segunda-feira, 3 de abril de 2006

Rapaziada do Brás

Nenhuma música evoca melhor a velha São Paulo provinciana do início do século do que a valsa "Rapaziada do Brás". Composta em 1917 pelo futuro maestro Alberto Marino, então um menino de quinze anos, "Rapaziada do Brás" se tornaria conhecida no final da década seguinte, quando teve seu primeiro disco. Somente em 1960, a melodia recebeu letra de autoria do filho de Marino, Alberto Marino Júnior, gravada por Carlos Galhardo no mesmo ano.

Muito bem estruturada no gênero em que foi concebida nem parece obra de um principiante -, a composição é essencialmente instrumental, forma em que aparece na maioria das gravações, embora possua letra. Uma homenagem à rapaziada do bairro de infância e adolescência do autor, serviu ainda de inspiração a outras valsas bairristas, como "Rapaziada da Moóca" e "Rapaziada do Bom Retiro". Somente em 1960, a melodia recebeu letra de autoria do filho de Marino, Alberto Marino Jr, gravada por Carlos Galhardo no mesmo ano.

Rapaziada do Brás (valsa - 1917) - Alberto Marino - Interpretação de Carlos Galhardo



-----Em---------- B7--------- Em------------------------------- B7
Lembrar, deixem-me lembrar / meus tempos de rapaz no Brás
das noites de serestas / casais de namorados, e as cordas de um violão
----------------------------------------------------------Em
cantando em tom plangente, / Aqueles ternos madrigais.
------------B7 -------------Em -------------------------E7---- Am
Sonhar, deixem-me sonhar, / lembrando aquele amor fugaz.
------------------------------------B7--------------------- Em
Uma sombra em volta da penumbra / por trás da vidraça
-----------------------------------------B7
faz um gesto lânguido, / cheio de graça
----------------------------------------------Em
imagem de um passado / que não volta mais.

------------B7-------------------------------------------- Em
Tão somente uma recordação / restou daquele grande amor
-------------------B7---------------------- Em
daquela noite de luar / daquela juventude em flor
----------------B7----------------------------------------- Em
E hoje os anos correm muito mais / e a vida já não tem valor

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