quinta-feira, 11 de maio de 2006

Exaltação à Mangueira

Desde a década de 1920, o Morro de Mangueira é motivo de inspiração de muitas composições, graças, principalmente, ao seu prestígio como importante reduto do samba.

Uma dessas composições é "Exaltação à Mangueira", uma sincera homenagem dos mangueirenses Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa, que se tornou uma espécie de hino informal da verde-e-rosa: "Mangueira, o teu cenário é uma beleza / que a natureza criou... ô... ô! / o morro com seus barracões de zinco / quando amanhece, que esplendor...".

Moradores de Mangueira por toda a vida, trabalhadores da cerâmica ali existente, Aloísio e Enéas fizeram este samba (a ideia foi de Enéas) num intervalo de almoço, conforme depoimento do primeiro ao pesquisador Arthur L. de Oliveira (publicado no jornal A Voz do Morro, em fevereiro de 96).

Detalhe curioso relembrado por Aloísio: "A princípio, a gente fez os versos 'todo mundo te conhece até no interior / não é bafo de boca / nem mania, não senhor'. Mas o presidente da Mangueira, Hermes Rodrigues, reclamou: 'Desse jeito não tá legal'. Então ficou assim: 'Todo mundo te conhece ao longe / pelo som de teus tamborins / e o rufar do teu tambor...". "Exaltação à Mangueira" foi lançada por outro mangueirense de coração, o cantor Jamelão, para o carnaval de 56.

Exaltação à Mangueira (samba/carnaval, 1956) - Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa - Intérprete: Jamelão





Mangueira teu cenário é uma beleza
Que a natureza criou, ô...ô...

O morro com teus barracões de zinco,
Quando amanhece, que esplendor,
Todo o mundo te conhece ao longe,
Pelo som teus tamborins
E o rufar do teu tambor, Chegou, ô... ô...
A mangueira chegou, ô... ô...

Ó Mangueira, teu passado de glória,
Ficou gravado na história,
É verde-Rosa a cor da tua bandeira,
Pra mostrar a essa gente,
Que o samba, é lá em Mangueira !
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