quarta-feira, 19 de abril de 2006

Noite cheia de Estrelas

Cândido das Neves
Contrastando com o humor irreverente de Noel e Lamartine, 1932 teve também o romantismo derramado de Cândido das Neves em "Noite cheia de Estrelas". Filho do palhaço, cantor e compositor Eduardo das Neves, Cândido - conhecido como Índio, apesar de ser negro - foi um seguidor de Catulo da Paixão Cearense, notabilizando-se como autor de canções seresteiras.

Exemplo disso é "Noite Cheia de Estrelas", um tango-canção cheio de imagens rebuscadas e palavras escolhidas no dicionário: "as estrelas tão serenas / qual dilúvio de falenas / andam tontas ao luar / todo astral ficou silente / para escutar / o teu nome entre endechas / as dolorosas queixas / ao luar...". Gravada por Vicente Celestino, a canção é um clássico dos repertórios do cantor e do autor.

Noite Cheia de Estrelas (tango-canção, 1932) - Cândido das Neves

Disco 78 rpm / Título da música: Noite cheia de estrelas / Autoria: Neves, Cândido das, 1899-1934 (Compositor) / Celestino, Vicente (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1932 / Nº Álbum 22105 /
Em F Em C F B7 Em 

      B7           Em    B7   Em 
Noite alta, céu risonho 
       B7              Em    B7   Em 
A quietude é quase um sonho 
                    Bm5-/7 
O luar cai sobre a mata 
                    E/G# 
Qual uma chuva de prata 
                    Am    E7   Am 
De raríssimo esplendor 
                     F#m5-/7   B7 
Só tu dormes, não escutas 
          Em    B7   Em 
O teu cantor 
                   Am 
Revelando à lua airosa 
                B7          Em  B7   Em  B7 
A história dolorosa desse amor. 

 Em   B7  Em 
Lua, 
         B7          Em 
Manda a tua luz prateada 
       E7           Am     E7   Am 
Despertar a minha amada 
         C7         B7     C7 
Quero matar meus desejos 
                       B7 
Sufocá-la com os meus beijos 
 Em     B7   Em 
Canto 
        B7             Em 
E a mulher que eu amo tanto 
          E7            Am 
Não me escuta, está dormindo 
                 B7  F#m5-/7 
Canto e por fim 
       B7      Em 
Nem a lua tem pena de mim 
                          F#m5-/7  B7 
Pois ao ver que quem te chama sou  eu 
                         Em    B7     Em 
Entre a neblina se escondeu. 

      B7             Em    B7   Em 
Lá no alto a lua esquiva 
         B7           Em   B7   Em 
Está no céu tão pensativa 
                   Bm5-/7 
As estrelas tão serenas 
                   E/G# 
Qual dilúvio de falenas 
                 Am     E7   Am 
Andam tontas ao luar 
                       F#m5-/7  B7 
Todo o astral ficou silente 
          Em 
Para escutar 
                       Am 
O teu nome entre as endechas 
               B7 
A dolorosas queixas 
    Em     B7   Em 
Ao luar. 

 Em   B7  Em 
Lua, 
         B7          Em 
Manda a tua luz prateada 
       E7           Am     E7   Am 
Despertar a minha amada 
         C7         B7     C7 
Quero matar meus desejos 
                       B7 
Sufocá-la com os meus beijos 
 Em     B7   Em 
Canto 
        B7             Em 
E a mulher que eu amo tanto 
          E7            Am 
Não me escuta, está dormindo 
                 B7  F#m5-/7 
Canto e por fim 
       B7      Em 
Nem a lua tem pena de mim 
                          F#m5-/7  B7 
Pois ao ver que quem te chama sou  eu 
                         Em    B7     Em 
Entre a neblina se escondeu. 

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