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domingo, 19 de outubro de 2008

Um a um

Um a um (coco, 1954) - Edgar Ferreira - Interpretação: Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: 1 x 1 / Ferreira, Edgard (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gaúcho (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1953 / Nº Álbum 5234 / Gênero musical: Coco.



Esse jogo não é um a um
Se o meu time perder tem zum-zum-zum
Esse jogo não pode ser um a um
O meu clube tem time de primeira
Sua linha atacante é artilheira
A linha média é tal qual uma barreira
O center-forward corre bem na dianteira


A defesa é segura e tem rojão
E o goleiro é igual um paredão
É encarnado e branco e preto
É encarnado e branco
É encarnado e preto e branco
É encarnado e preto


O meu time jogando, eu aposto
Quer jogar, um empate é pra você
Eu dou um zurra a quem aparecer
Um empate pra mim já é derrota
Eu confio nos craques da pelota
E o meu clube só joga pra vencer

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Edgar Ferreira

Edgar Ferreira (Edgar Monteiro Ferreira, 07/04/1922 - 19/12/1995, Recife, PE), compositor, foi um dos fundadores do primeiro sindicato da indústria metalúrgica de material elétrico da cidade do Recife. Trabalhou na Fábrica Mazarazzo de onde foi demitido em 1941 por participar de uma greve. Passou a sobreviver vendendo livros de cordel com composições suas no Largo da Paz, em Recife.

Quando adolescente, fundou a Escola de Samba Turma Brasileira. Destacou-se como compositor tendo diversas músicas gravadas com sucesso por Jackson do Pandeiro, entre as quais Forró em Limoeiro, gravada em 1953, grande sucesso daquele ano, e Um a um no ano seguinte.

Suas composições foram também gravadas por inúmeros outros intérpretes, entre os quais, Carlos Galhardo, Joel de Almeida, Luiz Wanderley, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Gilberto Gil, João Bosco, Genival Lacerda, Cascabulho, Zé Ramalho e Paralamas do Sucesso.

Em 1955, Alzirinha Camargo gravou o rojão Show no Maracanã. Nesse ano, fez grande sucesso no carnaval com o samba Vou gargalhar, gravado por Jackson do Pandeiro. Em 1959, Ari Lobo gravou o rojão O criador, e em 1961, Recife sangrento. No ano seguinte, Altamiro Carrilho e sua Bandinha regravaram Forró em Limoeiro. Ainda com Jackson do Pandeiro teve gravadas o xote Cremilda. Em 1967, foi premiado pela trilha sonora da peça O Rei da vela, de Oswald de Andrade. Em 1983, a mesma peça foi levada para o cinema e ele ganhou um Kikito de ouro no festival de gramados pela trilha sonora, ambas as versões dirigidas por José Celso Martinez.

Em 1999, Carmélia Alves regravou seu coco Um a um. Em 2000, sua composição Ele disse, composta em homenagem ao ex-presidente da República Getúlio Vargas, foi regravada pelo cantor Zé Ramalho no CD duplo Nação Nordestina. No mesmo ano, o cantor pernambucano Claudionor Germano gravou A dor de uma saudade. Também na mesma época, o coco Forró em Limoeiro foi regravado pelo Trio Nordestino no CD Trio Nordestino - Xodó do Brasil que marcou o retorno do trio.

É, até hoje, considerado um dos maiores compositores de Pernambuco nos anos 1950 e 1960. Foi considerado um dos criadores do rojão, ritmo muito próximo do coco.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Forró em Limoeiro

Jackson do Pandeiro
Forró em Limoeiro (rojão, 1953) - Edgar Ferreira - Intérprete: Jackson do Pandeiro

Gravação original: Disco 78 rpm / Título da música: Forró em Limoeiro / Autoria: Ferreira, Edgard (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gaúcho (Acompanhante) / Imprenta: [S.l.]: Copacabana, 1953 / Nº Álbum 5155 / Gênero musical: Rojão


(intro 2x) A7 D E A

A                D
 Eu fui pra Limoeiro
       E              A
E gostei do forró de lá.
                     E
Eu vi um caboclo brejeiro
                              A
Tocando a sanfona, entrei no fuá.  (2x)

               D
No meio do forró houve um tereré

Disse o Mano Zé, agüenta o pagode
                              A
Todo mundo pode, gritou o Teixeira
                 E              A
Quem não tem peixeira briga no pé.
                 D
Eu fui pra Limoeiro
       E              A
E gostei do forró de lá.
                      E
Eu vi um caboclo brejeiro
                              A
Tocando a sanfona, entrei no fuá.(2X)

               D
Foi quando eu vi a Dona Zezé

A mulher que é,  que topa parada

De saia amarrada fazer cocó
                               A
E dizer: eu brigo com cabra canalha
            E                    A
Puxou da navalha e entrou no forró.
                 D
Eu fui pra Limoeiro
       E              A
E gostei do forró de lá.
                      E
Eu vi um caboclo brejeiro
                               A
Tocando a sanfona, entrei no fuá.

(intro) A D E7 A D E A

               D
Eu que sou do morro, não choro, não corro,

Não peço socorro quando há chuá
                             A
Gosto de sambar na ponta da faca
              E7                  A
Sou nego de raça e não quero apanhar.

               D
Eu fui pra Limoeiro
      E               A
E gostei do forró de lá.
                    E
Eu vi um caboclo brejeiro
                               A
Tocando a sanfona, entrei no fuá.