Conjunto vocal e instrumental organizado no Rio de Janeiro RJ em 1929 por
Almirante, pandeiro e vocal; João de Barro, violão e vocal; Henrique Brito, violão;
Noel Rosa, violão; e Alvinho (Álvaro Miranda Ribeiro, Rio de Janeiro 1909-), violão e vocal. Surgiu como prolongamento do conjunto amador Flor do Tempo, criado por
João de Barro, Henrique Brito, Alvinho e outros colegas do Colégio Batista, de Vila Isabel, Rio de Janeiro, no início de 1928; em julho, o grupo passou a contar com a participação de Almirante. Reunindo-se na casa de Eduardo Dale, animador do grupo, e apresentando-se em festas familiares, chegou a exibir-se em Vitória ES, a convite do governador (figura: caricatura de
Nássara do Bando de Tangarás).
No ano seguinte, quando recebeu proposta de gravação da Odeon, o grupo resolveu profissionalizar-se: selecionou elementos, convidou Noel Rosa - morador do bairro e já conhecido como bom violonista - e estreou com o nome de Bando de Tangarás, na Parlophon, subsidiária da Odeon, com o samba
Mulher exigente (Almirante). Entre os diversos discos gravados desde então pela Odeon, destacaram-se o cateretê
Anedota e a embolada
Galo garnizé (ambos de Almirante);
Festa de São João, cena regional de João de Barro em duas partes; e a célebre
Na Pavuna (Almirante e
Homero Dornellas), composta em fins de 1929 e grande sucesso do Carnaval do ano seguinte, onde apareceu pela primeira vez em disco uma batucada com tamborim, cuíca, surdo e pandeiro. Da gravação participaram ainda a pianista Carolina Cardoso de Meneses e o bandolinista
Luperce Miranda.
Entre suas experiências e inovações, destacam-se a marcha
Lataria (Almirante e João de Barro), gravada em 1930, com acompanhamento só de latas, e
Eu vou pra Vila (Noel Rosa), acompanhada exclusivamente de pandeiros. O grupo chegou a incluir outros instrumentistas, como os violonistas Manuel de Lino e Sérgio Brito, e os garotos ritmistas Abelardo Braga e Daniel Simões. No mesmo ano participaram do filme
Coisas nossas, produzido por Wallace Downey, cantando quatro músicas.
O conjunto gravou até 1931, quando se dissolveu e seus integrantes prosseguiram carreiras individuais. Nesse mesmo ano, Alvinho estreou como cantor, lançando
Bangalô, primeira composição gravada de
Orestes Barbosa, realizada de parceria com
Osvaldo Santiago. Durante a década de 1930, gravou ainda uma série de discos, afastando-se depois do cenário musical.
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