Dm7
Bom dia tristeza
Em5-/7 A7 Dm7
Que tarde tristeza
Em5-/7
Você veio hoje me ver
A7 Em5-/7 A7 Em5-/7 A7
Já estava ficando até meio triste
Em5-/7 A7 Dm7 D7
De estar tanto tempo longe de você
Gm7
Se chegue tristeza
C7 F7
Se sente comigo
Bb7 A7 Am5-/7
Aqui nesta mesa de bar
D7 Gm7
Beba do meu copo
A7 Dm7
Me dê o seu ombro
E7 A7
Que é para eu chorar
Em5-/7
Chorar de tristeza
A7 Dm7
Tristeza de amar
Português de nascimento, mas criado no subúrbio carioca de Campo Grande, Adelino Moreira de Castro interessou-se desde cedo pela música chegando a gravar como cantor vários discos de fado nos anos quarenta. Entretanto, a partir de 1952, como autor de sambas e sambas-canção, ele conheceu o sucesso, tornando-se o principal abastecedor do repertório de Nelson Gonçalves.
O êxito dessa sociedade chegou ao auge em 1957 quando "A Volta do Boêmio" (que permanecera inédito por quatro anos) atingiu a marca de um milhão de discos vendidos. Num estilo, que mais tarde seria chamado de brega-romântico, este samba-canção trata de um personagem que tendo abandonado a boemia pelo amor a uma mulher, pede agora "inscrição" para voltar à vida antiga: "Boemia / aqui me tens de regresso / e suplicante te peço / a minha nova inscrição / voltei pra rever os amigos que um dia / eu deixei a chorar de alegria / me acompanha o meu violão...".
E a composição prossegue com o ex-boêmio declarando que seu retorno tem a aprovação da amada, que, resignadamente, o encorajou na despedida: "Vá embora/ pois me resta o consolo e alegria / de saber que depois da boemia / é de mim que você gosta mais".
Um clássico da música sentimental popular, "A Volta do Boêmio" é um dos grandes sucessos de Nelson Gonçalves, o cantor que tem o maior número de gravações na discografia brasileira.
A volta do boêmio (samba-canção, 1957) - Adelino Moreira - Intérprete: Nelson Gonçalves
Disco 78 rpm / Título da música: A volta do boêmio / Moreira, Adelino (Compositor) / Gonçalves, Nelson, 1919-1998 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1956 / Nº Álbum 801751 / Gênero musical: Samba canção.
AmDm
Boemia, aqui me tens de regresso
E7DmAmE7
E suplicante te peço a minha nova inscrição
AmG
Voltei pra rever os amigos que um dia
FEE7
Eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu violão
AmDm
Boemia, sabendo que andei distante
E7DmAm
Sei que essa gente falante vai agora ironizar
A7D7Am
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
DmE7AmE7
Partiu daqui tão contente por que razão quer voltar?
AmG
Acontece que a mulher que floriu meu caminho
FEE7
De ternura, meiguice e carinho, sendo a vida do meu coração
AmG
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
FEE7
Meu amor, você pode partir, não esqueça o seu violão
AmG
Vai rever os seus rios, seus montes, cascatas
FEE7
Vá sonhar em novas serenatas e abraçar seus amigos leais
A7DmAm
Vai embora, pois me resta o consolo e alegria
Dm
De saber que depois da boemia
E7Am
É de mim que você gosta mais
A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34
Sérgio Porto considerava os versos iniciais de "A Flor e o Espinho" uma das mais belas imagens de nosso cancioneiro: "Tire o seu sorriso do caminho / que eu quero passar com a minha dor". Na verdade, estes versos que são de Guilherme de Brito - ficaram tão famosos, que se tornaram uma espécie de marca registrada da obra de Nelson Cavaquinho, que é autor somente da melodia. Aliás, em todas as composições da dupla, Nelson fez sempre as melodias e Guilherme as letras.
