Moleque vagabundo (samba, 1914) - Louro (Lourival de Carvalho)
Uma composição que o seu Lourival de Carvalho, o popular "Louro" lhe põe o gênero como "samba". E a música intitulada Pelo telefone, de 1917, não foi considerado o primeiro samba? Durma-se agora com um barulho desses...
Disco selo: Odeon Record / Título da música: "Muleque" vagabundo / Lourival de Carvalho (Compositor) / Grupo Odeon [Bombardino, Pistão, Clarinette, Cavaquinho e Violão] (Intérprete) / Nº do Álbum: 120979 / Gravação: Julho/1914 / Lançamento: 1914 / Gênero musical: Samba / Coleção de Origem: IMS
Fonte: Instituto Moreira Salles (material fonográfico).
Mostrando postagens com marcador louro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador louro. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quarta-feira, 23 de agosto de 2006
Louro
![]() |
| Lourival (no meio com a clarineta) e seu Grupo (Foto: Casa do Choro) |
Louro (Lourival Inácio de Carvalho), instrumentista e compositor, nasceu em Niterói RJ, em 22/4/1894, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 17/6/1956. Residindo no Barreto, em Niterói, revelou desde cedo interesse pela música. Pelos oito anos, com caixa-de-fósforos, improvisou um precário instrumento de sopro, executando os sucessos da época. Pouco depois, os pais arranjaram-lhe um emprego na fábrica de tecidos local, a Companhia Manufatora Fluminense.
Ali o garoto, conhecido por Louro, devido ao alourado dos cabelos, entrou para a banda da fábrica, chamada Centro Musical Fluminense, onde começou a estudar música. Em pouco tempo aprendeu a tocar clarineta, passando a apresentar-se com a banda em coretos ou festas públicas, sendo sua música de estréia o dobrado Coronel Barbedo. Progredindo rapidamente em seus conhecimentos musicais, logo que deixou a banda foi procurado por um senhor de Rio Bonito RJ, que lhe ofereceu o posto de regente da banda Euterpe Rio-Bonitense. Reorganizando-a, com pouco mais de 16 anos regia 70 músicos profissionais, tendo ocupado o posto até que uma desavença com o tocador de pratos o levou a abandoná-la.
Retornou a Niterói, onde logo recebeu convite para ser mestre da banda do Grupo Vinte e Um de Abril, de Capivari, perto de Campos RJ. Datam dessa época suas variações sobre o tema popular do Urubu malandro, que ficariam famosas. Deixando a banda mais tarde, passou a atuar em festas e bailes no Rio de Janeiro e Niteroi, além de cinemas e circos, acabando por se tornar popular.
Em 1913, resolveu gravar discos (conhecidos como “chapas”) para gramofone. Dirigiu-se a Casa Edison com sua clarineta e ofereceu-se para uma gravação, o que começou a fazer com a ajuda de Chiquinha Gonzaga. Formou o Grupo do Louro para acompanhá-lo, e suas gravações do Urubu malandro e de Moleque vagabundo, esta de sua autoria, fizeram grande sucesso no Rio de Janeiro.
Em 1919 apresentou-se com seu grupo musical no Teatro João Caetano, durante as representações de A juriti (Viriato e Chiquinha Gonzaga) e As pastorinhas (Abadie Faria Rosa e Paulino Sacramento). Dois anos depois, tocavam na sala de espera do Teatro Carlos Gomes executando os sucessos da época.
Frequentando todos os anos as festas da Penha realizadas sempre no mês de outubro, em 1925 ali encontrou outro clarinetista famoso, o Alfredinho. Estabeleceram uma disputa, e, para demonstrar o fôlego, tocou sua composição Choro do galo subindo e descendo os 365 degraus da escadaria, sem interromper a música.
Dois anos mais tarde resolveu ir à Europa, reunindo dois cavaquinhos, dois violões, um pandeiro e um ganzá. Depois de tocar na Bahia e em Pernambuco, apresentou-se em Portugal, atuando no Teatro Olímpia, de Lisboa. Retornando ao Brasil, em 1931, gravou na Victor seu choro Osvaldina, e, tocando sax-alto e clarineta, integrou várias orquestras.
