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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Dauro do Salgueiro

Dauro do Salgueiro (Dauro Ribeiro), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 13/10/1935. Integrante do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro desde 1958, em 1963 ingressou em sua ala dos compositores e no ano seguinte gravou sua primeira música, o samba Graças a Deus (com Binha), no LP Musidisc Ala dos compositores do Salgueiro.

Em 1966, ainda como cantor, gravou em compacto Etiqueta o samba Ironia do destino (c/Zuzuca e Adir Morais).

Com Nininha, Zé Pinto e Mário compôs, em 1975, o samba-enredo Segredo das minas do rei Salomão, que fez enorme sucesso no desfile do Salgueiro.

No mesmo ano seu Hino de amor ao Salgueiro (com Ney Lopes e João Laurindo), interpretado por Zuzuca, foi incluído no LP CBS As minas do rei Salomão.

Obras

Graças a Deus (c/Binha), samba, 1964; Hino de amor ao Salgueiro (c/Ney Lopes e João Laurindo), 1975; Ironia do destino (c/Zuzuca e Adir Morais), samba, 1966; Segredo das minas do rei Salomão (c/Nininha, Zé Pinto e Mário), samba-enredo, 1975.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Geraldo Babão

Geraldo Babão (Geraldo Soares de Carvalho, compositor, instrumentista e flautista (de onde herdou o apelido Babão), nasceu no bairro Terreiro Grande, no Morro do Salgueiro, Rio de Janeiro em 20/7/1926, e faleceu na mesma cidade em 22/5/1988. Durante anos trabalhou como carregador de engradados de cerveja, trocador de ônibus, engraxate e entregador.

Compositor brilhante, Geraldo Babão teve seu primeiro samba-enredo cantado em 1940, ainda na Unidos do Salgueiro, quando a escola desfilou na Praça Onze, com o enredo "Terra Amada".

Com a fusão das escolas Azul e Branco e Depois Eu Digo, para a fundação do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, Geraldo Babão continuou fiel à Unidos do Salgueiro que viria a desaparecer alguns anos mais tarde, e passou a fazer parte também da ala de compositores da Unidos de Vila Isabel, onde compôs os sambas de enredo "Castro Alves - Poeta dos escravos" (1959) e "Imprensa régia" (1960).

Em 1962, convidado por seu amigo Tião da Alda, então diretor de bateria do Salgueiro, passou a integrar a Ala dos Compositores da escola. O samba-enredo "Descobrimento do Brasil", de sua autoria, classificou o Salgueiro em terceiro lugar no Grupo 1 do carnaval daquele ano.

Dois anos depois, compôs com seu irmão, irmão Jarbas Soares de Carvalho (Binha) e Djalma Sabiá, um dos mais conhecidos sambas da escola: Chico-Rei.

A escola seria campeã do carnaval, em 1965 - História do Carnaval Carioca - com um samba feito por Babão em parceria com Valdelino Rosa. A escola desfilaria ainda com um samba de Geraldo Babão em 1973 ("Eneida, amor e fantasia") e 1977 ("Do cauim ao efó, com moça branca, branquinha).

Em 1974, foi lançado o LP "História das escolas de samba: Salgueiro", pelo selo Marcus Pereira, no qual interpretou algumas de suas composições. Dois anos depois, sua composição "Samba do sofá" (com Dicró) foi registrada por Roberto Ribeiro, no LP "Arrasta povo".

Faleceu em conseqüência de complicações acarretadas por um tombo na escadaria que liga a Lapa (Rua Joaquim Silva) à Santa Teresa.

Após sua morte, a BMG lançou, em 2001, a série "Sambas da Minha Terra", coletânea que incluiu sua composição "Viola de maçaranduba", cantada pelo próprio Geraldo Babão. No ano de 2002, Martinho da Vila incluiu "Chico Rei" no disco "Voz e coração", com a participação especial do percussionista Naná Vasconcelos.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Zuzuca

O compositor Zuzuca (Adil de Paula) nasceu em 14/08/1936 e é natural de Cachoeiro de Itapemirim-ES. Aos 15 anos, começou a tocar violão, logo após ter se mudado para o Rio de Janeiro, indo morar no bairro da Tijuca.

Trabalhou como mecânico após ter servido ao Exército. Nesta época, freqüentava as rodas de samba do bairro. Fundou com amigos o Bloco Carnavalesco Independentes da Silva Teles (Rua que dá acesso ao morro do Salgueiro).

