segunda-feira, 9 de julho de 2007

Sinfonia dos bichos

Luiz Vicentini
Introdução: G   F  C  G  C  D  G  D
    G                                               D
Eu moro onde a natureza mantém sua beleza desde o início

Eu bebo d'água de cascata, ando só pela mata,
G
Observando os bichos
G7
Assim que o sol vai se escondendo
C
sento na varanda e pego minha viola
Cm G
Assim que nasce a poesia que nesses
D G C G
versos tô cantando agora
    G
Eu gosto de tocar viola, amor,
D
vem me namora, vem cantar comigo

Gosto quando a viola chora e vai noite afora,
G
sonhar é preciso

Mais uma vez o sol me chega,
D
vem de manhãzinha e diz que tá na hora
C G
De ouvir o som da sinfonia
D G
que os bichos na mata tão compondo agora

Meu violão e eu

Luiz Vicentini
Introdução: Bm  G  Bm  E  Bm  G  Bm  F#
      Bm                      G
Meu violão fala comigo feito gente,
Bm
entendo ele, ele me entende
A
E a gente se dá bem demais...
Bm G
Eu canto aquilo que ele canta e vice-versa,
Bm
e a gente vai nessa conversa,
F# Bm
Até que um dos dois não agüenta mais.

A                    D                   F#
Meu violão é um sujeito viajado, acompanhou saxofone,
Bm G D
Violoncelo e bandolim...Tocou seresta, festa de aniversário,
G A
Já se apresentou em vários cabarés e botequins.
G D
Meu violão tem os nervos de aço,
F# Bm
Pena que só tem um braço pra um abraço me dar.
G D
Quando ele toca encosta o corpo no meu peito,
E A
E a gente assim arruma um jeito de estar juntos pra cantar.
G D
Quando ele toca encosta o corpo no meu peito,
E A D A D
E isso é só mais um pretexto pra gente se conversar.
Solo: A  Bm  A  Bm  G  D  E  A


Francis Hime


Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1939. Foi nesse dia que nasceu Francis Victor Walter Hime. Neto de pianista e filho de pintora, o carioca teria mesmo que ser artista. Tanto que aos seis anos de idade começou a fazer aulas de piano. Com 16 foi pra Suíça, onde estudou música durante quatro anos.


Francis Hime começou a despontar no cenário musical brasileiro na década de 60. Logo de cara, o artista teve um importante parceiro: Vinícius de Moraes. A primeira composição de Francis com o Poetinha foi "Sem Mais Adeus", em 1962. Nessa mesma época, Francis conhecia uma moça muito especial, que anos mais tarde passou a se chamar Olívia Hime.

Música era a sua paixão. Apesar disso, o artista resolveu cursar engenharia. E seguiu assim, dividindo o tempo entre a faculdade e os shows. Participou de festivais, sempre como compositor, tendo como intérpretes de suas músicas Elis Regina (Por um Amor Maior, com Ruy Guerra), MPB-4 (Anunciação, com P. C. Pinheiro), Jair Rodrigues (Samba de Maria, com Vinícius de Moraes).

Nos anos 70 suas parcerias com Chico Buarque o fizeram mais conhecido. São da dupla alguns clássicos da MPB, como Trocando em miúdos, Passaredo, Meu caro amigo, Vai passar, Quadrilha, Atrás da porta e Pivete.

Sempre atual, Francis está presente na carreira de importantes intérpretes brasileiros, de várias gerações.Sob forte influência de música clássica, é reconhecido também como excelente arranjador. Aproveitando os diversos talentos, lançou o primeiro disco individual, em 1973.

Na mesma época atuava ainda em cinema. Aliás, na década de 70, era um dos compositores preferidos dos cineastas brasileiros. Compôs trilhas para diversas produções nacionais, entre elas “Dona Flor e Seus Dois Maridos”.

Nelson Mota

Nelson Mota (Nelson Cândido Motta Filho), compositor, nasceu em São Paulo SP em 29/10/1944. Fez estudos no Rio de Janeiro, para onde se mudou com a família aos seis anos. Chegou a cursar a Faculdade de Direito e a Escola Superior de Desenho Industrial.

Aos 20 anos ligou-se ao pessoal da bossa nova, amigo de compositores de sucesso como Edu Lobo, Francis Hime, Luís Eça, Sérgio Mendes e Dori Caymmi. Nessa época trabalhava como jornalista no Jornal do Brasil.

Em 1966 classificou em primeiro lugar, na fase nacional do 1 FIC, da TV-Rio do Rio de Janeiro, a composição Saveiros (com Dori Caymmi). Foi então convidado por Flávio Cavalcanti para integrar o júri do programa Um Instante, Maestro, o que lhe valeu grande popularidade.

Em 1967, inscreveu no III FMPB, da TV Record, de São Paulo, a composição O cantador (com Dori Caymmi), que se tornou outro grande sucesso. Convidado a assinar a coluna “Roda viva” no jornal Última Hora, nele permaneceu até 1969 passando no ano seguinte a trabalhar no jornal O Globo e na Rede Globo de Televisão.

Fez durante muito tempo o programa diário Papo Firme e depois o programa semanal Sábado Som. Criador da primeira trilha sonora especial para novelas (Pigmalião 70), foi também produtor de discos da fábrica Philips.

Em 1973 casou com a atriz Marília Pêra, produzindo no ano seguinte a peça Apareceu a Margarida, de Roberto Ataíde, que foi grande sucesso da atriz. Em seguida, escreveu e produziu especialmente para Marília Pêra a peça Feiticeira, cujas músicas são também de sua autoria e de Guto Graça Melo.

Grande incentivador do rock no Brasil produziu o festival Hollywood Rock, no Rio de Janeiro.

Obras: O cantador (c/Dori Caymmi), 1967; De onde vens (c/Dori Caymmi), s.d.; Saveiros (c/Dori Caymmi), 1966.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.