sexta-feira, 4 de maio de 2007

Alcione


Alcione (Alcione Nazaré) nasceu em São Luís, MA, em 21 de novembro de 1947. O pai, João Carlos Dias Nazareth, foi mestre de banda da Polícia Militar de São Luís do Maranhão e professor de música. Foi ele quem lhe ensinou, ainda cedo, a tocar diversos instrumentos de sopro, como o clarinete, que começou a estudar aos 13 anos. Com essa idade, tocava e cantava em festas de amigos e familiares.

Sua primeira apresentação foi aos 12 anos, na Orquestra Jazz Guarani, da qual seu pai era integrante. Certa noite, o crooner da orquestra ficou rouco, sendo substituído pela menina, que, mais tarde, ficou conhecida como "Marrom". Na ocasião cantou com sucesso a música Palma branca e o fado Ai, Mouraria.

Formou-se como professora primária e continuou a se dedicar à música, tendo apresentando-se na TV do Maranhão, nos anos de 1965 e 1966.

Em 1968 mudou-se para o Rio de Janeiro indo trabalhar em uma loja de discos. Começou cantando na noite, levada pelo cantor Everardo, que ensaiava no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana.

Destacou-se ao vencer as duas primeiras eliminatórias do programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti. Nessa mesma época, assinou o primeiro contrato profissional com a TV Excelsior, apresentando-se no programa Sendas do Sucesso.

Depois de seis meses nessa emissora, realizou uma turnê de quatro meses pela América Latina. Em 1970, viajou também à Europa, onde ficou por dois anos, principalmente na Itália. Nessa época, costumava apresentar-se com o cantor Emílio Santiago, na boate "Preto 22", de Flávio Cavalcanti, em Ipanema, Rio de Janeiro.

Em meados dos anos 70, foi para São Paulo apresentar-se no "Blow-up", onde conheceu o cantor Jair Rodrigues, que a levou para a gravadora PolyGram, na qual no ano de 1972 gravou o primeiro compacto simples, no qual constavam Figa de Guiné (Reginaldo Bessa e Nei Lopes) e O sonho acabou.


Algumas músicas cifradas:

Figa de Guiné
Garoto maroto
Gostoso veneno
Ilha de Maré
Meu Ébano
Morte de um poeta
Não deixe o samba morrer
O surdo
Pandeiro é meu nome
Sufoco

Veja também:

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Zé Ramalho


Fonte: Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira
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