Renato Teixeira (Renato Teixeira de Oliveira), cantor e compositor, nasceu em Santos SP em 20/5/1945. Passou a infância em Ubatuba SP e com 14 anos mudou-se para Taubaté SP, onde começou a compor.
Em 1967 transferiu-se para São Paulo SP e, nesse mesmo ano, sua canção Dadá Maria foi uma das classificadas no III FMPB, da TV Record, sendo mais tarde gravada, na Odeon, por Sílvio César e Clara Nunes, e, na Philips, por ele mesmo e Gal Costa.
Em 1968 participou do IV FMPB, também na TV Record, com a música Madrasta (com Beto Ruschel), interpretada por Roberto Carlos. No VII FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro RJ, em 1972, classificou sua composição Marinheiro. Participou também da coleção Música Popular — Centro Oeste-Sudeste, da Marcus Pereira.
No ano seguinte, a Phonogram lançou Paisagem, seu primeiro LP. Em 1977 sua música mais conhecida, Romaria, foi gravado por Elis Regina em seu LP Elis.
Lançou em 1984 o LP Azul e, em 1992, pela Kuarup, o CD Renato Teixeira & Pena Branca e Xavantinho, recebendo no mesmo ano o Prêmio Sharp. Participou ainda dos discos Grandes cantores sertanejos (Kuarup, 1985) e Cantorias & cantadores (Kuarup, 1997), ao lado de Xangai, Cida Moreira, Elomar, Sivuca, Geraldo Azevedo e outros.
Em 1997 comemorou 30 anos de carreira com show no Canecão, no Rio de Janeiro.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
CD Renato Teixeira - Ao Vivo No Rio - 30 Anos De Romaria / Título da Música: Casinha Branca (Lá No Pé Da Serra) (Você Vai Gostar) / Elpídio dos Santos (Compositor) / Renato Teixeira (Intérprete) / Gravadora: Kuarup / Ano: 1997 / Álbum: KCD-100 / Faixa 5 / Gênero musical: Regional / Sertanejo
Tom: Am
Am
Fiz uma casinha branca
A7
Lá no pé da serra
E7
Pra nós dois morar
Fica perto da barranca
Am
Do Rio Paraná
A paisagem é uma beleza
A7
Eu tenho certeza
Dm
Você vai gostar
Fiz uma capela
Am E7
Bem do lado da janela
A
Pra nós dois rezar
Quando for dia de festa
E
Você veste o seu vestido de algodão
Quebro meu chapéu na testa
A
Para arrematar as coisas do leilão
A7 D
Satisfeito eu vou levar
C#7
Você de braço dado
F#
Atrás da procissão
D A
Vou com meu terno riscado
F#7 B7 E7 A
Uma flor do lado e meu chapéu na mão
LP Almir Sater - Rasta Bonito / Título da música: Um Violeiro Toca / Almir Sater (Compositor) / Renato Teixeira (Compositor) / Almir Sater (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1989 / Álbum: 1.01.404.377 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Regional / Sertanejo.
A
Quando uma estrela cai
A7+ D/E
Na escuridão da noite
D
E um violeiro toca suas mágoas
E
Então os olhos dos bichos
Vão ficando iluminados
D
Rebrilham neles estrelas
E D
De um sertão enluarado
A
Quando o amor termina
A7+ D/E
Perdido numa esquina
D
E um violeiro toca sua sina
E
Então os olhos dos bichos
Vão ficando entristecidos
D
Rebrilham neles lembranças
E D
Dos amores esquecidos
A
Quando um amor começa
A7+ D/E
Nossa alegria chama
D
E um violeiro toca em nossa cama
E
Então os olhos dos bichos
São os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso
E D
Sem medo, nem dó, nem drama
A A7+
Tudo é sertão, tudo é paixão
E
Se um violeiro toca
Bm D
A viola, o violeiro e o amor
A
Se tocam
LP Almir Sater - Cria / Título da música: Missões Naturais / Almir Sater (Compositor) / Renato Teixeira (Compositor) / Almir Sater (Intérprete) /
Gravadora: 3M / Ano: 1986 / Álbum: 3M3.0008 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Regional / Sertanejo.
C F
Vou nas asas dessa manhã
C F
E bons tempos me levarão
F C
Para Goiás, Minas Gerais e Maranhão
F
Vai, como quem pra guerra vai
C F
Que depois eu vou com você
C F C F C
Vai, pra além daqui, além dali, além de nós
F
Êta destino mais atrevido
Seguir em seguir, seguindo
C
Por aí feito um cigano
F
Eu aprendi a ver esse mundo
Com meu olhar mais profundo
C
Que é o olhar mais vagabundo
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe
C F C F
Nessa vida tudo se faz sob três missões naturais
C F C
Primeiro nascer, depois viver e aprender
C F C F
Só o aventureiro é capaz de partir e não voltar mais
C F C
Se realizar, depois sonhar, então morrer
F
Disse meu pai, não lhe digo menino
Você há de aprender com o sino
C
Qual o rumo, qual a direção
F
E disse o sino: alegria garoto
Esse pai será sempre seu porto
C
Não se acanhe se houver solidão
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe
LP Rasta Bonito / Título da música: Boiada / Almir Sater (Compositor) / Renato Teixeira (Compositor) / Almir Sater (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1989 / Álbum: 1.01.404.377 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Regional / Sertanejo.