Formada em 1955, essa parceria, fundamental para a própria história do samba, criou, além de "A Flor e o Espinho", outras obras-primas como "Degraus da Vida", "Folhas Secas", "Pranto de Poeta", "Quando Eu Me Chamar Saudade", "O Bem e o Mal" etc.
Mas, voltando ao samba "A Flor e o Espinho", pode-se dizer que esta composição(feita durante um encontro na Praça Tiradentes, no Rio) sintetiza o estilo poético/musical da dupla, marcado por um lirismo angustiado, pessimista, em que ressalta uma constante preocupação com a morte e as tragédias da vida. Isso, de certa forma, contrasta com a personalidade de Nelson, por toda a vida um boêmio irreverente, inveterado trovador de botequim.
Lançada por Raul Moreno em disco Todamérica, em 1957, "A Flor e o Espinho" só ganharia sua principal gravação, oito anos depois, quando Elizeth Cardoso a incluiu no elepê "Elizeth sobe o morro".
A flor e o espinho (samba, 1957) - A. Caminha, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito - Interpretação: Elizeth Cardoso
(intro) Bm7(b5)E7AmAm7/GFE7AmE7AmAm7/GF
Tire o seu sorriso do caminho
Bm7(b5)E7Am
Que eu quero passar com a minha dor
A7D7
Hoje pra você eu sou espinho
G7CE7
Espinho não machuca a flor
Bm7(b5)E7AmAm7/G
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
FE7AmE7
O sol não pode viver perto da lua
AmAm7/GF
Tire o seu sorriso do caminho
Bm7(b5)E7Am
Que eu quero passar com a minha dor
A7D7
Hoje pra você eu sou espinho
G7CE7
Espinho não machuca a flor
Bm7(b5)E7AmAm7/G
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
FE7AmG#7
O sol não pode viver perto da lua
G7Am
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
A7Dm
E minha dor e os meus olhos rasos d'água
Bm7(b5)E7
Eu na sua vida
AmAm7/G
já fui uma flor
FE7
Hoje sou espinho em seu amor
AmAm7/GF
Tire o seu sorriso do caminho
Bm7(b5)E7Am
Que eu quero passar com a minha dor
A7D7
Hoje pra você eu sou espinho
G7CE7
Espinho não machuca a flor
Bm7(b5)E7AmAm7/G
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
FE7AmAm7/G
O sol não pode viver perto da lua
FE7AmAm7/G
O sol não pode viver perto da lua
FE7
O sol não pode viver
AmAm
Perto da lua
A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34
Disco 78 rpm / Título da música: Vermelho 27 / Nasser, David, 1917-1980 (Compositor) / Martins, Herivelto (Compositor) / Gonçalves, Nelson, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1956 / Nº Álbum 801614 / Gênero musical: Tango.
LP O Tango Na Voz De Nelson Gonçalves (reedição) / Título da música: Vermelho 27 / David Nasser, 1917-1980 (Compositor) / Herivelto Martins (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: BBL-1154 / Gravação: 1961 / Lado: B / Faixa: 2 / Gênero musical: Tango.
“Jogo no pano... jogo... feito! Vermelho 27!”
Esse homem que hoje passa maltrapilho
Fracassado no seu traje furta-cor
Um dia já foi homem, teve amigos
Teve amores, mas nunca teve amor
Soberano da roleta e da campista
Foi sua majestade o jogador!
Vermelho vinte e sete
Seu dinheiro mil mulheres conquistou
Vermelho vinte e sete
Seu dinheiro tanta gente alimentou
Um rio de champagne sorrindo derramou
E sua mocidade em fichas transformou
“Jogo no pano...jogo...feito! ... Vermelho 27!”
Vermelho vinte e sete
Quando a sorte caprichosa o abandonou
Vermelho vinte e sete
Cada amigo num estranho se tornou
Os ossos do banquete aos cães ele atirou
A vida honra tudo
Num lance ele arriscou...
“Jogo...jogo...feito! Preto 17!”
Deu preto dezessete
Nem um cão entre os amigos encontrou!