sábado, 6 de outubro de 2007

Abel Ferreira


Abel Ferreira, instrumentista / compositor, nasceu em Coromandel MG em 15/2/1915 e faleceu no Rio de Janeiro em 13/4/1980. Com cerca de 12 anos começou a aprender música e clarineta com José Ferreira de Resende e Hipácio Gomes, em sua cidade. Aos 17 mudou-se para Belo Horizonte MG e passou a tocar sax alto e tenor, apresentando-se na Rádio Guarani.


Em 1935 foi para São Paulo, ingressando na orquestra de Maurício Cascapera. Em seguida mudou-se para Uberaba MG, onde se tornou diretor artístico da emissora de rádio local. Nessa época participou de um show em Poços de Caldas MG, em que acompanhou as irmãs Carmen e Aurora Miranda.

De volta a Belo Horizonte, tocou em 1937 com J. França e sua Banda. Com o mesmo grupo apresentou-se em São Paulo, em 1940, e mais tarde com Pinheirinho e seu Regional, na Rádio Tupi paulistana. Gravou suas primeiras composições, o choro Chorando baixinho, em solo de clarineta, e a valsa Vânia, em solo de saxofone, em 1942, na Columbia de São Paulo, com o acompanhamento do regional de Pinheirinho.

No ano seguinte mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, onde passou a tocar com Ferreira Filho e sua Orquestra, no Cassino da Urca, lançando em 1944 uma nova gravação de suas primeiras composições, dessa vez com Claudionor Cruz e seu Regional. Em 1945 e 1946 tocou, respectivamente, nas orquestras de Vicente Paiva e Benê Nunes, apresentando-se em cassinos e na Rádio Globo.

Com esses conjuntos musicais, e com o seu grupo, formado em 1947, acompanhou vários cantores importantes da época, como Sílvio Caldas, Francisco Alves, Augusto Calheiros, Orlando Silva, Marlene, Emilinha Borba e outros.

Em 1949 ingressou na Rádio Nacional, onde passou a se apresentar como líder da Turma do Sereno; tocou no mesmo ano com Rui Rei e sua Orquestra, gravando na Todamérica seu choro Acariciando (com Lourival Faisal). Com Paulo Tapajós, seu companheiro na Rádio Nacional, formou em 1952 a Escola de Ritmos, que viajou por todo o Brasil. Dois anos depois lançou na Copacabana o LP Jantar dançante e, em 1955, No tempo do cabaré.

Viajou em 1957 com seu conjunto em tournée por Portugal e em 1958 integrou o grupo Os Brasileiros, do qual também participavam Shuca, Trio Yrakitan, Dimas, Pernambuco e o maestro Guio de Morais, em excursão de divulgação de música brasileira em vários países europeus, gravando ainda o LP Os brasileiros na Europa. Viajou pelos EUA e Havaí, com o pianista Benê Nunes, em 1960, e pela Argentina com Waldir Azevedo, em 1961.

Voltou à Europa em 1964-1965, gravando nesse último ano o disco Abel Ferreira e sua turma. Visitou a URSS e outros países europeus em 1968. Na década de 1970, principalmente a partir do lançamento do LP Pra seu governo, de Beth Carvalho, na etiqueta Tapecar, tornou-se um dos músicos mais requisitados em gravações e shows, como acompanhante, no sax e na clarineta.

Legítimo herdeiro da categoria do clarinetista Luís Americano, aposentou-se no rádio em 1971, tendo durante esses anos composto vários choros que se incorporaram aos clássicos instrumentais: Doce melodia é um exemplo.

Com a redescoberta do choro e a criação do Clube do Choro, no Rio de Janeiro, em meados de 1975, voltou à atividade, passando a apresentar-se, ao lado de Raul de Barros e Copinha, em vários shows de teatro.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

A Cor do Som


A Cor do Som. Formado no final dos anos 70 no núcleo dos Novos Baianos (Dadi, baixo e guitarra; Armandinho, substituído por Victor Biglione e depois por Pedro Santana, guitarra e bandolim; Mu, teclados; Gustavo, substituído por Jorge Gomes, bateria; Ary Dias, percussão e Pepeu Didi, baixo), o grupo seguiu a linha da fusão entre ritmos nordestinos e rock.

O primeiro disco, A Cor do Som, de 1977, foi logo seguido por uma apresentação no festival de Montreux, na Suíça, em 1978, que se transformou em um disco ao vivo. Inicialmente voltada para a música instrumental, a banda estourou em 1979 com músicas cantadas, notadamente Beleza pura, de Caetano Veloso.

