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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Sinfonia da mata


Sinfonia da mata (samba-canção, 1965) - Adelino Moreira - Interpretação: Orlando Dias

LP P. S. Parada de Sucessos / Título da música: Sinfonia da mata / Adelino Moreira (Compositor) / Orlando Dias (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1965 / Álbum: MOFB 3440 / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: F

Intro: Dm  A7  Gm  A7

          Dm                    A7
Tenho a viola, que retiro da parede
             Gm      A7     Dm
Quando é noitinha, pra pontear
                                   A7
Tenho a gaiola, meu canário e uma rede
              Gm             A7     Dm
Sempre esticadinha, pra meu bem sonhar.

  Dm                                A7
Quando a lua vem surgindo, cor de prata
    Gm         A7         Dm
Ilumina meu pedaço de torrão
                                A7
Meu ranchinho, aqui no meio da mata
        Gm             A7        Dm
Não precisa, nem que acenda lampião.

                            A7
Sinfonia do riacho e da cascata
        Gm        A7              Dm
Minha viola, completa a orquestração.

domingo, 9 de novembro de 2008

Perdoa-me pelo bem que te quero

Waldir Machado
Perdoa-me pelo bem que te quero (bolero, 1961) - Waldir Machado - Intérprete: Orlando Dias

Disco 78 rpm / Título da música: Perdoa-me pelo bem que te quero / Waldir Machado (Compositor) / Orlando Dias (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1960 / Álbum: 14.684 / Lado B / Gênero musical: Bolero.


Perdoa-me
Pelo bem que eu te quero
Perdoa-me
Se te faço infeliz
O destino te jogou, em meu caminho
Tu és a flor
E eu o espinho, ferindo
O teu coração.

Perdoa-me
Pelo mal que eu te faço
Perdoa-me
Por te querer junto a mim.

Perdoa este ser apaixonado
Este ser desesperado
Porque a vida quis assim
Perdoa este ser apaixonado
Este ser desesperado
Porque a vida quis assim.

Recitando ( ela )

"Perdoar-te, porque ?
Se és a luz que orienta nesta vida, os meus passos,
perdoar-te porque ?
Se a felicidade nasce do calor amigo dos teus braços !
Como, como eu poderia um dia te julgar culpado ?
Em minhas preces, eu agradeço a Deus
A ventura imensa de sempre, sempre te haver amado."

Cantando (Ele)

Perdoa-me
Pelo mal que eu te faço
Perdoa-me
Por te querer junto a mim.

Perdoa este ser apaixonado
Este ser desesperado
Porque a vida quis assim
Perdoa este ser apaixonado
Este ser desesperado
Porque a vida quis assim....

sábado, 1 de novembro de 2008

Orlando Dias

Orlando Dias (José Adauto Michiles), cantor, nasceu no Recife PE em 1/8/1923. O avô, poeta e violonista, ensinou-lhe os primeiros rudimentos musicais. Em 1938 tentou um programa de calouros, mas foi gongado; repetiu a experiência, com sucesso, na Rádio Clube de Pernambuco.

Influenciado por Orlando Silva imitava-o, quando se mudou para o Rio de Janeiro, chegando a ser contratado pela Rádio Mayrink Veiga. Mas a fama ainda não veio dessa vez: quatro anos depois, voltou a Recife, casou- se e enviuvou, decidindo arriscar novamente o Rio de Janeiro em 1950.

Em 1958, definiu estilo próprio de cantar: primeiro, o lenço branco acenado para o público, depois, a interpretação carregada de sentimentalismo, a mímica teatral e desmedida, intercalada de versos declamados “para desafogar a emoção” pela perda da esposa; finalmente, as roupas em desalinho, o cantor de joelhos, terminava o número.

Atingiu o auge da carreira e popularidade no início da década de 1960, tendo gravado na Odeon em 1963 o LP Se a vida fosse um sonho bom, faixa-título de Valdir Machado, autor de outro destaque, Beija-me pela última vez.

Dois anos depois, lançou para o Carnaval o samba Saravá (Zilda Gonçalves e Jorge Silva). De 1966 é o LP O ator na canção, com Sonho de amor (com Arsênio de Carvalho) e Uma esmola (Ramírez, versão de Pedro Lopes), pela Odeon. Em 1968s saiu O atual, LP com Amor desesperado (Dino Ramos, versão de Romeu Nunes) e Perdoa-me (Manzareno, versão de Rubem Carneiro), pela mesma etiqueta.

