Beija-Flor. Antes de ir embora, não escondeu sua vontade de retornar ao Brasil. Bidu Sayão morreu em 1999, aos 96 anos, no Estado do Maine, local onde viveu durante a maior parte do tempo, nos Estados Unidos. Seu maior desejo era visitar o Brasil pela última vez. Sonhava em ver a Baía de Guanabara antes de morrer e planejava isto para celebrar seu centenário. Após uma longa vida repleta de glórias e triunfos, a cantora não conseguiu realizar esse último desejo.
fontes: A melhor cantora lírica de todos os tempos - São Paulo ImagemData.

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Bombocado

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Caco Velho

Bombocado (samba) - Denis Brean

Ô nega, você me deixa abafado
Com gosto de bom-bocado
Quando me beija a boca
Seu beijo é uma coisa louca
Eu já estou viciado
Nesse gostoso melado

Seu beijo tem qualquer coisa de forte
Mais poderoso que a morte
Eis em resumo a razão
Seu beijo parece uma granada
Que entra pelos meus lábios
E vai até o coração.

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Caco Velho

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Caco Velho

Caco Velho (Mateus Nunes), cantor, instrumentista e compositor, nasceu em Porto Alegre/RS, em 12/3/1909, e faleceu em São Paulo, em 14/9/1971. Era filho de um violonista amador, trabalhou como auxiliar de mecânico na Editora Globo e desde cedo se interessou pelo samba.
Estreou, em 1932, na Rádio Gaúcha, como pandeirista do Regional de Piratini, conjunto no qual foi também crooner e tocou piano, baixo e bateria. Nessa época, apresentou-se em rádios e boates em Montevidéu, Uruguai, e Buenos Aires, Argentina, cantando sempre uma música de que gostava muito - Caco velho (Ary Barroso), que originou seu apelido.
Mudou-se para São Paulo em 1940, ingressando na orquestra de J. França e atuando no Cassino OK. Descoberto por Dermeval Costa Lima em 1943, foi levado para a Rádio Tupi, tornando-se cantor muito popular e passando a ser conhecido como "o homem com uma cuíca na garganta", por imitar o som de cuíca em vocalizações.
Gravou pela primeira vez, em disco Odeon de 78 rpm, em 1944, cantando os sambas Briga de gato (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins) e Maria caiu do céu (com Nilo Silva).
Na Continental gravou os sucessos: em 1945, o samba Bombocado (Denis Brean); em 1946, um de seus grandes sucessos, o samba Meu fraco é mulher (Matias da Cruz e Heitor Barros) e o samba É doloroso (Heitor Barros e Alfredo Borba), em 1948, Alegria de pobre (Ciro de Souza).
Trabalhou também em cinema, participando dos filmes Carnaval Atlântida (de José Carlos Burle, 1952), Mulher de verdade (de Alberto Cavalcanti, 1954) e Carnaval em lá maior (de Ademar Gonzaga, 1955).
Ainda na Rádio Tupi, apresentou-se como crooner do conjunto de Robledo e, depois, da orquestra de Georges Henri, com quem excursionou a Paris, França, em 1955. Desse ano até 1957, cantou no cabaré La Macumba, em Paris, e, de volta a São Paulo, abriu sua primeira casa noturna, Derval Bar.
Na década de 1960 teve outra casa de samba - Brazilian's Bar - e por 1966 partiu para São Francisco, E.U.A., ode ficou durante dois anos, com o conjunto do Brazilian's Bar, apresentando-se em boates e shows em universidades.
Seguiu para Lisboa, Portugal, em 1968, onde fez apresentações em teatros, rádio e televisão.
Voltando a São Paulo, em 1970 passou a atuar nas boates Jogral e Mondo Cane, e no ano seguinte inaugurou nova casa de samba, Sem Nome Drinks. Participou, em 1971, do programa Som Livre Exportação, na TV Globo.
Como compositor destacou-se com Mãe preta (com Antônio Amabile), Barco negro (ambos gravados pela portuguesa Amália Rodrigues), Não faça hora, outro grande êxito em sua interpretação, e Não bobeie Kalamazu, gravada pelos Namorados da Lua.

