terça-feira, 28 de setembro de 2010

Saxofone por que choras?

Saxofone por que choras? (choro, 1930) - Ratinho (Severino Rangel de Carvalho)

Em 1930, depois de uma excursão pelo interior com o poeta e folclorista Cornélio Pires, Severino Rangel de Carvalho, o Ratinho da dupla Jararaca e Ratinho, gravou ao saxofone alguns choros e valsas de sua autoria, entre os quais Saxofone, por que choras?, Guriatã de coqueiro, Cenira, Eu e eles.

Disco 78 rpm / Título da música: Saxofone por que choras? / Severino Rangel de Carvalho [Ratinho] (Compositor) / Severino Rangel de Carvalho (Intérprete) / Batutas do Norte (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10656-b / Nº da Matriz: 3672 / Lançamento: Agosto/1930 / Gênero musical: Choro / Coleções: IMS, Nirez




Fonte: Discografia Brasileira - IMS.

Dona Antonha


Dona Antonha (marcha/carnaval, 1930) - João de Barro - Interpretação: Bando de Tangarás

Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha, compositor, cineasta, dublador e cantor (Rio de Janeiro, RJ 29/3/1907 - 24/12/2006), cantava desde criança, acompanhado ao piano pela avó. Fez seus primeiros estudos em escola pública, de onde foi para o Colégio Santo Inácio, de padres jesuítas, e depois para o Colégio Batista, ali formando com os colegas um conjunto musical, o Flor do Tempo, onde adotou o pseudônimo de "João de Barro".

Ao se profissionalizar, o grupo alterou sua formação e nome, surgindo o Bando de Tangarás, ao qual aderiu outro morador de Vila Isabel, o jovem Noel Rosa.

Após realizar várias gravações com o grupo, Braguinha estreou em disco como solista em 1931, interpretando duas composições de Lamartine Babo, Cor de prata e Minha cabrocha. Logo depois, desistiu da carreira de cantor, já tendo estreado como compositor, com Dona Antonha, marcha gravada por Almirante para o Carnaval de 1930, pela Parlophon: "Ó dona Antonha...! / Ó dona Antonha...! / Tu tá ficando / Mas é mesmo sem-vergonha!..."..

Disco 78 rpm / Título da música: Dona Antonha / João de Barro "Braguinha", 1907-2006 (Compositor) / Bando de Tangarás, 1929-1931 (Intérprete) / João de Barro, 1907-2006 (Intérprete) / Gravadora: Parlophon / Nº do Álbum: 13108 / Nº da Matriz: 3305 / Gravação: 29/01/1930 / Lançamento: Março/1930 / Gênero musical: Marcha / Coleções: Nirez, Humberto Franceschi, Claudio Jorge Barros




Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora, 1998 SP; Dicionário Cravo Albin.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Zomba

Araci Cortes
Zomba (samba, 1929) - Francisco Alves e Luís Iglesias - Intérprete: Araci Cortes

Disco 78 rpm / Título da música: Zomba / Francisco Alves (Compositor) / Araci Côrtes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10446 / Nº da Matriz: 2765 / Lançamento: Agosto/1929 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez


Zomba... zomba...
Quando vem chorar alguém
Mas um dia Deus castiga
Faz a gente amar também
O amor custa, mas vem...

Fui à Bahia
Ver o Senhor do Bomfim
Feitiço das baianas,
Mal cheguei, pegou em mim.

Gente danada
Pra fazer sofrer de amor
Com certeza foi castigo
Que me deu Nosso Senhor!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Vadiagem

Mário Reis
Vadiagem (samba/carnaval, 1929) - Francisco Alves - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Vadiagem / Francisco Alves (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Gravadora Odeon / Nº do Álbum: 10307 / Nº da Matriz: 2230 / Lançamento: Janeiro/1929 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez


A vadiagem eu deixei
Não quero mais saber
Arranjei outra vida
Porque deste modo não se pode viver

Eu deixei a vadiagem
Para ser trabalhador
Os malandros de hoje em dia
Não se pode dar valor

Ora, meu bem
Diga tudo que quiser
Eu deixo de ser vadio
Por causa de uma mulher

Quando eu saio do trabalho
Pensativo no caminho
Que saudade do meu tempo
Que saudade do meu pinho

Mas chego em casa
É carinho sem ter fim
Vale a pena ser honesto
Pra poder viver assim