quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Zaíra Cavalcanti

Zaíra Cavalcanti, cantora, nasceu em Santa Maria, RS e faleceu em 12/9/1981. Iniciou a carreira teatral na cidade de Santos, SP, atuando na Companhia Arruda. Durante muito tempo atuou como atriz de teatro de revistas e sua beleza chegou a merecer do poeta e compositor Orestes Barbosa as seguintes palavras: "Ave rara, doce morena, ave pernalta com olhar de corsa mansa".

Foi corista da Companhia de Revistas Tro-ló-ló e atuou nos teatros Carlos Gomes e Glória e no cabaré Alcazar. Em 1927, atuou com a Companhia Tro-lóló na revista Você quer é carinho, de Nelson de Abreu, Luís Iglézias e Geysa Bôscoli com músicas de Paraguassu e Sinhô.

Era uma das vedetes da Companhia Brasileira de Revistas Tro-ló-ló com a qual embarcou em 1928 para uma tounée pela Argentina, Chile e Uruguai que durou quase três meses. Em 1929, fez parte o elenco da revista Pátria amada, apresentada no teatro Recreio, RJ. Na ocasião, recebeu do crítico Mário Nunes o seguinte comentário: "Sabe cantar expressivamente, sublinhando tudo com meneios quentes".

Gravou pela primeira vez em 1930, pela Odeon, o samba-canção Diga, de Gonçalves de Oliveira e Lamartine Babo, e a Canção dos infelizes, de Donga, Luiz Peixoto e Marques Porto, com acompanhamento da Orquestra Pan American. Nesse ano, gravou na Parlophon os sambas Pedaço de mau caminho, de Eduardo Souto e Osvaldo Santiago, e Gongá, de José Luiz da Costa, com acompanhamento da Simão Nacional Orquestra, e os sambas Tem moamba, de Eduardo Souto e João de Barro, e Vou pedir à paroeira, de Américo de Carvalho, com acompanhamento da Orquestra Guanabara.

Ainda em 1930, participou de um concurso musical promovido pelo jornal Diário Carioca, como uma das principais cantoras da época. Ainda em 1930, atuou na revista Dá nela, de Marques Porto e Luiz Peixoto apresentada no Teatro Recreio fazendo sucesso com a interpretação da música título, de Ary Barroso, que foi gravada logo em seguida por Francisco Alves.

Pouco depois, estreou no mesmo teatro a revista Eu sou do amor, música de Ary Barroso, peça escrita por Aricles França e Elieser de Barros. Estrelou em seguida, com grande sucesso a revista Pau-brasil, de Marques Porto e Luiz Peixoto com músicas de Ary Barroso e Júlio Cristóbal. Atuou também na revista Vai dar o que falar, de Marques Porto e Luiz Peixoto com músicas de Ary Barroso e Antônio Neves apresentada no Teatro João Caetano.

Em 1931 gravou com acompanhamento da Orquestra Guanabara, os sambas Caranguejo também sobe no arvoredo, de Mário Barros e Sem querer... de Ary Barroso, Marques Porto e Luiz Peixoto.

Em 1932, voltou para a Odeon e gravou com acompanhamento da Orquestra Copacabana o fox Quando escuto você cantar, de Milton Amaral e Jerônimo Cabral, e o samba Quando tu fores bem velhinho, de Paulo Orlando e Jerônimo Cabral. Com a mesma orquestra gravou de Oscar Cardona o samba Nossas cores e o choro Não terás perdão.

Em 1933, viajou com a Companhia Tro-lóló para apresentações em Portugal. Gravou somente sete discos pelas gravadoras Odeon e Parlophon, tendo sua carreira se restringido depois somente ao Teatro de Revista.

Em 1949, atuou com sucesso na revista Confete na boca, apresentada no Teatro Glória ao lado de nomes como Dercy Gonçalves e Dircinha Batista. Na ocasião, o crítico Antônio Accioly Neto assim escreveu a seu respeito nas páginas da revista O Cruzeiro: "Zaíra Cavalcanti, sem embora cantar aqueles seus antigos sambas tão cheios de dengues, que fizeram época, ainda é um grande elemento no gênero".

Em 1952, participou na Rádio Tupi da festa pelos 49 anos do compositor Ary Barroso e interpretou na ocasião o samba Dá nela .


Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

Zeca Ivo

Zeca Ivo (José Ivo da Costa), compositor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 19/5/1894 e faleceu na mesma cidade em 19/2/1964. Viveu durante muito tempo no Rio Grande do Sul, onde incorporou valores da cultura gaúcha, compondo músicas típicas da região.

Sua primeira composição foi Tristeza de trovador. Em 1926, Arthur Castro gravou pela Odeon Tristezas de gaúcho, sua primeira composição gravada. No mesmo ano gravou pela Odeon a canção Gaúcho velho, de sua autoria, de Cardoso de Menezes a toada fado Oração e de J. Fonseca Costa, o samba O mundo sem mulher.

Em 1927, gravou na Odeon as canções Primavera e Triste violeiro, ambas de sua autoria. No mesmo ano, gravou a canção Luar do Sul pela Odeon. Em 1929 Pedro Celestino gravou pela Parlophon a canção O guasca e o fado-toada A vida é um inferno onde as mulheres são os demônios, em parceria com Lamartine Babo. Laís Areda gravou a canção Órfã do amor. No mesmo ano, Lamartine Babo compôs a toada Zeca Ivo em homenagem ao compositor, gravada por Benício Barbosa pela Parlophon.