Em 1960 ingressou na Ala dos Compositores do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro. No ano de 1964, compôs o samba-enredo Chico-Rei que classificou o Salgueiro em 2º lugar do Grupo 1 no desfile daquele ano. O samba o projetou nacionalmente. Compôs no ano seguinte, em parceria com Noel Rosa de Oliveira, o samba Tudo é alegria.

Em 1966, Jair Rodrigues obteve sucesso com Vem chegando a madrugada, de sua autoria em parceria com Noel Rosa de Oliveira. Neste mesmo ano, Elizete Cardoso, no disco Muito Elizete, regravou Vem chegando a madrugada. Ainda em 1966, compôs o samba-enredo Os amores célebres do Brasil que classificou em 5º lugar no Grupo 1 a Acadêmicos do Salgueiro.

No ano seguinte, em 1967, Jair Rodrigues regravou com grande sucesso Vem chegando a madrugada e Os amores célebres do Brasil. Em 1968 com Jair do Cavaquinho, Wilson Moreira, Zito e Velha, todos com experiência anteriores no universo do samba e alguns músicas gravadas por grandes nomes da MPB. O grupo chegou a gravar um disco pela gravadora CBS no ano de 1971. Mais tarde, esses mesmos componentes formaram outro grupo, A Turma do Ganzá.

Neste mesmo ano de 1971, o Salgueiro foi campeão com outro samba-enredo de sua autoria Festa para um rei negro, samba este que trazia um forte e popular refrão: "... Pega no ganzê, pega no ganzá", obtendo sucesso comercial, sendo cantado em todo o Brasil e, logo depois, no mundo inteiro, convertendo-se num sucesso permanente no exterior.

No ano seguinte, a escola desfilou com seu samba-enredo Mangueira, minha madrinha querida, homenagem do Salgueiro à Mangueira. Com este samba-enredo, o Salgueiro classificou-se em 5º lugar do Grupo 1.

Em 1974 lançou o disco Zuzuca, pela gravadora CBS, no qual interpretou Nome sagrado (Nelson Cavaquinho, José Alcides e José Ribeiro), esta música seria regravada mais tarde por vários intérpretes, mas constando o nome de Guilherme de Brito no lugar de José Alcides. Outras composições do LP foram Vida de minha vida (Ataulfo Alves), Tião (Jair Amorim e Dunga), Só Deus (Jorginho Pessanha e Walter Rosa), Pois é (Ataulfo Alves), Última forma (Baden Powell e Paulo César Pinheiro), Obrigação (Alcides Rosa e Djalma Mafra), Náufrago (Padeirinho e Ary Guarda), Sei que é covardia (Ataulfo Alves e Claudionor Cruz), Pisei num despacho (Geraldo Pereira e Elpidio Viana), Pedro Pedregulho (Geraldo Pereira e José Batista), Decadência (Baianinho e Bezerra da Silva).

Ainda neste disco, incluiu de sua autoria Sonho de menina, Meu protetor, Batuque do morro velho e Meu samba meu gongá. Por esta época, foi muito solicitado para shows em boates e casas noturnas. Gravou algumas composições de amigos, como é o caso de Ana, de Jair do Cavaquinho. Neste mesmo ano Rubens da Mangueira interpretou Morro velho no LP "Roda de samba nº 2.

Em 1975 o parceiro Velha, ao lado de Wilson Moreira, Casquinha, Hélio Nascimento, Anézio e Candeia, participou do LP Partido em 5 volume 2, no qual interpretou Gato escaldado tem medo de água fria (Velha e Zuzuca).

Em 1980, a Acadêmicos do Salgueiro desfilou com um samba-enredo O bailar dos ventos, relampejou mas não choveu (c/ Zédi, Moacir Cimento e Haideé), classificando-se em 3º lugar.

No final do ano 2000, lançou o CD Samba de raiz, no qual interpretou antigos sucessos de sua autoria: Festa para um rei negro e Vem chegando a madrugada, entre outros sucessos de sua autoria. O CD trouxe ainda algumas composições suas menos conhecidas do grande público: José brasileiro e Semente do samba.

Obras

Amores célebres do Brasil; Batuque do morro velho; Boi da cara preta; Chico-Rei; Esquinado; Festa para um rei negro; Fim de festa;Mangueira, minha madrinha querida; Meu protetor; Meu samba meu gongá; Morro velho; O bailar dos ventos, relampejou mas não choveu (c/ Zédi, Moacir Cimento e Haideé); Os amores célebres do Brasil; Sonho de menina; Tudo é alegria (c/ Noel Rosa de Oliveira); Vem chegando a madrugada (c/ Noel Rosa de Oliveira)

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; Observatório Comunitário - Zuzuca do Salgueiro.