sábado, 7 de julho de 2007

Carlinhos Brown


Carlinhos Brown (Antônio Carlos Santos de Freitas), compositor, cantor e instrumentista, nasceu em. Salvador BA em 23/11/1964. Criado no Candeal Pequeno, antigo quilombo e hoje bairro pobre da periferia de Salvador, foi discípulo do motorista aposentado Osvaldo Alves da Silva, o Mestre Pintado do Bongô, que lhe ensinou tudo o que sabia sobre percussão.


No início da década de 1980, na gravadora WR, em Salvador, assimilou técnicas de gravação e produção em estúdio. Sensível ao movimento mundial da música contemporânea (adotou seu nome artístico inspirado em James Brown, papa da soul music norte-americana), passou a pesquisar e codificar os ritmos da tradição afro-brasileira.

Em 1984, Luís Caldas gravou Visão do ciclope, sua primeira composição a fazer sucesso nas rádios. No ano seguinte, já integrava a banda de Caetano Veloso, que gravou no LP Estrangeiro (1989) sua composição Meia lua inteira, depois incluída na trilha sonora da novela Tieta, da TV Globo.

No início dos anos de 1990, criou e passou a liderar a Timbalada, banda de tambores de origem africana (timbaus) com mais de 120 instrumentistas e cantores, que depois do sucesso alcançado no carnaval baiano, gravou cinco discos na Polygram — o último foi Mãe de samba, lançado em 1997.

Outros de seus projetos são a Bolacha Maria, uma banda só de mulheres, e a Lactomia, banda percussiva formada por crianças e adolescentes do Candeal e de bairros vizinhos de Salvador.

Em 1993 assinou cinco das 13 músicas do disco Brasileiro, de Sérgio Mendes, ganhador de um prêmio Grammy, no mesmo ano. Em 1996 lançou seu primeiro CD solo, Alfagamabetizado.

Gravou com músicos das mais diferentes tendências como Herbie Hancock e o grupo Sepultura; artistas como Gal Costa, Daniela Mercury, Nando Reis, Marisa Monte, Cássia Eller e Herbert Viana, entre outros, gravaram suas composições ou foram seus parceiros.

CD: Alfagamabetizado, 1996, EMI 364838269-2.

Algumas músicas












Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Cósmica


Cósmica - Baby Consuelo "Baby do Brasil" - Intérprete: Baby Consuelo

LP Baby Consuelo - Cósmica / Título da música: Cósmica / Baby Consuelo "Baby do Brasil" (Compositora) / Baby Consuelo "Baby do Brasil" (Intérprete) / Gravadora: WEA / Ano: 1982 / Nº Álbum: BR 22.058 / Lado A / Faixa 1.


Tom: E

E           Am7+
Era uma vez uma pessoa comum
E          Am7+
A fim de saber do bem e do mal
A            B
E que um dia sacou
A              B
Que o seu lado é o amor
E            Am7+
Não aceita a violência
E              Am7+
Cultiva, a consciência
A               B
E vive nessa magia

A           B
Em busca da sabedoria
E
Cósmica   a claridade da manhã
A
Cósmica  como o infinito lá do céu
C#m                      B7
Cósmica  como toda a natureza
A                B
Brotou bem lá no fundo
C#m               F#m
Do seu pequenino mundo
A             B                      E
O desejo de saber  como é profundo viver
A                B
Da matéria ao espírito
C#m                 F#m
Por mais que parece esquisito
A              B
Cósmica  é a sintonia espiritual
     E
Pra ser transcendental

Todo dia era dia de Índio


Todo Dia Era Dia de Índio - Jorge Ben Jor - Intérprete: Baby Consuelo

LP Baby Consuelo - Canceriana Telúrica / Título da música: Todo Dia Era Dia de Índio / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Baby Consuelo "Baby do Brasil" (Intérprete) / Gravadora: WEA / Ano: 1981 / Nº Álbum: 22.027 / Lado A / Faixa 1.


Tom: F

Introd.: Dm7   Gm7

 Dm7
   Curumim chama
               Gm7
Cunhatã que eu vou contar
          Dm7        Gm
Todo dia era dia de Índio
          Dm7       Gm
Todo dia era dia de índio

     Am7      Bb7+
Curumim, Cunhatã
    Am7      Bb7+
Cunhatã, Curumim

            Dm7
Antes que o homem aqui chegasse
                Gm7
As terras brasileiras
                  Dm7
Eram habitadas e amadas
                             Gm7
Por mais de três milhões de índios
              Dm7
Proprietários felizes
           Gm7
Da Terra Brasilis

         Dm7                Gm
Pois todo dia     Era Dia de Índio
     Dm7                Gm
Todo dia      Era Dia de Índio

     Am7
Mas agora eles só tem
        Bb7+
O dia dezenove de abril

              Dm7
Amantes da natureza
                          Gm7
Eles são incapazes com certeza
                  Dm7
De maltratar uma fêmea
                      Gm7
Ou de poluir o rio e o mar
                   Dm7
Preservando o equilíbrio ecológico
                   Gm7
Da terra, fauna e a flora

Am7                   Bb7+
Pois em sua glória, um índio
Am7                  Bb7+
Era exemplo puro e perfeito
Am7
Próximo da harmonia
          Bb7+
Da fraternidade e da alegria

     Dm7
Da alegria de viver!
     Gm7
Da alegria de viver!
              Dm7
E no entanto, hoje
            Gm7
O seu canto triste
                   Dm7
É o lamento de uma raça
                 Gm7
Que já foi muito feliz
Pois antigamente

     Dm7               Gm
Todo dia      era Dia de Índio
     Dm7               Gm
Todo dia     era Dia de Índio
   Am7        Bb7+
Curumim,  Cunhatã
   Am7        Bb7+
Cunhatã,  Curumim
Dm7
Tererê,   Oh yeah!
    Gm7
Terereê, oh!

Baby Consuelo

Baby Consuelo (Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade), cantora e compositora, nasceu em Niterói RJ em 18/7/1952. Aos nove anos, ganhou da mãe o primeiro violão; cresceu ouvindo Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi Beatles e João Gilberto.

Em 1966 mudou seu nome para Baby Consuelo; dois anos depois, foi morar em Salvador BA, onde ficou conhecendo Pepeu, guitarrista do recém-formado conjunto Os Novos Baianos, que passou a integrar como vocalista e percussionista.

Em 1978 iniciou carreira solo com o disco O que vier eu traço, que incluía Menino do Rio (Caetano Veloso), um de seus maiores êxitos. Lançou ainda os discos Pra enlouquecer (1980), Canceriana telúrica (1981) — com o sucesso Todo dia era dia de Índio —, Cósmica (1982), Krishna Baby (1984), Sem pecado e sem juízo (1985), Ora pro nobis (1991).

Depois de uma peregrinação a Santiago de Compostela, Espanha, mudou seu nome para Baby do Brasil. Em 1997, reencontrou Os Novos Baianos, para gravar o CD duplo Infinito circular (Globo/Polydor); no mesmo ano, lançou o CD Um, que marcou seu ingresso na dance music.

CD: Um, 1997, BMG/Ariola 7432145483.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha