quarta-feira, 19 de julho de 2006

Romance no deserto

Fagner
                               D
Eu tenho a boca que arde como o sol,
                  C    G
o rosto e a cabeça quente
                      D  
Com Madalena vou me embora,
   C                        G
agora ninguém vai pegar a gente
                         D
Dei minha num pedaço de pão,
                      C   G
um esconderijo e um aguardente
                              D      
Mais um dia eu arranjo outra viola,
          C                  G     C G
e na viagem vou cantar pra Madalena

                   D                   Am 
Não chore não querida, esse deserto findo,
tudo aconteceu
            C   G
e eu nem me lembro
                D                     
Me abraça minha vida, me leva em teu cavalo,
   C                 G
e logo no paraíso chegaremos

                           D           
Vejo cidades fantasmas e ruínas,
                      C  G          
à noite escuto o seu lamento..

São pesadelos
              D     C                         G
E aves de rapina no sol vermelho do meu pensamento
                                        D
Será que eu dei um tiro no cara da cantina
                               C  G
Será que eu mesmo acertei seu peito,
                          D
vem vamos voando minha Madalena
                C                    G     C  G
O que passou, passou, não tem mais jeito
                                  D 
Naquela sombra vou armar a minha rede
                       C  G
e olhar os solitários viajantes
                              D  
Beber, cantar e matar a minha sede
    C                      G        C  G
lá longe onde tudo é verdejante

                 D                   Am              
Não chore não querida, esse deserto findo,
tudo aconteceu
            C   G
e eu nem me lembro
                D                   
Me abraça minha vida, me leva em teu cavalo,
    C                  G           
E logo no paraíso estaremos.....
                                  D
O padre vai rezar uma prece tão antiga
                      C  G
Domingo na capela da fazenda..
                             D
Brinco de ouro e botas coloridas
      C                      G
Nós dois aprisonados nessa lenda..
                                 D
Ouço um trovão e penso que é um tiro
                    C  G
A noite escura me condena..
                            D
Não sei se vivo, morro ou delírio
 C                       G   
Depressa pega a arma Madalena,
                               D
tem uma luz pra trás daquela serra
                         C  G
Mira mas não erra minha pequena,
                             D    
a noite é longa e é tanta terra
      C                     Am  G
Poderemos estar mortos noutra cena

                 D                  
Não chore não querida,
                Am
esse deserto findo, tudo aconteceu
            C   G
e eu nem me lembro
                D                       
Me abraça minha vida, me leva em teu cavalo,
  C                   G  
E logo no paraíso dançaremos...
                D                     Am
Não chores não querida, esse deserto finda
                            C   G 
Tudo aconteceu e eu nem me lembro..
Me abraça minha vida
                  D
me leva em teu cavalo
   C                   G                     
E logo no paraíso dançaremos.....
     C                        G          
Poderemos estar mortos noutra cena
Postar um comentário