Em 1930, Max Cardoso gravou a canção Proeza de gaúcho pela Victor. Em 1933, Francisco Alves gravou de Zeca e Jota Machado a canção Mês de Maria, Augusto Calheiros gravou "Flor do mato (c/ Francisco de Freitas) e César Pereira Braga gravou a rancheira Guasco velho.

Em 1935, compôs com Custódio Mesquita a marcha Jardineiro do amor, gravada por Aurora Miranda, e com Kid Pepe a marcha Ondas curtas, gravada por Orlando Silva em seu primeiro disco. Em 1936, Aurora Miranda gravou a marcha Ano novo e Sílvio Caldas gravou o samba Última carta de amor, composto em parceria com Benedito Lacerda.

Em 1937 compôs com João de Freitas a valsa Quero-te cada vez mais, gravada por Augusto Calheiros. Em 1956, Augusto Calheiros gravou a canção Flor do mato.

Foi um dos primeiros parceiros de Ary Barroso em seu começo de carreira, com quem compôs a canção Meu pampa lindo. Percorreu o Brasil integrando grupos teatrais ou sozinho, realizando recitais de poemas e canções.

Obras

Ano-novo, marcha, 1936; Flor do mato (com José Francisco de Freitas), canção, 1933; Jardineiro do amor (com Custódio Mesquita), marcha, 1935; Luar do sul, canção gaúcha, 1927; Mês de Maria (com Jota Machado), canção, 1933; Meu pampa lindo (com Ari Barroso), canção, 1928; Ondas curtas (com Kid Pepe), marcha, 1935; Quero-te cada vez mais (com João de Freitas), 1937; Tristezas de gaúcho, 1926; última carta de amor (com Benedito Lacerda), samba, 1936.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Zé Pretinho

O compositor Zé Pretinho (Manuel do Espírito Santo) nasceu na cidade de Capela, SE, em 15/11/1909. Filho de um lavrador fez os primeiros estudos com professora particular e mais tarde na Escola de Aprendizes Marinheiros.

Aos 16 anos foi para o Rio de Janeiro RJ, ingressou na Marinha e começou a compor, entrando em contato com o meio musical, onde foi auxiliado por Kid Pepe, Noel Rosa e Manuel Ferreira.

Sua primeira composição gravada foi Tenho raiva de quem sabe (com Kid Pepe e Noel Rosa), lançada na voz de Mano Reis, pela Victor, em 1934. Três anos depois compôs para o Carnaval Amar é muito bom (com Manuel Ferreira), gravada por Jaime Vogeler, na Odeon.

Em 1938 fez com Reis Saint-Clair, Uma dor e uma saudade, tida como sua principal música, gravada na Victor por Orlando Silva, em 1939. Um ano depois, Carmen Barbosa gravou pela Odeon, Quem é que não chora.

Dividia suas atividades musicais com o emprego na Marinha, de onde mais tarde deu baixa, passando a trabalhar em casas comerciais

Obras:

Uma dor e uma saudade (c/Reis Saint-Clair), samba 1939; Eu não sou Deus (c/Murilo Caldas), samba, 1941 Tenho raiva de quem sabe (c/Kid Pepe e Noel Rosa,, samba, 1934.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Zumbi


Zumbi (1973) - Jorge Benjor - Intérprete: Jorge Benjor

LP A Tábua De Esmeralda / Título da música: Zumbi / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1974 / Nº Álbum: 6349 083 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba-rock / MPB.


Tom: A#

E|----------------------------------------
B|----------------------------------------
G|--7-10-10-7-10-10-7------10-7-10-10-10--
D|-------------------10-8-8---------------
A|----------------------------------------
E|----------------------------------------

Bb
Angola congo benguela
                    D#
Monjolo cabinda mina
           Dm7   F   E D#
Quiloa rebolo
                   Bb
Aqui onde estão os homens

D#                Bb
Há um grande leilão
D#
Dizem que nele há
           Bb
Um princesa à venda
D#                      Bb
Que veio junto com seus súditos
D#                      Bb
Acorrentados em carros de boi

D#
Eu quero ver
Bb
Eu quero ver
D#
Eu quero ver
Bb          D# F
Eu quero ver

Bb
Angola congo benguela
                    D#
Monjôlo cabinda mina
            Dm7  F   E D#
Quiloa rebolo
                   Bb
Aqui onde estão os homens
D#                 Bb
Dum lado cana de açúcar
D#                 Bb
Do outro lado o cafezal
D#                    Bb
Ao centro senhores sentados
D#                      Bb
Vendo a colheita do algodão branco
D#                      Bb
Sendo colhidos por mãos negras

D#
Eu quero ver
Bb
Eu quero ver
D#
Eu quero ver
Bb
Eu quero ver

D#     F          Bb
Quando Zumbi chegar
D#     F          Bb
O que vai acontecer
                   D#
Zumbi é senhor das guerras
     F           Bb
È senhor das demandas
              D#     F
Quando Zumbi chega e Zumbi
Bb            D#     F
É quem manda

Bb
Eu quero ver
D# F
Eu quero ver
Bb
Eu quero ver