quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Dança do Quilombo dos Palmares


Esta é a mais antiga canção conhecida no Brasil. Data de fins do século XVII (décadas de 1680, 1690) e é atribuída a membros do Quilombo dos Palmares. A letra foi extraída de um antigo disco 78 rpm da violeira nordestina Stefana de Macedo, gravado em Outubro de 1929.

Quilombos eram locais onde os escravos africanos refugiavam-se. Eram espécie de vilas formadas de escravos fugidos, aos quais mais tarde somaram-se vários tipos de personagens marginalizados pela sociedade da época. Várias cidades no Brasil são originárias de quilombos formados no período colonial e imperial.

Palmares é uma região localizada no interior do estado de Alagoas. O quilombo aqui mencionado foi arrasado pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1696. Mais tarde, surgiu a vila, depois atual cidade de Palmares no mesmo local.

Batuque (Dança do Quilombo dos Palmares) - Motivo popular - Intérprete: Stefana de Macedo

Disco 78 rpm / Título da música: Batuque (Dança do Quilombo dos Palmares) / Motivo popular (Compositor) / Stefana de Macedo (Intérprete) / violões (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1929 / Nº Álbum: 5093 / Gênero musical: Lundu.



Refrão

Folga nego, branco não vem cá
Se vié, pau há de levá

I
Sinhô já tá drumindo
Nego qué é batucá
Nego tá se divertindo
De minhã vai trabaiá (2x)

II
Nego geme todo dia,
Nego panha de sangrá
Dando quase seis da noite
Panha nego a batucá (2x)

III
As corrente tão batendo,
As brieta chocaiando
Sangue vivo tá corando,
E nego tá batucando (2x)

IV
Nego rachou o pé,
De tanto sapatiá
Tão cantando, tão gemendo,
Nego qué é batucá (2x)

V
Quando rompe a madrugada
Geme tudo nos açoite
Nego pega nas enxada
E o batuque é só de noite (2x)


Fonte: Portal Galego da Língua

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