A
Ele foi levando boi,
um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo,
um véu, uma bandeira, tropa viajada
A
Foram indo lentamente,
calmos e serenos, lenta caminhada
D
E sumiram lá na curva,
na curva da vida, na curva da estrada
E7
E depois dali pra frete,
não se tem notícias, não se sabe nada
A G
Nada que dissesse algo
D A/E
De boi, de boiada, de peão de estrada
C G
Disse um viajante, história mal contada
Bb D/A C
Ninguém viu, nem rastro, nem homem, nem nada
A
Isso foi há muito tempo,
tempo em que a tropa ainda viajava
D
Com seus fados e pelegos
no rangeu do arreio ao romper da aurora
A
Tempos de estrelas cadentes,
fogueiras ardentes, ao som da viola
D
Dias e meses fluindo,
destino seguindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu,
faz parte da história
A G D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada
A
Ele foi levando boi,
um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo,
um véu, uma bandeira, tropa viajada
E
Foram indo lentamente,
calmos e serenos, lenta caminhada
D
Dias e meses seguindo,
destino fluindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu,
faz parte da história
A G D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada
Em maio de 1977, a Rádio Jovem Pan iniciou no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, uma série de shows intitulada “O Fino da Música”, sob o comando de Zuza Homem de Mello. No dia 27 de julho, Elis Regina, grávida de sete meses, cantaria em “O Fino da Música n° 3” para uma plateia de três mil e quinhentas pessoas. Neste espetáculo seria lançada “Romaria”, do compositor/cantor Renato Teixeira, um paulista de Taubaté.
Uma toada mística sobre um caipira, herege arrependido, que busca a paz na igreja, “Romaria” impressiona principalmente pelo refrão, que desenvolve um curioso jogo de palavras: “Sou caipira, Pirapora nossa / Senhora de Aparecida / ilumina a mina escura e funda / o trem da minha vida.” Esses e outros versos, tipo “quebra-língua” (“é de laço e de nó / de gibeira o jiló dessa vida”), elogiados como poesia concreta por Augusto de Campos, foram feitos em menos de meia hora, numa época (anos setenta) em que Renato morava em São Paulo e dedicava-se à criação de jingles. Foi no estúdio em que eram gravados os jingles que ele conheceu Elis e César Camargo Mariano.
“Romaria” nasceu das lembranças de episódios de fé religiosa presenciados pelo autor em Aparecida do Norte. Integrando com mais sete composições uma fita gravada a pedido de Elis, a canção seria, juntamente com “Sentimental Eu Fico”, por ela escolhida para entrar em seu elepê de 1977. Gravadas as músicas em dois dias seguidos, Elis chamaria Renato para regravar “Romaria”, desta vez com os componentes do seu Grupo Água, o que daria maior autencidade à gravação.
Lançado o disco, a toada tornou-se rapidamente um clássico do gênero sertanejo, território no qual ninguém jamais imaginaria que uma cantora como Elis Regina pudesse penetrar sem o risco de parecer caricatural. Seu sucesso com “Romaria” valeu assim como um toque antecipado do surto expansionista da música caipira além de suas fronteiras naturais, que aconteceria anos depois. Tornou conhecido, ainda, o nome de Renato Teixeira, ao lado de tantos outros por ela projetados como Milton Nascimento, Ivan Lins, Belchior e a dupla João Bosco-Aldir Blanc (Fonte: A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
LP Elis / Título da música: Romaria / Renato Teixeira (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1977 / Álbum: 6349 334 / Lado B / Faixa 1.
(Introdução 2x): DGDGDG
É de sonho e de pó, o destino de um só,
DF#7BmF#7
feito eu perdido em pensamentos, sobre o meu cavalo
BmEBmE
É de laço e de nó, de gibeira o jiló
BmF#7BmB7
dessa vida, cumprida a só
(Refrão):
GA7DF#7Bm
Sou caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
GA7DD7
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida
GA7DF#7Bm
Sou caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
GA7D4(7/9)
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida
DGDG
O meu pai foi peão, minha mãe solidão
DF#7BmF#7
Meus irmãos perderam-se na vida, a custa de aventuras
BmEBmE
Descasei, joguei, Investi, desisti
BmF#7BmB7
Se há sorte, eu não sei, nunca vi
(Refrão):
GA7DF#7Bm
Sou caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
GA7DD7
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida
GA7DF#7Bm
Sou caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
GA7D4(7/9)
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida
DGDG
Me disseram porém, Que eu viesse aqui
DF#7BmF#7
Prá pedir de romaria e prece, paz nos desaventos
BmEBmE
Como eu não sei rezar, só queria mostrar
BmF#7BmB7
Meu olhar, meu olhar, meu olhar
(Refrão):
GA7DF#7Bm
Sou caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
GA7DD7
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida
GA7DF#7Bm
Sou caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
GA7DD7
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida
GA7
Sou caipira , pirapora nossa
DF#7GD9/F#
Senhora de, Aparecida