Mostrando postagens com marcador joao de aquino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador joao de aquino. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de julho de 2010

João de Aquino

João de Aquino, violonista e compositor, nasceu em 23 de junho de 1945 no bairro carioca de São Cristóvão. Neto de um maestro de banda do interior do estado do Rio e primo do violonista e compositor Baden Powell, teve contato com a música desde a infância.

Aos dez anos começou a ter aulas de violão com o lendário violonista Meira, chorão de primeira linha. Firmou-se como violonista, primeiro tocando em bailes e cabarés, e depois acompanhando cantores como Pery Ribeiro, Leny Andrade, Dóris Monteiro.

Trabalhou em cinema e televisão, como diretor musical e compositor de trilhas. Em 1970 sua canção Sagarana (com Paulo César Pinheiro), interpretada por Maria Odete, causou sensação no V Festival Internacional da Canção.

Depois excursionou pelo México e Europa antes de se tornar conhecido no Brasil. Quando voltou, alternou a carreira de instrumentista com a de produtor musical. Em 1991 gravou o CD Patuá, pela Leblon, disco lançado também no exterior, e que apostou no resgate da MPB instrumental dançante.

Cinco anos depois foi a vez de Bordões, um CD cheio de convidados: Martinho da Vila, Elza Soares, Áurea Martins, Gilson Peranzzetta, Raul de Souza e outros.

Entre seus maiores sucessos destacam-se Pensando bem e Viagem (com Paulo César Pinheiro), gravada pioneiramente por Marisa Gata Mansa e que já ganhou mais de 60 regravações. Em 1998 fundou, com outros músicos, o Bando da Rua, um movimento dedicado a recuperar o bom humor da música carioca.

Fontes: Cliquemusic; Wikipedia; Rob Digital.

sábado, 8 de setembro de 2007

Sagarana


Sagarana - João de Aquino e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Maria Odette

LP IV Festival Internacional Da Canção Popular / Título da música: Sagarana / João de Aquino (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Maria Odette (Intérprete) / Gravadora: Fermata / Ano: 1969 / Nº Álbum: FB 264 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Canção / Festivais.
Tom: C
Intro: (C Bb C Bb)

(C Bb C Bb)
A ver, no em-sido
Pelos campos-claro: estórias
Se deu passado esse caso
Vivência é memória
Nos Gerais
A honra é-que-é-que se apraz
Cada quão
Sabia sua distinção
Vai que foi sobre
Esse era-uma-vez, 'sas passagens
Em beira-riacho
Morava o casal: personagens

Personagens, personagens
A mulher
Tinha o morenês que se quer
Verdeolhar
Dos verdes do verde invejar
            F
Dentro lá deles
            G           C    Bb
Diz-que existia outro gerais
(C Bb C Bb)
Quem o qual, dono seu
Esse era erroso, no à-ponto-de ser feliz demais
          Am                Dm     Am
Ao que a vida, no bem e no mal dividida
           F7         G4      G#7  G7
Um dia ela dá o que faltou... ô, ô, ô...
(C Bb C Bb)
É buriti, buritizais
É o batuque corrido dos gerais
O que aprendi, o que aprenderás
Que nas veredas por em-redor sagarana
Uma coisa e o alto bom-buriti
Outra coisa é o buritirana...
(C Bb C Bb)
A pois que houve
No tempo das luas bonitas
Um moço êveio:
- Viola enfeitada de fitas
Vinha atrás
De uns dias para descanso e paz
Galardão:
- Mississo-redó: Falanfão
No-que: "-se abanque..."
Que ele deu nos óio o verdêjo
Foi se afogando
Pensou que foi mar, foi desejo...
Era ardor
Doidava de verde o verdor
E o rapaz quis logo querer os gerais
           F
E a dona deles:
                    G         C  Bb
"-Que sim", que ela disse verdeal
(C Bb C Bb)
Quem o qual, dono seu
Vendo as olhâncias, no avôo virou bicho-animal:
               Am
- Cresceu nas facas:
           Dm            Am
- O moço ficou sem ser macho
              F7      G6     G#7 G7
E a moça ser verde ficou... ô, ô, ô...
(C Bb C Bb)
É buriti, buritizais
É o batuque corrido dos gerais
O que aprendi, o que aprenderás
Que nas veredas por em-redor sagarana
Uma coisa e o alto bom-buriti
Outra coisa é o buritirana...
       Bb               C
Quem quiser que cante outra
       Bb        C
Mas à-moda dos gerais
    Bb            C
Buriti: rei das veredas
      D           C
Guimarães: buritizais!

