segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Maria das Dores


Maria das Dores (1973) - Odibar e Paulo Diniz - Intérprete: Paulo Diniz

LP Paulo Diniz - Lugar Comum / Título da música: Maria das Dores / Odibar (Compositor) / Paulo Diniz (Compositor) / Paulo Diniz (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1973 / Nº Álbum: SMOFB 3793 / Lado B / Faixa 2.


Tom: A

  A        A7+ 
Maria das Dores 
   F#7                      Bm
cadê aquela rosa que eu te dei?
C#7                 F#m
Eu até notei que você nem a usa mais
 B7                       Bm
Também já sei que você tem outro rapaz
E7         Bm             E7       A
E por causa dele em mim não pensa mais
 C#7                    F#m
Você bem sabe que eu sou considerado
  C#7                    F#m     A7
Não dou bola pr'o azar e não sou de reclamar
D        F#°      A           F#7
A maior derrota é não saber perder
 Bm           E7           A           A7       BIS
Vou arranjar outra Maria pra esquecer você Laiá, laiá...

José


José (1972) - Carlos Drummond de Andrade e Paulo Diniz - Intérprete: Paulo Diniz

LP Paulo Diniz - ...E Agora José / Título da música: José / Carlos Drummond de Andrade (Compositor) / Paulo Diniz (Compositor) / Paulo Diniz (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1972 / Nº Álbum: SMOFB 3726 / Lado A / Faixa 2 / Obs.: Música de Paulo Diniz sobre poema de Carlos Drummond de Andrade.


Introdução: Dm  Am  E  Am (2x)
Am
E agora José?
Bm7/5-           Am
A festa acabou a Luz apagou
E               Am
O povo sumiu, a noite esfriou.
E  Am
E agora José?
E
E agora você?
Bm7/5-                Am
Você que é sem nome, que zomba dos outros,
E                 Am
Você que faz versos que ama protesta.
E  Am  E  Am
E agora José?
Bm7/5-            Am
Está sem mulher, está sem carinho,
E                   Am
Está sem discurso, já não pode beber.
Bm7/5-             Am
Já não pode fumar, cuspir já não pode,
E              Am
A noite esfriou, o dia não veio.
Bm7/5-          Am
O bonde não veio, o riso não veio,
E            Am
Não veio a utopia e tudo acabou
Bm7/5-     Am
E tudo fugiu e tudo mofou
E  Am
E agora José?
Bm7/5-                 Am
Sua doce palavra, seu instante de febre.
E            Am
Sua gula e jejum sua biblioteca
Bm7/5-             Am
Sua lava de ouro seu terno de vidro
E                 Am
Sua incoerência seu ódio e agora?
Bm7/5-            Am
Com a chave na mão quer abrir a porta
E                    Am
Não existe porta, quer morrer no mar.
Am               Bm7/5-
Mas o mar secou, quer ir para Minas.
E           Am
Minas não há mais José e agora?
Bm7/5-           Am
Se você gritasse se você gemesse,
E                Am
Se você tocasse a valsa vienense.
Bm7/5-              Am
Se você dormisse se você cansasse
E                  Am     C  E
Se você morresse, mas você não morre.
Am              Bm7/5-
Você é duro José sozinho do escuro.
Am              E
Qual bicho do mato, sem teogonia,
Am                E  Am
Sem parede nua para se encostar
Bm7/5-           Am
Sem cavalo preto que fuja a galope,
E              Am
Você marcha José, José para onde?
E              Am
(Você marcha José, José para onde?).
E             Am
(Marcha José, José para onde?).
E      Am   E
(José para onde?).
Am
(Para onde?).
E            Am
E agora José, José para onde?
E       Am
E agora José, para onde?
E            Am
E agora José, José para onde?
E       Am
E agora José, para onde?
E       Am
E agora José, para onde?

Chutando pedra


Chutando Pedra (1970) - Nenéo - Intérprete: Paulo Diniz

LP Paulo Diniz - Quero Voltar Pra Bahia / Título da música: Chutando Pedra / Nenéo (Compositor) / Paulo Diniz (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1970 / Nº Álbum: MOFB 3664 / Lado B / Faixa 2.


Introdução: F C G C C7 F C G C
C F          C         F                C F
Ah se eu fosse você, não me deixava não
C        F                  Bb      G
Eu faria até chover, pra quem me deu a mão, a mão
F            C         F                C   F
Eu faria o sol chegar, em pleno anoitecer, er
C        F                  Bb  G
E o coração lutar, pra gente não morrer, er
F                 C
Descalço eu dava bico em pedras
G                 C C7
E o mundo não teria final
F                 C
Descalço eu dava bico em pedras
G                 C
E o mundo não teria final
Solo: C G C C7 F C G C
C F           C        F                C   F
Se você pudesse ler, agora em meu olhar, ar
C        F               Bb   G
O que eu tenho pra dizer, e quando vou falar, ar
F           C       F               C     F
Um soluço logo vem, e eu não digo nada, nada
C          F
Sem você não sou ninguém,
Bb      G
Minha amiga amada, amada uohhh
F                 C
Descalço eu dava bico em pedras
G                 C        C7
E o mundo não teria final não, não, não, não
F                 C
Descalço eu dava bico em pedras
G                 C        C7
E o mundo não teria final, não, não, não
F                 C
Descalço eu dava bico em pedras
G                 C  C7
E o mundo não teria final
F                 C
Descalço eu dava bico em pedras
G                 C     C7
E o mundo não teria final, ah
F                 C
Descalço eu dava bico em pedras
G                 C
E o mundo não teria final, não, não, não.

Paulo Diniz


Paulo Diniz, cantor e compositor, nasceu em 24 de janeiro de 1940, em Pesqueira, Pernambuco. Órfão de pai, dos 12 aos 16 anos trabalhou numa fábrica de doces da sua cidade. Depois, mudou-se para o Recife, onde tentou ganhar a vida engraxando sapatos, como locutor de casas comerciais e, em seguida, locutor da Rádio Jornal do Commercio, de onde foi demitido por pronunciar um nome errado.


Do Recife, seguiu para Caruaru, e, depois, para Fortaleza, Ceará. Em meados da década de 60 vai para o Rio de Janeiro e é contratado pela Rádio Globo.

No Rio de Janeiro, gravou seu primeiro disco - um compacto simples com as músicas Quem desdenha quer comprar e O chorão; esta última estourou nas emissoras de rádio de todo o Brasil e ele passou a freqüentar o programa de maior sucesso na televisão à época, o Jovem Guarda, comandado por Roberto Carlos.

Outros grandes sucessos que vieram depois: Quero voltar pra Bahia; Um chope pra distrair; Pingos de amor; E agora José? (poema de Carlos Drummond de Andrade); Ciranda do Mar (lançada em 30 países). Musicou, também, trechos do Poema sujo, de Ferreira Gullar.

Foi um dos poucos cantores/compositores que seguiram carreira com sucesso depois de passado o modismo da Jovem Guarda. Entre 1987/1996, não gravou nenhum disco, em decorrência de graves problemas de saúde que quase o deixaram paralítico.

Recuperado, em 1997 retomou a carreira, quando novamente já tinha residência fixa no Recife; grava um especial para a TV Educativa da Bahia e prepara-se para lançar novo CD com canções a partir de poemas de grandes poetas brasileiros, como Drummond, Augusto dos Anjos, Gonçalves Dias, Ferreira Gullar, Manuel Bandeira e outros.

Algumas músicas



Fontes: Pernambuco de A/Z; Wikipédia.