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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Gaúcho da Fronteira

GAUCHO DA FRONTEIRA - DE VANERAO A CHAMAME

Gaúcho da Fronteira (Heber Artigas Fróis), compositor e instrumentista, nasceu em Santana do Livramento-RS, em 23/6/ 1947. Aos sete anos de idade, iniciou-se na gaita de botão com quatro baixos; aos nove, já tocava acordeom, bandoneom e violão.

Foi motorista de táxi e de caminhão até 1968, quando ingressou no conjunto Os Vaqueanos, com o qual trabalharia oito anos e gravaria dois discos. Em 1975 gravou pela Beverly seu primeiro LP individual, Gaúcho da Fronteira, consolidando o apelido pelo qual já era conhecido.

Em 1979 mudou-se para Porto Alegre-RS e foi convidado pela gravadora WEA para inaugurar o selo Rodeio com Meu rasto, seu terceiro LP individual, que incluiu seu maior sucesso, o vanerão Nhecovari Nhecofum.

Representante da cultura e das tradições do Rio Grande do Sul, conquistou popularidade em todo o Brasil com sua música bem-humorada, que mistura os ritmos sulinos ao samba, forró, country e até rock.

Em 1989 foi uma das atrações do 1 Festival Internacional de Música Country, apresentando-se em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Belo Horizonte. Em seus 30 anos de carreira, gravou, entre outros, os discos:

Gaita companheira (1982, WEA/Rodeio), O toque do gaiteiro (1987, WEA), Gaitaço (1990, Continental/Chantecler), Gaúcho negro (1991, Som Livre), Tão pedindo um vanerão (1994, Chantecler), Amizade de gaiteiro (1996).

sábado, 18 de setembro de 2010

Baile nas Cabritas

Música gaúcha - Gaúcho da Fronteira

Baile Nas Cabritas
Gaúcho da Fronteira
Tom: B
Intro:B F#7 B
F#7
Logo de noite vou num baile nas cabritas
B
Que eu sou chibeiro e tou com pilas na quaiaca
F#7
pra ver se aparto uma pinguancha bem bonita
B
Pois me palpita que hoje eu caio na fuzarca
F#7
Sou redomão porém depois de uma de canha
B
Eu me acolhero com a chinoca mais crinuda
F#7
Que eu tenho um jeito de cutuco na picanha
B
Pra retouçar essas percantas carrancudas
B7                           E
(Dá-lhe gaiteiro e não te encolhe neste fole
B7 E
Porque depois que eu me emborracho eu quero achego
C#7
E se me cincho não tem mais quem me descole
F#7
Até que eu peale uma orelhana pros pelegos
Em A7 D G
E se me cincho não tem mais quem me descole
C F#7 B
Até que eu peale uma orelhana pros pelegos)
Int.
F#7
Desde guri que eu sou louco por bochincho
B
Pouco me importa se no xixo der peleia
F#7
Porque a vida não é nada sem cambicho
B
E quando eu bebo não existe china feia
F#7
Por isto logo vou engraxar o meu bigode
B
No pó de arroz duma ventana bem tisnada
F#7
Que eu sou chibeiro e afinal quem pode, pode
B
E nas cabritas tá assim de desgarrada
( )Int.
F#7
E quando então o chinaredo erguer o pano
B
Nessa fuzarca que bandeia a madrugada
F#7
Eu gasto o taco da bota no mano a mano
B
E me entrevero no trote de cola-atada
F#7
Quem vive assim, por um fio nesse bochincho
B
Pouco se importa com a tal, patrulha mista
F#7
Que afinal, eu sou chibeiro e não me micho
B
E vou cantar hoje de galo nas cabritas
( )Int.

