domingo, 30 de julho de 2006

Conheço o meu lugar

Belchior
Introdução:  C D C D C D E 
  C D C D C D E

      G                           D
O que é que pode fazer o homem comum 
                                 Em
neste presente instante senão sangrar?
                             A
Tentar inaugurar a vida comovida, 
      D4 D  D9
inteiramente livre e triunfante?
      G                           D
O que é que eu posso fazer com a minha 
                     Em
juventude - quando a máxima saúde hoje 
         A         D4   D   D9
é pretender usar a voz?
      G
O que é que eu posso fazer - um simples 
      D
cantador das coisas do porão? (Deus fez 
    Em
os cães da rua pra morder vocês que sob a 
        A
luz da lua, os tratam como gente - é 
                 D4   D   D9
claro! - a pontapés.)
         Em
Era uma vez um homem e seu tempo... 
           A
(Botas de sangue nas roupas de Lorca).
         Em
Olho de frente a cara do presente e sei 
           A
que vou ouvir a mesma história porca.
     G                        D
Não há motivo para festa: ora esta! Eu 

não sei rir a toa!
        Em
Fique você com a mente positiva que eu 
              A
quero a voz ativa (ela é que é uma boa!) 
                 Em
pois sou uma pessoa.
                A
Esta é minha canoa: eu nela embarco.
            Em
Eu sou pessoa!
                                  A
(A palavra "pessoa" hoje não soa bem - 
pouco me importa!)
G                                  D
Não! Você não me impediu de ser feliz!
                                    Em
Nunca jamais bateu a porta em meu nariz!
Ninguém é gente!
    A
Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca 
D4   D   D9
houve!
G                                  D
Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos!
                          Em
Não sou da nação dos condenados!
                           A
Não sou do sertão dos ofendidos!
Você sabe bem:
    D            G    Bm      C
Conheço o meu lugaaaaaaaaaaaaar! 4x
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