sábado, 22 de abril de 2006

Não tem tradução

Em 1933 Francisco Alves gravava o samba "Não Tem Tradução", de Noel Rosa. É uma crítica aos efeitos da influência do "cinema falado" sobre a língua pátria, com a adoção de expressões em francês e inglês. A letra diz "essa gente que tem a mania da exibição" e "não se lembra que o samba não tem tradução".

Não tem tradução (samba, 1933) - Noel Rosa, Francisco Alves e Ismael Silva - Interpretação de Francisco Alves ("Noel Pela Primeira Vez" - Volume 4 CD 7)

Tom: A
A7         F                  Dm
O cinema falado é o grande culpado
              A
da transformação
                    Em             A7
Dessa gente que sente que um barracão
         D
prende mais que o xadrez
        Dm         G7/9           A    C#
Lá no morro, seu eu fizer uma falseta
      F#7      C     B7        E7         A6/9
A Risoleta desiste logo do francês e do Inglês
   Em                 A7    D7+
A gíria que o nosso morro criou
      B7            E7       C#
Bem cedo a cidade aceitou e usou
F#7                              Bm             Dm   G7/9
Mais tarde o malandro deixou de sambar, dando pinote
C#m    F#7    Bm      E7   A
Na gafieira dançar o Fox-Trote
                     F             Dm         A
Essa gente hoje em dia que tem a mania da exibição
                      Em             A7                 D
Não entende que o samba não tem tradução no idioma francês
         Dm         G7/9          A
Tudo aquilo que o malandro pronuncia
           F#7        B7           E7          A
Com voz macia é brasileiro, já passou de português
  Em                A7          D
Amor lá no morro é amor pra chuchu
  B                     E7        C#
As rimas do samba não são I love you
  F#                      Bm        Dm G7/9
E esse negócio de alô, alô boy e alô Johnny
C#m  F#7       Bm        E7  A   Dm A
Só pode ser conversa de telefone..
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