A 9 de Janeiro de 1945 o cantor e radialista Almirante realizou na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, um programa sobre o artista e seu grupo, contando sua vida e relembrando seus sucessos na série A Historia das Orquestras e Músicos do Rio, dirigida pelo próprio Almirante.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
terça-feira, 28 de março de 2006
Urubu malandro
Com o título de "Samba do Urubu" e classificado como "dança característica", o "Urubu Malandro" foi gravado pela primeira vez em 1914(¹). O disco (Phoenix n° 70589) tinha como intérprete Lourival Inácio de Carvalho, o Louro, compositor, instrumentista e solista do grupo (clarinete, cavaquinho e violão) que levava o seu nome. Este mesmo Louro, a quem é geralmente atribuída a autoria da composição, é na verdade somente o autor das variações que a popularizaram.
O "Urubu Malandro" é um antigo tema folclórico da região norte do estado do Rio de Janeiro. Tema, aliás, excelente para improvisos, sendo um dos preferidos de Pixinguinha e outros mestres do choro como Benedito Lacerda e Altamiro Carrilho, ambos nascidos na mesma região onde surgiu o curioso tema.
Urubu malandro (dança característica, tema folclórico, 1914) - Autor desconhecido - Letra: João de Barro - Intérprete: Grupo do Louro
Disco selo: Disco Phoenix / Título da música: Samba do Urubú / Tema Folclórico / Grupo do Louro [Clarinete, Cavaquinho, Violão] (Intérprete) / Nº do Álbum: 70589 / Lançamento: 1913 / Gênero musical: Dança Característica / Coleção de Origem: IMS / Obs.: No rótulo ou selo do disco aparece o nome "Lourizani" debaixo do título da música.
Interpretação de Paulo Moura & Os Batutas em 1997:
CD Pixinguinha - Paulo Moura & Os Batutas / Título da música: Urubu Malandro / Tradicional / Lourival de Carvalho "Louro" (Adpt.) / João de Barro (Adpt.) / Paulo Moura (Intérprete) / Gravadora: Velas / Álbum: 11-V195 / Referência/Tributo: Pixinguinha / Ano: 1997 / Gênero musical: Choro / Obs.: Gravado ao Vivo no SESC-Barra Mansa - Rio de Janeiro, em 1997.
O "Urubu Malandro" é um antigo tema folclórico da região norte do estado do Rio de Janeiro. Tema, aliás, excelente para improvisos, sendo um dos preferidos de Pixinguinha e outros mestres do choro como Benedito Lacerda e Altamiro Carrilho, ambos nascidos na mesma região onde surgiu o curioso tema.
Urubu malandro (dança característica, tema folclórico, 1914) - Autor desconhecido - Letra: João de Barro - Intérprete: Grupo do Louro
Disco selo: Disco Phoenix / Título da música: Samba do Urubú / Tema Folclórico / Grupo do Louro [Clarinete, Cavaquinho, Violão] (Intérprete) / Nº do Álbum: 70589 / Lançamento: 1913 / Gênero musical: Dança Característica / Coleção de Origem: IMS / Obs.: No rótulo ou selo do disco aparece o nome "Lourizani" debaixo do título da música.
Interpretação de Paulo Moura & Os Batutas em 1997:
CD Pixinguinha - Paulo Moura & Os Batutas / Título da música: Urubu Malandro / Tradicional / Lourival de Carvalho "Louro" (Adpt.) / João de Barro (Adpt.) / Paulo Moura (Intérprete) / Gravadora: Velas / Álbum: 11-V195 / Referência/Tributo: Pixinguinha / Ano: 1997 / Gênero musical: Choro / Obs.: Gravado ao Vivo no SESC-Barra Mansa - Rio de Janeiro, em 1997.
