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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

J. Resende

J. Resende (José Resende de Almeida), compositor, regente e instrumentista, nasceu em São Fidélis, RJ, em 25/03/1882, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 30/12/1945. Era filho do clarinetista Francisco Manoel de Almeida, que foi foi integrante de diversas bandas de música.

Em sua cidade natal de São Fidélis começou a estudar música aprendendo a tocar sax-horn. Aos 17 anos de idade fugiu para o Rio de Janeiro e alistou-se no 23º Batalhão de Infantaria no qual logo passou a integrar a banda de música, como pistonista. Mais tarde deixou o Batalhão de Infantaria e ingressou na Fábrica de Tecidos Aliança onde organizou a banda de música da fábrica. Deixou a fábrica algum tempo depois e ingressou no 1º Regimento da Brigada Policial.

Na mesma época, fez o curso regular de música no Conservatório Livre de Música de Cavalier-Darbilly, no qual gastava mais do que recebia de soldo. Mesmo assim, formou-se em piston e harmonia. Pouco depois, deu baixa da Brigada Policial.

Em 1927, transferiu-se para o Regimento de Cavalaria como 2º Tenente músico. Ficou conhecido como "O homem da capa preta" pois usava sempre um capote militar.

Depois de sair do 1º Regimento da Brigada Policial, passou a atuar como músico de orquestras de danças, atuando em diversas delas. Atuou na Orquestra Cordigaia-Lavale no Teatro Municipal de Niterói, sendo então convidado para organizar a Banda do Corpo de Bombeiros da cidade de Niterói, agindo com grande maestria e fazendo com que aquela banda atingisse alto grau de qualidade.

Acabou sendo afastado da regência da Banda do Corpo de Bombeiros de Niterói devido a seu gênio explosivo que fez com chegasse a brigar com membros da orquestra devido a erros dos músicos, o que ele não tolerava. Passou então a dirigir a Banda do 6º Batalhão da Polícia Militar no bairro carioca do Andaraí, a qual dirigiu durante 13 anos.

Para o carnaval de 1919, teve sua primeira composição gravada, o samba A rolinha do sertão, com letra de Mirandela, lançada pelo cantor Bahiano em disco Odeon e constituindo em um dos sucessos do ano. Essa marcha seria regravada pela Banda do Batalhão Naval, também na Odeon. 

Fez sucesso no carnaval de 1922, com a marcha Coração divinal. Em 1924, fez sucesso com o maxixe Panela furada gravado na Odeon pelo cantor Bahiano. 

Teve a música Cigana de Catumbi gravada em 1957 por Raul de Barros e Dilermando Reis no LP Trombone zangado - Raul de Barros e Dilermando Pinheiro. No mesmo ano, essa marcha foi gravada por Pixinguinha no LP Assim é que é... - Pixinguinha e sua banda em polcas, maxixes e choros da gravadora Sinter, pelo maestro Guerra peixe e Sua Orquestra no LP Festival de ritmos da Polydor, e pela Banda do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal no LP Maxixes e choros da Odeon. 

Em 1972, a marcha Cigana do Catumbi foi relançada no LP No tempo dos bons tempos - 6 - Pixinguinha e sua gente em tempo de Velha Guarda, da gravadora Fontana/Philips. Em 1975, o cantor Osvaldo Oliveira no LP Peço silêncio da Entré/CBS gravou a marcha Grande mágoa, com José Luis. 

Em 1982, a cantora Jarlene Maia gravou Vida de caboclo, com José Luis no LP Planta de mel da Coomusa. 

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

domingo, 19 de setembro de 2010

Cigana de Catumbi

Cigana de Catumbi (maxixe, 1925) - José Rezende de Almeida

O maxixe surgiu a partir da mistura de diferentes ritmos e ganhou sua configuração definitiva enquanto dança nas festas da Cidade Nova e nos cabarés da Lapa.

A designação de "maxixe" à música e à dança surgidas na região da Cidade Nova atesta o seu caráter popular ligado às classes mais baixas da sociedade carioca da época, uma vez que a palavra era usada para designar coisas de pouco valor.

