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sexta-feira, 13 de julho de 2007

Ary Cordovil

Ary Cordovil
Ary Cordovil (Nicanor de Paula Ribeiro Filho), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 5/5/1923. Cantava sambas desde a época em que estudava no Colégio Arte e Instrução. Concluído o ginásio, começou a trabalhar no ministério da Justiça, quando já cantava em gafieiras e circos.

Em 1944 teve sua primeira composição gravada - Olha ela aí, Valdemar (com Gil Lima) - por Araci de Almeida, na Odeon. Trabalhou na extinta Polícia Especial até 1948, quando passou a se apresentar em programas de calouros da Rádio Transmissora.

De 1949 a 1951, atuou na Rádio Mayrink Veiga. Por 1949, Jorge Veiga gravou sua composição Fui um louco, com muito sucesso. De 1950 a 1958, integrou o Conjunto Pereira Filho. Em 1954 fez uma excursão à Argentina e, em 1956, gravou Formiga que quer se perder cria asas (Raimundo Olavo).

Em 1957 começou a apresentar-se em programas de televisão. Um de seus maiores sucessos foi a marchinha Pistoleira (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), lançada no Carnaval de 1964 pela CBS. No Carnaval de 1966, lançou pela CBS o samba Tristeza (Haroldo Lobo e Niltinho), que seria o mais cantado do ano.

Em 1967 gravou outro grande sucesso na CBS, a música do tempo dos cangaceiros de Lampião, Maria Bonita, assinado pelo ex-cangaceiro Volta Seca, e lançou, também pela CBS, o LP Ari Cordovil em ritmo contagiante. Ainda em 1967, por iniciativa de um entusiasmado diretor norte-americano da CBS, em visita à fábrica no Brasil, este LP foi lançado nos E.U.A. com o título The Sound of Ary Cordovil.

Fonte: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Cheiro de vela

Ary Cordovil
Cheiro de Vela (samba, 1961) - Nelson Cavaquinho e José Ribeiro - Interpretação: Ary Cordovil

Disco 78 rpm / Título da música: Cheiro de Vela / Compositor: Nelson Cavaquinho / Compositor: José Ribeiro / Ary Cordovil (Intérprete) / Gravadora: Vila / Ano: 1961 / Nº Álbum: 10-003 / Lado B / Gênero musical: Samba.


Tom: D

A7    D7M  D6   Ebº  Em7   A7
Não sei nada a respeito dela
    B7   Em7      F#7       A7
Porque jamais convivi com ela
   D7M        Bm7
Se ela sai à noite
       Em7     A7  Bbº
Volta ao amanhecer
   Bm7        E7
A mim não interessa
Em7            A7
É o que deves fazer
     D7M   D6  Ebº      Em7   A7
Eu trato todos com muito respeito
  B7    Em7            F#7
Assim faz um homem que é direito
B7
Vou sair daqui
     E7
Seu caso cheira à vela
       Bb7            A7        D
Quem está te olhando é o marido dela

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Festa da Penha

Festa da Penha em 1912: João Pernambuco, Patrício Teixeira, Pixinguinha e Caninha

Festa da Penha (samba, 1958) - Cartola e Asobert - Interpretação de Ary Cordovil

Disco 78 rpm / Título da música: Festa da Penha / Adalberto Alves de Souza (Asobert) (Compositor) / Cartola (Compositor) / Ari Cordovil (Intérprete) / Regional da Vila (Acomp.) / Gravadora: Vila / Ano: 1958 / Nº Álbum: 10-003 / Lado A / Gênero musical: Samba.



Uma camisa e um terno usado
Alguém me empresta
Hoje é domingo
E, eu preciso ir à festa
Não brincarei
Quero fazer uma oração
Pedir à santa padroeira proteção
Entre os amigos
Encontrarei algum que tenha
Hoje é domingo
E, eu preciso ir à Penha

Levarei dinheiro pra comprar
Velas de cera
Quero levar flores
Para a santa padroeira
Só não subirei
A escadaria ajoelhado
Pra não estragar
O terno que foi emprestado

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Acorda Maria Bonita

Acorda Maria Bonita (baião, 1967) - Volta Seca (Antônio dos Santos) - Interpretação de Ary Cordovil


D              
Acorda Maria Bonita 
   D7                  G
Levanta vai fazer o café
    D              A7   
Que o dia já vem raiando
                        D
E a polícia já está de pé


A7                   D        A7            D
Se eu soubesse que chorando / Empato a tua viagem
A7                   D          A7               D
Meus olhos eram dois rios / Que não te davam passagem


A7               D           A7              D
Cabelos pretos anelados / Olhos castanhos delicados
A7                 D        A7               D
Quem não ama a cor morena / Morre cego e não vê nada