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terça-feira, 6 de julho de 2010

Sérgio Sampaio

Sérgio Sampaio (Sérgio Morais Sampaio), compositor e cantor, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim ES, em 13/04/1947, e faleceu no Rio de Janeiro em 15/05/1994. Desde cedo se interessou por música — o pai compunha dobrados e o tio era intérprete do Trio de Ouro.

Aos nove anos, começou a trabalhar com o pai numa tamancaria, e aos 16 entrou como locutor para a Rádio Cachoeiro de Itapemirim. Dois anos mais tarde, transferiu-se para o Rio de Janeiro, empregando-se como locutor na Rádio Relógio, depois na Rádio Rio de Janeiro (1967), e posteriormente em várias outras emissoras.

A partir de 1970, passou a cantar no rádio, depois de apresentar algumas músicas que havia composto, influenciado pelo pai e pelo tio, Raul Sampaio. Nesse mesmo ano, conheceu Raul Seixas, que incentivou seu gosto pelo rock, pois até então estava mais voltado para boleros, baiões, valsas e tangos.

De suas primeiras gravações destacam-se No ano 83 (1968), Coco verde (1971), Classificado número um (1972), Não adianta (1972) e Eu quero é botar meu bloco na rua, que defendeu no VII FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, em 1972; classificada para a parte final do festival, foi incluída em seu LP de 1973.

Em 1975 lançou, em disco compacto, o samba Velho bandido, de sua autoria. Continuou se apresentando em shows e, na década de 1990, Elba Ramalho e Roupa Nova regravaram seu maior sucesso, Eu quero é botar meu bloco na rua.

Obras

Coco verde, 1971; Eu quero é botar meu bloco na rua, 1972; Não adianta, 1972; Velho bandido, 1975.

CD

Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez (c/Raul Seixas, Míriam Batucada e Edy Star), 1996, Acervo e Rock Company, RCCD 10.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFOLHA.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Eu quero é botar meu bloco na rua

Sérgio Sampaio
Quem frequentou nos anos setenta e oitenta a noite do Baixo Leblon, na Zona Sul carioca, em especial bares como o Jobi, o Gatão, o Luna e o Diagonal, redutos de artistas e intelectuais boêmios, há de ter cruzado muitas vezes e prestado a atenção na figura exótica do cantor e compositor “maldito” Sérgio Sampaio. Isso porque, com seu porte magérrimo, seu cabelão comprido e seu comportamento bizarro, sempre bebendo, cantando ou gargalhando com espalhafato, ele jamais poderia passar despercebido ao mais distraído habitué do lugar.

Sérgio deixou várias composições, mas, somente um grande sucesso, “Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua”, finalista do VII FIC e que é uma espécie de marcha-rancho, confessional (“Há quem diga / que eu fugi da raia / que eu morri de medo / quando o pau quebrou”), que culmina num vibrante estribilho: “Eu quero é botar meu bloco na rua / brincar, botar pra ferver / eu quero é botar meu bloco na rua / gingar, pra dar e vender.”

Tais características a incluem entre as boas canções de protesto da época, embora o autor não tenha chegado a ser um especialista do gênero. Primo do também cantor e compositor Raul Sampaio, Sérgio morreu em 1994, aos 47 anos, tendo gravado quatro elepês (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua (1972) - Sérgio Sampaio - Interpretação: Sérgio Sampaio

LP O Carnaval Chegou! / Título da música: Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua / Sérgio Sampaio (Compositor) / Sérgio Sampaio (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6349 058 / Lado B / Faixa 7 / Gênero musical: Marcha-rancho / Carnaval.

A7       Dm                  C
Há quem diga que eu dormi de touca
                Bb                    A7
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
               Gm                   Dm7
Que eu caí do galho e que não vi saída
                E7                    A7
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

          Dm7                    C
Há quem diga que eu não sei de nada
                   Bb                 A7
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
                  Gm                      Dm7
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
               E7            A7
E que Durango Kid quase me pegou

Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero todo mundo nesse carnaval... 

  Dm7      C              
Eu quero é botar meu bloco na rua    BIS
Bb      A7
Gingar, pra dar e vender

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Êta vida


Êta Vida (1971) - Raul Seixas e Sérgio Sampaio - Intérpretes: Raul Seixas e Sérgio Sampaio

LP Sociedade Da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão Das 10 - Raul Seixas, Sergio Sampaio, Míriam Batucada e Edy Star / Título da música: Êta Vida / Raul Seixas (Compositor) / Sérgio Sampaio (Compositor) / Raul Seixas (Intérprete) / Sérgio Sampaio (Intérprete) / Gravadora: CBS / Ano: 1971 / Nº Álbum: 137734 / Lado A / Faixa 1 .


Intro: C G D7 G G7 C G D7 G

G
Moro aqui nesta cidade
                   D7
Que é de São Sebastião 
Tem Maracanã domingo
                  G
Pagamento a prestação 
Sol e mar em Ipanema
G7                   C 
Sei que você vai gostar
C                        G 
Mas não era o que eu queria
                D7
O que eu queria mesmo 
          G
Era me mandar (2X) 
   G7   C
Mas eta vida danada
         G 
Eu não entendo mais nada
            D7 
É que esta vida pirada 
          G
Eu quero ver 
G                    
São Sebastião do Rio
               D7 
Tudo aqui é genial    
Na televisão à noite
                    G
Tem cultura e carnaval 
G                     G7                   C
Tem garota propaganda num biquini que é demais
C                       G 
Mas não era o que eu queria
                D7 
O que eu queria mesmo 
             G   G7
Era estar em paz   (2X)
         C
Mas eta vida danada
         G 
Eu não entendo mais nada 
É que esta
D7
vida pirada 
         G
Eu quero ver