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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Se é pecado sambar

Marlene
Se é pecado sambar (samba, 1950) - Manoel Santana - Intérprete: Marlene

Disco 78 rpm / Título da música: Se é pecado sambar / Manoel Santana (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 18/11/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 16148 / Nº da matriz: 2194 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Se é pecado sambar
A Deus eu peço perdão
Eu não posso evitar
A tentação
De um samba dolente
Que mexe com a gente
Fazendo endoidecer

É um tal de me pega
Me solta me deixa
Sambar até morrer
Se é pecado sambar

Só o samba é culpado
De eu abandonar meu lar
Se sambar é pecado
Deus terá me perdoado



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Coitadinho do papai

Marlene
Coitadinho do papai (marcha/carnaval, 1947) - Henrique de Almeida e M. Garcez - Intérpretes: Marlene e Vocalistas Tropicais

Disco 78 rpm / Título da música: Coitadinho do papai / Henrique de Almeida, 1917-1985 (Compositor) / M. Garcez (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Vocalistas Tropicais (Intérprete) / Raul [1874-1953] e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 05/12/1946 / Lançamento: 02/1947 / Nº do Álbum: 12757 / Nº da Matriz: 8142 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


Mamãe quer saber
Onde é que o velho vai
Pode até chover
Que toda noite o velho sai

Papai diz que vai
Lá prá companhia
Que tem reunião de diretoria
Mamãe desconfia
Mas, não sabe onde ele vai
Se um dia ela descobre
Coitadinho do papai !



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Marlene


Marlene (Vitória Bonaiutti De Martino), cantora, nasceu em São Paulo-SP, em 18/11/1924. Dos quatro aos 17 anos foi interna no Colégio Batista Brasileiro, em São Paulo. Começou a cantar, ainda como amadora, em 1941, no programa Hora do Estudante, na Rádio Bandeirantes.


Estreou como profissional no ano seguinte, na Rádio Tupi, adotando o nome artístico de Marlene, escolhido pelos estudantes e inspirado em Marlene Dietrich, que estava em evidência na época. Em 1943 mudou-se para o Rio de Janeiro, conseguindo logo um lugar no Cassino Icaraí, de Niterói RJ, por dois meses passando a seguir para o Cassino da Urca, onde trabalhou até o seu fechamento, em abril de 1946.

Nesse ano, foi contratada pelo Rádio Mayrink Veiga e gravou o primeiro disco, pela Odeon, com o acompanhamento da orquestra Brazilian Serenaders, cantando o samba-choro Swing no morro (Felisberto Martins e Amado Régis) e o samba Ginga, ginga, morena (João de Deus e Hélio Nascimento). Passou para a Rádio Globo, no ano seguinte, , atuando também na boate carioca Casablanca, como cantora de um conjunto formado por Benê Nunes (piano), Abel Ferreira (clarineta), Vidal (contrabaixo), Meneses (guitarra), Chevalier (pandeiro), Carequinha (bateria) e Chuca-chuca (vibrafone).

Gravou para o Carnaval de 1947, na etiqueta Odeon, a marcha Coitadinho do papai (Henrique de Almeida e M. Garcez), com os Vocalistas Tropicais, e o samba Um ano depois (Valdomiro Pereira e Valentina Biosca).

Em 1948 assinou contrato com a Rádio Nacional, passando a participar dos programas de auditório de César de Alencar, e foi também contratada pela boate do Copacabana Palace Hotel. Gravou, nesse mesmo ano, pela Continental, disco que fez muito sucesso, com os choros Toca, Pedroca (Pedroca e Mário Morais) e Casadinhos (Luís Bittencourt e Tuiú), este último cantado em dueto com César de Alencar.

Em 1949 veio a consagração: depois de gravar, pela Star (atual Copacabana), a guaracha Candonga (Felisberto Martins e Fernando Martins) e o jongo Conceição da praia (Aldemar Brandão e Dilu Melo), foi eleita Rainha do Rádio, título que manteve no concurso seguinte, em 1951 (o concurso não foi realizado em 1950), quebrando assim o ciclo de vitórias das irmãs Linda e Dircinha Batista. Por essa época, surgem os fã-clubes, suas disputas com Emilinha Borba, estimuladas e promovidas pela imprensa e a própria Rádio Nacional passa a explorar a rivalidade entre as duas, transformando Emilinha em cantora exclusiva do Programa César de Alencar e transferindo Marlene para o programa de Manuel Barcelos.