domingo, 4 de junho de 2006

Viagem

O poeta Paulo César Pinheiro tinha apenas quatorze anos quando compôs “Viagem”. Impregnada de um lirismo extremo, que se espalha por quase cinqüenta versos, sua letra — muito bem musicada por João de Aquino — descreve uma espécie de viagem poética, alegre, luminosa, cheia de imagens surpreendentes que ressaltam o clima onírico da composição: “Vamos indo de carona / na garupa leve / do vento macio / que vem caminhando / desde muito tempo / lá do fim do mar...” Ou, ainda: “Nós só voltaremos / no cavalo baio / o alazão da noite / cujo nome é raio / Raio de Luar.”

Mas, apesar de sua qualidade, a canção teve que esperar nove anos para chegar ao sucesso. Assim, ao ser lançada em 1969, por Baden Powell (primo de João de Aquino) em disco instrumental e logo depois pela cantora Márcia, não despertou maiores emoções. Este compacto da Márcia, com acompanhamento de Baden, lançou também “Gente Humilde”, sucesso só no ano seguinte, com Ângela Maria.

Finalmente, em 1973, chegou a vez de “Viagem”: Clara Nunes a tinha gravado, mas, como rejeitou o arranjo e não houve tempo para nova gravação não a incluiu em seu elepê anual. Então apaixonada pela canção, sugeriu à amiga Marisa Gata Mansa que fosse ouvi-la num show que Márcia, ao lado de Jair Rodrigues, trouxera para o Teatro Casa Grande, no Rio. Semanas depois “Viagem” entrava nas paradas radiofônicas e na vida de Marisa como o maior sucesso de sua carreira.

Curiosamente, o maestro Lindolfo Gaya, que assinara o arranjo recusado por Clara, redimiu-se ao fazer o da gravação de Mansa, utilizando outra concepção. Ainda sobre a melodia de João de Aquino, há uma breve semelhança entre os seus compassos iniciais e os da rancheira “In a Little Spanish Town”, da americana Mabel Wayne, lançada em 1926 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jaime Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Viagem (1973) - João de Aquino e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Marisa Gata Mansa

LP Viagem / Título da música: Viagem / João de Aquino (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Marisa Gata Mansa (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1973 / Nº Álbum: SMOFB 3768 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Canção / MPB.


D--------------------- Bm7-------------- E
Oh tristeza, me desculpe / Tou de malas prontas
-------------Em -------------------A7
Hoje a poesia veio ao meu encontro
--------------Em ---A7-------------- D ---------D7
Já raiou o dia, . . . . . . . .vamos viajar
G ---------------------Ab0-------------- D
Vamos indo de carona / Na garupa leve
------------------Bm7 ------------------E
Do tempo macio / Que vem caminhando
-------------------A7 -----------------D------- A7
Desde muito longe / Lá do fim do mar

D -------------------Bm7 -------------- E
Vamos visitar a estrela / Da manhã raiada
-------------------Em--------------- A7
Que pensei perdida / Pela madrugada
------------------Em-- A7 -------------D-------- D7
Mas vai escondida, . . . querendo brincar
G -----------------------Ab0 ------------D
Senta nessa nuvem clara / Minha poesia
---------------Bm7 ------------------E
Anda se prepara / Traz uma cantiga
-----------------A7 --------------D---------- A7
Vamos espalhando música no ar

D ------------------------Bm7 -----E
Olha, quantas aves brancas / Minha poesia
--------------------Em --------------------A7
Dançam nossa valsa / Pelo céu que um dia
----------------Em ------A7 -----D -------D7
Fez todo bordado de raios de sol
G -----------------Ab0------------------ D
Oh poesia me ajude / Vou colher avencas
-------------------Bm7 ------------------E
Lírios, rosas, dálias / Pelos campos verdes
----------------A7 ----------------D-------- A7
Que você batiza de jardins do céu

D ----------------------Bm7------------- E
Mas, pode ficar tranquila / Minha poesia
------------------Em --------------------A7
Pois nós voltaremos / Numa estrela guia
-------------------Em-- A7----------- D ----------D7
Num clarão de lua . . . .quando serenar
G ------------------Ab0------------------- D
Ou talvez até, quem sabe / Nós só voltaremos
----------------Bm7 ---------------E
No cavalo baio, no alazão da noite
------------------A7------------ D
Cujo nome é Raio, Raio de Luar