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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Se ela perguntar

Carlos Galhardo
Se Ela Perguntar (valsa, 1952) - Dilermando Reis e Jair Amorim - Interpretação: Carlos Galhardo

Disco 78 rpm / Título da música: Se Ela Perguntar / Dilermando Reis (Compositor) / Jair Amorim (Compositor) / Carlos Galhardo (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: 80-0865 / Ano: 1952 / Lado A / Gênero musical: Valsa



--------------Dm ---------------------------Gm
Se ela um dia, por acaso perguntar por mim
---------------A7-------------- Dm----- A7
Diga, por favor, que eu sou feliz ...
---------Dm -------------Dm6 -------------Am
É preciso a própria mágoa disfarçar assim,
---------------------F E7------------------- Bb7--- A7
Dissimulando a dor à sombra de um sorriso...
--------Dm------------------------------------ Gm
Coração talvez não tenha aquela por quem dei
-----------------A7---------- Eb7--- D7
Tudo o que sofri e que sonhei
---------------Gm--------- ----------- Dm
Estrela solitária que no céu do meu amor
--------------------------------E7
Eternamente, desde que brilhou,
-----A7 ---------Dm
Nunca se apagou!
-------A7----------------- Dm
Esperança de revê-la ainda
--------D7------------------ Gm
Amargura de poder somente
-------------------------------------- Dm
Suplicar por ela, assim, alucinadamente
E7
Na paixão / Que é perdição / No amor
------------------A7
Que sempre é dor
---------------------Gm
Feliz porque não diz / As lágrimas que
------A7--------------------------- Dm
Sempre, sempre, esconderei sorrindo
---------D7--------------------- Gm
Desfolhando apenas malmequeres.
--------------------------------------- Dm
Pois ferir o coração é próprio das mulheres
--------E7------------ A7----- Dm
É sofrer, mesmo assim, é VIVER!

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Dilermando Reis

Dilermando Reis, instrumentista e compositor, nasceu em Guaratinguetá/SP em 22/9/1916 e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 2/1/1977. Estudou violão inicialmente com o pai, o violonista Francisco Reis. Em 1933, após assistir a um recital do violonista cego Levino da Conceição, que se apresentava em Guaratinguetá, entusiasmou-se e passou a acompanhá-lo em suas atuações pelo interior do país.

No Rio de Janeiro, começou a ganhar a vida ensinando violão em casas de música da época, como a Bandolim de Ouro e a Guitarra de Prata, na Rua da Carioca. Em 1935, conheceu Renato Murce, que o levou para a Rádio Clube do Brasil.

Companheiro de boêmia de Francisco Alves, João Petra de Barros e outros, tornou-se um dos mais famosos violonistas do rádio carioca, atuando principalmente na Rádio Nacional, de cujo elenco participou até 1969.

Em 1941 a Columbia lançou seu primeiro disco, que incluía a valsa Noite de lua e o choro Magoado (ambos de sua autoria). Em 1941 e 1942, integrou uma orquestra de 12 violões que atuou no Cassino da Urca e na Rádio Clube do Brasil. Gravou ainda com sucesso, em discos de 78 rpm, o bolero Penumbra, o calango Calanguinho (ambos de sua autoria), o jongo Interrogando (João Pernambuco) e a valsa Alma nortista (de sua autoria).

Em 1953, excursionou pelos EUA, atuando na CBS, de New York. Desde a década de 1950 até meados dos anos de 1960, lançou vários LPs na Continental, como solista de violão, entre os quais Sua Majestade o violão, Melodias da alvorada, Abismo de rosas e Presença de Dilermando Reis.

Teve muitos alunos famosos, como Bola Sete, Darci Vilaverde e, como amador, o presidente Juscelino Kubitschek. Em 1972 gravou o LP Dilermando Reis interpreta Pixinguinha e, em 1975, lançou O violão brasileiro de Dilermando Reis, ambos pela Continental.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora