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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Alô xerife

Alô xerife (marcha, 1947) - Pedro Paraguaçu e José Batista - Intérprete: Bob Nelson

Disco 78 rpm / Título da música: Alô xerife / José Batista, 1913-1968 (Compositor) / Pedro Paraguassú (Compositor) / Bob Nelson, 1918-2009 (Intérprete) / Seus Rancheiros (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 30/08/1946 / Lançamento: 12/1946 / Nº do Álbum: 80-0468 / Nº da Matriz: S-078579-1 / Gênero musical: Marcha


Alô, alô boy, xerife
Eu preciso do auxílio do senhor
Alô, alô boy, xerife
Uma quadrilha quer roubar o meu amor!

(bis)

Não é que eu tenha medo de bandido
Apenas eu não quero é confusão
Enquanto eu for pegando um a um
Seu xerife, por favor
Mete os gajos na prisão...


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 12 de abril de 2008

A valsa do vaqueiro

A valsa do vaqueiro (valsa, 1946) - Vitor Simon - Intérprete: Bob Nelson

Disco 78 rpm / Título da música: A valsa do vaqueiro / Victor Simon (Compositor) / Bob Nelson, 1918-2009 (Intérprete) / Seus Rancheiros (Acompanhante) / Gravadora: Victor / Gravação: 29/03/1946 / Lançamento: 07/1946 / Nº do Álbum: 80-0414 / Nº da Matriz: S-078458-1 / Gênero musical: Valsa


A valsa do vaqueiro
É a melodia do oeste
A valsa do vaqueiro
É a canção do faroeste

Quem canta esta valsa
São os valentes vaqueiros
E os humildes rancheiros
Dorolei tirolei ti...

Cantem todos e dancem também
A valsa do vaqueiro
Quem não canta para o seu bem
A valsa do vaqueiro



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Minha linda Salomé

Minha linda Salomé (marcha, 1945) - Denis Brean e Vitor Simon - Intérprete: Bob Nelson

Disco 78 rpm / Título da música: Minha linda Salomé / Denis Brean (Compositor) / Vitor Simon (Compositor) / Bob Nelson, 1918-2009 (Intérprete) / Conjunto (acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 29/12/1944 / Lançamento: 03/1945 / Nº do Álbum: 80-0256 / Nº da Matriz: S-078111-1 / Gênero musical: Marcha


Quando eu vou pro meu rancho da montanha
Vou montado nesse meu cavalo amigo
Ainda existe algo mais que me acompanha
E por ela com todo mundo eu brigo


Eu por ela desacato
O mais temível bandoleiro
E por ela também mato
Até meu melhor rancheiro
Ela tem os olhos tristes como um lago
Já venceu um concurso lá em Chicago


Meus senhores
Vou dizer quem ela é
Entretanto, adivinhe quem quiser
É a minha linda vaca Salomé.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Bob Nelson


Bob Nelson (Nelson Pérez), cantor e compositor, nasceu em Campinas, SP, em 12.10.1918, sendo o 6º dos oito filhos de José Pérez, espanhol, ferroviário da Mogiana e dono do Hotel Dalva, e de D. Floresmina. Fez o grupo escolar que funcionava em anexo à Escola Normal e formou-se contador na Escola de Comércio São Luiz. Em sua família só ele teria pendores artísticos.


Com 11 anos já trabalhava no comércio. Depois entrou na Mogiana, apenas para atender ao desejo do pai, foi contador da Armour e caixeiro-viajante. Iniciou-se como crooner da Orquestra Julinho e cantor-solista do Grupo Cacique, que apresentava na Rádio Educadora de campinas (PRC-9), nas pegadas do Bando da Lua e dos Anjos do Inferno, e era formado, além dele, por Paulinho Nogueira e seu irmão Celso, Armando do Couto, primo dos dois e médico, Aimoré dos Santos Matos, oficial, e pelo professor Enéas.

Quando Carmen Miranda se apresentou em Campinas, em 1939, lá estavam eles acompanhando a Pequena Notável. Uma noite, depois de assistir ao filme Idílio Nos Alpes, no Cine Rink, na rua Barão de Jaguara, por brincadeira, começou a se comunicar com um amigo à maneira das montanhas do Tirol, como o cowboy-cantor Gene Autry, com menos perfeição, já vinha fazendo. Aquilo fez vibrar as mocinhas que passavam.

Durante a semana, para viver percorria a Central do Brasil como vendedor das meias Ethel, que ninguém comprava devido ao preço. Uma noite, em Taubaté, cantou no serviço de alto-falante uma adaptação que tinha feito de Ó Suzana. Agradou demais e foi estimulado a ir à Hora da Peneira Rodine, na Rádio Cultura de São Paulo. Vai com o amigo Paulo, que fica com o 2º lugar, com Lábios que beijei, e ele, com Ó Suzana, com o 1º, repartindo entre si, conforme o combinado, os prêmios, 100 e 50 cruzeiros respectivamente, ou seja, 75 para cada um. Aí resolve ficar por São Paulo, tornando-se um "calouro profissional".

Quando canta, sempre Ó Suzana, no programa Calouros do Chá Ribeira, na Rádio Tupi, o diretor Dermival Costalima o contrata a 300 cruzeiros por mês. Numa reunião de diretores, fica decidido que Nelson Pérez positivamente não era nome de cowboy. Um diretor, folheando uma revista de cinema, dá com o nome de Robert (Bob) Taylor, grande galã da época. Costalima tem o estalo: "Bob Nelson!". Nessa ocasião, Assis Chateaubriand, todo-poderoso dono das Associadas, estava empenhando em homenagear, na Tupi, o oficial-comandante americano do Atlântico Sul. Teve uma de suas idéias: "Rapaz, pegue este dinheiro, vá à loja Sloper e compre uma roupa completa de cowboy. E cante Suzana, pois o homem é do Texas!" "- O americano gostou tanto que subiu no palco para abraçar. Ele era muito alto. Abracei ele no joelho!"

Com um repertório ampliado, nesse mesmo ano de 1943, vai atuar no Cassino Ahú, de Curitiba, a 300 cruzeiros por noite. A seguir faz todo o circuito das bases militares, até Natal e Fernando de Noronha. Na volta, Ziembinski o convida para ir ao Rio de Janeiro, onde atua na Rádio Tupi e no Cassino Atlântico, a 500 cruzeiros por noite, com mais sucesso até que Gregorio Barrios e Libertad Lamarque. Como a Tupi ficasse em atraso de pagamento por quatro meses, tenta leiloar nos corredores, com colegas, seus vales e é expulso pelo diretor. Assis Chateaubriand, que o chamava de "cowboy sem cavalo", chega pouco depois e dá-lhe razão: "Atrasou, não pagou, faz leilão dessa porcaria!"

Haroldo Barbosa sem demora o recomenda a Victor Costa, diretor da Nacional. Mesmo já sabendo de seu sucesso, quer testá-lo num programa de auditório. Não deu outra: contrato imediato. Daí em diante o Vaqueiro Alegre, seu slogan, faz-se astro do disco e da Rádio Nacional, emendando um sucesso após outro como Boi Barnabé (com Afonso Simão), Eu tiro o leite (com Sebastião Lima), Minha linda Salomé (Denis Brean e Vitor Simon), Te agüenta, Mané (com Almeida Rego) e Catulé (com Murilo Latini), e sua adaptação de Ó Suzana, gravada na Victor e depois lançada nos EUA.

O Brasil também o conhece através do cinema: Este Mundo É Um Pandeiro (1946), Segura Essa Mulher (1946), É Com Este Que Eu Vou (1948), no qual canta Como É Burro O meu Cavalo! , e Estou Ai? (1949).

Muito depois, em 1970, faria papel de padre em Vale do Canaã, sob a direção de Jece Valadão. Casa-se com Antonietta Leal Perez, em 1950, e têm dois filhos, Nelson Roberto e Eduardo José, e dois netos, Luciana Antonela e Victor Eduardo. Deixando de cantar, continua na Rádio Nacional, como secretário do departamento jurídico e diretor do departamento de gravações.

Na Nacional aposenta-se em 1976, depois de 26 anos ininterruptos de trabalho na estação. Jamais pararia, contudo, de trabalhar. É representante de produtos ópticos, percorrendo todo o Brasil para promover as vendas, e sempre disposto a se apresentar artisticamente, com a mesma disposição e a mesma capacidade de conquistar qualquer platéia.


Fontes: Revivendo Músicas - Biografias; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Boi Barnabé

Esta marcha humorística representa um contato inicial da música brasileira com a country music, aproximação que floresceria com grande vigor muitos anos depois. Nesse sentido a figura sui generis do ídolo Bob Nelson (Nelson Roberto Perez) é fundamental. Embora se apresentando como um personagem que nada tem a ver com a nossa tradição, ele atingiu na época uma invejável popularidade.

A relação entre o homem urbano e alguns elementos da vida rural - fazenda, boi, cavalo - faz parte desse universo das interpretações de Bob Nelson, marcadas pelo uso de trinados semelhantes aos de cantores de country e country-blues, como Jimmie Rodgers.

Boi Barnabé (marcha, 1946) - Vitor Simon e Bob Nelson - Intérprete: Bob Nelson

Disco 78 rpm / Título da música: Boi Barnabé / Victor Simon (Compositor) / Bob Nelson, 1918-2009 (Compositor) / Bob Nelson (Intérprete) / Seus Rancheiros (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 12/11/1945 / Lançamento: 01/1946 / Nº do Álbum: 80-0372 / Nº da Matriz: S-078385-1 / Gênero musical: Marcha



Na minha fazenda tem um boi
Esse boi se chama barnabé
Sabe moço ele anda se babando
Pela minha linda vaca salomé.

Na minha fazenda tem um boi
Esse boi se chama barnabé
Sabe moço ele anda se babando
Pela minha linda vaca salomé.

O barnabé anda muito satisfeito
Por ter feito uma boa escolha
Pois esta vaca que ele anda apaixonado
Dá leite engarrafado com tampinha e com rolha
E essa vaca minha linda Salomé
Dá leite açucarado misturado com café....


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Samuel Machado Filho (youtube).