Churrasco lá em casa

Música gaúcha - Gaúcho da Fronteira

Churrasco lá em Casa
Tom: D
Intro: D A7 D A7 D
A7
Os meus amigos outro dia desses
D
Me convidaram prá comer um churrasco
A7
Botei as garras no meu pingo baio
D
Saí pelo atalho num bater de cascos

A7
Tinha churrasco de ovelha e gado
D
Tudo encordoado como faz a rima
A7
E também tinha um tal de galeto
D
Deitado no espeto de pata prá cima

Bm F#m G    A7
Muito obrigado
D
Vou bem contente arrastando a asa
G
Mas não se assustem, viu, meus amiguinhos
D
Que qualquer dia eu vou matar um bichinho
A7
Se não der um eu mato dois ou três
D
E vou levar vocês prá comer lá em casa

"Eu sou um cara de muito bom coração 
e vou levar a indiada toda prá comer lá em casa.
Churrasco gordo! Os apresentadores de rádio e de
televisão. Vamos lá indiada."

A7
Tomei uns tragos de canha da pura
D
E um vinho bueno que jamais esqueço
A7
Churrasco destes não há quem não morda
D
Uma costela gorda de lamber os beiços

A7
Passei a mão na minha oito soco
D
Toquei um pouco prá indiada escutar
A7
E aproveitando aquela festa linda
D
Me lembrei ainda de lhes convidar

Bm F#m G    A7
Muito obrigado
D
Vou bem contente arrastando a asa
G
Mas não se assustem, viu, meus amiguinhos
D
Que qualquer dia eu vou matar um bichinho
A7
Se não der um eu mato dois ou três
D
E vou levar vocês prá comer lá em casa

"De fato, quero convidar os meus colegas, meus
parentes, meus amigos, vizinhos, empresários,
todo mundo. Juntos reunidos na mesma bolada. De verdade!"

A7
Sou índio pobre como você sabe
D
Só como carne na casa dos outros
A7
E além disso sou meio acanhado
D
E mais desconfiado que cavalo torto

A7
Por isso mesmo que hoje lhes digo
D
Meus bons amigos ainda vou poder
A7
Levar vocês que a amizade me apraga
D
Prá comer lá em casa com muito prazer

Bm F#m G    A7
Muito obrigado
D
Vou bem contente arrastando a asa
G
Mas não se assustem, viu, meus amiguinhos
D
Que qualquer dia eu vou matar um bichinho
A7
Se não der um eu mato dois ou três
D
E vou levar vocês prá comer lá em casa

"É isso mesmo, aproveitando a bolada, o churrasco já tá
servido. É esse que tá do lado de fora da capa do disco.
Vai te servindo que eu já venho.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Gaúcho da Fronteira


Gaúcho da Fronteira (Heber Artigas Fróis), compositor e instrumentista, nasceu em Santana do Livramento-RS, em 23/6/ 1947. Aos sete anos de idade, iniciou-se na gaita de botão com quatro baixos; aos nove, já tocava acordeom, bandoneom e violão.

Foi motorista de táxi e de caminhão até 1968, quando ingressou no conjunto Os Vaqueanos, com o qual trabalharia oito anos e gravaria dois discos. Em 1975 gravou pela Beverly seu primeiro LP individual, Gaúcho da Fronteira, consolidando o apelido pelo qual já era conhecido.

Em 1979 mudou-se para Porto Alegre-RS e foi convidado pela gravadora WEA para inaugurar o selo Rodeio com Meu rasto, seu terceiro LP individual, que incluiu seu maior sucesso, o vanerão Nhecovari Nhecofum.

Representante da cultura e das tradições do Rio Grande do Sul, conquistou popularidade em todo o Brasil com sua música bem-humorada, que mistura os ritmos sulinos ao samba, forró, country e até rock.

Em 1989 foi uma das atrações do 1 Festival Internacional de Música Country, apresentando-se em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Belo Horizonte. Em seus 30 anos de carreira, gravou, entre outros, os discos:

Gaita companheira (1982, WEA/Rodeio), O toque do gaiteiro (1987, WEA), Gaitaço (1990, Continental/Chantecler), Gaúcho negro (1991, Som Livre), Tão pedindo um vanerão (1994, Chantecler), Amizade de gaiteiro (1996).