Em setembro do mesmo ano gravou, com Os Cariocas, pela Continental, os baiões Macapá e Qui nem jiló (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga), dois de seus grandes êxitos. Junto com Emilinha, gravou no final do ano, para o carnaval de 1950, o samba Já vi tudo (Peterpan e Amadeu Veloso) e a marcha Casca de arroz (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti). O disco foi um sucesso e as duas voltaram a se reunir no início de 1950, gravando para o carnaval a marcha A bandinha do Irajá (Murilo Caldas).

Outros sucessos seus em 1950 foram o choro Dona Vera tricotando (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); o maxixe Nego, meu amor (José Maria de Abreu e Luiz Peixoto), este em dueto com Ivon Curi; Casamento de Rosa (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); o maracatu Cabrinda Briante (Fernando Lobo e Evaldo Rui); o choro Esposa modelo (José Maria de Abreu e Carlos Barros de Sousa) e a polca Tome polca (José Maria de Abreu e Luiz Peixoto).

No Carnaval de 1951, destacou-se com o samba Sapato de pobre (Luís Antônio e Jota Júnior), e, depois de gravar mais de 13 músicas em 1951, lançou no ano seguinte um dos seus grandes êxitos, o samba Lata d'água (Luís Antônio e Jota Júnior). Gravando também a marcha Eva (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) transformou-se numa das cantoras mais populares em todo o Brasil. Nesse período fez sucesso também no cinema, onde havia estreado em 1944, em Corações sem piloto, de Luis de Barros, seguido de Pif-paf, de Ademar Gonzaga e Luís de Barros, em 1945; Caídos do céu, de Luís de Barros, em 1946; Esta é fina, de Luís de Barros e Moacir Fenelon, em 1947; e Tudo azul, de Moacir Fenelon, em 1952. Durante as filmagens do último, conheceu o ator Luís Delfino, com quem casou, passando a dedicar-se, em seguida, ao teatro: estreou na peça Depois do casamento, em 1952. No ano seguinte, recebeu do jornal carioca O Diário da Noite diploma de Maior Figura do Rádio Brasileiro, e gravou mais alguns sucessos: Tenho um negócio para te contar (Silvino Neto) e a versão de Jambalaya (Hank Williams).

Como pretendia seguir carreira teatral, começou a estudar balé, em 1954, e no mesmo ano se apresentou em Angelina e o dentista. Gravou ainda em 1954 mais dez musicas, pela Continental, entre elas Toma jeito, João (Luís Bandeira) É sempre o papai (Miguel Gustavo) e Mora na filosofia (Monsueto e Arnaldo Passos).

Atuou em outra peça em 1955 — Maya — e em seguida reduziu sua atividade artística até afastar-se totalmente, entre 1965 e 1968, reaparecendo nesse ano, a convite de Paulo Afonso Grisolli e Sidney Miller, como estrela de Carnavália, antologia de músicas de Carnaval, com texto de Eneida e participação de Blecaute e Nuno Roland, no Teatro Casa Grande, do Rio de Janeiro.

Em 1970, Hermínio Belo de Carvalho chamou-a para fazer o show É a maior, em que interpretava autores da época (Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento). Outras apresentações em teatro foram: Alice no pais do Divino maravilhoso, com Sidney MilIer, Sueli Costa, Marcos Flaksmann, Paulo Afonso Grisolli, Tite de Lemos e Luís Carlos Maciel, em 1969, no Teatro Casa Grande; Marlene ole, olá, dirigida por Haroldo Costa, em 1972, no Teatro Glória; O botequim, de Gianfrancesco Guarnieri, dirigido por Antônio Pedro, em 1973, no Teatro Princesa Isabel; e Te pego pela palavra, em 1974, show levado, a princípio, na boate Number One, e depois no Teatro João Caetano.

Em 1977 saiu, pela Polygram, o LP Antologia da marchinha. Atuando na carreira com menos freqüência, participou em 1996 do show em homenagem aos 90 anos de João de Barro, apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.

Em 1997, depois de 20 anos, voltou aos estúdios para gravar um CD com músicas de Chico Buarque, João Bosco e outros, e uma inédita, Estrela da vida, que compôs em parceria com Paulo Baiano, o produtor do disco.

