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quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Dante Santoro

Dante Santoro, instrumentista e compositor, nasceu em Porto Alegre/RS em 18/6/1904 faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 12/8/1969. Foi para o Rio de Janeiro em 1919, onde mais tarde ingressou na Rádio Educadora, passando depois para a Vera Cruz e finalmente para a Nacional, como líder e flautista do Regional de Dante Santoro, trabalhando nessa emissora durante 33 anos, 30 dos quais à frente do Regional.

Inicialmente o conjunto era formado por ele (flauta), Carlos Lentine (violão), Valdemar (cavaquinho), Joca (pandeiro), mais tarde substituído por Jorginho (Jorge José da Silva), Norival Guimarães, Rubens Bergman, Valzinho (violões). Posteriormente o regional sofreu modificações, com a saida de Rubens Bergman e o ingresso de César Moreno e César Faria (violões).

Gravou seu primeiro disco como solista em 1934, um 78 rpm, pela Victor, com as valsas de Otávio Dutra Saudades do Jango e Beatriz. Nessa primeira gravação, foi acompanhado por Luperce Miranda, no bandolim, Tute e Manuel Lima, ao violão. Lançou, em julho do ano seguinte, sua primeira gravação como compositor, Betinho, choro por ele mesmo interpretado na flauta.

Seus maiores sucessos foram Lágrimas de rosa (com Kid Pepe), gravado na Victor por Orlando Silva em 1937, a valsa- canção Olhos magos (com Godofredo Santoro), lançada por Orlando Silva, na Odeon, em 1943, e a valsa Vidas mal traçadas (com Cila Gusmão), gravada na Odeon por Francisco Alves, em 1948, que serviu de tema para uma novela de Ghiaroni. Usava também do anagrama pseudônimo Etnad em algumas composições.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Vidas mal traçadas

Francisco Alves
Vidas mal traçadas (valsa, 1948) - Dante Santoro e Scila Gusmão - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Vidas mal traçadas / Dante Santoro (Compositor) / Scila Gusmão (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Lírio Panicali [Direção], Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravadora: 17/08/1948 / Lançamento: 11/1948 / Nº do Álbum: 12881 / Nº da Matriz: 8400 / Gênero musical: Valsa / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi, IMS D


Sim, eu sei porque fugi dos braços teus
E não pude escravizar a minha sorte
Ninguém sabe além de Deus
Que meu destino ingrato
Me negou o direito de te adorar
Tens tudo que eu não pude te ofertar

Tens riqueza e mocidade eu bem sei
Mas não tens no coração
Qualquer recordação,
Dos beijos que te dei
Odeias sem saber
Que por te querer
Os sonhos meus crucifiquei
E nunca te direi
Se o arrependimento, feriu meu coração

Dois anos se passaram
De tristeza e dor
E sem queixumes eu sofri
Sinto saudades de um amor,
Que tive em minhas mãos e perdi.

Tens tudo que eu não pude te ofertar,
Tens riqueza e mocidade eu bem sei,
Mas não tens no coração,
Qualquer recordação,
Dos beijos que te dei...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Lágrimas de rosa

Orlando Silva
Lágrimas de rosa (valsa-canção, 1937) - Dante Santoro e Kid Pepe - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Lágrimas de rosa / Dante Santoro (Compositor) / Kid Pepe (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Orquestra Victor Brasileira (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 09/07/1937 / Lançamento: 10/1937 / Nº do Álbum: 34213 / Nº da Matriz: 80527-2 / Gênero musical: Valsa canção


Sim eu sofro e ninguém sabe
Esta dor que já não cabe
Dentro em meu coração
Na sua inquietação
Por saber que alguém
Já sofreu também
Com resignação.

E as lágrimas que eu choro
Na dor em que me deploro
São lágrimas sem fim
Que brotaram dentro de mim
Ao ver despetalar-se num lacrimário divino
Aquela flor que era o meu destino.


Não... Jamais a minha vida
Se sentirá florida
Sob o perfume de outras falsas flores
Que possam vir
Pois a ilusão das flores
Jamais me fará sorrir
Cada pétala caída
É um pedaço de vida
Que sinto me fugir do coração

E assim
Verei meu triste fim
Sob o perfume da recordação
Daquela flor
Que foi meu santo amor



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 21 de março de 2006

Subindo ao céu

Chegando ao Brasil com a família real portuguesa, no início do século XIX, a valsa de salão popularizou-se, passando a ser um gênero de execução obrigatória em bailes, confeitarias e retretas. Na virada do século, adotada pelos conjuntos de choro, tornou-se seresteira, influenciando a tradicional modinha, que tomou ritmo ternário.

Um bom exemplo de valsa de nossa belle époque é a elegante "Subindo ao Céu", obra prima do pianista Aristides Manuel Borges (1884-1946), que resiste ao tempo permanecendo no repertório de nossos instrumentistas.

Uma prova disso é a sua discografia que, além de pianistas como Arthur Moreira Lima, Antônio Adolfo e Mário de Azevedo, inclui flautistas (Altamiro Carrilho, Dante Santoro), acordeonistas (Luiz Gonzaga), bandolinistas (Jacó) e violonistas (Dilermando Reis, Édson José Alves). Composta no formato A-B-A-C-A, "Subindo ao Céu" proporciona certa liberdade rítmica de interpretação, o que lhe acrescenta um especial encanto.

Algumas gravações deste tema:

Disco 78 rpm / Título da música: Subindo ao céu / Aristides Borges, 1884-1946 (Compositor) / Dante Santoro [Flauta] (Intérprete) / Pereira Filho, Luiz Bittencourt e Luperce Miranda (Acomp.) / Gravadora: Victor / Nº do Álbum: 33968-a / Nº da Matriz: 79950-1 / Gravação: 1/Julho/1935 / Lançamento: Agosto/1935 / Gênero musical: Valsa



Interpretação de Luiz Gonzaga em 1944:

Disco 78 rpm / Título da música: Subindo ao céu / Aristides Borges, Aristides, 1884-1946 (Compositor) / Luiz Gonzaga [Acordeon] (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Victor / Nº Álbum 80-0171-a / Nº da Matriz: S-052924-1 / Gravação: 14/Fevereiro/1944 / Lançamento: Abril/1944 / Gênero musical: Valsa




Fonte: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

sábado, 28 de janeiro de 2006

Olhos magos


Olhos Magos (valsa, 1943) - Dante Santoro e Godofredo Santoro - Intérprete: Orlando Silva



Em teu sublime e santo olhar
Há um mágico esplendor de luz
Teus olhos peregrinos
São astros pequeninos
Que as auras vem beijar
Entre canções de amor.

O sol que é rei em seu fulgor
Inveja o teu olhar nos céus
E as aves fugidias
Em preces e harmonias
Derramam seu dulçor
Ao ver os olhos teus.

Foi à luz do teu olhar
Que eu compus esta canção
Estes versos se inspiraram
Dentro de minh'alma, cheia de emoção
É um sorriso o teu olhar
Um pedaço de luar.

Na curva negro-cinza da desilusão
Se o teu corpo escultural
Tem a estranha vibração
Só teus olhos me animaram
A compor estrofes na desolação...
Olhos magos de mulher
Que se ama, que se quer
São a fonte perenal
De toda a inspiração.