Disco 78 rpm / Título da música: Vai ver que é / Carvalhinho (Compositor) / Gracindo, Paulo (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Almeida, Joel de, 1913-1993 (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acomp.) /
Imprenta [S.l.]: Polydor, 24/10/1958 / Nº Álbum 287 / Gênero musical: Marcha.
Se veste de baiana
Pra fingir que é mulher
Vai ver que é
Vai ver que é
No baile do teatro
Ele diz que é Salomé
Vai ver que é
Vai ver que é
Cuidado minha gente
Com esse tipo de rapaz
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Nervosinho bate o pé
Vai ver que é
Vai ver que é
Zaquia Jorge teve morte trágica, na praia da Barra da Tijuca, quando tomava banho de mar em companhia de várias outras artistas. Era comum as vedetes se bronzearem 'al natural' na Barra, por ser uma praia deserta na época. A edição do jornal O Globo de 23 de abril de 1957 assim noticiou a morte de Zaquia Jorge:
"Rapidamente, a notícia foi propagada, e grande número de atores da Companhia da Revista Zaquia Jorge e de outras empresas chegou ao local. Em poucos instantes as brancas areias da praia foram pisadas por centenas de pés, já que também foi grande o número de curiosos que acorreu.
Quando um guarda-vidas retirou, do perau em que caíra, o corpo da vedete, Celeste Aída, uma das que a acompanhavam, abraçou-se ao cadáver, chorando copiosamente. Celeste Aída vira a amiga desaparecer e tudo fizera para salvá-la, não o conseguindo porque era muito fundo o perau. Enquanto ela se esforçava, os dois homens que integravam o grupo e que estavam longe aproximaram-se. Na areia, muito assustadas, cinco girls assistiam à luta de Celeste Aída, sem poder ajudá-la.
Afinal, cansada e desanimada, Celeste Aída voltou às areias, Zaquia Jorge desaparecera e, quando foi encontrada, já estava quase sem vida. Morreu pouco depois..."
"Foi sepultada no Cemitério de São Francisco Xavier, pranteada por artistas e populares, que a reverenciaram como a pioneira do teatro suburbano carioca. Das 6h às 16h30m de ontem, mais de 4.000 pessoas afluíram ao Teatro de Madureira, em cujo palco ficou exposto o corpo da artista. Com a platéia e os balcões apinhados, o ambiente fazia lembrar um grande dia de récita. Contudo, a emoção do público era intensa, guardando os presentes muito respeito.
No palco, no alto, por cima do caixão de Zaquia Jorge, havia um grande quadro de São Jorge. A artista morrera na véspera do dia consagrado ao santo. Ontem fazia cinco anos que inaugurara seu teatro, com a peça Trem de luxo, de Válter Pinto e Freire Júnior.
Sobre uma fileira de dez cadeiras havia dezenas de coroas entre elas, do Teatro Santana (São Paulo), do Corpo de Bombeiros, das escolas de samba Sampaio e Império Serrano, de inúmeras entidades e figuras da arte e de outros setores. O povo humilde do subúrbio formou filas, subindo ao palco para dar seu último adeus a Zaquia Jorge..."
Em sua homenagem foi composta a música "Madureira chorou", um samba de sucesso no carnaval de 1958.
Disco 78 rpm / Título da música: Madureira chorou / Carvalhinho (Compositor) / Monteiro, Júlio (Compositor) / Almeida, Joel de, 1913-1993 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1957 / Nº Álbum 14262 / Gênero musical: Samba.
Madureira chorou,
Madureira, chorou de dor,
Quando a voz do destino,
Obedecendo ao divino,
A sua estrela chamou.
Gente modesta,
Gente boa do subúrbio,
Que só comete distúrbio,
Se alguém os menosprezar,
Aquela gente,
Que mora na Zona Norte,
Até hoje, chora a morte,
Da estrela do lugar.
Fonte: Matéria publicada no jornal O Globo - 23 de abril de 1957
Disco 78 rpm / Título da música: O periquito da madame / Afonso Teixeira (Compositor) / Carvalhinho (Compositor) / Nestor de Holanda (Compositor) / Quatro Ases e Um Coringa (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 09/07/1946 / Lançamento: 11/1946 / Nº do Álbum: 12735 / Nº da Matriz: 8070 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez
O periquito da madame come milho,
Come arroz,
Come feijão,
Mas quase sempre,
O periquito da madame, coitadinho,
Sofre indigestão!
Eu trato bem
O periquito da madame,
Tenho cuidado com a sua refeição.
Não compreendo por que é
Que o tal bichinho,
Coitadinho,
Sofre indigestão!
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
Título da música: Quem sabe sabe / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Almeida, Joel de / Compositores: Carvalhinho - Almeido, Joel de / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13975 / Data de Gravação 00/1955 / Data de Lançamento 00/1956 / Lado A / Disco 78 rpm
Am ------------Dm------------ Am--------------- E7
Quem sabe, sabe / Conhece bem / Como é gostoso ------------------Am
Gostar de alguém
Am --------------------------------Dm
Ai..... morena / Deixa eu gostar de você -------------Am---- F -----------------------E7
Boêmio, sabe beber / Boêmio, também tem querer - bis