domingo, 12 de março de 2006

Tute e o violão de 7 cordas

Tute (Artur de Souza Nascimento), instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 01/07/1886 e faleceu em 15/06/1957. Inicialmente fez parte da Banda do Corpo de Bombeiros como bombeiro (tocador de bombo) e coma pratista (tocador de pratos).

Mais tarde, como violonista, integrou a orquestra do Teatro Rio Branco, dirigida por Paulino Sacramento. Na ausência eventual de Antônio Maria Passos, flautista efetivo dessa orquestra, propôs como substituto o flautista Pixinguinha, então com 15 anos, que iniciou, assim, sua carreira de profissional (foto ao lado: Tute com Pixinguinha).

Foi violonista de vários conjuntos, entre os quais o Grupo Chiquinha Gonzaga, o Grupo da Velha Guarda, Os Cinco Companheiros, Gente Boa, a Orquestra Copacabana (tocando banjo), a Orquestra Victor Brasileira.

De 1929 a 1945, foi companheiro de Luperce Miranda (bandolim) na Rádio Mayrink Veiga e Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Também com Luperce, acompanhou Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e um casal de bailarinos a Buenos Aires, Argentina, em 1931.

Foi introdutor, nos conjuntos de choro e nos conjuntos regionais de que fazia parte, do violão de sete cordas, com a sétima corda afinada em dó.

"O violão de sete cordas foi idealizado por Tute no início do século XX. Tute era violonista do conjunto Os Oito Batutas, liderado por Pixinguinha. No estilo ‘choro’, o violão se caracteriza por frases de contraponto geralmente em escala descendente, utilizando-se somente as cordas graves. Daí o nome ‘baixaria’. Tute sentia necessidade de algumas notas mais graves, daí a idéia de colocar uma corda a mais nos bordões. Ele idealizou, desenvolveu e tocou o ‘7 Cordas’ até 1950, quando faleceu" (Raphael Rabello).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha
Postar um comentário