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Carolina Cardoso de Meneses

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Carolina Cardoso de Menezes

Carolina Cardoso de Meneses, instrumentista e compositora, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 27/05/1916 e faleceu em 31/12/2000. Filha do pianista Osvaldo Cardoso de Meneses, começou a estudar piano aos 13 anos com Zaíra Braga e depois com Gabriel de Almeida e Paulinho Chaves. Formou-se em teoria e solfejo pelo I.N.M. (Instituto Nacional de Música), em 1930, estudando a seguir harmonia com seu primo Newton Pádua.
Ainda nesse ano, participou da histórica gravação do samba Na Pavuna (Almirante e Homero Dornellas), estreando realmente como profissional na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, passando depois por várias emissoras, como a Rádio Educadora, Philips e Mayrink Veiga.
Gravou sua primeira composição, em 1932, pela Odeon: o fox Preludiando; e em 1935 transferiu-se para a Rádio Tupi, indo nove anos depois para a Nacional, onde ficou até 1968, quando se aposentou.
Em 1942 gravou três 78 rpm com Garoto, sob o título Garoto e Carolina. Complementando a tarefa iniciada por Ernesto Nazareth, ajudou a adaptar o chorinho para piano, como no seu LP gravado sob etiqueta Sinter Música de Ernesto Nazareth.
Compôs diversos sambas, choros, foxes e baiões, destacando-se na sua obra Aquela rosa que você me deu (com Armando Fernandes), marcha-rancho defendida por Ellen de Lima e classificada em segundo lugar no II Concurso de Músicas de Carnaval, promovido em 1968 pela Secretaria de Turismo do Estado da Guanabara.
Outros sucessos seus: Aquela rosa que você me deu, marcha-rancho (1967); Ausência, fox (1938); Caboclinha (com Osvaldo Cardoso de Meneses), choro (1933); Comigo é assim, choro; Era tão lindo o meu amor, canção (1932); Esquina da vida (com Armando Fernandes), samba (1954); Eu e ela, samba (1958); Mentiras (com René Bittencourt), bolero (1958); Nós dois (com A Fernandes), samba (1954); Nosso mal, samba (1953); Papai Noel (com Jorge André), canção (1931); Pombo-correio, choro (1931), e Preludiando, fox (1932).
A partir da década de 70 diminuiu suas atividades artísticas. Em 1997 gravou um CD com clássicos como Odeon (Ernesto Nazareth), Lamento (Pixinguinha) e Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu) e composições de sua autoria.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. Popular. São Paulo, Art Editora.

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Minha linda Salomé

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Minha linda Salomé (marcha, 1945) - Denis Brean e Vitor Simon

Quando eu vou pro meu rancho da montanha
Vou montado nesse meu cavalo amigo
Ainda existe algo mais que me acompanha
E por ela com todo mundo eu brigo
Bob Nelson

Eu por ela desacato
O mais temível bandoleiro
E por ela também mato
Até meu melhor rancheiro
Ela tem os olhos tristes como um lago
Já venceu um concurso lá em Chicago


Meus senhores
Vou dizer quem ela é
Entretanto, adivinhe quem quiser
É a minha linda vaca Salomé.