Em 1973 gravou o LP O cantor mais popular do Brasil, com Leva-me contigo (de sua autoria) e Tu partiste (Pedrinho), ainda pela Odeon. Apresentou-se na França, Países Baixos e Itália. Em 1997 regravou alguns de seus maiores sucessos no CD Vinte super sucessos.

CD

Vinte super sucessos, 1997, Polydisc 470.263.

O "brega-romântico"

Até o final dos anos cinqüenta, havia em nossa música popular cantores ecléticos, que gravavam para todos os gostos, dos mais refinados aos menos exigentes. Foi nessa ocasião que começaram a surgir os primeiros especialistas num tipo de música popularesca, de sentimentalismo exagerado que, tempos depois, passou a ser rotulada de brega-romântico.

Entre eles salientou-se a figura do pernambucano José Adauto Michiles, que com o nome artístico de Orlando Dias tornou-se um dos mais populares cantores bregas de sua geração. Com voz, físico e postura cênica ideais para o gênero — canto emocionado, mímica espalhafatosa, roupas em desalinho —, Orlando apresentava-se em toda parte, vendendo aos milhares discos em que interpretava composições como Tenho ciúme de tudo — “Sou louco por ti / eu sofro por ti / te amo em segredo (...) Tenho ciúme do sol, do luar, do mar / tenho ciúme de tudo” — e num rompante: “tenho ciúme até da roupa que tu vestes...”.

Um dos quinze ou vinte boleros que Valdir Rocha fez para o seu repertório, Tenho ciúme de tudo era o carro-chefe de Orlando Dias em 1961.

Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Tenho ciúme de tudo

Orlando Dias
Até o final dos anos cinquenta, havia em nossa música popular cantores ecléticos, que gravavam para todos os gostos, dos mais refinados aos menos exigentes. Foi nessa ocasião que começaram a surgir os primeiros especialistas num tipo de música popularesca, de sentimentalismo exagerado que, tempos depois, passou a ser rotulada de brega-romântico.

Entre eles salientou-se a figura do pernambucano José Adauto Michiles, que com o nome artístico de Orlando Dias tornou-se um dos mais populares cantores bregas de sua geração. Com voz, físico e postura cênica ideais para o gênero — canto emocionado, mímica espalhafatosa, roupas em desalinho —, Orlando apresentava-se em toda parte, vendendo aos milhares discos em que interpretava composições como “Tenho Ciúme de Tudo” — “Sou louco por ti / eu sofro por ti / te amo em segredo (...) Tenho ciúme do sol, do luar, do mar / tenho ciúme de tudo” — e num rompante: “tenho ciúme até da roupa que tu vestes...”.

Um dos quinze ou vinte boleros que Valdir Rocha fez para o seu repertório, “Tenho Ciúme de Tudo” era o carro-chefe de Orlando Dias em 1961 (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Tenho ciúme de tudo (bolero, 1961) - Valdir Rocha - Intérprete: Orlando Dias

Disco 78 rpm / Título da música: Tenho ciúme de tudo / Valdir Rocha (Compositor) / Orlando Dias (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1961 / Álbum: 14.745 / Lado B / Gênero musical: Bolero.

(intro) F Gm C F Dm Gm C F Bb C

   F                   Dm                         Gm
Tu és a criatura mais linda que os meus olhos já viram
    C                                          F
Tu tens a boca mais linda que a minha boca beijou
                                Dm     
São meus os teus lábios, esses lábios 
                          Gm
   que os meus desejos mataram
     C                                                  F
São minhas tuas mãos, essas mãos que as minhas mãos afagaram
Dm            Gm               C                F
Sou louco por ti, eu sofro por ti, te amo em segredo
                     Gm  
Adoro o teu corpo divino 
                         C              F
   que pelas mãos do destino a mim tu viestes
Dm              Gm                C                   F
Tenho ciúme do sol, do luar e do mar, tenho ciúme de tudo
                  Gm    C         (C)
    Tenho ciúme até da roupa
            F        Bb       F
    Que tu vestes