Nos anos 80 seus discos passaram por vários estilos, resultando em fusões de jazz, rock, reggae, choro e samba. Em 1985 a banda se dissolveu com alguns componentes seguindo carreira solo e outros voltando a ser músicos contratados de artistas consagrados. Entretanto, em 1996, o grupo juntou-se novamente para gravar o disco A Cor do Som Ao Vivo no Circo, pelo qual recebeu, no ano seguinte, o Prêmio Sharp de Melhor Grupo Instrumental.

No dia 24 de agosto de 2005, o grupo A Cor do Som volta à ativa com um registro acústico, gravado ao vivo na casa de shows Canecão (RJ). A apresentação foi marcada por diversas participações especiais, dentre elas de Moraes Moreira, em Davilicença, Caetano Veloso em Menino Deus e Daniela Mercury em Beleza pura, só para citar algumas. O show no Canecão gerou a gravação do CD e DVD A Cor do Som Acústico, com sua formação original: Armadinho, Dadi, Mú Carvalho, Gustavo Schroeter e Ary Dias.

O lançamento do trabalho registra a relevância histórica do grupo A Cor do Som no cenário musical brasileiro, com destaque para a habilidade de seus integrantes, instrumentistas com sólidas carreiras individuais.

Fonte: CliqueMusic - A Cor do Som

Urubu tá com raiva do boi


Urubu Tá Com Raiva do Boi (1974) - Geraldo Nunes e Venâncio - Intérprete: Baiano e os Novos Caetanos

LP Baiano & Os Novos Caetanos - Chico Anísio e Arnaud Rodrigues / Título da música: Urubu Tá Com Raiva do Boi / Venâncio (Compositor) / Geraldo Nunes (Compositor) / Baiano e os Novos Caetanos (Chico Anysio - Diversos - Arnaud Rodrigues) (Intérprete) / Gravadora: CID / Ano: 1974 / Nº Álbum: 8005 / Lado A / Faixa 4.



Tom: F  

Intro:
(F   Eb)
Um-de-a-dá

    F
Urubu tá com raiva do boi,
                          Bb
E eu já sei que ele tem razão
                             F
É que o urubu tá querendo comer
                       Gm
Mais o boi não quer morrer
                Eb
Não tem alimentação
Urubu tá com raiva do boi,
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
        C        F
Não tem alimentação

       F       
O mosquito é engolido pelo sapo,
                     Bb
O sapo a cobra lhe devora.
                                F
Mas o urubu não pode devorar o boi:
           C7              F
Todo dia chora, todo dia chora.
(bis)

(F   Eb)
Um-de-a-dá

(sobe 1/2 tom daqui pra frente)

(refrão)

Gavião quer engolir a socó,
Socó pega o peixe e dá o fora.
Mas o urubu não pode devorar o boi,
Todo dia chora, todo dia chora.
(bis) 

(F#   E)
Um-de-a-dá

Folia de Reis


Folia de Reis (1974) - Arnaud Rodrigues e Chico Anysio - Intérprete: Baiano e os Novos Caetanos

LP Baiano & Os Novos Caetanos - Chico Anísio e Arnaud Rodrigues / Título da música: Folia de Reis / Arnaud Rodrigues (Compositor) / Chico Anysio (Compositor) / Baiano e os Novos Caetanos (Chico Anysio - Diversos - Arnaud Rodrigues) (Intérprete) / Gravadora: CID / Ano: 1974 / Nº Álbum: 8005 / Lado B / Faixa 1.


Tom: D  

Intro: G  D  E  A7  D
       G  D  E  A7

D   A          D    D7
Ai...andar, andei
G               A
Ai...como eu andei
        D    D7
E aprendi
        G
A nova lei
     G                D      
Alegria em nome da rainha     (2x)
     F#           Bm       
E folia em nome de rei      

( G  D  E  A7 )

Ai no mar, marujei
Ai eu naveguei
E aprendi
A nova lei

Se é de terra que fique na areia
O mar bravo só respeita rei (2x)

Ai voar, voei
Ai como eu voei
E aprendi
A nova lei

Alegria em nome das estrelas
E folia em nome de rei (2x)

Ai eu partilhei
Ai eu voltarei
Vou confirmar
A nova lei

Alegria em nome de Cristo
Porque Cristo foi o rei dos reis (4x)