A primeira composição gravada foi "Sempre contigo", lançada pela Banda da Casa Edson por volta de 1902. Em 1904, fez sucesso o "Maxixe aristocrático", do maestro José Nunes. Por volta de 1909, o baiano Duque embarcou para a Europa e se tornou por vários anos o principal divulgador do maxixe na Europa.

Em 1914, fez sucesso o maxixe "São Paulo futuro", de Marcelo Tupinambá, gravado por Bahiano na Odeon. Em 1924, Romeu Silva fez sucesso com o maxixe "Fubá", de sua autoria, composto a partir de motivo popular.

Em 1925, foi grande o sucesso, no Rio de Janeiro, do maxixe "Cigana de Catumbi", de J. Rezende, gravado pela Orquestra Cícero:

Disco selo: Odeon R / Título da música: Cigana de Catumbi / J. Rezende (Compositor) / Orquestra Cícero (Intérprete) / Nº do Álbum: 122734 / Lançamento: 1924 / Gênero musical: Maxixe / Coleção: Nirez D




Fonte: Dicionário Cravo Albin.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Coração divinal


“Nós queremos conquistar, da mulher o coração divinal, Nós queremos da mulher, o terno amor, e um olhar de piedade, angelical” com esses versos José Resende de Almeida, ou simplesmente J. Resende conquistou a 3ª posição nas músicas mais tocadas no Brasil há mais de 100 anos.

A música que é uma marchinha de carnaval foi seu maior sucesso, mas o compositor despontou 3 anos antes com o samba “A rolinha do sertão” que foi lançada pelo cantor Bahiano com quem teve uma parceria que lhe rendeu outro sucesso também em 1924.

Compositor, regente e instrumentista, nasceu em São Fidélis, RJ, em 25/03/1882, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 30/12/1945. Era filho do clarinetista Francisco Manoel de Almeida, que foi integrante de diversas bandas de música.

Coração divinal (marcha-rancho, 1922) - J. Resende

Nós queremos conquistar
Da mulher o coração divinal
Nós queremos da mulher
O terno amor
E um olhar de piedade
Angelical

Nós queremos conquistar
Da mulher o coração divinal
Nós queremos esse arcanjo
Eternal
Lá de um céu divinal

Ai! Ai!
Não me maltrate
Ai! Ai!
Não faça assim
Somos meigas e formosas
Como as rosas
Lá do teu jardim
Do teu jardim



Fonte: 98live.com.br: 5 músicas mais ouvidas há 100 anos

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A rolinha do sertão

A rolinha do sertão (samba/carnaval, 1919) - J. Resende e Mirandela - Intérprete: Bahiano

Disco selo: Odeon / Título da música: A Rolinha do Sertão (Assim é que é) / J. Rezende (Compositor) / Mirandella (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Nº do Álbum: 121531 / Lançamento: 1919 / Gênero: Samba Carnavalesco / Coleção de Origem: IMS, Nirez


Eu quizera ser a rola (Pois é)
A rolinha do sertão (Pois é)
Para fazer o meu ninho (Pois é)
Na palma de sua mão (Assim que é)

Não precisa ser a rola (Pois é)
A rolinha do sertão (Pois é)
Que o teu ninho já está feito (Pois é)
Dentro do meu coração (Assim que é)

O fogo nasce da lenha (Pois é)
A lenha nasce do chão (Pois é)
Bem querer nasce dos olhos (Pois é)
O amor do coração (Assim que é)

Sexta-feira faz um ano (Pois é)
Que meu coração fechou (Pois é)
Quem morava dentro dele (Pois é)
Tirou a chave e levou (Assim que é)

Eu vi a garça voando (Pois é)
Lá pra banda do sertão (Pois é)
Levava a Maria no bico (Pois é)
E Teresa no coração (Assim que é)

Um anjo me disse agora (Pois é)
Eu amendrontado ouvi (Pois é)
Que no céu Nossa Senhora(Pois é)
Tinha ciúmes de ti (Assim que é)