domingo, 28 de abril de 2013

Pedro Vargas


Pedro Vargas (Pedro Cruz Mata), tenor e ator mexicano, nasceu em 29/04/1906, na pequena cidade de San Miguel Allende, Guanajuatona, e faleceu em 30/10/1989, na Cidade do México. O artista simboliza o México no universo da música internacional.

Na verdade, ninguém mais do que ele soube representar a canção mexicana no que tinha de melhor e ninguém mais do que ele a divulgou vitoriosamente por todos os continentes.

Fernando Z. Maldonado

Fernando Z. Maldonado
Fernando Z. Maldonado (Fernando Zenaido Maldonado Rivera), compositor e pianista mexicano, nasceu em Cárdenas, San Luis Potosí, em 20/08/1917, e faleceu na cidade de Cuernavaca, Morelos, em 23/03/1996. Seus pais foram o Sr. Moisés Maldonado e a Sra. Catalina Rivera de Maldonado, e teve quatro irmãos: Juan, José, Concepción e Elisa.

Desde criança se interessava pela música. Aos sete anos compôs a valsa "Catalina", dedicado a sua mãe. Estudou piano, flautim e harmonia sob a orientação de seu tio Evodio Rivera Torres e seu avô don Tristán Rivera, que eram músicos.

Raúl Shaw Moreno

Raúl Shaw Moreno
Raúl Shaw Moreno (Raúl Shaw Boutier), cantor e compositor, nasceu em Oruro, Bolívia, em 30 de novembro de 1923. Podemos dizer que Shaw, mais que um cantor, era um artista completo, pois sabia compor e, além disso, pintar lindos quadros.

Em 1946 fundou o “Trío los Altiplánicos” junto com seu irmão Victor Shaw. Começa a ter fama na Bolívia e em 1948 forma o “Trío los Indios” e com esse trio faz uma turnê pelo México. Mais tarde, junto aos “Hermanos Valdés” forma o “Trío Panamérica Antawara”, com o qual grava seu primeiro disco.

Alberto Domínguez

Alberto Domínguez (Alberto Domínguez Borrás) nasceu em San Cristóbal de las Casas, Chiapas, México, em  21 de Abril de 1911. Foi filho de Don Abel Domínguez e Dona Amália Borrás Moreno. Em sua infância viveu na terra natal e, por questões familiares, posteriormente pela vontade de conhecer novos lugares, Alberto foi morar em várias cidades do México assim como em outros países.

Cursou a escola primária, secundária e preparatória. Com apenas seis anos de idade, já compunha suas primeiras obras, como Viva la Feria, inspirada em uma festa homenageando São Cristóvão, e El Tecolote de Guadaña. Indubitavelmente sua vocação era para uma das artes denominada “música”. Além da notável carreira de pianista, compositor, diretor de orquestra e adorar viajar, foi arquiteto autodidata construtor de casas e edifícios e praticou ginástica olímpica e Box.

Em 1921 e 1922, viveu na cidade do México, depois em Puebla (1922 e 1923). De 1923 a 1924 viveu em Matamoros, Tamaulipas, e voltou a Cidade do México, onde viveu de 1924 a 1930. Temporariamente morou nos Estados Unidos de 1930 a 1932. Retornou para capital de seu país, residindo até 1937, ano em que viajou novamente aos Estados Unidos, permanecendo nesse país até 1938. Conhece a Europa e vive na Alemanha até 1939. Volta ao México em fins de 1939, e, em 1940, retorna novamente aos Estados Unidos, onde permanece até 1942. Em 1944, se fixa definitivamente na capital de seu país, depois de conhecer Europa, Antilhas e Estados Unidos.

Dentro de seu vasto repertório musical, as músicas que lhe deram mais fama são Perfidia e Frenesí, que durante muitos anos foram gravadas em todo o mundo, não só no ritmo de bolero, mas também em jazz e rock. Cabe destacar que entre seus mais destacados intépretes, nestes ritmos, estão Dave Brubeck, George Shering, Errol Garner, Oscar Peterson, Gerry Mulligan, Cal Jayder, Woody Herman e Benny Goodman. 

Com um capital americano, foi realizado, no México, o filme “Perfídia”, título de seu bolero, além de musicar outros como "Al Son de la Marimba", com Fernando Soler, Joaquín Pardavé e Sara García, e "Mil Estudiantes y una Muchacha", com Emilio Tuero e Marina Tamayo. Recebeu muitos prêmios e reconhecimentos como o prêmio da Broadcast Music, por "Perfidia" e "Frenesí", em 1941. Durante sua carreira profissional, Alberto recebeu muitos prêmios por suas obras, como os diplomas da Broadcast Music, e em 1944, lhe foi outorgado o prêmio de primeiro lugar de popularidade, pela Radiolandia, por sua canção “Humanidad”.

No ano seguinte, em 1945, Radiolandia e a Loteria Nacional lhe outorgaram diplomas de primeiro lugar, por seu tema “Hilos de Plata”. Em 1946 a Editorial Mexicana de Música Internacional, lhe conferiu o Troféu de Madeira e Bronze, no sucesso “Por la Cruz”. Nesse mesmo ano, a Radiolandia lhe conferiu diploma de primeiro lugar em popularidade nessa obra.

Em 1957 e 1961, a Promotora Hispanoamericana de Música lhe entregou diplomas de primeiro lugar de popularidade, por suas canções "Hilos de Plata" e "Eternamente". Em 1966, em Salamanca, Guanajuato, recebeu a “Pipila de Plata” pela importância nacional e internacional de sua obra. Posteriormente, em 1969 foi reconhecido com diplomas e medalhas de ouro, por causa de milhares de execuções, nos Estados Unidos, de seus boleros “Perfídia” e “Frenesi”.

A princípio dos anos 70 foi eleito vice-presidente da SACM (Sociedade dos Autores e Compositores do México). Dois anos mais tarde, recebeu dessa entidade Medalha de Prata por sua relevância e qualidade de sua obra musical. Em 1973, no primeiro Festival Internacional da Música, Teatro e Dança da Cidade de Taxco, recebeu um Troféu de Prata pela sua musica agora mundialmente conhecida e tocada.

Finalmente, a dois de Setembro de 1975, se despede nosso grande Alberto Domínguez. Dois infartos consecutivos cortaram a frutífera vida do grande compositor.

Muitas músicas e histórias aqui são traduzidos de outros idiomas. A pobreza da tradução nunca há de se espelhar nas idéias, tanto do compositor, quanto no "divino e maravilhoso" de seu país. Porque aqui é Brasil e é difícil compreender certas canções da década de 50 em idioma espanhol.