------A --------------------------------------E7
Urubu veio de riba / Com fama de dançadô
-----------------------------------------------A
Urubu chegou no Rio / Urubu nunca dançou
---------------------E7-------------- A
Dança, dança urubu / Eu não, sinhô
-------A-------------------------------------- E7
Urubu não vai ao céu / Nem que seja rezadô
-------------------------------------------------A
Urubu catinga muito / Persegue Nosso Senhor
------------------E7-------------- A
Foge, foge urubu / Eu não, sinhô
--------A----------------------------------- E7
Urubu está cantando / Que nada sabe dizê
---------------------------------------------------A
Em Mato Grosso se ouve: / Que foi a tropa fazê?
-----------------E7------------- A
Fala, fala urubu / Eu não, sinhô
--------A -----------------------------------------E7
Urubu lá do Pará / Quem tem fama de avançadô
--------------------------------------------------------A
Larga o trono, vem embora / Deixa o Lauro por favô
--------------------E7-------------- A
Deixa, deixa urubu / Eu não, sinhô
-------A------------------------------ E7
Urubu delegado / É um moço de valô
------------------------------------------------A
É bonito e é letrado / Sabe mais que um dotô
------------------E7------------- A
Sabe, sabe urubu / Eu não, sinhô
-------A ---------------------------------E7
Urubu municipá / Larga o osso por favô
------------------------------------------------------A
Vê se come os intendente / Da mão do bispo, sinhô
--------------------E7------------- A
Come, come urubu / Eu não, sinhô
-------A--------------------------------------- E7
Urubu chega disposto / Deixa o povo por amô
-----------------------------------------------------A
Corta os casaca-lavado / Que é pessoá avançadô
--------------------E7------------- A
Corta, corta urubu / Eu não, sinhô
--------A------------------------------------ E7
Urubu Nascimento / Carinha que Deus pintô
-----------------------------------------------A
Meta a mão na algibeira / Paga aquele cantor
-------------------E7------------- A
Paga, paga urubu / Eu não, sinhô
Urubu veio de riba / Com fama de dançadô
-----------------------------------------------A
Urubu chegou no Rio / Urubu nunca dançou
---------------------E7-------------- A
Dança, dança urubu / Eu não, sinhô
-------A-------------------------------------- E7
Urubu não vai ao céu / Nem que seja rezadô
-------------------------------------------------A
Urubu catinga muito / Persegue Nosso Senhor
------------------E7-------------- A
Foge, foge urubu / Eu não, sinhô
--------A----------------------------------- E7
Urubu está cantando / Que nada sabe dizê
---------------------------------------------------A
Em Mato Grosso se ouve: / Que foi a tropa fazê?
-----------------E7------------- A
Fala, fala urubu / Eu não, sinhô
--------A -----------------------------------------E7
Urubu lá do Pará / Quem tem fama de avançadô
--------------------------------------------------------A
Larga o trono, vem embora / Deixa o Lauro por favô
--------------------E7-------------- A
Deixa, deixa urubu / Eu não, sinhô
-------A------------------------------ E7
Urubu delegado / É um moço de valô
------------------------------------------------A
É bonito e é letrado / Sabe mais que um dotô
------------------E7------------- A
Sabe, sabe urubu / Eu não, sinhô
-------A ---------------------------------E7
Urubu municipá / Larga o osso por favô
------------------------------------------------------A
Vê se come os intendente / Da mão do bispo, sinhô
--------------------E7------------- A
Come, come urubu / Eu não, sinhô
-------A--------------------------------------- E7
Urubu chega disposto / Deixa o povo por amô
-----------------------------------------------------A
Corta os casaca-lavado / Que é pessoá avançadô
--------------------E7------------- A
Corta, corta urubu / Eu não, sinhô
--------A------------------------------------ E7
Urubu Nascimento / Carinha que Deus pintô
-----------------------------------------------A
Meta a mão na algibeira / Paga aquele cantor
-------------------E7------------- A
Paga, paga urubu / Eu não, sinhô
(¹) Segundo o Instituto Moreira Salles o ano de lançamento foi 1913. A "A Canção no Tempo" diz que foi gravado em 1914.
Fonte: Fonte: A Canção no Tempo – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34; Instituto Moreira Salles.
Assinar:
Postagens (Atom)


