segunda-feira, 12 de junho de 2006

Hoje



Taiguara - 1968
Possuidor de um marcante estilo de interpretação, romântico, intenso, até com uma certa tendência ao monumental, Taiguara firmou-se como um dos mais assíduos cantores de festivais, defendendo músicas suas ou de outros compositores, algumas delas premiadas (como “Modinha”, de Sérgio Bittencourt, e “Helena, Helena, Helena”, de Alberto Land).

Típico desse estilo é o seu maior sucesso, a balada “Hoje”, que canta sobre bela melodia o desabafo de um personagem desiludido com as agruras da vida e do amor: “Mas, hoje / as minhas mãos enfraquecidas e vazias / procuram nuas, pelas luas, pelas ruas / na solidão das noites frias por você.”

Muito visado pela censura, Taiguara (Taiguara Chalar da Silva) teve sua popularidade em declínio ao terminar a era dos festivais, passando a se dedicar ao estudo musical com Hermeto Pascoal, com quem aprendeu a fazer arranjos. Nascido no Uruguai, mas criado no Brasil, morreu aos 51 anos em 14.2.96 (A Canção no Tempo – Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Hoje (1969) - Taiguara
Tom: C

Intro: C7M  G6/7/9-

C                 C7M                    G#/C           G#6/11+
Hoje trago em meu corpo as marcas do meu tempo, meu desespero,
              C/G             C/D     D7         F/G   G6/7/9-
A vida num momento, a fossa, a fome, a flor, o fim do mundo
C              C7M              G#/C        G#6/11+
Hoje trago no olhar imagens destorcidas, cores, viagens,
              C/G            C/D   D7           Bb/C  C7/9-
Mãos desconhecidas trazem a lua, a rua às minhas mãos, mas
F   F7M        F#m5-/7      B7/9-     Gm/Bb           A4/7
Hoje as minhas mãos enfraquecidas e vazias procuram nuas
      A7        Fm/Ab      G4/7            G7       C/G  G6/7/9-
Pelas luas, pelas ruas, na solidão das noites frias por você
C                C7M               G#/C         G#6/11+
Hoje homens sem medo aportam no futuro, eu tenho medo,
               C/G               C/D    D7          F/G G6/7/9-
Acordo e te procuro, meu quarto escuro é inerte como a morte
C             C7M              G#/C      G#6/11+
Hoje homens de aço esperam da ciência, eu desespero
                 C/G
E abraço a tua ausência, 
                     C/D  D7            Bb/C   C7/9-
    que é o que me resta vivo em minha sorte, ah
F    F7M       F#m5-/7    B7/9-         Gm/Bb
Sorte, eu não queria a juventude assim perdida
          A4/7          A7       Fm/Ab
Eu não queria andar morrendo pela vida
          G4/7        G7              Em7 Dm7 C7M Dm7 D#° C/E
Eu não queria amar assim como eu te amei
F    F7M       F#m5-/7    B7/9-         Gm/Bb
Sorte, eu não queria a juventude assim perdida
          A4/7          A7        C/D
Eu não queria andar morrendo pela vida
          F/G       G#/C  F/G      G6/7/9-  C7M
Eu não queria amar assim    como eu te   amei
 
 

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