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Bob Nelson

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Bob Nelson (Nelson Pérez), cantor e compositor, nasceu em Campinas, SP, em 12.10.1918, sendo o 6º dos oito filhos de José Pérez, espanhol, ferroviário da Mogiana e dono do Hotel Dalva, e de D. Floresmina. Fez o grupo escolar que funcionava em anexo à Escola Normal e formou-se contador na Escola de Comércio São Luiz. Em sua família só ele teria pendores artísticos.
Com 11 anos já trabalhava no comércio. Depois entrou na Mogiana, apenas para atender ao desejo do pai, foi contador da Armour e caixeiro-viajante. Iniciou-se como crooner da Orquestra Julinho e cantor-solista do Grupo Cacique, que apresentava na Rádio Educadora de campinas (PRC-9), nas pegadas do Bando da Lua e dos Anjos do Inferno, e era formado, além dele, por Paulinho Nogueira e seu irmão Celso, Armando do Couto, primo dos dois e médico, Aimoré dos Santos Matos, oficial, e pelo professor Enéas.
Quando Carmen Miranda se apresentou em Campinas, em 1939, lá estavam eles acompanhando a Pequena Notável. Uma noite, depois de assistir ao filme Idílio Nos Alpes, no Cine Rink, na rua Barão de Jaguara, por brincadeira, começou a se comunicar com um amigo à maneira das montanhas do Tirol, como o cowboy-cantor Gene Autry, com menos perfeição, já vinha fazendo. Aquilo fez vibrar as mocinhas que passavam.
Durante a semana, para viver percorria a Central do Brasil como vendedor das meias Ethel, que ninguém comprava devido ao preço. Uma noite, em Taubaté, cantou no serviço de alto-falante uma adaptação que tinha feito de Ó Suzana. Agradou demais e foi estimulado a ir à Hora da Peneira Rodine, na Rádio Cultura de São Paulo. Vai com o amigo Paulo, que fica com o 2º lugar, com Lábios que beijei, e ele, com Ó Suzana, com o 1º, repartindo entre si, conforme o combinado, os prêmios, 100 e 50 cruzeiros respectivamente, ou seja, 75 para cada um. Aí resolve ficar por São Paulo, tornando-se um "calouro profissional".
Quando canta, sempre Ó Suzana, no programa Calouros do Chá Ribeira, na Rádio Tupi, o diretor Dermival Costalima o contrata a 300 cruzeiros por mês. Numa reunião de diretores, fica decidido que Nelson Pérez positivamente não era nome de cowboy. Um diretor, folheando uma revista de cinema, dá com o nome de Robert (Bob) Taylor, grande galã da época. Costalima tem o estalo: "Bob Nelson!". Nessa ocasião, Assis Chateaubriand, todo-poderoso dono das Associadas, estava empenhando em homenagear, na Tupi, o oficial-comandante americano do Atlântico Sul. Teve uma de suas idéias: "Rapaz, pegue este dinheiro, vá à loja Sloper e compre uma roupa completa de cowboy. E cante Suzana, pois o homem é do Texas!" "- O americano gostou tanto que subiu no palco para abraçar. Ele era muito alto. Abracei ele no joelho!"
Com um repertório ampliado, nesse mesmo ano de 1943, vai atuar no Cassino Ahú, de Curitiba, a 300 cruzeiros por noite. A seguir faz todo o circuito das bases militares, até Natal e Fernando de Noronha. Na volta, Ziembinski o convida para ir ao Rio de Janeiro, onde atua na Rádio Tupi e no Cassino Atlântico, a 500 cruzeiros por noite, com mais sucesso até que Gregorio Barrios e Libertad Lamarque. Como a Tupi ficasse em atraso de pagamento por quatro meses, tenta leiloar nos corredores, com colegas, seus vales e é expulso pelo diretor. Assis Chateaubriand, que o chamava de "cowboy sem cavalo", chega pouco depois e dá-lhe razão: "Atrasou, não pagou, faz leilão dessa porcaria!"
Haroldo Barbosa sem demora o recomenda a Victor Costa, diretor da Nacional. Mesmo já sabendo de seu sucesso, quer testá-lo num programa de auditório. Não deu outra: contrato imediato. Daí em diante o Vaqueiro Alegre, seu slogan, faz-se astro do disco e da Rádio Nacional, emendando um sucesso após outro como Boi Barnabé (com Afonso Simão), Eu tiro o leite (com Sebastião Lima), Minha linda Salomé (Denis Brean e Vitor Simon), Te agüenta, Mané (com Almeida Rego) e Catulé (com Murilo Latini), e sua adaptação de Ó Suzana, gravada na Victor e depois lançada nos EUA.
O Brasil também o conhece através do cinema: Este Mundo É Um Pandeiro (1946), Segura Essa Mulher (1946), É Com Este Que Eu Vou (1948), no qual canta Como É Burro O meu Cavalo! , e Estou Ai? (1949).
Muito depois, em 1970, faria papel de padre em Vale do Canaã, sob a direção de Jece Valadão. Casa-se com Antonietta Leal Perez, em 1950, e têm dois filhos, Nelson Roberto e Eduardo José, e dois netos, Luciana Antonela e Victor Eduardo. Deixando de cantar, continua na Rádio Nacional, como secretário do departamento jurídico e diretor do departamento de gravações.
Na Nacional aposenta-se em 1976, depois de 26 anos ininterruptos de trabalho na estação. Jamais pararia, contudo, de trabalhar. É representante de produtos ópticos, percorrendo todo o Brasil para promover as vendas, e sempre disposto a se apresentar artisticamente, com a mesma disposição e a mesma capacidade de conquistar qualquer platéia.
Fontes: Revivendo Músicas - Biografias; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

