sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Mulher de malandro

Francisco Alves
Mulher de malandro (samba, 1932) - Heitor dos Prazeres - Interpretação: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Mulher de malandro / Heitor dos Prazeres, 1898-1966 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 24/09/1931 / Lançamento: 1932 / Nº do Álbum: 10870 / Nº da Matriz: 4314 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Mulher de malandro sabe ser,
Carinhosa de verdade
Ela vive com tanto prazer
Quanto mais apanha, a ele tem amizade,
(longe dele tem saudade)

Ela briga com o malandro

Enraivecida manda ele andar
Ele se aborrece e desaparece
Ela sente saudade, vai procurar,
(há um ditado muito certo: pancada de amor não dói)

Muitas vezes ela chora
Mas não despreza o amor que tem
Sempre apanhando e se lastimando
Perto do malandro se sente bem,
(êh! meu bem, o malandro também tem seu valor)



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Favela (Hekel Tavares)

Hekel Tavares
Favela (samba, 1933) - Hekel Tavares e Joraci Camargo - Intérprete: Raul Roulien

Disco 78 rpm / Título da música: Favela / Hekel Tavares, 1896-1969 (Compositor) / Joracy Camargo, 1898-1973 (Compositor) / Raul Roulien (Intérprete) / Hekel Tavares [Piano] (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 24/01/1933 / Lançamento: 03/1933 / Nº do Álbum: 33631 / Nº da Matriz: 65655-2 / Gênero musical: Canção estilo carioca



No Carnaval me lembro tanto da favela, oi
Onde ela, oi, morava
Tudo o que eu tinha era
Uma esteira e uma panela, oi
Mas ela, oi, gostava


Por isso eu ando pelas ruas da cidade
Vendo que a felicidade
Foi a vida que passou
E a favela, que era minha
E era dela,
Só deixou muita saudade
Porque o resto ela levou.

Me lembro tanto do café numa tigela, oi
Que ela, oi, me dava
E de umas rezas
Que por mim,
Lá na capela, oi
Só ela, oi, rezava.


Por isso eu ando pelas ruas da cidade
Vendo que a felicidade
Foi a vida que passou
E a favela, que era minha
E era dela,
Só deixou muita saudade
Porque o resto ela levou.

Noutro dia,
Eu fui lá em cima na favela, oi
E ela, oi, não estava
Onde era a casa
Eu achei uma chinela, oi
Que ela, oi, sambava

Por isso eu ando pelas ruas da cidade
Vendo que a felicidade
Foi a vida que passou
E a favela, que era minha
E era dela,
Só deixou muita saudade
Porque o resto ela levou.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Não me abandones nunca

Joubert - 1930
Não Me Abandones Nunca (valsa, 1938) - Joubert de Carvalho - Interpretação: Sílvio Caldas

Disco 78 rpm / Título da música: Não Me Abandones Nunca / Joubert de Carvalho (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Orquestra Victor Brasileira (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1938 / Nº Álbum 34377 / Lado B / Gênero musical: Valsa.



Sem teu amor
Não sei viver,
Rogo a teus pés:
Não me abandones nunca.
O teu carinho é tudo
Que eu tenho na vida.
É a chama que ilumina
Minh'alma enternecida.

Quem me dera
Que fosses tão minha
Quanto o meu coração
Te pertence
Há nele a ilusão
De cantar
Este amor
Que o embala e o faz sonhar.

Quem me dera
Que te embriagasses
No licor deste anseio
Eu não diria em vão:
Não me abandones nunca.
É teu o meu coração.

A flor e a vida

Joubert - 1930
Em 1970, Joubert de Carvalho participou do V Festival Internacional da Canção da TV Globo, com a valsa "A flor e a vida", composta em parceria com Ieda Fonseca, não conseguindo classificação. Pouco depois, venceu, com a mesma composição, interpretada por Antonio João, o Festival Brasileiro de Seresta.

A flor e a vida (valsa, 1970) - Joubert de Carvalho e Ieda Fonseca

Eu jamais pensei em te deixar.
Sucedesse não te ver, um dia,
Pudesse tal coisa acontecer,
De mim o que seria?


Talvez aquela flor que não enfeita mais,
A que deixara a graça no abandono,
E, sem dono, fôra o seu destino,
Jogada fora ou esquecida.


E assim tem sido a vida, vou sofrendo.
E a flor de outrora perfumada, vai morrendo.
E vendo pétalas no chão da flor caída,
Tive inveja então...
Quisera ser a terra
Que em seu seio encerra
A flor e a vida.