CD: Marlene, meu bem, 1996, Revivendo RVCD-107.

Algumas músicas















Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

O passo do pinguim

Marlene
O Passo do Pinguim (marcha, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérprete: Marlene

Disco 78 rpm / Título da música: O Passo do Pinguim / Humberto Teixeira (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acomp.) / Araújo, Severino (Acomp.) / Continental, Setembro/1949 - Janeiro/1950 / Nº Álbum: 16148 / Lado A / Gênero musical: Marcha.


Tom: C

    C
Pinguim nadou do polo até o Cabo Frio
E de lá pro Rio
                   Dm7
Pra brincar o carnaval
Do calor pinguim nem deu sinal
                   G7
De casaco e peito duro
                     C
O pinguim é mesmo o tal
     G
Pinguim!
            Dm7      G           C
Oi, olha o passo, o passo do pinguim, pinguim
             Dm7     G         C
Sacudindo os ombros vai devagarinho, assim
          F                            C
E se o calor esquenta o fraque do pinguim
                   Dm7          G          C
Ele pede um chope duplo e bebe tudo até o fim
     G
Pinguim!

sábado, 5 de agosto de 2006

É sempre o papai

Marlene
Em 1953, com a adoção do Dia dos Pais no Brasil, Miguel Gustavo compôs “É Sempre o Papai”, música irônica que goza o até então “mantenedor do lar”, agora responsável por outro dia de consumo implacável, além do Dia das Mães, data comemorada há mais tempo no Brasil.

“É Sempre o Papai" é um baião gravado por Zezé Gonzaga & As Moreninhas, em 1953 (mesmo ano da criação do Dia dos Pais no Brasil). Em 1954 foi gravado por Marlene e em 1955, pelo sambista Jorge Veiga (Fonte: Som do Vialejo).

É Sempre o Papai (baião, 1953) - Miguel Gustavo - Interpretação: Marlene

Disco 78 rpm / Título da música: É Sempre o Papai / Miguel Gustavo (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1954 / Nº Álbum: 17.000 / Lado A / Gênero musical: Baião.



Papai, papai, papai / Quem é que atura
A cara feia da titia / Que vem cá pra casa
Pra ficar um dia / E a semana passa
E a tia não vai / É o papai
É sempre o papai

Quem é que ganha / Palmadinha de carinho
E agrado do filhinho / Que já tem um carro
Mas não tem cigarro / E anda sem nenhum
E sempre quer algum / Quando de noite sai
É o papai

Quem é que luta / Trabalhando como um louco
E o dinheiro é sempre pouco / Porque sempre tem modista
Tem jantares na cidade / Tem festa de caridade
Onde a mamãe vai, ai, ai... / É o papai

Quem é que agora / Tem um dia todo seu
Todo seu completamente / Pra ganhar presente
E o papai tá tão contente / E o dinheiro do presente
Da onde sai... / É do papai

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Mora na filosofia

Marlene
Mora na filosofia (samba, 1955) - Monsueto e Arnaldo Passos - Intérprete: Marlene

Disco 78 rpm / Título da música: Mora na filosofia / Passos, Arnaldo (Compositor) / Menezes, Monsueto (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Raul, 1874-1953 (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 29/10/1954 / Nº Álbum 17047 / Gênero musical: Samba.


Gm6             D/F#    Gm6  
Eu... vou lhe dar a decisão
           Cm7         D7       Cm7 
botei na balança... e você não pesou
           Dm7         Cm7      D7  D7/9b 
botei na peneira... e você não passou.

Gm6         Cm7                 D7    D7/9b 
Mora, na filosofia... prá quê rimar
       Gm6 
amor e dor?

D#7            D7     Cm7     D#7  
Se seu corpo ficasse marcado
                      D7
por lábios ou mãos carinhosas
Gm7  Cm7
eu saberia (ora vá mulher)...
Dm7        D7     Gm6
a quantos você pertencia.
    Gm6       D/F#      Gm6
Não vou me preocupar em ver
       Cm7         D7      Gm6
seu caso não é de ver prá crer: tá na cara...

