domingo, 12 de março de 2006

Salvador Fábregas

Salvador Fábregas, compositor, cantor e pianista, nasceu provavelmente no Rio de Janeiro, por volta de 1820. É possível que tenha falecido na mesma cidade no ano de 1880.

Participou do primeiro recital da Filarmônica Fluminense, em 23 de julho de 1841. Foi nomeado em 1848 como cantor da Capela Imperial, exercendo a função até 1853.

Lecionou canto e piano no Rio de Janeiro até, provavelmente, o ano de 1877. Morou na Rua do Lavradio, 34, centro do Rio.

Compositor de valsas, quadrilhas e modinhas. É autor da valsa "Jardim Botânico" (dedicada a Sra. Teresa dos Santos Barreto d'Albuquerque), que consta no álbum "Rio de Janeiro - Álbum Pitoresco Musical", publicado pelos Sucessores de P. Laforge.

Compôs e publicou em 1851 as seguintes quadrilhas: "Mãe-d'Água", "Paquetá", "A Penha" e "Cascata da Tijuca". Compôs a modinha "Ó Virgem".

É quase certo - e assim consta na maioria das partituras da edição musical - que seja o autor da música sobre os versos de Castro Alves, O gondoleiro do amor. Em 1960, essa música foi gravada pela cantora Stellinha Egg, constando no selo como autor da letra o nome de Sábregas, possivelmente um erro de revisão tipográfica.

Dados adicionais


Segundo consulta em alguns jornais e revistas da época, pertencentes ao acervo digital da Biblioteca Nacional (Hemeroteca Digital Brasileira), constata-se que o cantor, pianista e professor (mestre) de música Salvador Fábregas era de origem espanhola, casado, tendo residido em diversos endereços na cidade do Rio de Janeiro como, inicialmente, Rua do Lavradio, 34, depois Rua do Núncio, 7, Rua do Regente, 55, Rua do Engenho-Velho, 99, e por fim, Rua do Mattoso, 47, seu último endereço terreno. Faleceu vitimado por embolia cerebral, sendo sepultado em 17/09/1877.

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Fontes: Dicionário da MPB; O Globo, de 21/09/1877; O Cruzeiro, de 25/11/1878; Boletim do Expediente do Governo, de fevereiro/1862; Gazeta de Notícias - Obituário, de 19/07/1877; Almanak Adm., Mercantil e Indl. do Rio de Janeiro 1852-1877.
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