segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Leo Peracchi

Leo Peracchi nasceu em 30/9/1911 na cidade de São Paulo-SP e faleceu em 16/1/1993 no Rio de Janeiro-RJ. Foi regente, arranjador, pianista, professor, compositor, mestre da instrumentação moderna brasileira e destacado orquestrador da Música Popular Brasileira. Durante sua vida profissional teve enorme importância também como formador de músicos e incentivador de jovens artistas como Toquinho, Tom Jobim e do pianista Arthur Moreira Lima.

Primeiro filho de Memore e Ada Peracchi, seu pai foi professor de música e diretor do Conservatório Benedetto Marcello, depois Conservatório Carlos Gomes. Teve quatro irmãos, três dos quais também musicistas: Henriqueta Elda, pianista, Eldo, violoncelista e Gemma Rina, pianista e professora do conservatório Carlos Gomes, e Tina, secretária e estenógrafa.

Formou-se em piano e composição no conservatório do pai, onde, ainda de calças curtas, passou a dar aula de teoria e solfejo (1927). Começou sua carreira dirigindo pequenas orquestras (1928), acompanhando filmes nos cinemas da cidade, e tornou-se concertista clássico de piano.

Casou-se (1932) com sua primeira mulher, Sofia Giordani, com quem viveu durante 18 anos e teve dois filhos, Márcia e Adriano Lúcio, e passou a trabalhar como pianista e maestro da Rádio Kosmos, de São Paulo (1936). Passado pela Rádio Bandeirantes e pela Rádio Educadora Paulista, seguiu para o Rio de Janeiro (1941), a convite da Rádio Nacional, à época a maior emissora do país, onde participou de vários programas como orquestrador, regente e compositor.

Foi o criador, juntamente com Haroldo Barbosa e José Mauro, do programa Dona Música, que apresentava músicas de todas as partes do mundo. Entre muitas outras atividades, dirigiu a orquestra da Rádio Nacional no programa A história das orquestras do Brasil (1944), também lançado por Almirante.

Passou a viver (1950) com sua segunda mulher, a cantora lírica Lenita Bruno (1929-1987), com quem teve uma filha, a cantora Míriam. Escreveu partituras musicais para diversos filmes da Atlântida e Flama, como a chanchada Tu és Meu (1952), de José Carlos Burle e incontáveis arranjos para discos e regeu várias orquestras.

Foi nomeado (1965) diretor musical da Orquestra Sinfônica de Altoona, na Pensilvânia, cargo no qual permaneceu por dois anos. Lá também dirigiu conjuntos corais e lecionou nas escolas Nossa Senhora de Lourdes e Montessori, além da Universidade da Pensilvânia.

Com a terceira mulher, Nina Campos, mudou-se para Belgrado, antiga Iugoslávia (1968), onde trabalhou com a Orquestra Filarmônica da cidade e escreveu o ballet Stâmena. Voltou para o Brasil (1970), estabelecendo-se em São Paulo, trabalhando nas gravadoras Copacabana e Arlequim, da qual foi diretor musical, e na Editora Vitale e dava aulas particulares de música para jovens interessados, além de aulas de Composição e Conjunto de Câmara no Conservatório Carlos Gomes.

Nessa mesma época, faz trabalhos de regência para o Estúdio Gazeta e para a Orquestra da Rede Globo e adaptou arranjos para teatros e orquestras. Vítima de um princípio de derrame que o impediu de continuar escrevendo partituras, foi morar no Rio de Janeiro (1989) viver sob os cuidados dos filhos, onde faleceu três anos depois, a 16 de janeiro.
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