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Tome polca

Tome polca (polca, 1951) - José Maria de Abreu e Luiz Peixoto

Disco 78 rpm / Título da música: Tome polca / Autoria: Abreu, José Maria de, 1911-1966 (Compositor) / Peixoto, Luiz (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1950 / Nº Álbum 16309 / Gênero musical: Polca


Um sarau / Na rua Itapirú
Em casa das Novaes / O calor está abrasador
E tem gente demais / Mas tome polca

Num sofá / A dona Jacintinha

Faz bola de papel / E na janela de papelotes
A Berenice namorisca / Um curriel

À reclamar silêncio / Surge o seu Fulgêncio

Um de bom comendador / Sim, porque nesta altura
Chega o padre cura / Com o corregedor

Entra o Souza / Que vem pisando em ovos

Com as botas de verniz / Enquanto a esposa
De olhos em alvo / Fica torcendo
Os cabelinhos do nariz

Por trás de uma cortina / Vê-se a Minervina
Que é mais preta / Que um tição
E diz entre risadas / Quebra dona Alice
Quebra seu Beltrão

Atenção acordes na Dalila / Seu Gil vai recitar

Formam roda / E o moço encalistrado
Começa a gaguejar / E tome po-polca

Tem um chá / Bolinhos de polvilho

E outros triviais / São onze horas
Apague o gás / E assim termina
O bailarico das Novaes / E tome polca.


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Sapato de pobre

Sapato de Pobre (samba/carnaval, 1951) - Luiz Antônio e Jota Júnior - Intérprete: Marlene

Disco 78 rpm / Título da música: Sapato de pobre / Luiz Antônio (Compositor) / Jota Júnior (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Nº do álbum: 16332 / Nº da matriz: 2459 / Gravação: 09/1950 / Lançamento: 01/1951 / Gênero: Samba carnavalesco



Sapato de pobre é tamanco
Almoço de pobre é café, é café
Maltrata o corpo como o que, porquê?

O pobre vive de teimoso que é

Folha de zinco, caixão de banha

Faz um barraco em qualquer favela
Se tem Amélia que o acompanha

Embora pobre é feliz com ela


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 7 de maio de 2006

Qui nem jiló

Luiz Gonzaga
Em 1950, vivia-se o auge do ciclo do baião, com vários compositores (Klecius Caldas, Armando Cavalcanti, Hervé Cordovil) e intérpretes (Marlene, Emilinha Borba, Ivon Curi) de outras áreas aderindo ao ritmo nordestino.

Incansável na renovação de seu repertório, Luiz Gonzaga chegaria a gravar durante o ano nada menos de vinte composições, sendo oito delas com Humberto teixeira e sete com o novo parceiro, Zé Dantas. De todas essas músicas, mereceu destaque especial o baião "Qui Nem Jiló", um dos melhores da dupla Gonzaga-Teixeira.

Refletindo sinais da integração do gênero ao meio urbano, "Qui Nem Jiló" tem melodia mais elaborada do que a maioria dos baiões, em nada lembrando as primitivas cantigas sertanejas.

Qui nem jiló (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérpretes: Marlene e Os Cariocas

Disco 78 rpm / Título da música: Qui nem jiló / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Os Cariocas (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 10/1949 / Nº do álbum: 16125 / Nº da matriz: 2167 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: IMS, Nirez

Introdução: G - C# - F#m - B7 - Em - G - A - D
   
     D                C# 
Se a gente lembrar só por 
    F#m     A7 
Lembrar 
  D                   E 
O amor que agente um dia
   A     A7 
Perdeu 
   G                    C#      F#m 
Saudade inté que assim é bom 
     B7           Em 
Pro cabra se convencer 
   A                D 
Que é feliz sem saber 
            A 
Pois não sofreu 
   D           C#            F#m    A 
Porém se a gente vive a sonhar 
    D                E 
Com alguém que se deseja 
    A     A7 
Rever 
    G          C#       F#m 
Saudade intonce aí é ruim 
    B7          Em 
Eu tiro isso por mim 
          G        A    D
Que vivo doido a sofrer 
             A 
Ai quem me dera voltar 
         D 
Pros braços do meu xodó 
             A 
Saudade assim faz roer 
         D 
E amarga que nem jiló 
         A 
Mas ninguém pode dizer 
 D                    D7 
Que me viu triste a chorar 
  G                 A 
Saudade, o meu remédio é 
     D   D7 
Cantar 
      G             A 
Saudade, o meu remédio é 
   D 
Cantar


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.