terça-feira, 10 de março de 2009

Bahia de todos os deuses

Noel Rosa de Oliveira e Elza Soares puxando o samba / Agência O Globo / 17.02.1969
"O carnaval de 1969 não começou bem para o Salgueiro. A escolha de um enredo sobre a Bahia deixou toda a comunidade cismada: afinal, cantar tema baiano no desfile não dava sorte, dizia a lenda. Outro ponto que deixava a turma desconfiada era a falta de dinheiro. A escola enfrentava dificuldades, mas os carnavalescos Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona acharam a saída para a penúria: eles eram os responsáveis pela decoração do baile de carnaval do Copacabana Palace e, não à toa, fizeram as peças em vermelho e branco.

O baile era no sábado, e o Salgueiro só desfilaria domingo... Não foi surpresa ver muitos daqueles adereços da festa do Copa na Avenida, ornando o desfile do Salgueiro. Além da criatividade de seus carnavalescos (que a partir deste ano contaram com a ajuda de Maria Augusta), o Salgueiro tinha um belo samba (de Bala e Manoel Rosa), cantado na Avenida por Elza Soares; uma bateria afiada (comandada por Gavilan e, vejam só, Almir Guineto); e o ótimo casal de mestre-sala e porta-bandeira Élcio PV e Estandília. A escola ainda tinha outro trunfo: organizada por Laíla, era a única das grandes que passava rápido pela Avenida. A estratégia era não cansar o público e deixar um gostinho de "quero mais".

O resultado não poderia ser outro: Salgueiro campeão do carnaval, deixando uma imagem para a história: a da Iemanjá feita por Arlindo Rodrigues. Toda cheia de espelhos, a alegoria aproveitou o sol da manhã para refletir os raios e, assim, criar uma cena inesquecível" (Fonte: Extra Globo).

"Bahia de todos os deuses" foi o samba-enredo que deu o título do Carnaval do Rio de Janeiro para o Salgueiro no ano de 1969. Seus compositores foram Bala e Manuel Rosa. Foi reeditado pela Tradição em 2006 e mais tarde seria reeditado pela Viradouro em 2009, mas pelo fato do regulamento daquele ano proibir as reedições, não pode ser apresentado. Foi interpretado originalmente pelos cantores Jair Rodrigues e Elza Soares.

Bahia de Todos Os Deuses (samba-enredo/carnaval, 1969 ) - Bala e Manoel Rosa - Intérprete: Elza Soares

LP Elza, Carnaval & Samba / Título da música: Bahia de Todos Os Deuses (Salgueiro - Samba-Enredo 1969) / Bala (Compositor) / Manoel Rosa (Compositor) / Elza Soares (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1969 / Nº Álbum: MOFB 3589 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba-enredo / Carnaval.

Tom : E

  E7M            C#7.9
Bahia, os meus olhos estão brilhando
                 B7-9
Meu coração palpitando
     Bb7-9       E7M
De tanta felicidade,
       C#7.9         F#m7
És a rainha da beleza universal,
B7.9           E7M
Minha queria Bahia,
                 F#m7
Muito antes do Império
      C7-9        E7M
Foi a primeira Capital
                 F#m7
Preto-velho Benedito já dizia:
   B7-9        Bb7-9       E7M
Felicidade também mora na Bahia.

                   F#m7
Sua história, sua glória

Seu nome é tradição,
 B7-9            B7/#9
Bahia do velho mercado
   E7M
Subida da Conceição,
                 F#m7
És tão rica em minerais
                   C7-9
Tem cacau, tem carnaúba,
 Bb7-9        E7M
Famoso jacarandá,
                       F#m7
Terra abençoada pelos deuses
       B7-9       E7M
E o petróleo a jorrar,

       B7-9
Nega baiana,
                E7M
Tabuleiro de quindim,
             F#m7
Todo dia ela está
      B7-9       E7M
Na igreja do Bonfim,
            F#m7
Na ladeira tem,
B7-9      E7M
Tem capoeira

Zunzunzunzun,
          F#m7
Zunzunzunzun,
   B7-9        E7M
Capoeira mata um -  Bis
         B7-9
Bahia, Bahia
Letra:

Bahia, os meus olhos estão brilhando,
Meu coração palpitando
De tanta felicidade.
És a rainha da beleza universal,
Minha querida Bahia,
Muito antes do Império
Foste a primeira capital.

Preto Velho Benedito já dizia
Felicidade também mora na Bahia,
Tua história, tua glória
Teu nome é tradição,
Bahia do velho mercado
Subida da Conceição.
És tão rica em minerais,
Tens cacau, tens carnaúba,
Famoso jacarandá,
Terra abençoada pelos deuses,
E o petróleo a jorrar

Nega baiana,
Tabuleiro de quindim,
Todo dia ela está
Na igreja do Bonfim, oi
Na ladeira tem, tem capoeira,
Zum, zum, zum,
Zum, zum, zum,
Capoeira mata um !
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