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Blecaute

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Blecaute (Otávio Henrique de Oliveira) , cantor e compositor nasceu em Espírito Santo do Pinhal SP, em 05/12/1919, e faleceu no Rio de Janeiro, em 9/2/1983. Órfão de pai e de mãe, aos seis anos foi levado para São Paulo SP, onde trabalhou como engraxate e entregador de jornais.
Estreou como cantor em 1933, no programa de calouros A Peneira de Ouro, da Rádio Tupi, e oito anos depois começou a atuar na Rádio Difusora, adotando, por sugestão do Capitão Furtado, o nome de Black-Out, abrasileirado pela imprensa para Blecaute. Entre 1942 e 1943 foi para o Rio de Janeiro RJ, contratado pela Rádio Tamoio, atuando também na Mauá e Nacional.
Em 1944 participou como cantor do filme Tristezas não pagam dívidas (direção de José Carlos Burle e J. Rui) e gravou seu primeiro disco, com Eu agora sou casado (Cristóvão de Alencar e Alcebíades Nogueira). Obteve grande sucesso no Carnaval de 1949 com Pedreiro Waldemar (Wilson Batista e Roberto Martins), mas o maior êxito de sua carreira ocorreria com o samba General da banda (Tancredo Silva, Sátiro de Melo e José Alcides), lançado no Carnaval do mesmo ano, que lhe valeu o apelido de "general da banda", com o qual passou a ser conhecido.
Consagrado como cantor de sucessos carnavalescos, destacou-se em 1951 com Papai Adão (Armando Cavalcanti e Klecius Caldas) e em 1952 com Maria Candelária (da mesma dupla). Dois anos depois, obteve grande êxito com Piada de salão e em 1955 com Maria Escandalosa (também dessa dupla), fazendo sucesso em 1959 com Chora, doutor (de J. Piedade, Orlando Gazzano e J. Campos).
Repetindo seu êxito nos carnavais, em 1963 destacou-se com o Samba do Iê-Iê-Iê (Estanislau Silva,William Duba e Rosa de Oliveira) e dois anos depois com Quero morrer no Rio, lançando em 1969 Bloco de Banana (de sua autoria), e em 1971 Teresinha Copa70 (Marli de Oliveira e Gatinho).
Além de cantor, também compôs algumas músicas, como Natal das crianças e Iansã, esta lançada no Carnaval de 1973. Gravou dois LPs, um pela Odeon, É para todo mundo cantar, e outro pela Polydor, Na boca do povo.
CDs: Carnaval - Sua história, sua glória, vol. 9, 1993, Revivendo RVCD-034; Carnaval - Sua história, sua glória, vol. 11, 1994, Revivendo RVCD-059.

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