terça-feira, 21 de março de 2006

Subindo ao céu

Chegando ao Brasil com a família real portuguesa, no início do século XIX, a valsa de salão popularizou-se, passando a ser um gênero de execução obrigatória em bailes, confeitarias e retretas. Na virada do século, adotada pelos conjuntos de choro, tornou-se seresteira, influenciando a tradicional modinha, que tomou ritmo ternário.

Um bom exemplo de valsa de nossa belle époque é a elegante "Subindo ao Céu", obra prima do pianista Aristides Manuel Borges (1884-1946), que resiste ao tempo permanecendo no repertório de nossos instrumentistas.

Uma prova disso é a sua discografia que, além de pianistas como Arthur Moreira Lima, Antônio Adolfo e Mário de Azevedo, inclui flautistas (Altamiro Carrilho, Dante Santoro), acordeonistas (Luiz Gonzaga), bandolinistas (Jacó) e violonistas (Dilermando Reis, Édson José Alves). Composta no formato A-B-A-C-A, "Subindo ao Céu" proporciona certa liberdade rítmica de interpretação, o que lhe acrescenta um especial encanto.

Disco 78 rpm - Título da música: Subindo ao céu - Autoria: Borges, Aristides, 1884-1946 (Compositor) - Gonzaga, Luiz (Intérprete) - Imprenta [S.l.]: Rca victor, 1944 - Nº Álbum 800171 - Gênero musical: Valsa.



Fonte: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
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