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domingo, 19 de março de 2006

Sebastião Cirino

Sebastião Cirino, instrumentista e compositor, nasceu em 20/01/1902, em Juiz de Fora (MG), e faleceu em 16/07/1968, no Rio de Janeiro (RJ). Morando no Rio de Janeiro desde 1913, foi preso por vadiagem, aprendendo música na colônia correcional de Dois Rios, na ilha Grande, onde tocava trompete na banda dos presidiários.


Foi para Bahia com 56º Batalhão de Caçadores do Exército. E, de volta ao Rio de Janeiro, deu baixa e empregou-se como trompetista no Cine Guanabara.

Por essa época compôs Ao nascer o astro-rei (com Pedro Pereira Paulo), música que deu ao bloco Caprichosos da Estopa a vitória num concurso carnavalesco, promovido pelo Jornal do Brasil.

Em 1923 apresentou-se no cabaré Fênix, como trompetista do conjunto Oito Cutubas, organizado por Donga depois da dissolução dos Oito Batutas . Esse grupo não durou muito e, no mesmo ano, passou a integrar o Brazilian Jazz, organizado por J. Tomás, que estreou no Cinema Central e, em seguida, atuou em vários teatros musicados da Praça Tiradentes.

Seu maior sucesso como compositor foi o maxixe Cristo nasceu na Bahia (com Duque) lançado em 1926 e incluído na revista Tudo preto, encenada no Teatro Rialto, pela Companhia Negra de Revistas. Contratado pelo conjunto Carlito Jazz, viajou para a Europa em 1926, onde ficou até 1939, tendo recebido do governo francês a cruz de honra de cavalheiro de Educação Cívica, por exibições gratuitas em espetáculos beneficentes.

No Brasil, organizou uma orquestra só de negros, que se apresentava no Cassino Atlântico. Continuou compondo e fazendo arranjos e, em junho de 1954, participou do espetáculo Noite da Velha Guarda, realizado na boate do Hotel Glória, no Rio de Janeiro, no qual tocou ao lado de Pixinguinha, João da Baiana, Alfredinho Flautim e outros.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora

Cristo nasceu na Bahia

Maxixe de Sebastião Cirino e Duque (1926) gravado na Casa Edison por Artur Castro (na foto). Fez parte da revista Tudo preto, representada pela Companhia Negra de Revistas, no teatro Rialto. Abaixo temos duas interpretações. A primeira, original, com o cantor Artur da década de 1920, a segunda com um grupo de ouro, incluindo Pixinguinha, da primeira fase da MPB:

Cristo Nasceu na Bahia (maxixe, 1927) - Sebastião Cirino e Duque - Intérprete: Artur Castro

Disco selo: Odeon R / Título: Christo Nasceu na Bahia / Duque (Compositor) / Sebastião Cirino (Compositor) / Artur Castro (Intérprete) / American Jazz Band Sílvio de Souza (Acomp.) / Coro (Acomp.) / Nº do Álbum: 123124 / Lançamento: 1926 / Gênero musical: Maxixe / Coleções: IMS, Nirez



A Velha Guarda por disco Sinter em 1955:

LP 10' Carnaval da Velha Guarda / Título da música: Cristo Nasceu na Bahia / Antônio Lopes de Amorim Diniz "Duque" (Compositor) / Sebastião Cirino (Compositor) / Velha Guarda, 1954-1956 [Donga, Heitor dos Prazeres, João da Bahiana e Pixinguinha] (Intérprete) / Coro (Acomp.) / Gravadora: Sinter / Nº do Álbum: 1054 / Ano: 1955 / Faixa: A4 / Gênero musical: Samba



Dizem que Cristo / Nasceu em Belém
A história se enganou
Cristo nasceu na Bahia, meu bem
E o baiano criou


Na Bahia tem vatapá / Na Bahia tem caruru
Moqueca e arroz-de-auçá / Manga, laranja e caju

Cristo nasceu na Bahia, meu bem
Isto sempre hei de crer
Bahia é terra santa, também
Baiano santo há de ser.