sábado, 5 de agosto de 2006

É sempre o papai

Cantora Marlene
Em 1953, com a adoção do Dia dos Pais no Brasil, Miguel Gustavo compôs “É Sempre o Papai”, música irônica que goza o até então “mantenedor do lar”, agora responsável por outro dia de consumo implacável, além do Dia das Mães, data comemorada há mais tempo no Brasil. “É Sempre o Papai" é um baião gravado por Zezé Gonzaga & As Moreninhas, em 1953 (mesmo ano da criação do Dia dos Pais no Brasil). Em 1954 foi gravado por Marlene e em 1955, pelo sambista Jorge Veiga (Fonte: Som do Vialejo).


É sempre o papai (baião, 1953) - Miguel Gustavo - Interpretação: Marlene

Papai, papai, papai / Quem é que atura
A cara feia da titia / Que vem cá pra casa
Pra ficar um dia / E a semana passa
E a tia não vai / É o papai
É sempre o papai

Quem é que ganha / Palmadinha de carinho
E agrado do filhinho / Que já tem um carro
Mas não tem cigarro / E anda sem nenhum
E sempre quer algum / Quando de noite sai
É o papai

Quem é que luta / Trabalhando como um louco
E o dinheiro é sempre pouco / Porque sempre tem modista
Tem jantares na cidade / Tem festa de caridade
Onde a mamãe vai, ai, ai... / É o papai

Quem é que agora / Tem um dia todo seu
Todo seu completamente / Pra ganhar presente
E o papai tá tão contente / E o dinheiro do presente
Da onde sai... / É do papai
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